segunda-feira, junho 30, 2014

Robben em busca do gol


Robben o nome da copa

O cara morde o adversário e pela terceira vez, mas alguns espertinhos acham que o inocente Suárez deveria não ser punido, ora, ou é papo de gente mordida ou é simplesmente papo de esquerdista, que acha que qualquer erro feito por um vermelho deve ser aplaudido e não punido. O presidente do Uruguai perdeu uma grande chance de ficar calado, ele quer ver fascismo em tudo, mas não conseguiu ver em Stalin e nem na Coreia do Norte e nem em Cuba, viu fascismo na punição justíssima em seu vampiro atacante, parece uma piada quando um amigo de fascista chama outros de fascistas.
Tem ainda alguns que pedem à FIFA que seja rigorosa com ela própria. Bom, a fifa não é nada honesta, mas é o mesmo caso, quando um criminosos usa a delação premiada, contra um, digamos, direitista, ele recebe o nome pomposo de homem corajoso que fez alguma coisa boa na vida, mas quando este mesmo criminoso, usa a mesma delação contra um esquerdista, é palavra de bandido que não deve ser levada em conta.
O Uruguai deveria sim, também punir o vampiro atacante, pois ele sim,  foi quem prejudicou e muito a sua seleção, a atitude da torcida e do presidente do Uruguai só faz desmerecer o futebol e valorizar a violência como arma aceitável numa partida, mas uma vez detectamos a moral esquerdista que sempre nunca encontra erros em seus atos, e que quando diz que faz uma auto critica, na verdade a critica é sempre nos atos alheios.
Esta copa tem certos detalhes que revelam o uso do cachimbo, quando o juiz erra contra os outros, é visto como algo menor, mas quando erra contra a gente, se torna um erro imperdoável, a gente só tem craques, que mesmo nada jogando são os melhores, mas o Brasil neste momento vive de Neymar, que acredita que é o dono da bola e pensa que é mais jogador do que é de verdade, pois Neymar ainda não é um Robben, nem um Messi, pode até ser maior que ambos, mas ainda não é, e no meu modo de ver, na verdade quem joga esta copa de forma impecável é o jogador  Robben, da Holanda, que vem mostrando vigor, fome de bola, domínio técnico, velocidade, folego e acima de tudo um driblador que não cai, e que sabe tocar a bola para um companheiro, passar a bola, na hora certa, coisa que Neymar não sabe, pelo menos até o jogo contra o Chile, quem sabe contra a Colômbia o Brasil melhore e Neymar melhore.
 Então se a fifa se enrola em falcatruas e que merece de verdade uma apuração, não sei se da ONU, mas a ONU não é de confiança, é apenas uma sigla, pelo menos acertaram na punição ao Suárez, o futebol ganhou sim com essa punição, mas vem errando em todos os níveis, tentou impedir que os assistentes da copa pela televisão ouvisse o DILMA VÁ TOMAR NO CU, não mostra erros dos juízes na hora que o erro acontece, engessou por demais a copa e por outro lado marcar os jogos para as 13 horas é uma sacanagem com os atletas e que acaba prejudicando a pratica do esporte, diminuindo a performance.
A seleção brasileira não tem nenhum esquema tático, não tem nenhum jogador que pense o jogo, que distribua a bola, que faça o time jogar, a zaga pega a bola e puf pra frente e é um esperar que algum jogador pegue a bola e faça um lance individual, ou que Neymar sozinho faça o que Garrincha fazia, mas Garrincha não jogava sozinho, driblava muito mas quando tocava a bola recebia de volta redonda ou então aquele que recebia a bola de Garrincha sabia finalizar.
Não temos um Pelé, nem um Garrincha e não temos um treinador de futebol, temos sim um Xerife Felipão que pensa que ser brabo é ser treinador. O cara é um 171. Quem gosta do tal do FELIPINHO que me diga qual o esquema tático dele.
O Brasil pode ser campeão? Pode sim, mas não joga um futebol de campeão, essa é a verdade.
Quem vem mostrando um futebol  pra ser campeão ?
Pra mim a Alemanha, a Holanda.
E depois vem o Brasil, a Colômbia, a Costa rica.
Já a Argentina pra mim é mais fraca que Colômbia e  Brasil.

