domingo, julho 27, 2014

A “dolce vita” de nossa esquerda milionária


 

Então é preciso ser pobre para ser de esquerda? Eis a pergunta que muitos fizeram após minhas críticas à “esquerda caviar“. Não, o sujeito não precisa ser um pobretão para ser de esquerda. Mas quem não consegue enxergar incoerência em quem adota um discurso “igualitário” radical ou mesmo anticapitalista, condenando com veemência a “ganância”, o “individualismo” e o “lucro”, e depois vive como o mais rico dos nababos ou o mais magnata dos capitalistas, então sofre de sérias falhas cognitivas.
Nossa esquerda, via de regra, simplesmente ama a “dolce vita” que só mesmo o capitalismo pode oferecer. Cuba, igualdade de resultados, socialismo, “justiça social”, tudo isso não passa de discurso oportunista para engambelar os incautos, ou então tentativa de autoengano para “expiar” o próprio sentimento de culpa. Na prática, as ações dessa ala esquerdista são de causar inveja nos mais gananciosos e individualistas dos ricaços materialistas.
Vejam, por exemplo, o ator da TV Globo José de Abreu. O camarada do criminoso e seu xará José Dirceu simplesmente amealhou sua razoável fortuna trabalhando na emissora que é considerada o próprio capeta pela esquerda radical. Não importa. Após uma década casado, o ator se separou e resolveu tirar um ano sabático. Vai para a Cuba que lhe pariu? Não, claro que não. Vai morar em Paris, capital mundial da gauche caviar.
Os tucanos são acusados de representar as “elites”, os ricos. Mas, como mostrei aqui ontem, o PT tem metade das candidaturas mais caras do país. O candidato mais rico de todos é do PMDB e aliado de Roberto Requião, um nacionalista radical e esquerdista igualmente radical, aliado dos “movimentos sociais” como o MST. É um herdeiro (elite culpada?) com patrimônio de quase um bilhão de reais. E se diz um eleitor do PSTU, PSOL e PT!
O que fica claro é que essa turma dá muito mais importância ao discurso do que à prática, às aparências em vez de ao que é efetivamente feito. Falam em nome dos mais pobres, condenam o lucro, a ganância, os ricos, mas querem acumular cada vez mais capital com muita ganância para viver como magnatas capitalistas.
O maior ícone deles é Fidel Castro, líder socialista, mas que na verdade não passa de umnababo do Caribe, uma espécie de senhor feudal escravocrata em pleno século 21. E, claro, seu maior aprendiz tupiniquim é Lula, o metalúrgico, o “homem do povo”, que gosta de tecidos egípcios, carro exclusivo para a cadelinha, viajar de jatinho para todo lado. Eis sua pescaria:
Lula pescador
A cara do povão, não é mesmo? O problema do Brasil não é a tal “elite branca”, e sim a elite vermelha!
Rodrigo Constantino

sexta-feira, julho 25, 2014

Resposta a Guilherme Boulos, o vigarista delirante que, atendendo às ordens de seu partido, quer me eliminar do debate. E, claro, ele avança no antissemitismo também!

