quarta-feira, outubro 29, 2014

Depois de algum tempo você aprende


Depois de algum tempo você aprende a diferença,
A sutil diferença entre dar uma mão e acorrentar uma alma,
E você aprende que amar não é apoiar-se
E que companhia nem sempre significa segurança,
E começa aprender que beijos não são contratos,
E presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante,
Com a graça de um adulto, e não com a tristeza de uma criança
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
Porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos,
E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Aprende que falar pode curar dores emocionais
Descobre que se leva anos para construir uma confiança
E apenas segundos para destruí-la.
E que você pode fazer coisas em um instante,
Das quais se arrependerá pelo resto de sua vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
Mesmo a longa distância,
E o que importa não é o que você tem na vida,
Mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos
Se compreendermos que os amigos mudam,
Percebe que o seu melhor amigo e você
Podem fazer qualquer coisa ou nada
E terem bons momentos juntos.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que o ame
Não significa que esse alguém não o ame com tudo que pode
Pois existem pessoas que nos amam
Mas simplesmente não sabe como demonstrar ou viver com isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém
Algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo
Aprende que com mesma severidade com que você julga
Você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
O mundo não pára para que você o conserte,
Aprende que tempo é algo que não pode voltar para trás,
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte,
E que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que a vida realmente tem valor,
E que você tem valor diante da vida.
E você finalmente aprende que nossas dúvidas são traidoras
E nos faz perder o bem que poderíamos conquistar,
Se não fosse o medo de tentar...

Autor - Willian Shakespear

sexta-feira, outubro 10, 2014

Ferreira Gullar: o imortal


Frases de Ferreira Gullar

O socialismo fracassou. Quando o Muro de Berlim caiu, minha visão já era bastante crítica. A derrocada do socialismo não se deu ao cabo de alguma grande guerra. O fracasso do sistema foi interno. (…)
O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas. A visão de que só um lado produz riqueza e o outro só explora é radical, sectária, primária. A partir dessa miopia, tudo o mais deu errado para o campo socialista. (…)
Eu, de direita? Era só o que faltava. A questão é muito clara. Quando ser de esquerda dava cadeia, ninguém era. Agora que dá prêmio, todo mundo é. Pensar isso a meu respeito não é honesto. Porque o que estou dizendo é que o socialismo acabou, estabeleceu ditaduras, não criou democracia em lugar algum e matou gente em quantidade. Isso tudo é verdade. Não estou inventando. (…)
Não posso defender um regime [o cubano] sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar um país do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo. Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum. É difícil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo.

segunda-feira, outubro 06, 2014

Jarbas Vasconcelos divulga apoio a Aécio

estrelinha
É público e conhecido que sou opositor do governo do PT. Um governo que acumula problemas. Problemas tão graves que colocam em risco tudo aquilo que a população brasileira construiu nos últimos vinte anos.
O Governo Dilma Rousseff bagunçou as contas públicas, permitiu que a inflação voltasse a assombrar os trabalhadores e é tolerante, conivente e até cúmplice da corrupção que hoje toma conta de todas as esferas da administração federal. É o que nos revelam as recentes investigações da Polícia Federal sobre a roubalheira bilionária na Petrobras, sem falar no uso e abuso político dos Correios, do escândalo do Mensalão – para ficar apenas nesses casos.
Apoiei, desde a primeira hora, a candidatura do ex-governador Eduardo Campos e, depois, com a tragédia do dia 13 de agosto de 2014, defendi a ascensão imediata da ex-ministra Marina Silva. Fiz isso por acreditar que ambos representavam o caminho para iniciar um novo ciclo na política do Brasil.
Hoje, o povo brasileiro  referendou o caminho de mudança, ao levar o País ao segundo turno das eleições presidenciais. Não podemos titubear e nem nos dividir.  O candidato Aécio Neves demonstrou força e determinação para chegar ao segundo turno. Aécio representa a possibilidade real de virarmos a página de um ciclo que se esgotou – socialmente, economicamente e politicamente.
Aécio tem história. É um homem afável, preparado, correto, que já provou que sabe governar. É um gestor experiente e articulado. Aécio é um líder político com a generosidade e a sensibilidade de governar para todos.
É diante dessa reflexão que, sem um pingo de hesitação, declaro meu apoio ao Aécio Neves e ao seu projeto para o Brasil. Nesta segunda-feira (6), irei a Brasília, onde já me engajarei em sua campanha.
Jarbas Vasconcelos