R.B.Santana

Lobao - A Marcha dos Infames


Pai fasta de de mim essa Dilma, veneno e puro rancor


quinta-feira, junho 26, 2014

Augusto Nunes

Sete episódios infames desmoralizam a ladainha da seita que louva a hipocrisia

As oitavas de final já vão chegando, mas o time do Planalto continua tentando prorrogar o jogo de abertura da Copa, que terminou com a vitória do Brasil sobre a Croácia e a goleada sonora imposta a Dilma Rousseff pela multidão cansada de vigarices e bandalheiras protagonizadas pela seita lulopetista. Lula cobra dos adversários gestos de subserviência explícita à mãe e avó constrangida por xingamentos. Rui Falcão exige que os candidatos oposicionistas condenem (e com veemência) o comportamento dos 50 mil brasileiros que recomendaram à chefe de governo, em coro, o que todas as torcidas, em todos os estádios, invariavelmente ordenam ao juiz ou ao bandeirinha.
Haja hipocrisia, grita o calendário da infâmia resumido neste post. Pinçados no vastíssimo acervo de violências liberticidas acumuladas pelo PT desde o dia do nascimento, sete episódios bastam para escancarar o farisaísmo das carpideiras do Itaquerão. Por achar que os fins justificam os meios, o bando no poder age há 13 anos como se tudo fosse permitido. Só é proibido alvejar com nomes feios a candidata em queda nas pesquisas e abandonada por antigos aliados, ressalva o mestre e repetem os coroinhas de missa negra. A ladainha é desmoralizada pela amostra exibida a seguir:
MAIO DE 2000Sem perceber que os microfones estavam ligados, Lula se preparava para gravar a declaração de apoio a Fernando Marroni, candidato do PT a prefeito de Pelotas, quando qualificou a cidade gaúcha de “pólo exportador de veados”. Nunca se desculpou pela afronta. O partido não viu nada de mais no deboche homofóbico.
MAIO DE 2000Ao discursar para a tropa companheira, o deputado federal José Dirceu afirmou que os adversários políticos mereciam “apanhar nas ruas e nas urnas”. Dias depois da instrução expedida pelo presidente do PT, milicianos destacados para agitar a greve dos professores agrediram fisicamente o governador Mário Covas, já debilitado pelo câncer. Dirceu desmente ter dito o que disse no vídeo. Lula criticou Covas por ter aparecido no portão de um prédio público. O PT não viu nada de mais no monumento à violência.
JUNHO DE 2007Alguns jornalistas perguntaram a Marta Suplicy, à época acampada no Ministério do Turismo, se tinha algum conselho a oferecer aos milhares de passageiros atormentados pelo colapso da aviação civil. “Relaxa e goza”, sugeriu a companheira. Marta diria depois que “estava brincando” com os flagelados dos aeroportos. O PT não viu nada de mais no surto de humor da sexóloga em recesso.
JULHO DE 2007Ao lado de um assessor, em sua sala no Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia soube pelo Jornal Nacional que a explosão do avião da TAM que matou 199 pessoas no aeroporto de Congonhas fora provocada por problemas mecânicos. O chanceler para assuntos cucarachas comemorou a notícia, que isentava o governo de culpas, com um obsceno toptoptop filmado por um cinegrafista. Garcia não pediu desculpas sequer aos parentes dos mortos. O PT não viu nada de mais no espetáculo da boçalidade.
FEVEREIRO DE 2013Numa livraria em São Paulo, onde faria uma palestra seguida de uma sessão de autógrafos, a jornalista cubana Yoani Sánchez foi sitiada por manifestantes que, berrando insultos, cassaram o direito de expressão da mulher que se opõe à ditadura comunista. O evento foi cancelado pelos organizadores. O PT não viu nada de mais na agressão liberticida.
FEVEREIRO DE 2014O companheiro paranaense André Vargas, vice-presidente da Câmara, aproveitou a abertura do ano legislativo para insultar o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal. Durante a cerimônia, o relator do processo do mensalão teve de ignorar as provocações do parlamentar a seu lado, que erguia o punho cerrado para solidarizar-se publicamente com os quadrilheiros engaiolados na Papuda. O PT não viu nada demais na ofensa intolerável ao chefe do Poder Judiciário. Vargas só foi expulso depois que a Polícia Federal descobriu os laços repulsivos que o vinculam à lavanderia de dólares do bandido Alberto Yousseff.
ABRIL DE 2014Escoltado por duas militantes, Rodrigo Grassi, assessor parlamentar da deputada companheira Érika Kokay, perseguiu Joaquim Barbosa numa avenida em Brasília, berrando termos ofensivos ao ministro do STF e palavras de ordem simpáticas aos quadrilheiros do mensalão. As imagens foram gravadas pelos próprios agressores. Pressionada pelo Brasil decente, a deputada teve de livrar-se do delinquente que sustentava. O PT achou muito compreensível a missão cumprida por Grassi.
Num comentário enviado à coluna, meu velho amigo Gonçalo Osório precisou de poucas linhas para desmontar a ópera dos farsantes. “O primeiro a insultar a instituição da Presidência da República foi Lula. E o PT é o responsável pelo constante desrespeito a normas jurídicas, a decisões judiciais, ao mínimo decoro, à ordem, à ética e ao respeito que deve haver entre adversários políticos. O lulopetismo fez o que pôde para criar no Brasil antagonismos de classe, de raça, de religião, de ideologia. O que Dilma ouviu no Itaquerão é apenas consequência”.
Assustados com a paisagem eleitoral cada vez mais perturbadora para o poste do Planalto, os semeadores de ódios fantasiar-se de apóstolos da paz. São tão convincentes quanto um dono de bordel indignado com a filha do vizinho que usa saias dois centímetros acima dos joelhos.