Guilherme Boulos, o dono do MTST, o autointitulado Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, escreveu uma coluna Folha Online com ataques a mim. Já publiquei seu texto no blog com uma breve resposta. Vamos, agora, a considerações nem tão breves. Sua coluna segue em vermelho, interrompida por considerações minhas, em azul.
*
A direita brasileira já foi melhor. Teve nomes como Roberto Campos e José Guilherme Merquior entre seus quadros, formulando sobre teoria econômica e política internacional. Naquele tempo, a direita recorria a argumentos, além do porrete. Hoje restou apenas o porrete, aplicado a esmo sem maiores requintes de análise.
Haviam me dito, e eu achava, sim, tratar-se de um erro, que esse cara era melhor. Já vivi o bastante para acertar na primeira impressão — quase sempre ao menos. Se há crítica vulgar, intelectualmente vigarista, picareta mesmo, é esta: “A direita brasileira já foi melhor”. Dez entre dez esquerdistas mixurucas, como é o caso desse rapaz, a repetem. Dizer o quê? Em primeiro lugar, esquerdistas não são exatamente bons juízes da qualidade da direita. Em segundo lugar, sempre que se buscam os tais “direitistas melhores”, eles não variam muito: Merquior (que nem de direita era) e Campos. Em terceiro lugar, note-se que, para eles, direitistas respeitáveis estão necessariamente mortos. Como esquecer que, vivo, Merquior foi alvo de um abaixo-assinado promovido por amiguinhos de Marilena Chaui, inconformados com o fato de que o intelectual apontara um óbvio plágio no livro “Cultura e Democracia”, de autoria da sedizente “filósofa”? Ela havia traduzido sem querer, sabem?, algumas páginas de um livro de Claude Lefort. Na obra desta senhora, em suma, havia coisas novas e boas. As novas não eram boas, e as boas não eram novas… E Campos? Durante anos foi tratado como mero conspirador, chamado jocosamente de “Bobby Fields” pelas esquerdas, que o consideravam americanista e entreguista. Aí eles morreram. Foram alçados ao panteão dos “direitistas melhores”.
Só para constar: nem Merquior nem Campos formularam “sobre” (para empregar a regência energúmena de Boulos) política internacional ou política econômica respectivamente. Isso é só a voz da ignorância posando de sábia. Vá se instruir, rapaz! Quanto a porrete, dizer o quê? A esquerda radical conta a sua história em cadáveres; os liberais, em direitos individuais.
Impressiona o baixo nível intelectual dos representantes da direita no debate público nacional. Não elaboram, não buscam teoria nem referências. Não fazem qualquer esforço para interpretar seriamente a realidade. Apenas atiram chavões, destilando preconceitos de senso comum e ódio de classe.
É um artigo ginasiano. Eu escrevi uma coluna sobre Boulos na Folha. Estáaqui. Ele, como se vê, responde. Comparem os textos. Avaliem quem apela à teoria e quem se limita ao xingamento. Ele baba, sim, mas ignorei esse aspecto em meu artigo porque não é relevante. Como? Esforço para interpretar seriamente a realidade??? Quer dizer que, caso eu me dedique a esse ofício, vou necessariamente concordar com ele? O link do meu artigo está aí. Procurem lá os “preconceitos de senso comum e ódio de classe”. Se eu me considerasse um bom juiz das esquerdas, eu diria que elas já foram melhores, não é? Já houve Caio Prado. Hoje, há Guilherme Boulos.
Reinaldo Azevedo é hoje o maior representante dessa turma. Com 150 mil acessos diários em seu blog mostra que há um nicho de mercado para suas estripulias.
Ao lado dele tem gente como Rodrigo Constantino, aquele que se orgulha das viagens a Miami e se despontou como legítimo defensor dos sacoleiros da Barra da Tijuca.
Antes os intelectuais de direita iam fazer estudos em Paris. Agora vão comprar roupas em Miami. Sinal dos tempos e das mentes.
Você está errado! A média diária é superior a 200 mil acessos. O mercado para as minhas estripulias é bem maior. Nunca estive em Miami. E não é por preconceito. Só entro em avião em último caso — e não há um último caso que possa me levar pra lá. A ignorância de Boulos é assombrosa até quando tenta fazer alguma ironia. Paris sempre foi a Meca dos intelectuais de esquerda. Os liberais, que ele chama “direita”, preferem outras praças, onde a guilhotina, por herança e atavismo, não separa o pensamento do pescoço. Boulos me decepciona um pouco. Passaram-me a impressão de que estávamos, sei lá, diante de um Marat dos Trópicos, de um Saint-Just da Vila Madalena… É só um Zé-Mané que não ouviu o número necessário de “nãos” quando era criança e se transformou um pivete de classe média repetindo chavões do igualitarismo.
Dispostos a tudo para fazer barulho no debate público, mas sem substância em suas análises, aproximam-se frequentemente de um discurso delirante.
Qual é a “substância” das “análises” de Boulos? Qual é o pensamento desse chefe de milícia? Por que ele não produz teoria demonstrando a economicidade de sua luta? Por que ele não evidencia, também no campo da teoria, que o roubo da propriedade alheia é uma forma eficiente de redistribuição da riqueza? Esse rapaz tem a arrogância própria dos ignorantes — e isso, sim, é um traço de classe. Mas é agora que a coisa começa a ficar divertida.
Reinaldo Azevedo jura que o governo petista quer construir o comunismo no Brasil. E vejam, ele não está falando do Lula de 1989, mas do governo do PT de 2003 a 2014. Sim, o mesmo que garantiu lucros recordes aos bancos e empreiteiras na última década. Que manteve as bases da política econômica conservadora e que nem sequer ensaiou alguma das reformas populares historicamente defendidas pela esquerda. Neste governo que, com muito esforço, pode ser apresentado como reformista, ele enxerga secretas intenções socializantes. Certamente com o apoio da Odebrecht e de Katia Abreu. Só no delírio…
Vamos lá. Se alguém encontrar algum texto em que eu “jure” ou mesmo sugira que o PT quer construir o comunismo no Brasil, paro de fazer este blog, de escrever minhas colunas na Folha e de falar na Jovem Pan. Boulos não suportou as verdades que eu disse sobre ele em minha coluna e decidiu responder, dizendo mentiras sobre mim. Ao contrário, rapaz! Eu sempre fiz pouco caso da profissão de fé socialista do PT. Eu considero seus amiguinhos oportunistas, Boulos! Comunistas, não! São defeitos de caráter distintos. O arquivo do meu blog está aí, à disposição. Já escrevi centenas de textos sobre a intimidade do PT com o setor financeiro e suas relações incestuosas com o capital.
Boulos não reconhece os limites da lei e do estado de direito. Dentro de sua deformação essencial, no entanto, poderia ser um debatedor honesto, mas ele não é. Honestidade no debate de ideias requer informação e formação intelectual, o que ele não tem. Atribuir ao outro o que ele não pensa — e nunca escreveu — para contestá-lo não é só coisa de um mau debatedor; é coisa de um mau-caráter.
Para ele, João Goulart é que era golpista em 64.
Não! Eu afirmei que a democracia morreu em 1964 por falta de quem a defendesse — Goulart inclusive. E, sim, ele flertou com o golpe, está documentado, mas não levou a ideia adiante porque lhe faltaram condições. Vá estudar, ignorante!
Os black blocs são amigos do ministro Gilberto Carvalho.
Gilberto Carvalho confessou em entrevista que fez várias reuniões com eles. Se são “amigos”, não sei. Interlocutores, com certeza! Fatos.
E as pessoas só são favoráveis às faixas exclusivas de ônibus por medo de serem acusadas de elitistas. Ah sim, sem esquecer que a mídia brasileira – a começar pelas Organizações Globo – é controlada sistematicamente pela esquerda.
Ele baba, ele xinga. Ofende os fatos e fantasia perigos. Lembra, embora com menos poesia, dom Quixote atacando os moinhos de vento.
Boulos acha que pode invadir o pensamento alheio mais ou menos como invade a propriedade alheia. A referência às faixas é patética. Eu me referia a um dado em particular da pesquisa, segundo o qual os motoristas de carros defendem as faixas. É simples: não há razão objetiva para isso. Mas não me estenderei a respeito: os 47% de “ruim e péssimo” e os 15% de “ótimo e bom” de Haddad, seu amiguinho, argumentam por mim.
E, é evidente, nunca escrevi que a “mídia brasileira” — expressão que não emprego — é controlada pela esquerda. O que digo, de forma inequívoca, é que a imprensa veicula, majoritariamente, valores de esquerda. Fatos.
Eu babo? Eu xingo? Boulos não é aquele rapaz que prometeu fazer correr sangue durante a Copa se suas reivindicações não fossem atendidas? Quanto ao mais, dizer o quê? Referir-se a Dom Quixote para atacar um adversário que ele pretende tão desprezível é só mais uma expressão saliente de burrice. Boulos deve ter lido no Google que o Quixote era um passadista maluco, que buscava restaurar um tempo irremediavelmente perdido etc. Não, meu velho! A disputa que há lá é de valores. Não me sinto à altura da personagem, nem por associação de ideias.
A pérola mais recente é escabrosa: Israel seria vítima do marketing internacional do Hamas. No momento em que o mundo vê a olhos nus centenas de palestinos serem massacrados na Faixa de Gaza, ele denuncia uma conspiração internacional de mídia contra o Estado de Israel. Encontrou eco no também direitista delirante Luis Felipe Pondé, em artigo nesta Folha.
Teoria da conspiração vá lá, até pode ter seu charme; mas, como dizia Napoleão, entre o sublime e o ridículo há apenas um passo. Reinaldo Azevedo e seus sequazes já atravessaram faz tempo esta fronteira.
De fato, os textos que têm se prestado a publicar acerca do genocídio na Palestina já superaram o ridículo. Chegaram ao cinismo. Dizer que as crianças mortas na Faixa de Gaza são marketing é uma afronta do mesmo nível da deputada sionista que defendeu o extermínio em série das mulheres palestinas para impedir a procriação. É apologia covarde ao genocídio e ao terrorismo de Estado.
Afirmar que há um genocídio de palestinos ultrapassa o limite da delinquência intelectual: é um crime moral, especialmente quando se atribui a ação genocida aos judeus. Não é preciso ser muito sagaz para perceber que se está diante de uma das várias expressões da negação do Holocausto. E é claro que esse cara não me surpreende com essa afirmação asquerosa.
Boulos acredita que pode participar desse debate apelando a citações do Google. Não pode, não! Eu o desafio a demonstrar que escrevi que crianças mortas na Faixa de Gaza são puro marketing. É mentira! É coisa de um vagabundo intelectual. O que aponto, sim, desde sempre, é o culto da morte celebrado pelo Hamas. Publiquei neste blog um vídeo em que um porta-voz do movimento terrorista concede uma entrevista defendendo abertamente a prática dos escudos humanos. É Boulos, o filhinho de papai que está brincando de socialismo, a acusar os outros de cruzar a fronteira do ridículo?
A direita se diferencia da esquerda, dentre outras coisas, pela análise dos fatos. Mas não por criar fatos ou ignorá-los. Ao menos quando tratamos de uma direita séria.
A “análise” que esse cara faz da guerra entre Israel e o Hamas demonstra o apego que tem aos fatos. Falta-lhe a honestidade básica para, ao menos, responder ao que o outro efetivamente escreve ou pensa. Dispenso-me de indagar o que ele acha dos mais de dois mil foguetes que o Hamas disparou contra Israel em 15 dias.
No caso de Reinaldo Azevedo e dos seus, estamos num outro campo. Não é apenas a direita. É uma direita delirante. A psiquiatria clínica é clara: negação dos dados da experiência, somada a uma reconstrução da realidade pela fantasia chama-se delírio. Aqui há ainda o agravante da fixação em temas recorrentes. PT, movimentos populares e mais uns dois ou três.
Huuummm… Falou o especialista em psiquiatria! É evidente que eu não esperaria que ele fosse, nessa área, um exemplo de ética. Como se nota, num mundo em que Boulos estivesse no poder, eu seria mandado para o hospício ou para um campo de reeducação. É o burguesote radical convertido em líder de sem-teto que vem falar em negação dos dados da experiência? É Guilherme Boulos, que se pretende líder até do movimento dos sem-iPhone, que vem falar em fantasia?
Um delírio em si é inofensivo. O problema é quando começa a juntar adeptos, movidos por ódio, preconceitos e mentiras. É assim que nascem os movimentos fascistas. Quem defende extermínio higienista em Gaza também deve defendê-lo no Complexo do Alemão ou em Paraisópolis.
Extermínio higienista em Gaza? Mas Israel está fora de Gaza faz tempo! Quem elimina seus adversários no território é o Hamas. E as vítimas são os próprios palestinos.
Quem vem falar de movimento fascista? O cara que cerca a Câmara dos Vereadores para impor no berro a sua vontade? O cara que organiza a sua milícia para furar a fila dos cadastrados que estão à espera de casa? O cara que cassa dos paulistanos o direito constitucional de ir e vir? O cara que ameaça fazer correr sangue se a sua vontade não for satisfeita? O cara que decide tomar na marra terrenos cuja propriedade é regular e legal? Fascista é Boulos. Fascista e antissemita!
Reinaldo Azevedo certamente ainda não representa um risco político real, mas o crescimento de seus seguidores é um sintoma preocupante da intolerância e desapego aos fatos que ameaçam o debate público no Brasil.
Atenção! Ele está fazendo um alerta, viu, pessoal!? Boulos, a exemplo do PT — e ele não passa de mero estafeta do petismo —, também acha que faço mal ao debate público. Por isso o seu partido me botou na tal lista negra. Ora, o que ele está sugerindo? Que eu seja eliminado enquanto é tempo! O sujeito que não respeita a Constituição, que não respeita o Código Penal, que não respeita o Código Civil, que ignora as regras mais elementares da convivência civilizada, está fazendo um alerta: eu e meus seguidores ameaçamos “o debate público”. Vocês já me viram liderando milícias por aí?
É um engano imaginar que Boulos se distingue no PT. É a pessoas como ele que recorrem os Gilbertos Carvalhos e Fernandos Haddads da vida. Vocês acham o quê? Que as suas ações delinquentes durante a votação do Plano Diretor da cidade não estavam devidamente coordenadas com o partido e com o prefeito? Quando Lula fala em se reaproximar dos movimentos sociais, pensa em gente como esse rapaz. Ele é parte essencial da máquina autoritária petista.
Não, meus caros! Boulos, PT e toda essa gente não vão construir o socialismo no Brasil. Socialismo não há mais. Eles são, isto sim, é autoritários. E têm o anseio de tomar o lugar da sociedade. Foi assim que esse bestalhão se tornou hoje o agente imobiliário mais importante de São Paulo.
Ele está bravo comigo porque decidi prestar atenção a seu movimento. Eu e o Ministério Público de São Paulo. Hoje, ele se tornou um coronel urbano, o dono do programa de habitação da cidade. Haddad, o seu aliado, mantém escondido o cadastro das pessoas à espera de casa. É preciso que fique claro: boa parte da ação de Guilherme Boulos é crime caracterizado no Código Penal.
Ele fala em fatos… Pois é. A Folha, o jornal em que ele escreve, decidiu visitar uma das invasões que ele promove, no bairro do Morumbi. Não havia pessoas lá. Só barracas. Seus invasores eram de mentirinha. Os sem-teto de Boulos não existem — não no número que ele alardeia. Mas existe o MTST, o aparelho.
Compreendo. Não se chega a ser um Boulos na vida sem ser também um vigarista.

