quinta-feira, maio 01, 2014

Pedra  doida em corte reto
arisca água insolente
embate eterno
na origem  da presente fuga semente

Não me encontro sob nada
e me perco em futuros
pois em pedras mornas asso os meus sonhos

E nem areias,
nem sereias.
Danço em noites, canto em ruas
acorrento rios, mares
e meus olhos cansam luas.
Pedra doida sem corte
me arrisca
e afoga delírios
aborta esperas
nas amarras do perdão.
Já não tenho
sorrisos no meu portão.

R.B. Santana



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