sexta-feira, março 17, 2017

ELA É ANARQUISTA E O POVO NÃO PRESTA

E então do alto de sua arrogância ela berra: sou anarquista, mas não milito na causa anarquista por não confiar no povo, o povo não presta, não tem capacidade de viver em um mundo anarquista.
Por não ler nem mesmo os clássicos de sua anarquia, será que leu Proudhon? Bakunin? Stirner? Malatesta? Será que ela leu a miséria da filosofia, onde Proudhon a partir da hipótese de Deus, mostra questionamentos quanto a certeza de conceitos. Essa moça escritora não sabe o perigo por trás de uma frase desta, o tal Karl Marx, santo comunista, já tinha percebido a dificuldade de lidar com o povo existente, ele então como solução propões duas coisas interessantes, uma é a doutrinação onde for possível a doutrinação e onde não for possível ele propõe a eliminação física das pessoas, ou seja o genocídio puro e simples.
O povo não presta, então se inventa um povo bom que caiba na minha doutrina política e assim satisfazer minha doente pessoa, com uma utopia e um desprezo pelo real, pelo que existe, uma repugnância pela vida concreta, que me torna um gênio, um ser superior, um ser que pode então sair por ai revolucionando tudo, quebrando tudo, parando ruas, pois nada do que tá ai serve ao meu mundo superior, e ninguém existente, além dos meus compadres sabem o que é este maravilhoso mundo novo anarquista ou comunista que pode muito ser nazista.
Essa gente, que nem mesmo conhece a história, acha que escrever bem, pois a moça escreve, lhe faz capaz de entender de política e de economia política, não sabe ela que papel aceita qualquer tese, mesmo com toda a capacidade técnica e sua lógica bem estruturada, é apenas ficção e ali tudo cabe dentro de sua coerência interna. Na vida não, na vida não cabe a falácia da dialética marxista, a vida é um paradoxo sem tamanho, é um surpreender a todo momento, a vida irrompe e não manda aviso.
O perigoso e sempre fatal para o povo, quando esta gente superior toma o poder, com sua utopia, é que a primeira coisa feita por eles é a suspensão da liberdade do povo, pois se ele o povo não presta é preciso impor um povo ao povo e ai a lavagem cerebral baseada em prisão, tortura e bala, para os casos considerados sem recuperação é apenas coisa de mais dias ou menos dias. A história é cheia de exemplos assim:
- França século 19, um exemplo anarquista, - Rússia , Cuba, Coreia do Norte Vietnã século 20, exemplos comunistas, - Alemanha século 20 exemplo nazista e América latina século 21 exemplos do socialismo.
Coitada essa gente, faz mal a se e aos que o rodeiam e continuam escrevendo bem aqueles que escrevem bem e nada mais.


Ronaldo Braga

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