quarta-feira, junho 18, 2014

Olavo de Carvalho: Assassinos da inteligência


 



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Pensar, até um burro pensa. O que distingue a espécie humana é sua capacidade de confrontar o pensado com o conjunto dos conhecimentos disponíveis e regular o curso do pensamento pela escala de credibilidade que vai do possível ao verossímil, ao provável ou razoável e, em certos casos, à certeza.
Aristóteles já ensinava isso.
Infelizmente, no Brasil, raros opinadores têm o senso dessas distinções. A maioria imagina que para pensar com proveito basta um pouco de lógica formal e algum domínio dos chavões mais caros ao coraçãozinho da plateia.
Em debate recente, o professor Igor Fuser, uma estrela do "cast" universitário esquerdista, assegurou que "não se pode julgar um regime pelo número das suas vítimas". Dez minutos depois, desmentia-se fragorosamente ao alegar que a ditadura brasileira "perseguiu milhares de pessoas" e que o número de cristãos assassinados no mundo está muito abaixo dos 100 mil por ano –subentendendo, portanto, que a ditadura foi um horror e que os matadores de cristãos nos países islâmicos e comunistas não são tão maus quanto se diz.
Mas o pior não é isso. Mesmo sem esses autodesmentidos grotescos, a afirmativa geral que os antecedeu –a mais comumente alegada por devotos comunistas empenhados em salvar a honra dos governos mais assassinos que o mundo já conheceu– é perfeitamente desprovida de sentido. Para perceber isso basta medi-la com a escala de credibilidade.
Em política, admite-se universalmente, as certezas absolutas são raras ou inexistentes. O meramente possível reflete a liberdade da fantasia, o verossímil é apenas questão de opinião, gosto ou preferência. Não servem como argumentos. Resta a probabilidade razoável. Quem quer que argumente seriamente em política procura nos convencer de que a razão, com altíssima probabilidade, está do seu lado.
Acontece, para a tristeza dos tagarelas, que todo argumento de probabilidade depende eminentemente do elemento quantitativo que o fundamenta explícita ou implicitamente. Se digo que o candidato X vai vencer as próximas eleições com uma probabilidade de zero a cem por cento, não disse absolutamente nada. Tanto vale dizer que um governo é igualmente malvado se não matou ninguém ou se matou milhões de pessoas.
Quando um comunista esperneia contra o que chama de "contabilidade macabra", tem, é claro, uma boa razão para fazê-lo. Contados os cadáveres, é impossível negar que o comunismo foi o flagelo mais mortífero que já se abateu sobre a humanidade. Diante disso, só resta apegar-se ao subterfúgio insano de que o macabro não reside em fazer cadáveres e sim em contá-los.
Somando à insanidade o fingimento, a proibição de contar tem de ser suspensa quando se fala de regimes "de direita", donde se conclui que os 400 terroristas mortos no regime militar –a maioria deles de armas na mão– são um placar muito mais hediondo e revoltante do que os 100 milhões de civis desarmados que os heróis do comunismo assassinaram na URSS, na China, na Hungria, em Cuba etc.
O senso das quantidades e proporções é a exigência mais básica e incontornável não só da conduta honesta, mas da racionalidade em geral. Dissolvendo-o pouco a pouco na plateia, os fúseres da vida destroem não só a moralidade pública, mas as próprias condições elementares do funcionamento normal da inteligência humana.
Se nas universidades brasileiras há uma quota de 40 a 50% de alunos analfabetos funcionais, isso não se deve só a uma genérica "má qualidade do ensino", mas ao fato de que há décadas o discurso comunista e pró-comunista onipresente espalha, nas mentes dos estudantes, doses maciças de estimulação contraditória e obstáculos cognitivos estupefacientes.