Reinaldo Azevedo
revista veja

BOULOS OU AS IDEIAS BOIANTES

Texto escrito depois que li o Boulos atacando o Reinaldo Azevedo e o Rodrigo Constantino, os dois não precisam de minha defesa, mas escrevo por achar necessário esclarecer que este texto do Boulos vem exatamente como outros, com claras intenções de se criar listas negras, assim como fazia o também esquerda Hitler.

Esse cabra, o Boulos, em nada que tenha algum valor real, toca, em suas palavras, que tenta ter charme e se parecer intelectual, mas apenas diz ofensas ao outro, mas não apresenta as questões e nem fundamenta sua raiva, esse rapaz esquece que o mundo já sabe que o comunismo é um sistema politico onde para que o governo sobreviva, se torna necessário a opressão e o fabricar inimigos e antes de mais nada manter o trabalhador como escravo, esse rapaz, bem nascido financeiramente, mente não por que sabe que mente, antes já é um demente e não sabe fazer mais nada que mentir, ele esquece que o mundo já conhece a história de Cuba e seu Fidel, da Rússia e seus Stalins, da Coreia do Norte e seu anão tarado.
A questão é até quando este rapaz vai conseguir enganar os pobres paulistas, e até quando ele vai sustentar essa pseudo critica ao pt, uma vez que sabemos que sem o PT ele não seria nada hoje, e nem teria espaço, pois é a prefeitura de seu Haddad que com sua politica fascista populista vem engradecendo este fantoche que tenta fazer valer uma teoria que já morta só falta o enterro.
Caro Reinaldo Azevedo, caro Rodrigo Constantino, o cara é fraco e se sustenta apenas na ignorância de alguns, se o trabalhador brasileiro conhecesse a realidade de países não capitalistas, daria pedradas nessa corja na primeira vez que eles abrissem a boca.
Esquerda é sinônimo de exploração do outro em nome da liberdade e da salvação, esquerda é sinônimo de escravagismo. Vide o MAIS MÉDICOS, que ele nunca falou e nem vai falar contra.
Espero sua resposta a resposta de Azevedo, pois sei que assim como a sua, o Azevedo também vai colocar as palavras desse rapazinho no lugar devido:
A lata do lixo.
Sua resposta quanto a de Azevedo se faz necessária, não para exatamente responder a este nada boiante, mas sim para avançar no tema da insanidade da esquerda, como também considero que nem você e nem Azevedo precise se defender, pois o texto do Boulos, já é suficiente imbecil e em vez de atacar acaba defendendo, pois quando se acusa ideias de serem perigosas, mas não se apresenta os perigos que essa ideia cria, acaba na pratica beneficiando o acusado. O texto do rapaz é apenas cópia de outros textos de gente esperneando contra como você diz o avanço da direita.

