sexta-feira, dezembro 04, 2015

TARADOS MORAIS DAS MAIS DIVERSAS VERTENTES SAEM CONTRA O IMPEACHMENT PARA COMBATER A "DIREITA"

Vigaristas intelectuais das mais diversas vertentes resolveram vir a 
público para denunciar aquele que seria um grande “complô da 
direita” contra o governo Dilma. É mesmo? Onde está a direita? 
Ela vive de quê? Apresentem-me, por favor, a direita.
Ela vive de juros estratosféricos?
Ela vive de financiar vagabundos 
para conseguir obras púbicas?
Ela vive de juros subsidiados do BNDES?
Digam-me, por favor, onde está a direita.
Até uma tal Associação Brasileira de Ciência Política, 
com esse nome ridiculamente pomposo, resolveu emitir 
uma nota contra o impeachment. Entrei no site do grupo. 
Sabem quem são os diretores? Eu conto: Leonardo 
Avritzer, Carlos R. S. Milani, Maria do Socorro Braga, 
Silvana Krause, Renato Perissinotto, Rebecca Albers, 
Ricardo Borges, Celso Vaz e Rachel Meneguello.
Boa tarde a todos! Nunca ouvi falar! Leio os bons 
da área. Nunca foram citados. Essa gente não existe. 
Monta uma ridícula associação de “ciência política” 
e sai expelindo regras por aí. A propósito: por 
que um cientista político precisa pertencer a uma 
corporação de ofício? Um trabalho intelectual de 
pensamento e análise, que é necessariamente 
individual, é exercido em sessões coletivas?
Quando vocês se reúnem, brincam de quê? 
de “Macaquinhos”??? Ou é masturbação coletiva?
Cadê a direita?
Se ela vive de juros, então está com o PT. 
Está com Dilma. Se ela vive de obras públicas, 
então está com o PT. Está com Dilma.
Se ela vive de subsídos do BNDES, então está 
com o PT. Está com Dilma.
É um lixo moral e intelectual acusar a suposta 
ilegitimidade do impeachment porque ele 
partiria de Eduardo Cunha. Ora, este é apenas 
o presidente da Câmara. A ação não é dele. Os 
peticionários são outros. Aliás, os peticionários 
são milhões de brasileiros.
É um vexame sem-par que coroas pançudos, 
que estariam obrigados pela vida a ensinar 
algumas coisas aos jovens, recebam de 
Kim Kataguiri, do MBL, de 19 anos, uma 
lição de funcionamento das instituições.
Em artigo na Folha de hoje, ele escreve:
“Parte da imprensa quer fazer parecer – e 
isso ficou muito claro pelas capas dos jornais 
desta quinta (3) – que o processo de 
impeachment é uma batalha entre o bem 
e o mal. O bem, é claro, é a presidente Dilma.
Segundo a narrativa do adesismo, o 
impeachment é uma mera investida 
revanchista de Eduardo Cunha, que não 
conseguiu o apoio do PT para se salvar no 
Conselho de Ética da Câmara.
(…)
Depois de três gigantescas manifestações, 
uma caminhada simbólica de São Paulo 
até Brasília e um acampamento que 
permaneceu por mais de um mês 
em frente ao Congresso Nacional, o 
impeachment tornou-se pauta para a 
classe política. Não havia mais como 
ignorá-lo. O barulho do Brasil 
perfurara a bolha que isola Brasília.
Ainda assim, o discurso da imprensa não era 
o de que a população brasileira havia, pela 
primeira vez em muito tempo, pautado o 
debate do Congresso. Construíram uma 
narrativa na qual a legitimidade de 
qualquer pedido de impeachment provinha 
de quem ocupa a presidência da Câmara.
“Ok, vocês estão pedindo o impeachment 
da Dilma. Mas e o Cunha? Ele pode 
acolher? Não tira a legitimidade do 
pedido?” Parece que os jornalistas 
esqueceram o fato de que o presidente 
da Câmara dos Deputados é o único que 
pode acolher tal pedido contra a presidente 
Dilma.
(…)
Canalhice intelectual
Mas o auge da canalhice intelectual está em cair 
de joelhos diante de Dilma, mas fazê-lo criticamente: 
“Ah, eu deploro esse governo, mas impeachment de 
Cunha, não”.
Ora, se o impeachment pertencesse ao presidente 
da Câmara, Dilma estaria vivendo dias de glória.
Até os bispos da Igreja Católica, para não variar, 
resolveram dizer sandices. A Comissão Brasileira 
Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos 
do Brasil, a CNBB, questiona os motivos que 
levaram Cunha a aceitar o pedido de abertura 
do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
A comissão da CNBB diz que a atitude do presidente da 
Câmara “carece de subsídios que regulem a matéria” e 
que a sociedade está sendo levada a crer que “há 
motivação de ordem estritamente embasada no exercício 
da política voltada para interesses contrários ao 
bem comum”. Para a conferência, “o impedimento 
de um presidente da República ameaça ditames 
democráticos, conquistados a duras penas”. A 
comissão diz ainda que “é preciso caminhar no 
sentido da união nacional, sem quaisquer 
partidarismos, a fim de que possamos construir 
um desenvolvimento justo e sustentável”.
A CNBB precisa melhorar a reza e a política. 
Não é mero acaso o óbvio declínio da Igreja Católica 
no Brasil. Como a gente vê, quando uns não estão 
fazendo coisas nefandas com crianças na sacristia, 
outros tantos estão a violar o direito de milhões 
de ter um governo que respeite as leis. Que estes 
também vão brincar de “Macaquinhos” e deixem 
o Brasil em paz, buscando Justiça.
No fim das contas, o que temos aí é a 
convergência das mais variadas correntes de 
esquerda em defesa de seus aliados intelectuais.
Isso ainda não é o pior que esse pensamento pode 
produzir, não. É apenas a versão atual e local de 
uma deformação moral bem mais antiga.
Durante décadas, intelectuais de esquerda do 
mundo inteiro fecharam os olhos para os crimes 
do stalinismo e do maoismo na União Soviética e 
na China, respectivamente. Achavam que denunciá-los 
seria tirar do povo a esperança na revolução. Enquanto 
isso, Stálin matava 35 milhões de pobres, e Mao, 75 milhões.
Mas os ditos intelectuais não davam o braço a torcer. 
Afinal, tinham de combater “a direita”, “os reacionários” 
e “o imperialismo”.
Bando de delinquentes!

Reinaldo Azevedo

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