OLAVO DE CARVALHO, 67, filósofo e escritor, é autor do livro "O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser um Idiota" (editora Record)

domingo, junho 15, 2014

Sobre copas e jogadores

Garrincha na copa de 1962, jogou um futebol, jamais visto antes e nem depois.
Pelé era  elegância em um futebol de  eficiência e  oportunismo, e Garrincha era a elegância do espetáculo, do assombro, do inimaginável. Quando Pelé pegava na bola se esperava uma jogada brilhante, quando Garrincha pegava na bola se esperava muito mais que o brilho e sim se esperava o único, a única jogada, o inesperado. Pelé jogava futebol, Garrincha inventava o futebol a toda hora que pegava na bola. A cada lance seu o futebol era reinventado,  Garrincha era uma outra coisa, pois era Garrincha que sozinho valia um time inteiro.
O Primeiro É Garrincha
O segundo é Pelé
e o Terceiro, bom, escolha.


R.B.Santana

sexta-feira, junho 13, 2014

Olavo de Carvalho Programa Tribuna Independente (Rede Vida)

Futebol brasileiro é maior que isto. Não precisamos de JUIZ





Enquanto o juiz roubava a CROÁCIA, o povo gritava
DILMA VÁ TOMAR NO CU
DILMA VÁ TOMAR NO CU
E eu em casa feliz ouvia  o refrão
DILMA VÁ TOMAR NO CU.
O Brasil acordou e o pt ainda vive no sonho de se manter no poder com mentiras e ameaças.
e o coro sem medo continuava
DILMA VÁ TOMAR NO CU
e eu sabia que também o coro gritava
PT VÁ TOMAR NO CU
E
JUCA KFOURI EMPRESTE O SEU PRA ELA.

R.B.Santana

quinta-feira, junho 12, 2014

Sou leitor diário de Rodrigo, assim com de Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e Felipe Moura. Estou lendo e ouvindo muito o Lobão, o Olavo Carvalho, o Flavio Morgenstern. O capitalismo foi difamado pelas esquerdas, o K. Marx, fez de erros pontuais a verdade absoluta, mentiu sobre a origem, e a razão do nascer do capitalismo, mas a história prova que onde tem capitalismo o povo vive melhor que onde tem comunismo. Peço pra quem é alienado no mundo esquerdista que estude o fato recente da ALEMANHA ORIENTAL e A OCIDENTAL e também veja como vive as Coreias do Sul e do Norte.E indico como uma leitura de desintoxicação das mentiras de esquerda um livro de LUDWIG VON MISES - AS SEIS LIÇÕES-.a liberdade de ação individual é a mãe na luta contra as desigualdadesR.B.Santana