OBS texto originalmente escrito nos comentários da coluna de Reinaldo Azevedo intitulada Oba! Guilherme Boulos, o coxinha que brinca de sem-teto, resolveu me atacar.

quinta-feira, julho 24, 2014

Sobre Suassuna

A saga de Suassuna é antes, uma busca, não da alma, mas dos atos humanos de gente que faz das tripas coração pra viver, Suassuna não busca a lama, mas sim  o “modus operandis” de personagens que presos em realidades aparentemente reduzidas, criam situações cosmopolitas e que nada tem de derrotistas. 
O Suassuna com sua forma de falar de fatos e de pessoas, tornou mais fácil o entendimento deste gigante nordeste, pois partindo do local ele chega ao universal, .
Ele, o Suassuna, não somente não se curvou ao real-socialismo, como também não buscou a facilidade das frases prontas para agradar ao grande público, Suassuna tinha em mente uma estética que sempre povoou a alma do nordestino e que tanto nas feiras, como nas brincadeiras se fez presente e esta alma herdada de sonhos, herdada de uma opressão ou mesmo de uma necessária estrada inventada, estética esta que também influenciou gente como Lampião e suas danças e roupas, O nordeste sempre buscou São Sebastião e a origem algum cordel já decretou e ainda algum outro cordel vai em novo decreto tudo isso reescrever.

R.B.Santana

Você vai votar na Dilma... então não assista este vídeo, senão você desiste.




Falta médicos cubanos em Cuba, e a falta é gigante, e ainda muito mais que médico, falta condições médicas aos médicos cubanos.
Os escravos médicos cubanos vem para o Brasil e muitos deles são militares disfarçados de médicos, vem para fazer aqui o que fizeram na Bolívia, e hoje fazem na Venezuela. que é MATAR GENTE QUE NÃO ACEITE SER ESCRAVO DOS COMUNISTAS
Médicos cubanos é uma enrascada que o Brasil pode pagar muito caro no futuro. Cuba é um presídio e o povo cubano os presidiários.
R.B.Santana





CRESCIMENTO E MAIS MÉDICOS

QUEM É LULA POR OLAVO DE CARVALHO

Chico De Oliveira Lula não tem caráter





marco antonio villa: "a década petista é a década da falácia"

quarta-feira, julho 23, 2014

A HORA DA SAIDEIRA



João Ubaldo Ribeiro
Na semana passada, li um artigo do professor Marco Antonio Villa, que não conheço pessoalmente, mostrando, em última análise, como a era Lula está passando, ou até já passou quase inteiramente, o que talvez venha a ser sublinhado pelos resultados das eleições. Achei-o muito oportuno e necessário, porque mostra algo que muita gente, inclusive os políticos não comprometidos diretamente com o ex-presidente, já está observando há algum tempo, mas ainda não juntou todos os indícios, nem traçou o panorama completo.
O PT que nós conhecíamos, de princípios bem definidos e inabaláveis e de uma postura ética quase santimonial, constituindo uma identidade clara, acabou de desaparecer depois da primeira posse do ex-presidente. Hoje sua identidade é a mesma de qualquer dos outros partidos brasileiros, todos peças da mesma máquina pervertida, sem perfil ideológico ou programático, declamando objetivos vagos e fáceis, tais como “vamos cuidar da população carente”, “investiremos em saneamento básico e saúde”, “levaremos educação a todos os brasileiros” e outras banalidades genéricas, com as quais todo mundo concorda sem nem pensar.
No terreno prático, a luta não é pelo bem público, nem para efetivamente mudar coisa alguma, mas para chegar ao poder pelo poder, não importando se com isso se incorre em traição a ideais antes apregoados com fervor e se celebram acordos interesseiros e indecentes.
A famosa governabilidade levou o PT, capitaneado por seu líder, a alianças, acordos e práticas veementemente condenadas e denunciadas por ele, antes de chegar ao poder. O “todo mundo faz” passou a ser explicação e justificativa para atos ilegítimos, ilegais ou indecorosos.
O presidente, à testa de uma votação consagradora, não trouxe consigo a vontade de verdadeiramente realizar as reformas de que todos sabemos que o Brasil precisa — e o PT ostentava saber mais do que ninguém.
No entanto, cadê reforma tributária, reforma política, reforma administrativa, cadê as antigas reformas de base, enfim? O ex-presidente não foi levado ao poder por uma revolução, mas num contexto democrático e teria de vencer sérios obstáculos para a consecução dessas reformas.
Mas tais obstáculos sempre existem para quem pretende mudanças e, afinal, foi para isso que muitos de seus eleitores votaram nele.
O resultado logo se fez ver. Extinguiu-se a chama inovadora do PT, sobrou o lulismo. Mas que é o lulismo? A que corpo de ideias aderem aqueles que abraçam o lulismo? Que valores prezam, que pretendem para o país, que programa ou filosofia de governo abraçam, que bandeiras desfraldam além do Bolsa Família (de cujo crescimento em número de beneficiados os governantes petistas se gabam, quando o lógico seria que se envergonhassem, pois esse número devia diminuir e não aumentar, se bolsa família realmente resolvesse alguma coisa) e de outras ações pontuais e quase de improviso?
É forçoso concluir que o lulismo não tem conteúdo, não é nada além do permanente empenho em manter o ex-presidente numa posição de poder e influência. O lulismo é Lula, o que ele fizer, o que quiser, o que preferir.
Isso não se sustenta, a não ser num regime totalitário ou de culto à personalidade semirreligioso. No momento em que o ex-presidente não for mais percebido como detentor de uma boa chave para posições de prestígio, seu abandono será crescente, pois nem mesmo implica renegar princípios ou ideais. Ele agora é político de um partido como qualquer outro e, se deixou alguma marca na vida política brasileira, esta terá sido, essencialmente, a tal “visão pragmática”, que na verdade consiste em fazer praticamente qualquer negócio para se sustentar no poder e que ele levou a extremos, principalmente considerando as longínquas raízes éticas do PT. Para não falar nas consequências do mensalão, cujo desenrolar ainda pode revelar muitas surpresas.
O lulismo, não o hoje desfigurado petismo, tem reagido, é natural. Os muitos que ainda se beneficiam dele obviamente não querem abdicar do que conquistaram. Mas encontram dificuldades em admitir que sua motivação é essa, fica meio chato. E não vêm obtendo muito êxito em seus esforços, porque apoiar o lulismo significa não apoiar nada, a não ser o próprio Lula e seu projeto pessoal de continuar mandando e, juntamente com seu círculo de acólitos, fazendo o que estiver de acordo com esse projeto.
Chegam mesmo à esquisita alegação de que há um golpe em andamento, como se alguém estivesse sugerindo a deposição da presidente Dilma. Que golpe? Um processo legítimo, conduzido dentro dos limites institucionais?
Então foi golpe o impeachment de Collor e haverá golpe sempre que um governante for legitimamente cassado? Os alarmes de golpe, parecendo tirados de um jornal de trinta ou quarenta anos atrás, são um pseudoargumento patético e até suspeito, mesmo porque o ex-presidente não está ocupando nenhum cargo público.
É triste sair do poder, como se infere da resistência renhida, obstinada e muitas vezes melancólica que seus ocupantes opõem a deixar de exercê-lo. O poder político não é conferido por resultados de pesquisas de popularidade; deve-se, em nosso caso presente, aos resultados de eleições.
O lulismo talvez acredite possuir alguma substância, mas os acontecimentos terminarão por evidenciar o oposto dessa presunção voluntarista. Trata-se apenas de um homem — e de um homem cujas prioridades parecem encerrar-se nele mesmo.

