sexta-feira, maio 30, 2014

TEXTO DE REINALDO AZEVEDO. A VOZ QUE PRECISA SER OUVIDA NO BRASIL
REFAÇO O CONVITE: Vamos fugir! Deixemos o Brasil para os peles vermelhas de Carvalho, os peles verdes da Marina e os padres de tacape. Que as vastas solidões de Banânia se inundem de sapos, pererecas e ongueiros comendo larva de mosca

Pois é, pois é… José Eduardo Cardozo recebeu as lideranças indígenas um dia depois de um policial militar ter sido ferido por um flechada num dos infindáveis protestos dos silvícolas que tomam conta da Esplanada dos Ministérios. Pois é… Daqui a pouco, nesse processo regressivo que toma conta do Brasil, sob o comando da presidente Dilma Rousseff, os caetés ainda pedirão um novo bispo para deglutir, reavivando o sabor da carne certamente já tenra do bispo Sardinha. Não lhe bastou um naufrágio na costa de Alagoas em 1556, ainda teve de topar com “os verdadeiros donos do Brasil” cheios de fome… Desta feita, sugiro Gilberto Carvalho com batatas coradas.
Sim, senhores! Cardozo, aquele que garantiu que o Brasil é um país seguro para os estrangeiros — os 56 mil brasileiros assassinados em 2012 que se danem! — seguiu o padrão deste governo: bata, faça escarcéu, arranque sangue, mande a lei às favas e seja recebido pelo governo, com o tapete vermelho estendido.
O ministro recebeu uma comissão de 18 indígenas, entre eles, informa a Folha, o cacique Uilton Tuxá, da Bahia, que classificou o encontro como “o pior” de que já participou. “Ele [Cardozo] disse que não vai assinar nada. Que vai insistir na tentativa de construir mesas de diálogo”. Um dos silvícolas ameaçou: “Por culpa dele, muitos fazendeiros vão morrer”. Índios amarrados ao mastro da bandeira se soltaram e tingiram “o símbolo augusto da paz” de vermelho, o que significa, no simbolismo dos povos primitivos da floresta, uma “declaração de guerra”. Então vou de outro índio: “Ai, que preguiça!”.
Números
Querem números? Eu dou. Há 359 territórios indígenas completamente definidos no país, e outros 45 já foram homologados pela Presidência. Estão em discussão mais 212 áreas. Paramos por aí? Não! Há mais 339 pedidos de demarcação. Veja bem, leitor amigo: aquelas 359 áreas já resolvidas correspondem a 13% do território brasileiro. Caso se façam todas as vontades, a elas se acrescentariam, por enquanto, outras… 596!!! Depois falta resolver o problema dos quilombolas… De novo: o Brasil já destina hoje aos pouco mais de 500 mil índios que moram em reservas (de um total de pouco mais de 800 mil) uma área correspondente a 26,6 Holandas, 11 Portugais ou duas Franças.
O governo do PT reencruou a questão indígena, especialmente na gestão Dilma Rousseff. O encarregado da área é Gilberto Carvalho, o secretário-geral da Presidência. Seu braço-direito é um tal Paulo Maldos. Eles é que incendeiam as aldeias com a sua “política”. Esses dois respondem pela destruição de uma vila chamada Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso. A turma de Carvalho e Maldos destruiu um povoado de quatro mil pessoas. É que ficou decidido que ela estava no meio da reserva Suaiá-Missú, dos xavantes. Nada ficou de pé. Nem a escola. Só restou uma igrejinha em meio a escombros. Se vocês querem saber do que é capaz a política humanista de Carvalho, vejam este filme.
Refaço o convite
Refaço um convite que já fiz aqui há quase um ano, no dia 1º de junho de 2013, relembrando, antes, mais um número.
Descontadas as áreas de preservação permanente — sim, também será preciso contemplar a fúria demarcatória dos ambientalistas —, toda a pecuária e toda a agricultura brasileira são produzidas em 27,5% do território brasileiro — pouco mais do dobro do que se destina hoje às reservas indígenas, onde não se produz um pé de mandioca. Quem frequenta praias do Litoral Norte, em São Paulo, passa à beira de uma reserva indígena, às margens da rodovia Rio-Santos. Os guerreiros estão com suas barraquinhas armadas à beira da estrada, vendendo palmito, ilegalmente extraído, e bromélias… É o que a Funai entende por preservação dos povos tradicionais…
Vamos fechar Banânia! Os brancos voltamos para a Europa; os amarelos, para a Ásia, os negros, para a África. Os mestiços podem tentar negociar — talvez servir de mão de obra escrava aos “racialmente puros”, sei lá… Vamos devolver o Brasil aos índios, deixando as vastas solidões para os 800 mil indígenas e para os sapos, as pererecas e os bagres da Marina Silva. A propósito: por que os ambientalistas fazem questão de ignorar a óbvia degradação do meio ambiente nas reservas indígenas? Já sei: ambientalista bom é aquele que briga com o agronegócio — ou não aparece nenhuma ONG estrangeira, geralmente ligada a produtores rurais americanos ou europeus, para financiá-los, né? Como, em regra, os índios não produzem nada e não precisam competir com ninguém — vivem de cesta básica, Bolsa Família e extração ilegal de madeira e minérios —, por que mexer com eles?
Chega de Banânia! Vamos embora deste lugar, gente! Não é que não haja por aqui um povo empreendedor. Mas é chato esse negócio de tentar produzir comida tendo de enfrentar os peles-verdes, os peles-vermelhas e os caras de pau.

