segunda-feira, dezembro 07, 2015

Reinaldo Azevedo mandando a mentira correr


Reinaldo Azevedo desnuda a mentira com diploma de doutores pagos pra defender os inimigos do povo. Viva Reinaldo Azevedo. ObrigadopReinaldo Azevedo, faço minhas suas palavras



E a Associação Brasileira de Ciência Política segue de joelhos, fazendo o trabalho de sopro para o governo federal, mas se fingindo de sábia, independente e corajosa. A Associação Brasileira de Ciência Política segue exibindo a grande coragem de servir de montaria ao poder de turno. A Associação Brasileira de Ciência Política segue expondo a sua ignorância sábia em favor do mensalão, dos aloprados, do petrolão, do assalto organizado ao estado brasileiro.
Escrevi aqui, no dia 4 deste mês, um post contra uma nota pusilânime emitida por tal associação. Os valentinhos resolveram publicar em seu site uma nota me atacando, nos termos que seguem abaixo, em vermelho. Respondo em negrito.
Nota em resposta a Reinaldo Azevedo
A Associação Brasileira de Ciência Política teve a sua nota publicada em 3 de dezembro – uma nota que demonstra preocupação e perplexidade com os desdobramentos da democracia brasileira – achincalhada pelo blogueiro Reinaldo Azevedo.
Não foi achincalhada. A nota foi criticada. Mas os doutores dizem a verdade em parte: eles realmente se mostram perplexos com os desdobramentos da democracia brasileira. Eles estão prontos para defender uma ditadura, em que não existem nem lei nem Constituição.
Este foi capaz, apesar das poucas linhas que escreveu, de demonstrar a sua mais completa ignorância na área. Ele confunde aquilo que não é possível confundir: a mera opinião desinformada ou mal formada que ele pratica com a discussão criteriosa julgada pelos pares e o conhecimento científico publicado no Brasil e no exterior que ele confessa não ter a menor ideia do que seja.
Desafio qualquer um desses bananas para um debate público. Aliás, tenho um programa de rádio. Vamos lá. Vamos expor a milhões de brasileiros os argumentos. Quero que o melhor deles demonstre:
a: que o impeachment não está previsto na Constituição;
b: que as pedaladas fiscais e a edição de decretos envolvendo gastos sem a autorização do Congresso não ferem a Lei 1.079.
Se o melhor deles — há um melhor, suponho — conseguir fazer isso, enfio o rabo entre as pernas e dou o braço a torcer. Como jamais conseguirão, então fogem do debate, fogem do argumento e se escondem numa nota malcriada e vagabunda.
Vamos ao debate. Escalem o melhor de vocês aí. Vamos falar também um pouco de teoria, de história e de jurisprudência. Tachar quem discorda da gente de “ignorante” é coisa fácil, de que qualquer linguarudo é capaz. Prová-lo já é coisa mais difícil.
Vale a pena responder a algumas das suas considerações. Em primeiro lugar, o blogueiro mostra a sua mais absoluta ignorância em relação à organização do conhecimento científico. A sua ideia de que se produz ciência individualmente revela o desconhecimento sobre o processo de produção científica em todas as áreas.
Em primeiro lugar, vocês não produzem ciência, não produzem nada! Uma coisa é acúmulo de conhecimentos, é organização de especialistas em defesa da ciência e do aprimoramento científico. Outra, diferente, é uma corporação de ofício mixuruca como essa tal associação, que existe para emitir boletins ideológicos.
O blogueiro se pergunta candidamente: “a propósito: por que um cientista político precisa pertencer a uma corporação de ofício?”. Associações acadêmicas são a forma por excelência da produção do conhecimento científico. A Associação Americana de Ciência Política tem mais de 100 anos. A Francesa e a Britânica quase 70 anos. A ABCP tem 30 anos. Congrega 892 associados e 16 áreas temáticas, já organizou 9 encontros desde 1996, edita e publica, desde 2007, a Brazilian Political Science Review. Todos os anos ou de dois em dois anos as associações científicas sérias realizam encontros e uma grande parte dos bons artigos da ciência política brasileira e internacional tem surgido a partir daí. Nesses últimos 30 anos, a ABCP tem cumprido seu principal papel institucional: contribuir com a reflexão sobre a construção democrática e sua defesa.
Cadê essa contribuição?
Onde estava a associação durante o mensalão? Produziu o quê?
Onde estava a associação durante o petrolão? Produziu o quê?
Onde estava a associação durante os aloprados? Produziu o quê?
Onde estava a associação durante o tempo em que Dilma destruía os fundamentos da economia? Produziu o quê?
