quarta-feira, janeiro 28, 2015

UMA CARNE SEM DOR

Ando nas ruas,
um cheiro de nada permeia nos olhos mortos das gentes
nem um grito diz algo nessa hora sem silencio
só espero a espera cansar
 e ando teimoso no meio de uma multidão solitária.
O que querem? 
Não sei, mas sei o que tenho,  negando a tudo,
a vida numa pastilha recriada, propaganda bonita,
agora uma onda vazia, um sorriso sem cor, uma carne sem dor
Estou acordado neste sonho real, a inocência corada perdeu a vergonha e
se esconde em um nervoso e flácido riso.

R.B.Santana

Um comentário:

Rodrigo disse...

Excelente texto. Quero entrar na disputa para ler na peça do grupo,abçs!