Reinaldo de Azevedo

quinta-feira, maio 29, 2014

E eu te perdôo por medo de mim

Um breve olhar adentra meu sol
e nada dói mais que teu beijo esquecido
Ah como podes beijar meu passado
sorrir meu adeus e cantar tão longe de mim

Sei que a mim nada resta
mas sua solidão penetra minha caminhada
por madrugadas sem sono
ainda durmo noites perdidas
e ainda assim luto por este nada


Além de  uma ardência funesta,
carrego seus risos que ouço soltos e
como  um louco nascente revigoro futuros

E tomo de assaltos esperanças como soldos
pois amar não foi meu ultimo desespero


 E eu te perdôo por medo de mim
como queria  amar nada mais que teu corpo
e entre ofensa e promessas
 não é mais que fingimento todo meu teu sentir?

R.B.Santana



quarta-feira, maio 28, 2014

Apenas as dores guardam outras dores.

R.B.Santana

quarta-feira, maio 21, 2014

IRENE RAVACHE. O PT ME TRAIU



"Se você faz uma critica ao PT, no outro dia você é chamada de CACHORRA. E eu não sou cachorra"
Irene Ravache

sexta-feira, maio 16, 2014

MUNDO LIVRE

O mundo livre corre sempre perigo, pois ele por ser livre permite criticas a sua própria liberdade, mas o mundo livre sempre será uma busca daqueles que não temem o espelho, daqueles que não temem seus atos e não precisam esconder, camuflar e nem impor formas de andar, de existir, nem impor autores, mas o mundo livre pode sim indicar e opinar, mas nunca determinar, se houve determinação ali está instalada a opressão.
O mundo comunista sem a opressão não resiste mais de segundos, pois no mundo comunista e eu falo do mundo existente e não das teorias, pois o papel aceita qualquer coisa, papel não recusa palavras, sim , pois no mundo comunista o que de fato acontece não é redenção da classe trabalhadora, mas sim, a sua escravização, o estado e ai se ler, os homens que comandam o partido único no poder, passam a serem os donos do estado e portanto dos bens materiais e das almas. Aqueles que desobedecem são fuzilados, como contra revolucionários. Essa é a verdade que ocorreu e ocorre em todos os estados comunistas na terra, nos da lua ou de marte eu não tenho informação.
Eu ouvi de um elemento do PCDOB, fazendo uma critica ao povo russo, pois segundo esta autoridade comunista brasileira, o povo deveria se rebelar e ele fala do povo filiado, esse rapaz esquece que este partido, o PCDOB, fuzilou uma menina, por desconfiar que ela tinha traído o partido. Motivo: ela não mais queria participar da luta armada. Na cabeça de comunista não mpode existir idéias divergente sem ser inimiga. É assim na mente comunista, divergiu, é traidor, ou segue a cartilha ou serve ao inimigo, não pode existira na cabeça dos vermelhos, a ideia contrária e nem  a discussão sadia em busca de um ponto comum, os comunistas não querem solução, querem dominação, querem opressão.
R.B.Santana

quarta-feira, maio 14, 2014

a palavra ferida e modificada


Ali, na minha frente a folha branca era um desafio, melhor uma ameaça
eu riscava letras e tentava cavar palavras,
mas nada além de ocas frases gritavam de volta a uma pagina vazia.
E escrever era brigar
e não era como um tiro na testa que lhe mata depressa
antes era como briga de faca que de mansinho lhe corta e aos poucos dores e mais dores.
E numa crueldade premeditada lhe fatia e só lhe retalha.
A agonia do sangue escorrendo e a falta de outra escrita
e passa o tempo e letras e letras atônitas
e sentidos escorregadios e empertigados nem lhe olham.
Silencio forte
e a nova pagina também vazia
tambem em branco
tambem amassada
tem o mesmo destino:
a lata do lixo.
E escrever é como briga
e a faca numa direta em meu figado me empurra para a rua
lá eu encontro nos muros, nos bares
a palavra chorada
a palavra escondida.
A palavra ferida.

ronaldo braga

JOGO


A vida pode ser um novo jogo de letras velhas
e entre sombras e palavras
a mentira linda é a cara do progresso.

Nem mesmo a minha confessa incapacidade
muda o escarnio do meu existir.
o que quero senão burlar consciências e me fazer belo?

Já não basta ser sincero
pra rastejar precisa mais.

E nem mesmo meu choro ou ainda aquela mordaz ironia
disfarça minha podre aptidão ao topo.
Mas nos meus sonhos mais singelos
é a queda que embala minhas noites
e acordar é sempre um momento entorpecido

E dor, riso, beijo, amor
são imagens distantes que desesperadamente agarro.

R.B.Santana

terça-feira, maio 06, 2014

chavela vargas


Ouvir Chavela é pra mim ser melhor, viver melhor, um sorriso leve e triste me envolve e me sinto numa atmosfera onde a vida em suspenso se torna um sonho sem tempo e é como se eu nem fosse gente, antes fosse a musica que encanta - se com Chavela.



quinta-feira, maio 01, 2014

Pedra  doida em corte reto
arisca água insolente
embate eterno
na origem  da presente fuga semente

Não me encontro sob nada
e me perco em futuros
pois em pedras mornas asso os meus sonhos

E nem areias,
nem sereias.
Danço em noites, canto em ruas
acorrento rios, mares
e meus olhos cansam luas.
Pedra doida sem corte
me arrisca
e afoga delírios
aborta esperas
nas amarras do perdão.
Já não tenho
sorrisos no meu portão.

R.B. Santana