sexta-feira, outubro 03, 2014

Reinaldo Azevedo

A urna de 

domingo e 

os ladrões


Paulo Roberto Costa era apenas um tipo comum. Jamais seria incluído numa lista de mais influentes nem era chefe de nada. Não levava jeito para "capo di tutti i capi". Permaneceu por nove anos à frente da diretoria de Abastecimento da Petrobras. Chegou pelas mãos do PP e, bom rapaz, foi logo adotado pelo PT e pelo PMDB.
Lula, que sempre soube empregar o diminutivo com grande eficiência, o chamava de "Paulinho". Há "Paulinhos" à mancheia nas outras estatais, nos fundos de pensão, nas autarquias, na alta administração federal, em toda parte. Os "Paulinhos" sem rosto são mais influentes na República do Babalorixá de Banânia do que os eunucos no Império Persa.
Costa está em prisão domiciliar, ornado por uma tornozeleira eletrônica. No acordo de delação premiada, aceitou devolver aos cofres públicos espantosos R$ 70 milhões. É o que admite ter capturado, em proveito próprio, como operador do esquema criminoso, suprapartidário e governista, incrustado na estatal. Ele separava para si, note-se, apenas uma pequeníssima parcela do saque. Quanto levavam seus "chefes"?
Um termo de comparação: o mensalão, segundo Roberto Gurgel, ex-procurador-geral da República, distribuiu R$ 141 milhões em propina. No petrolão, um corrupto menor assume que a, digamos, taxa de administração da canalhice lhe rendeu o correspondente a 50% do que movimentou um dos maiores esquemas de corrupção da história do país.
Dado o tamanho do Estado no Brasil, é forçoso concluir que vivemos sob a permanente rapinagem de uma súcia. Se uma empresa como a Petrobras não dispõe de um sistema de "compliance" que a torne imune a práticas dessa natureza, pode-se imaginar a desenvoltura com que atua a bandidagem em áreas bem menos expostas à curiosidade pública e desobrigadas de fazer ao menos a mímica da boa governança corporativa.
Não obstante, o estatismo goza de grande prestígio no Brasil, especialmente junto a acadêmicos, artistas e jornalistas, que ajudam, sim, a formar opinião e a plasmar consensos. Os escândalos na Petrobras se tornaram tema de campanha –e nem poderia ser diferente. Mas nós os estamos debatendo como se fossem apenas casos de polícia, e esta é a sua face menos importante. O assalto organizado à Petrobras é um caso de política.
Há quatro eleições já, incluindo a deste ano, o petismo sufoca o país com a sua ladainha estatista, que só interessa à burguesia sindical do capital alheio e, portanto, aos aparelhos que garantem a influência e o poder do próprio... petismo.
Os verdadeiros espoliadores do Brasil, a "classe" de fato dominante, são justamente aqueles que saem por aí a falar em nome da igualdade e da justiça social. Praticam a forma mais porca e perversa do discurso ideológico, que é a do mascaramento da verdade. Quando é que voltaremos a ter uma candidatura viável, com a coragem de dizer os nomes daqueles que nos assaltam e condenam?
Ah, sim: na vigência do esquema criminoso, a Petrobras financiava boa parte da "consciência crítica" da "arte brasileira". Afinal, os desdentados, miseráveis e barrigudinhos produzidos por esse modelo merecem ao menos as metáforas pedestres –de esquerda, claro!– expelidas por "artistas" financiados. É de dar nojo.

quarta-feira, outubro 01, 2014

QUEM SABE, QUEM SABE...

Quem sabe um dia, essa gente não se levanta e diz o que sente, essa gente não fique irritada com a fila no posto medico, não ache mais graça da fala descarada de outra gente que faz da barba um simbolo e das estatais, um cofre partidário, quem sabe, se um dia gente como a gente, caro amigo, não possa falar de assuntos mais importantes e não tenha que relatar roubos todos os dias.
Quem sabe a gente possa falar e pensar maneiras de crescer e discutir livros e métodos de administração ou de criação(de cinema, literária ou de animais).
Quem sabe um dia a Dilma não seja uma triste e simbólica lembrança, uma lembrança de um descuido que a democracia, por ser livre, por ser democrática, as vezes nos arma armadilhas, quem sabe se dessa lembrança muitos defeitos possam ser corrigidos, superados e que a gente possa saber que PT nunca mais. Quem, sabe, quem sabe…