sexta-feira, julho 18, 2014

‘Todos no mesmo bote de fibra óptica’, de Fernando Gabeira


 

Na Copa das Confederações torcemos para o Taiti. Mesmo quando perdia de 10 a 0, ainda vibrávamos com as raras oportunidades de um gol de honra. O Taiti não é aqui. É um país do surfe de ondas gigantes, com suas águas azuis e a temível Praia de Teahupoo, conhecida como Quebra Crânio. Já o Brasil é, ou era, o país do futebol. Gastamos R$ 40 bilhões para sediar a Copa do Mundo e fomos os únicos a perder de 7 a 1.
A presidente Dilma declarou no Paraná que o Exército usaria, para resgatar as vítimas do temporal, um bote de fibra óptica. No início fiquei em dúvida. Tinha visto na TV um programa sobre como o GPS orienta a agricultura americana, aumentando sua produtividade e traçando com rigor a trajetória ideal dos tratores. Será que haviam inventado um bote de fibra óptica para explorar as riquezas do mar, quem sabe até do pré-sal? Mas o bote de fibra óptica não existe nem será inventado. Ele é, para mim, o sinônimo de uma canoa furada em que todos navegamos no momento.
Dilma também chamou de urubu quem não acreditava nas maravilhas da Copa. Caiu um pequeno viaduto, mas isso não é problema, porque não havia ninguém do governo embaixo dele no instante da queda. Já escrevi sobre ser chamado de urubu pela artilharia eletrônica petista. Urubu é o símbolo da torcida do Flamengo. É o preto da camisa rubro-negra, cores do Íbis, o pior time do mundo, ou da Alemanha, que nos serviu o chocolate da Copa das Copas, portanto, o chocolate dos chocolates.
Não sei o que a presidente tem contra os urubus. Tom Jobim amava-os e discorria longamente sobre a elegância de seu voo, nas mesas do Degrau, no Leblon da sua época. Fez uma linda melodia para traduzir em sons a beleza de seus movimentos. Não creio que seja pela cor, porque esse tipo de preconceito, teoricamente, o PT não tem. Ou porque come bichos mortos, algo que a maioria da humanidade faz. Pode-se dizer em defesa dos seres humanos que não comem um animal cru. Mas isso era antes da chegada dos restaurantes japoneses, de vez que os bifes tártaros eram exclusividade de uma minoria.
Dilma estava rígida na final da Copa. Nem se levantou para aplaudir o gol da Alemanha. E quem não aplaudiu aquele gol de Götze ou não gosta de futebol ou é argentino, pois os hermanos sentiram ali que perdiam o título. Compreendo esse medo, já que estamos no mesmo bote de fibra óptica, na mesma canoa furada. Durante os primeiros dias após os 7 a 1 fiquei com medo de abrir as gavetas e encontrar mais um gol da Alemanha. Se Dilma deixasse sua cadeira, poderiam encontrar mais um gol da Alemanha embaixo dela.
Continuo defendendo o direito ao delírio e, claro, as opiniões. Lula disse na África do Sul que os outros países viriam disputar o segundo lugar, porque a Copa era nossa. Parreira disse que estávamos com a mão na taça. Felipão elogiou o próprio trabalho e o da geração tóis, que se define com um movimento de braços que faz um T, o mesmo com queDilma posou na internet quando as coisas iam bem. A geração tóis, que se descreve com os braços, na verdade, deu uma banana para os que esperavam, ao menos, a garra dos argelinos.
Livre do furor patriótico, estimulado pelo governo e por grandes empresas envolvidas, é possível agora pensar com calma.
Como encarar com otimismo uma seleção que toma a família como modelo? Nada contra a família, respeito a opinião do herói da torcida, David Luiz: sexo só depois do casamento. Mas a família não é a forma adequada para desenvolver um trabalho desse tipo. Entre crises de choro e rezas, os jogadores se desmanchavam. E os psicólogos diziam que era o peso de tanta expectativa nacional. Somos o único país do mundo onde torcida a favor é vista como um fator negativo.
A torcida foi ótima. Não podia ser a mesma do Taiti, porque levamos o Brasil a sério no quesito futebol. Os inúmeros canais de TV nos puseram, nos últimos anos, em contato com o futebol de quase todo o mundo. Campeonatos espanhol, inglês, alemão. Era possível ver uma evolução maior que a brasileira. Mas isso era uma evidência para os que gostam e acompanham o futebol, embora muitos cronistas se tenham deixado levar pela emoção patriótica.
A cúpula do futebol está apodrecida. Talvez venha agora uma mudança, já que o foco está na análise da catastrófica participação brasileira na Copa. Mas quantas coisas não estão decadentes no Brasil e ainda estão camufladas? A indústria está em decadência e seu movimento para baixo ainda não desperta o interesse nacional. A política está decadente, num nível de putrefação que os franceses definem como faisandé, o qual repugna até meu estômago de urubu.
Somos um povo alegre e comunicativo. Mas isso não supera uma lacuna em nossa educação: um esmagador número de monoglotas. Em 2008 tentei transformar isso num grande tema político. Avançamos muito pouco desde então e não há sinais de termos tomado consciência dessa fragilidade. Seria injusto com o marxismo atribuir a indiferença ao inglês a uma resistência ideológica. Os chineses não pensam assim e tratam de dar passos mais largos.
Sei que é difícil apontar essas lacunas. No Brasil vivemos num mundo tão extraordinário que temos de imitar o célebre urubu de Stanislaw Ponte Preta e voar de costas. Sobrevoar um país onde os jornais diziam que o zagueiro Dante iria ser um trunfo porque, jogando no Bayern, conhece os alemães. E nem uma vivalma para lembrar as fortíssimas evidências de que os alemães podiam também conhecer Dante.
Nos morros do Rio, estimulados por traficantes, alguns moradores chamam os adversários de alemães. Está na hora de nos abrirmos um pouco para algumas qualidades dos alemães.
Podemos ser um país melhor. Antes teremos de perder esse espírito de fodões de que com tóis ninguém pode, vem quente que estou fervendo. Ele favorece os apagões, nas semifinais da Copa ou na noite de núpcias. Foi-se o tempo em que pensávamos que os alemães eram limitados porque eram apenas organizados e bem treinados. São tudo isso e têm talento. É a única combinação que leva à vitória ou, ao menos, a uma derrota honrosa.

