quarta-feira, maio 03, 2017

Por um fio. *Fernão Lara Mesquita 03 Maio 2017 | 03h05

A era das manifestações sem povo e contra o povo vai chegando melancolicamente ao fim.
Só em Brasília, onde o “marajalato” ameaçado de desmame não tem contra quem impor-se à força, foram dispensadas as barricadas que, no resto do País, ilustraram com perfeição a nossa “luta de classes” pré-Queda do Muro: “contribuídos” x contribuintes, aposentados integrais x aposentados pela metade, barrantes x barrados, “sindicalistas” x trabalhadores. Foi uma desolação a tal “greve geral”. O dinheiro do imposto sindical ainda compra sindicalistas, mas, definitivamente, não compra mais a massa dos compulsoriamente “sindicalizados”.
Até o Congresso Nacional, que abriga os mais sensíveis narizes da raça às mais leves oscilações do vento, registrou oficialmente “a virada” nas votações da noite de 27/4. Falta ainda a confirmação por três votações do Senado e da Câmara neste país em que nem o passado é estável, é verdade, mas a “virada moral”, a rendição argumentativa, já foi votada e assinada. É um golpe de morte na essência da “privilegiatura” a queda do foro especial para 35 mil dos “pares da corte” pouco mais de um ano depois de ter sido o nosso “rei” oficialmente declarado submetido “a deus”, significando a prevalência dos fatos sobre as suas olímpicas “narrativas”, e “à lei” pela Operação Lava Jato e pelo STF. Isso e mais uma reforma trabalhista que avançou muito além do cosmético de sempre e, ainda, o “desdentamento” da Lei de Abuso de Autoridade literalmente imposto pela opinião pública à “cafajestocracia” que começa a ingressar no território do passado, definitivamente não são pouca coisa para um país indigente de comemorações como este andava.
A alegoria reacionária encenada no plenário pelos beneficiários diretos do “peleguismo” e do “trabalhismo” achacador afastados das tetas quase centenárias não deixou dúvida quanto à certeza deles próprios de estarem sendo empurrados para fora da História do Brasil.

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