11/06/2014
 às 21:16 \ ComunismoEducação

Um professor liberal no ensino público

R. Penny *, 
publicado 
no Instituto
 Liberal
O relato 
pessoal 
de um 
professor 
de História 
da prefeitura 
de São Paulo 
que revela o 
caos 
e o domínio 
esquerdista na 
educação 
pública 
brasileira
Sou professor
concursado.
Funcionário público. Tenho estabilidade e só posso ser exonerado
se aprontar algo cataclísmico. Recebo rigorosamente em dia,
sou crivado de benefícios trabalhistas, posso faltar quando
quiser sem ser incomodado e não tenho de apresentar
resultados. Ao final da carreira gloriosa, terei direito a
aposentadoria integral.
Sobrevivi à dominação comuno-petista e à coação
explícita das esquerdas terroristas na universidade.
Formei-me em história, o maior reduto “intelequitual” da corja.
Não tive uma mísera aula sobre História Medieval ou uma
definição político-social do Império Romano. Era apenas
doutrinação marxista. Qualquer postura liberal era rechaçada
de imediato pela maioria estridente.
De posse do canudo, passei num concurso, para, literalmente,
buscar “endireitar” um pouco o ensino de História, atualmente
agonizando nas mãos dos guevaristas.
Leciono para 6° e 7° anos do Ensino Fundamental numa
escola na periferia paulistana, reduto que se considera
acarinhado pelo PT por receber o assistencialismo comprador
de votos do partido. Tenho quórum constante. Meus alunos
não faltam nem sob chuva de enxofre com medo de perder o
benefício do leite ou o bolsa-família. A presença maciça é um
ponto positivo, mas seria melhor se ao menos trouxessem o
material escolar (que receberam integralmente da prefeitura).
Anos de permissividade e tolerância à indisciplina os tornaram
imunes aos poucos mecanismos de controle que tenho.
Damos o material, mas não podemos exigir que o levem.
Damos o uniforme, mas não podemos impedir que
entrem se estiverem sem ele, e em tempos de
funk ostentação, o desfile fashion se torna inevitável.
O Estatuto da Criança e do Adolescente os garante.
Não há fator que posso impedir o Acesso e Permanência.
E isso os alunos aprenderam. Podem não ter aprendido
a decompor frações, a enumerar a herança filosófica
grega e a conjugar o futuro do pretérito, mas
aprenderam que, perante a lei, são inimputáveis.
Alunos me xingam e me afrontam porque represento
a autoridade que eles aprenderam nas manifestações
recentes a repudiar, vendo a polícia apanhar nos
protestos e ainda ser considerada a culpada por
isso.Fui recentemente ameaçado de ir parar “na vala”
por ter erguido minha voz com um aluno. Não sou “melhor
do que ele” para querer impor minha vontade. Palmas
para Paulo Freire!
Não há livros didáticos para os trinta e cinco alunos
de cada sala. Por ser material compartilhado,
há nas páginas pichações toscamente grafadas,
com xingamentos e palavras de baixo calão,
com crassos erros de ortografia.
Sou orientado a usar o livro deteriorado,
mesmo sendo uma tranqueira escrita por
prosélitos de Fidel. Outros materiais de
apoio não podem passar disso, textos de apoio, 
comprados com meu dinheiro. A escola não tem
condições de tirar cópias a meu bel-prazer.
A verba da escola tem outros importantes destinos.
Não está sujeita aos meus caprichos pedagógicos e
ideológicos.
Há um laboratório de informática excelente. Não posso
reclamar. O professor responsável é formado em
geografia. Não tem preparo. Fez dois cursos na
Diretoria Regional de Educação, ministrados por
alguém que deve saber menos que ele e não consegue
orientar-nos a como usar o ambiente. Os alunos usam o
laboratório como lan-house. A burocracia para usar o
equipamento para, por exemplo, fazer uma pesquisa em
sala sobre os benefícios da Revolução Industrial é
desalentadora. Querem que os alunos fiquem com a
opinião do livro. Foi a Revolução do Capitalismo
Perverso e Assassino.
Na sala dos professores a situação é ainda mais
inominável. Num quadro de avisos um aviso
de greve “eminente”. Sei que a categoria presta
histórica reverência ao “grevismo”, não obstante, o
erro ortográfico, em tal ambiente, deveria ser
imperdoável. Não conhecem a diferença entre
“iminente” e “eminente”, nem o contrassenso
crasso que é um funcionário público concursado,
prestador de um serviço essencial, entrar em greve
para questionar o salário que aceitara ao ler o edital,
prestar o concurso e tomar posse do cargo.
Recebemos “formação” diária. Oito horas-aula por
semana a mais no holerite. É o momento em que
os educadores se reúnem e atualizam-se. Mostram as
fotos da viagem de fim de semana que postaram no
“face”, fazem pedidos nas revistas “Avon” e “Natura”
que proliferam-se no meio mais do que qualquer livro
de pedagogia. Entre uma ação pitoresca e outra,
motivos de greve são aventados, afinal, ninguém é
de ferro.
O representante do sindicato aparece mais vezes
na escola que o supervisor da Regional. Também
cumpre seu “papel” de forma mais efetiva. Há
sempre a possibilidade de um novo levante
irromper se um abono, benefício ou exigência
da “categoria” não for acatado.
O Conselho de Escola, como propagam
orgulhosamente, é soberano. Toma as
decisões que ditam o rumo das verbas.
Definiu a compra de um telão para a Sala
de Leitura. Agora, graças ao Conselho,
os alunos entram na sala, onde há oito
mil livros, para assistir comédias de
gosto discutível e animações da Disney.
A professora de Sala de Leitura sorri e
não esconde que a situação melhorou
muito. Agora ninguém tira os livros do
lugar e lhe dá trabalho extra. Os oito
mil livros, adquiridos às expensas
dos contribuintes, estão protegidos
da ação dos desavisados que
poderiam cometer a temeridade
de querer lê-los. Estão agora
onde querem que estejam:
adornando prateleiras.
Em flagrante desrespeito aos alunos
frequentes, se um desaparece por seis,
sete ou mesmo oito meses inteiros, devo
proporcionar a ele a oportunidade de fazer
um (!) trabalho de compensação que apague
suas faltas. O trabalho, me explicam os
superiores, não deve ser difícil demais.
Apenas uma documentação para o prontuário
que garanta a promoção do aluno para o ano
seguinte, sem ter frequentado este. E lá vou eu,
passar de ano, rumo ao Ensino Médio,
um analfabeto que me imprimiu uma página
da wikipedia e colocou o primeiro nome em
cima, em garranchos de letra de forma, já
que ele não aprendeu a cursiva e foi
promovido mesmo assim.
Chega a reunião pedagógica bimestral
e lá vamos nós, receber um pouco mais
de “Paulo-Freirezação”. Tudo de acordo
com a cartilha. Nós fingimos que ensinamos
e eles fingem que aprendem.
Mas tudo bem. Temos estabilidade,
aposentadoria integral e, claro, greves
bienais que aumentam nossos benefícios
regularmente.
* Professor de História

