sexta-feira, junho 06, 2014

pessoas

A visão de uma relva, uma flor, uma água estreita a correr longos caminhos, é sempre como um sonho e então é neste cenário belo, quase que preparado, que o sangue humano escorre por entre feridas e cortes profundos.
Vivemos em um tempo comédia, onde a tragédia  é apenas um  conteúdo silencioso, onde a tragédia não é mais uma estética e nem uma época, antes, o trágico é um decadente estilo violento de matar e morrer. Um tempo, que  a estética, não é mais que uma cômica forma covarde de um viver, que não é vida, e sim uma perene busca de não ser o responsável, uma busca perene de por no outro todo o peso do comando.
Humanos, não  são pessoas, por que nasceram humanos, antes se tornam ou não se tornam pessoas, pois pessoas são, não somente um formato humano, pessoas são valores e valores precisam de força, coragem ou perecem de joelhos. 
Pessoas, para pessoas serem, necessitam acima de tudo de desejos, objetivos e responsabilidades, e saber que o outro não pode fazer aquilo que só você deve fazer.
Responsabilidade, gravidade, capacidade de superação e coragem para enfrentar, primeiro, seus próprios limites, são as leis que fazem de um ser, que nasce humano, uma pessoa.

R.B.Santana

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