quinta-feira, julho 17, 2014

sonhos empurrados



sonhos empurrados, tempos medonhos



Houve um dia em que sonhar o futuro era crescimento e alimento, uma nervosa felicidade se acoplava no corpo que em transe dançava a vitoria em ritmos mareados, houve um dia para quase tudo nesse mundo de minha existência, houve o dia da tristeza e o da felicidade , da perda e da conquista, houve o dia do silêncio e da gritaria. Hoje é o dia da mentira que só vem e  não vai.  A felicidade rapidamente vai, sua permanência eu vou esperar deitado, pois agora agora o que vale é o acertado em decreto.
Mas os dias de sonhos apareceram como miragens e as caras eram amenidades disfarçadas e meu sono se agitava em transe comprada, eu sabia que futuros se vendem, mas também sabia que não se entregam e somente ali naquele sonho revirado e visto de fora, eu sonhava o sonho e o sabia mentira, nem mesmo pesadelo ali eu encontrava. Era um sonho besta e vermelho desses que a gente se  nem se vira e nem cai da cama, mas tem a sensação de uma surra tomada e sabe que vai carregar o corpo cansado por todo aquele dia nefasto.
Hoje eu sonhei o meu mais doce sonho e sei do sal que por entre frestas e lascas se infiltra e amarga o doce sabor da dor. Já não espero a espera longa das cores e sei do verde seco esquecido e perdido nos sentidos molhados dos espertos conselhos que se chamam de populares e sei que tudo lá longe é apenas miragem e que me vendem goela abaixo como minha ida ao paraíso.
Sei que a educação se tornou obsoleta, o que importa é a palavra dada ao lado da mentira, da caneta e da arrogância, e  sei que de nada serve o conhecimento, pois uma boiada sempre satisfeita e de cabeça baixa segue o líder rumo ao precipício.
O meu sonho como um pasto cresce em tamanho e encolhe em postura e já simula pesadelo e até mesmo uma ameaça de acordar.
Afinal que importa se todos devem? 
Que importa se agora eu compro menos? 
Que importa se tudo é fantasia e propaganda? 
Eu feliz acordo em um mundo inabitado de sentidos que antes me impõe uma perspectiva de felicidade e me pune quando eu trago a critica.
Sim já houve tempos de criticas, agora é o tempo de gritar vivas e vivas, a critica deve de fininho se retirar e só se deve usa-la quando nós falamos dos inimigos.
Mas quem é o inimigo?
Então de forma desonesta um vermelho ordena -
- O inimigo será aquele que nos criticar e então terá toda a corda esticada até o pescoço.
Como assim?
Então eu não posso criticar o meu time?
O vermelho continua suas ordens -
- Não, pois ele é o time dos pobres, e os pobres coitadinhos sofrem muito, pelo menos merece um time  - vencedor e que só receba elogios
Ali na mosca eu percebi, então devemos manter baixa a alta estima dos pobres, pois ela serve para muitos e devemos também maquiar os números, todos os números, mas não somente os números, pois o líder da torcida gosta de multidões e fica todo molhado quando seu nome ecoa nas bocas ainda sem dentes e os famintos de cabeças abaixadas saúdam o aumento de tudo até mesmo do superavit.
De tanto criticar critico a mim mesmo, pois sem a critica somente lideres de torcidas criminalmente organizadas vivem e mais que vivem, NECESSITAM.
E por toda a vermelhidão o pasto grita :
Eu amo esse " Ome".
E por toda savana bichos se escondem pois eis que sorrateiramente e sorridente vem um "ome" feliz.
E o vermelho já morto ainda ordena -
- Quem critica é contra o povo.