sexta-feira, junho 06, 2014

pessoas

A visão de uma relva, uma flor, uma água estreita a correr longos caminhos, é sempre como um sonho e então é neste cenário belo, quase que preparado, que o sangue humano escorre por entre feridas e cortes profundos.
Vivemos em um tempo comédia, onde a tragédia  é apenas um  conteúdo silencioso, onde a tragédia não é mais uma estética e nem uma época, antes, o trágico é um decadente estilo violento de matar e morrer. Um tempo, que  a estética, não é mais que uma cômica forma covarde de um viver, que não é vida, e sim uma perene busca de não ser o responsável, uma busca perene de por no outro todo o peso do comando.
Humanos, não  são pessoas, por que nasceram humanos, antes se tornam ou não se tornam pessoas, pois pessoas são, não somente um formato humano, pessoas são valores e valores precisam de força, coragem ou perecem de joelhos. 
Pessoas, para pessoas serem, necessitam acima de tudo de desejos, objetivos e responsabilidades, e saber que o outro não pode fazer aquilo que só você deve fazer.
Responsabilidade, gravidade, capacidade de superação e coragem para enfrentar, primeiro, seus próprios limites, são as leis que fazem de um ser, que nasce humano, uma pessoa.

R.B.Santana

quinta-feira, junho 05, 2014

Veja a íntegra 

da carta aberta 

do líder opositor 

VENEZUELANO

Leopoldo López

Após indiciamento pela Justiça, político do Vontade Popular disparou contra a juíza Adriana López e o presidente Maduro

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Palácio da Justiça, 4 de junho de 2014
Ao povo da Venezuela:
Na madrugada de hoje, depois de receber um telefonema, a juíza Adriana López vendeu sua consciência ao poder corrupto, ratificando a medida de nos manter preso.
Meu profundo respeito a Christian Hollack e Marco Coello, que apesar de graves pessões não cederam à mentira e se mantiveram do lado da verdade, e hoje pagam com a prisão. São  exemplo da juventude venezuelana.
Ao covarde Maduro e sua elite governista eu digo:
Têm razão de ter medo. Com todo seu abuso de poder, sua corrupção e antidemocracia não poderão fazer nada contra o bravo povo da Venezuela, que unido conseguirá derrotar a ditadura  pelo caminho popular, democrático e constitucional.
Hoje, levo no coração a mensagem que nos enviou o papa Francisco por meio de Lilian (Tintori): fortaleza.
Estamos do lado correto da história e não desejaremos de lutar por uma melhor Venezuela.
Aquele que se cansa perde.
Força e fé, Venezuela.
Leopoldo López

segunda-feira, junho 02, 2014

FALCÃO E O POVO FAZ UM DESABAFO SOBRE DILMA N...

COLOCO ESTE VÍDEO A PEDIDO DO VISITANTE DO BLOG, Abreu & Lima.