quarta-feira, setembro 24, 2014

FERRO: O MEDO DAS CHUVAS DE MEDO

Geme o ferro  em parcas loucuras
 O ferro no ferro louca chuva de medos
requebra enfraquece e esfria o medo daquela noite
mas a falta ilumina o passado em minhas mãos
pois nem o sol de um dia 
nem a chuva de uma noite sem lua
retorce o doloso querer do meu desejo.

A dor que homens opacos oferecem
e a mentira dos homens dobrados
não cutucam meu canto sereno
nem cortejam meus fúnebres sorrisos.

Ainda junto nervos soltos pelas calçadas
e ainda costuro minhas carnes decepadas
E sei, uma luz assim tão forte
persiste em mentes covardes
e meu refugio é uma noite sem fim
e bebo o sangue gelado.

Não tenho o medo daquela noite
E nem o seu fraco espirito
nem o seu sopro covarde
assusta meu ser
pois já não tenho o medo daquela noite.
Calado junto meus passos
por todos os meus passados.

www.ronaldobragas.blogspot.com
R.B.Santana

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