quinta-feira, junho 12, 2014

Sou leitor diário de Rodrigo, assim com de Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e Felipe Moura. Estou lendo e ouvindo muito o Lobão, o Olavo Carvalho, o Flavio Morgenstern. O capitalismo foi difamado pelas esquerdas, o K. Marx, fez de erros pontuais a verdade absoluta, mentiu sobre a origem, e a razão do nascer do capitalismo, mas a história prova que onde tem capitalismo o povo vive melhor que onde tem comunismo. Peço pra quem é alienado no mundo esquerdista que estude o fato recente da ALEMANHA ORIENTAL e A OCIDENTAL e também veja como vive as Coreias do Sul e do Norte.E indico como uma leitura de desintoxicação das mentiras de esquerda um livro de LUDWIG VON MISES - AS SEIS LIÇÕES-.a liberdade de ação individual é a mãe na luta contra as desigualdadesR.B.Santana

11/06/2014
 às 21:16 \ ComunismoEducação

Um professor liberal no ensino público

R. Penny *, 
publicado 
no Instituto
 Liberal
O relato 
pessoal 
de um 
professor 
de História 
da prefeitura 
de São Paulo 
que revela o 
caos 
e o domínio 
esquerdista na 
educação 
pública 
brasileira
Sou professor
concursado.
Funcionário público. Tenho estabilidade e só posso ser exonerado
se aprontar algo cataclísmico. Recebo rigorosamente em dia,
sou crivado de benefícios trabalhistas, posso faltar quando
quiser sem ser incomodado e não tenho de apresentar
resultados. Ao final da carreira gloriosa, terei direito a
aposentadoria integral.
Sobrevivi à dominação comuno-petista e à coação
explícita das esquerdas terroristas na universidade.
Formei-me em história, o maior reduto “intelequitual” da corja.
Não tive uma mísera aula sobre História Medieval ou uma
definição político-social do Império Romano. Era apenas
doutrinação marxista. Qualquer postura liberal era rechaçada
de imediato pela maioria estridente.
De posse do canudo, passei num concurso, para, literalmente,
buscar “endireitar” um pouco o ensino de História, atualmente
agonizando nas mãos dos guevaristas.
Leciono para 6° e 7° anos do Ensino Fundamental numa
escola na periferia paulistana, reduto que se considera
acarinhado pelo PT por receber o assistencialismo comprador
de votos do partido. Tenho quórum constante. Meus alunos
não faltam nem sob chuva de enxofre com medo de perder o
benefício do leite ou o bolsa-família. A presença maciça é um
ponto positivo, mas seria melhor se ao menos trouxessem o
material escolar (que receberam integralmente da prefeitura).
Anos de permissividade e tolerância à indisciplina os tornaram
imunes aos poucos mecanismos de controle que tenho.
Damos o material, mas não podemos exigir que o levem.
Damos o uniforme, mas não podemos impedir que
entrem se estiverem sem ele, e em tempos de
funk ostentação, o desfile fashion se torna inevitável.
O Estatuto da Criança e do Adolescente os garante.
Não há fator que posso impedir o Acesso e Permanência.
E isso os alunos aprenderam. Podem não ter aprendido
a decompor frações, a enumerar a herança filosófica
grega e a conjugar o futuro do pretérito, mas
aprenderam que, perante a lei, são inimputáveis.
Alunos me xingam e me afrontam porque represento
a autoridade que eles aprenderam nas manifestações
recentes a repudiar, vendo a polícia apanhar nos
protestos e ainda ser considerada a culpada por
isso.Fui recentemente ameaçado de ir parar “na vala”
por ter erguido minha voz com um aluno. Não sou “melhor
do que ele” para querer impor minha vontade. Palmas
para Paulo Freire!
Não há livros didáticos para os trinta e cinco alunos
de cada sala. Por ser material compartilhado,
há nas páginas pichações toscamente grafadas,
com xingamentos e palavras de baixo calão,
com crassos erros de ortografia.
Sou orientado a usar o livro deteriorado,
mesmo sendo uma tranqueira escrita por