Ilustres desconhecidos do nariz marrom me chamam de “blogueiro” no intuito de me ofender, como a ressaltar a minha condição menor. Blogueiro, sim! Blogueiro também! Com muita honra! Com uma vasta produção que pode ser testada pela realidade porque exposta em arquivo. E o que vocês produzem? Aguenta ser confrontado com a realidade?
E vocês? Juntaram essa gente toda para produzir o quê? Genuflexão altiva? Blogueiro, sim! Mas pago as minhas contas. Não dependo de verba pública como a maioria de vocês. Para, como paga, produzir falso conhecimento contra o interesse a população.
Em segundo lugar, em relação à avaliação dos indivíduos membros da Associação, é claro que não cabe aqui expor o curriculum de cada um dos associados da ABCP. Mas vale a pena mencionar que os membros da diretoria da ABCP publicam em algumas das melhores editoras universitárias do mundo, como Princeton, Oxford e Johns Hopkins. Que um dos seus membros ganhou o prêmio de melhor livro do ano da Associação Americana de Ciência Política no ano passado, que alguns são membros de conselhos de fundações internacionais importantes e que um deles já trabalhou na Unesco em Paris. Quase todos tiveram os seus doutorados obtidos nas melhores universidades do mundo e muitos foram professores visitantes nos Estados Unidos, em Portugal, na França, no Reino Unido e no México. Claro que nada disso interessa ao blogueiro que acha que apenas ouvir falar de alguém constitui critério de legitimação de sua relevância.
É claro que não vale expor currículos tão soberbos quando, em grupo, atacando como as hienas, resolvem colocar, então tanta sapiência a serviço do poder de turno.
No fim das contas, eis aí a que foi relegada a esquerda acadêmica brasileira: acha que pode expor seus títulos e suas miseráveis conquistas a serviço de uma quadrilha que assaltou o estado brasileiro.
Refaço o meu convite aos senhores estrelados. Façam aí um concurso interno para escolher o melhor e vamos debater. E quero saber se os senhores leram a Lei 1.079. Eu quero saber se os senhores leram a Constituição. Eu quero saber o que os senhores pensam da aplicação seletiva das leis.
Sair da obscuridade silenciosa em que se encontravam, enquanto o país era cotidianamente assaltado, para vir defender o statu quo no justo momento em que a sociedade brasileira reage é coisa de covardes, de vagabundos intelectuais, de pançudos que se escondem atrás de títulos e de grupelhos acadêmicos que se confundem com valhacoutos.
Por meio desta nota, a ABCP vem reafirmar sua convicção da importância de realizar um debate sério de ideias em torno da proposta do impeachment que pode colocar em xeque a estabilidade das instituições democráticas no país. Explicar para o país de forma serena os riscos para a estabilidade democrática de um processo de impeachment movido por interesses pessoais de um político acusado de corrupção é de central importância.
Realizar um debate sério? Bando de sacripantas! Para vocês, sérios são todos aqueles que concordam com suas teses, e pouco sérios, os que as combatem.
Afirmar que uma proposta de impeachment “pode colocar em xeque a estabilidade das instituições democráticas” demonstra o calibre intelectual de seus autores.
O mínimo que se pode esperar de um intelectual é que tenha compromisso com a história. Para fazer tal afirmação, seria preciso que uma série histórica de eventos semelhantes permitisse levar a tal conclusão. Isso seria ciência. Isso seria método.
Mas não! Os vigaristas ignoram os fatos. O Brasil teve impeachment uma vez. E o Brasil só conta na ordem do mundo em razão daquele evento, que está na raiz do Plano Real — Plano Real sem o qual o próprio governo Lula teria sido impossível.
No auge da estupidez, a nota trata a denúncia contra Dilma como se fosse da autoria de Eduardo Cunha, confundindo o homem que ocupa um cargo com a sua função institucional.
Esse bando de gente que vem exibir seus currículos para tentar me intimidar não é capaz de distinguir um indivíduo da instituição. Juntam-se numa associação de cientistas políticos para enganar, para trapacear, para, em suma, mentir.
Espero que, quando juntos, esses luminares ao menos brinquem de macaquinhos. O que cada um deles pode encontrar de mais interessante no outro, definitivamente, não está no mundo das ideias, da teoria, da ciência.
Sabujos!
Medíocres!
Mentirosos!

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