R.B. Santana

A HISTÓRIA DE FILIPINHO


Desde pequeno Felipinho era teimoso e acreditava que sendo teimoso seria o melhor, seus colegas e amigos diziam-
- Filipinho se não estudar não passa, não adianta ser teimoso, você não vai aprender do nada.
Mas Filipinho  acreditava que bastava se colocar no lugar certo na sala que ele pescaria e passaria, bastava tirar cinco, cinquenta por cento, e ele passaria  e nem mesmo recuperação faria.
Deu certo para Filipinho durante um certo tempo, e quando ficou difícil Filipinho disse-
- Não quero mesmo continuar estudando, quero ser jogador de futebol.
Os amigos se olhavam assustados, afinal o Filipinho no futebol era um jogador pesado, chutava pra frente do nariz e forte toda bola que pegava, nunca dava um passe e gritava pra todo mundo que pegava na bola e fosse do seu time -
- Chuta, chuta desgraça, dá uma bicuda pra frente.
E como Filipinho era o dono da bola, o Filipinho também mandava no jogo, era o dono do time e quando seu time começava a perder de muito, ele já sabia o que fazer:
Pegava a bola botava em baixo do braço e bradava –
- Acabou o baba.
O tempo passou e o Felipinho acabou como zagueiro de um time de futebol profissional, batia como um doido e toda bola, mandava de primeira pra frente, jogou muito tempo  e nunca nem mesmo foi considerado um médio jogador, era apenas um zagueiro forte, chutador pro lado que tivesse, e perverso,  mas era facilmente driblado e seu time sempre foi considerado pequeno, mas se mantinha ali na primeira divisão daquele fraco campeonato estadual, mas por outro lado não disputava nenhuma competição nacional.
Então chegou o momento de Filipinho ser obrigado a deixar o time, e como não foi contratado por nenhum outro Filipinho botou na cabeça que queria ser treinador de futebol, alguns amigos disse que seria uma boa, e que ele deveria fazer um curso.
Felipinho olhou com cara feia e perguntou  de forma violenta –
- Ta me chamando de burro seu Cláudio-
- Não,  não Filipinho, mas é uma outra profissão e você deveria aprender as técnicas.
Filipinho olhou para Claudio com desdém e disse
-Eu vou ser o melhor, não preciso estudar, sempre soube pescar e fui jogador por oito anos,  e sei o que é treinar um time.
Cláudio olhou Filipinho com pena e tentou mais uma vez argumentar
- Filipinho – Cláudio falou bem devagar e com muita amabilidade – Seu Antônio nunca soube treinar time nenhum, o negocio dele é botar só jogador marcando e chutar pra frente na esperança de numa bola perdida fazer um gol. Ele sempre jogou pra não tomar gol, e nunca pra fazer.
Filipinho então deu aquele riso e triunfante disse –
- Pois é, e é assim que eu vou fazer, ele nunca caiu pra segunda divisão e se tivesse no time dois bons jogadores esses dois bons resolveriam a parada. Treinador tem é que gritar e mandar o time marcar o resto é venha o que Deus quiser.
 E Filipinho teimoso como era, muito satisfeito acabou substituindo o seu Antônio no Taxias do Norte e por sorte justamente naquele ano, um menino  de 18 anos subiu da base pro time profissional e o Taxias do Norte sob o comando de Filipinho conseguiu se classificar pela primeira vez pra fase final do campeonato e terminou em quarto lugar, a melhor campanha da história do time.
Então o presidente do time Madeira do Sul, time que disputava a terceira divisão nacional, convocou o Filipinho pra ser o novo treinador do time e sugeriu a ele um curso rápido com um técnico do Real Madrid que  iria ser ministrado em São Paulo –
- Olha aqui senhor presidente, aceito o cargo, mas curso não, afinal eu é que posso ensinar a este tal ai da Espanha.
O Presidente aceitou e o Filipinho foi pra lá treinar aquele time que tinha uma história de jogar bonito e tentar o gol. Filipinho mudou tudo e tome bola na área adversária, o time empatava duas, ganhava duas, perdia uma e vamos em frente e então o Filipinho chegou a seleção.
E na seleção com alguns bons jogadores  e  tome bola chutada na área na esperança que os bons jogadores pegasse  uma bola espirrada e gol, e assim, o  Filipinho foi campeão mundial, e sua carreira decolou e Filipinho agora Felipão se achava o maioral e falava como um maioral.
Anos passam e Filipinho ainda não estuda e  ganha uma ali, perde outra aqui e então de volta a seleção, o Felipinho se torna o redentor, aquele que já ganhou antes, e então é comercial pra todo lado, e já ganhamos, já somos os campeões e  somos os melhores, mas então acontece o pior, o Filipinho que nunca estudou e desde sempre acreditou que marcar e chutar a bola pra frente e forte era o melhor a fazer, encontrou no ultimo mundial um time com jogadores que como ele acreditava que tudo já estava ganho, bastava chutar pra frente e esperar a segunda bola, disputar todas e ganhar na velocidade e somos o melhor e eu não sou mais Filipinho agora eu sou o Felipão.
E então meus amigos o  Felipão tomou em duas partidas dez gols e voltou a ser o velho Filipinho teimosos e acima de tudo maluco, pois depois das duas goleadas ele falou –
- Fiz um ótimo trabalho e meu time foi bem até estas duas partidas finais e a culpa não é minha e sim de um apagão que tomou conta do time.
Então o Teimoso Filipinho nunca estudou, mas rico ficou, chegou ao topo e do topo feio caiu e como um bom teimoso ainda ri da cara, dos segundo ele,  otários, que perde tempo estudando.
- Eu escolho um bom lugar e pesco  - 
E então o Filipinho e seus milhões rindo ainda dorme como uma besta feliz.

R.B.Santana

domingo, julho 06, 2014

desabafo de ALIICE

Vou falar uma coisa agora que vai incomodar MUITA gente.
Em 12 anos, POR QUE não apareceu NENHUMA alternativa liberal-conservadora para se contrapor ao PT e PSDB?
POR QUE?
Por que não existe uma assim chamada “direita” moderna e esclarecida no Brasil?
Heim? Heim?
Algum partido do tipo democrata-cristão?
Algum do tipo liberal-democrata?
NÃO!
“Direita”, por aqui, se identifica somente com os Sarneys e Malufs da vida.
Depois se queixam de que só tem esquerdistas no poder. NINGUÉM se mexeu, nem propôs, nem se organizou, nem nada. NINGUÉM se modernizou, olhou ao redor, propôs uma alternativa.
O Bolsonaro, que tanta gente adora…POR QUE ainda está naquele partideco, POR QUE não fundou outro neste tempo todo?
heim?
Portanto, gostem ou não, só tem uma alternativa ao PT, e é o PSDB. Como diz o Rodrigo Constantino, é uma esquerda, sim, mas uma esquerda moderna, educada, com quem se pode conversar e que apresentou planos de governo, e não de poder. E aceita a alternância, portanto mesmo sendo esquerda, não é leninista-marxista, e é democrática.
Aqui na verdade só tem duas coisas: ou senhores feudais ou pais-da-pátria. E é por isso que aberrações como o PT e linhas-duras aparecem e crescem.
O PSDB foi a única coisa que apareceu que não é nem feudal nem paternalista. Os liberais modernos deveriam ter aproveitado a deixa e criado uma alternativa conservadora.
mas….NÃÃÃO!
E cada país tem o governo que merece. Espero que, caso o PSDB ganhe, as pessoas que se dizem “direitistas”, “liberais” e “conservadoras” SE MEXAM e criem alternativas político-partidárias. Mas não tenho ilusões. Se em 12 anos de PT, e 8 de PSDB- que essa camada da sociedade abomina e condena – ninguém fez nada, por que fariam agora?
E ao invés de fazer algo, propor algo, criar algo, MUITA gente ainda berra pela volta dos militares. Pois vou dizer algo: houve um tempo que militares podiam se eleger. POR QUE as viúvas da ditadura não brigaram por isso?
Quem não faz nada acaba perdendo o direito de reclamar.

Alice ( comentário publicado no texto de Reinaldo Azevedo Dilma fez festival 
de fisiologismo para conseguir aliados, diz Aloysio 
Nunes, vice de Aécio )

sábado, julho 05, 2014

Entrevista: Vera Cabral

"PNE não faz da qualidade da educação uma prioridade", diz especialista

Para Vera Cabral, plano que estabelece 20 temas e 200 estratégias para a educação atende a pressões corporativas e restringe ações ao poder público