prosélitos de Fidel. Outros materiais de
apoio não podem passar disso, textos de apoio, 
comprados com meu dinheiro. A escola não tem
condições de tirar cópias a meu bel-prazer.
A verba da escola tem outros importantes destinos.
Não está sujeita aos meus caprichos pedagógicos e
ideológicos.
Há um laboratório de informática excelente. Não posso
reclamar. O professor responsável é formado em
geografia. Não tem preparo. Fez dois cursos na
Diretoria Regional de Educação, ministrados por
alguém que deve saber menos que ele e não consegue
orientar-nos a como usar o ambiente. Os alunos usam o
laboratório como lan-house. A burocracia para usar o
equipamento para, por exemplo, fazer uma pesquisa em
sala sobre os benefícios da Revolução Industrial é
desalentadora. Querem que os alunos fiquem com a
opinião do livro. Foi a Revolução do Capitalismo
Perverso e Assassino.
Na sala dos professores a situação é ainda mais
inominável. Num quadro de avisos um aviso
de greve “eminente”. Sei que a categoria presta
histórica reverência ao “grevismo”, não obstante, o
erro ortográfico, em tal ambiente, deveria ser
imperdoável. Não conhecem a diferença entre
“iminente” e “eminente”, nem o contrassenso
crasso que é um funcionário público concursado,
prestador de um serviço essencial, entrar em greve
para questionar o salário que aceitara ao ler o edital,
prestar o concurso e tomar posse do cargo.
Recebemos “formação” diária. Oito horas-aula por
semana a mais no holerite. É o momento em que
os educadores se reúnem e atualizam-se. Mostram as
fotos da viagem de fim de semana que postaram no
“face”, fazem pedidos nas revistas “Avon” e “Natura”
que proliferam-se no meio mais do que qualquer livro
de pedagogia. Entre uma ação pitoresca e outra,
motivos de greve são aventados, afinal, ninguém é
de ferro.
O representante do sindicato aparece mais vezes
na escola que o supervisor da Regional. Também
cumpre seu “papel” de forma mais efetiva. Há
sempre a possibilidade de um novo levante
irromper se um abono, benefício ou exigência
da “categoria” não for acatado.
O Conselho de Escola, como propagam
orgulhosamente, é soberano. Toma as
decisões que ditam o rumo das verbas.
Definiu a compra de um telão para a Sala
de Leitura. Agora, graças ao Conselho,
os alunos entram na sala, onde há oito
mil livros, para assistir comédias de
gosto discutível e animações da Disney.
A professora de Sala de Leitura sorri e
não esconde que a situação melhorou
muito. Agora ninguém tira os livros do
lugar e lhe dá trabalho extra. Os oito
mil livros, adquiridos às expensas
dos contribuintes, estão protegidos
da ação dos desavisados que
poderiam cometer a temeridade
de querer lê-los. Estão agora
onde querem que estejam:
adornando prateleiras.
Em flagrante desrespeito aos alunos
frequentes, se um desaparece por seis,
sete ou mesmo oito meses inteiros, devo
proporcionar a ele a oportunidade de fazer
um (!) trabalho de compensação que apague
suas faltas. O trabalho, me explicam os
superiores, não deve ser difícil demais.
Apenas uma documentação para o prontuário
que garanta a promoção do aluno para o ano
seguinte, sem ter frequentado este. E lá vou eu,
passar de ano, rumo ao Ensino Médio,
um analfabeto que me imprimiu uma página
da wikipedia e colocou o primeiro nome em
cima, em garranchos de letra de forma, já
que ele não aprendeu a cursiva e foi
promovido mesmo assim.
Chega a reunião pedagógica bimestral
e lá vamos nós, receber um pouco mais
de “Paulo-Freirezação”. Tudo de acordo
com a cartilha. Nós fingimos que ensinamos
e eles fingem que aprendem.
Mas tudo bem. Temos estabilidade,
aposentadoria integral e, claro, greves
bienais que aumentam nossos benefícios
regularmente.
* Professor de História

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