Bianca Bibiano
Vera Cabral, consultora de tecnologia educacional e criadora da Escola de Formação de Professores de São Paulo
Vera Cabral, consultora de tecnologia educacional e criadora da Escola de Formação de Professores de São Paulo(Acervo pessoal)
"A educação não é vista como mecanismo para desenvolver a sociedade e ainda não será com esse plano que ela vai ganhar esse destaque."
Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff sancionou o Plano Nacional de Educação (PNE), documento que estabelece 20 metas e mais de 200 estratégias para o setor no Brasil nos próximos dez anos. Para a economista especialista em educação Vera Cabral, a lei traz avanços, mas deixa de lado dois pontos essenciais: a exigência de qualidade e a participação da sociedade. Ela exemplifica a primeira lacuna desta forma: "O PNE tem cinco metas para tratar do aumento do número de professores com formação superior, da criação de um plano de carreira e do aumento de salários, mas nenhuma delas trata do que deve ser feito para que os docentes deem aulas melhores, elevando assim a qualidade do ensino", diz. A segunda lacuna é, segundo a especialista, a seguinte: "O PNE restringe ao poder público as iniciativas a serem tomadas, não deixando espaço para empresas e fundações que atuam com educação." Vera é consultora da BETT, feira de tecnologia realizada anualmente na Inglaterra. Em 2009, foi responsável pela criação da Escola de Formação de Professores, juntamente com a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Confira a seguir os principais trechos da entrevista que ela concedeu a VEJA.com.
A aprovação do PNE é um avanço para o ensino brasileiro? É difícil falar em avanço quando lembramos que o PNE levou quatro anos para ser votado no Congresso (antes de ser sancionado pela presidente). Ele deveria ter começado a vigorar em 2011. O processo de idas e vindas na tramitação também prejudicou a perspectiva de trabalharmos com metas claras para o decênio. O que foi apresentado, ao final, não é um plano nacional de educação, mas sim um programa do governo, que centraliza a melhoria do ensino na esfera federal e não considera outros atores, que poderiam ter sido efetivamente mobilizados para participar da decisão, como empresas e fundações que atuam com educação. O texto apresentado em 2010 foi imposto pelo Ministério da Educação e, mesmo com os debates que se seguiram sobre as metas, não define um pacto para que a gestão do ensino seja mais bem trabalhada.
O problema são as metas apresentadas? Não, as metas são razoáveis e, apesar de ambiciosas, condizentes com nossa necessidade atual. O problema está em como a lei vai ser executada. O que temos é um texto que reflete uma visão ultrapassada de educação democrática. Vimos crescer o número de manifestações da sociedade pedindo educação “padrão Fifa”, mas aprovamos um plano de educação que não aprimora a gestão do sistema. Por mais que grupos organizados tenham se mobilizado para pressionar a aprovação, a efetivação das estratégias para chegar às metas é de total responsabilidade do poder público, mais fortemente no nível federal. O MEC vai impor o plano, os Estados e municípios vão replicá-lo e as outras partes interessadas vão continuar à margem da discussão.
Em diferentes trechos o PNE fala sobre o regime de colaboração para cumprir as metas. Não seria essa uma forma de descentralizar responsabilidades? Deveria ser, mas essa expressão é usada de maneira vazia e não existe na prática. Os índices educacionais mostram que os níveis de qualidade do ensino caem gravemente na transição do ensino fundamental, sob responsabilidade da rede municipal, para o ciclo médio, a cargo da rede estadual. Essa é uma questão latente e que deve ser considerada para garantir equidade na oferta do ensino, mas em nenhum momento ela é abordada no plano, que apenas traduz a responsabilidade dos dois lados com a expressão “regime de colaboração”. Não há estratégia para evitar que o aluno passe ao nível seguinte sem ter aprendido o adequado para a etapa anterior. O plano não dá assistência técnica para as escolas saberem como vão trabalhar juntas, apenas diz que elas devem fazê-lo. A decisão fica restrita aos entes federados, mas não especifica como será a ação coordenada, decisão que ficará a cargo de negociações entre os governantes.
Como deveria ser essa perspectiva colaborativa? Deveria envolver empresas, terceiro setor e sociedade de modo geral. Efetivamente, não apenas no debate, como vem sendo feito até agora. A tecnologia poderia ser uma grande aliada, por oferecer facilidade de monitoramento e comunicação. O PNE não é o plano de uma nação que olha para a educação e caminha na mesma direção. Para funcionar, as decisões deveriam ser orquestradas. Pelas metas 15 e 16, que falam da necessidade de ampliar a formação de professores em nível de graduação e pós-graduação, por exemplo, a capacitação docente se dará basicamente nas instituições públicas de ensino superior. São objetivos que ignoram o fato de que a maior parte dos docentes estuda em instituições privadas e baratas, exatamente onde deveria haver maior preocupação em garantir formação de qualidade. Há atores que gostariam e deveriam ser incluídos na efetivação das metas e, nesse caso da formação de docentes, o setor de ensino privado deveria estar envolvido.
O PNE dá grande destaque à valorização docente, tratando do tema em cinco metas. Elas não deveriam tratar da preocupação com o que é ensinado aos professores nos cursos de formação? Sim, deveriam, mas não o fazem. A discussão sobre a valorização dos professores colocada no texto é muito coorporativa. As metas dizem que professor deve fazer graduação na área em que atua, mas desconsideram que os cursos de licenciaturas hoje não prezam pela prática, mas sim pela teoria. É contraproducente definir as metas sem considerar esse fato. Na Finlândia, a pós-graduação é obrigatória para os professores, mas os cursos oferecidos são direcionados ao aperfeiçoamento da prática de sala de aula. No Brasil, o docente que faz mestrado não volta para o ensino básico, ele aprende a ser um pesquisador e, na maioria das vezes, fica no ensino superior. O PNE deveria incentivar a necessidade de formação direcionada à melhoria da atuação do profissional no ambiente escolar, não apenas focar na certificação que o docente ganhará após o curso.
O texto peca por não vincular a valorização docente à melhoria da qualidade do ensino? Sim, nenhuma das cinco metas atrela a valorização profissional à qualidade do serviço oferecido. É claro que os professores precisam de melhores salários e planos de carreira formalizados, como foi dito na meta 17 do plano. No entanto, o tópico é descolado das outras metas, como se apenas dizer que o docente precisa ser valorizado resolvesse o problema, quando na verdade deveria seguir a lógica do mérito: o aluno aprende, o professor é valorizado porque ensinou bem. Um sistema educacional que não melhora em qualidade não favorece a valorização do profissional. O plano, entretando, não coloca essa questão.
As demais metas não criam o vínculo com qualidade? Não, o texto inteiro fala de expansão — de vagas, de matrículas, de número de professores—, mas não diz para onde vamos expandir. E, pior, prevê a ampliação apenas no setor público, que tem suas limitações e dificilmente conseguirá crescer sozinho para atingir as metas. O setor privado, que atua intensamente na área, foi rechaçado pelos movimentos sociais e por dirigentes públicos durante o debate. Isso prejudica o avanço. Um exemplo é a educação profissional, que é alvo da meta 10. A expansão das vagas atreladas ao ensino médio não prevê diálogo com o mercado de trabalho. É sabido que esse nível de ensino não tem o devido reconhecimento. Apenas aumentar o número de pessoas não irá mudar o quadro. O Senai, por exemplo, conseguiu resolver esse problema vinculando seus cursos técnicos ao mercado de trabalho, criando parcerias para estágios e programas de contratação de recém-formados. Os profissionais são valorizados porque estudam na perspectiva de mercado. Medidas semelhantes não foram consideradas no PNE.
Mas não seria reducionista pensar na educação da perspectiva do mercado? É reducionista se falarmos apenas no contexto produtivo, de formar mão de obra. Mas defendo que o ensino seja um fator de igualdade de oportunidades, não apenas o meio de garantir emprego formal. A educação dá ferramentas para o crescimento produtivo da nação. O PNE não tem essa visão, ele traz uma lista de metas baseadas na ampliação, não na qualidade. A educação não é vista como mecanismo para desenvolver a sociedade e ainda não será com esse plano que ela vai ganhar esse destaque.