quarta-feira, dezembro 31, 2014

EU SOU O MEIO

Posso dizer palavras toscas
posso dizer palavras rotas,
mas não posso silenciar.

Meu mundo apequenado
não é o meu grande reinado
sou uma busca, um caminho
nada tenho senão a luta.

Vivo por esta breve estrada,
sou uma construção, uma curva na contramão,
mas não desço o meu olhar
nem me canso na batalha.

O conforto não me espera
carrego a força no meu descompasso
e canto com alegria o dia, a noite e o por vir,
pois não desisto, insisto,
e na vida,
sou a trilha, sou o construir.

Posso dizer palavras toscas
Posso dizer palavras...


R.B.Santana

Para Valéria

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Marco Antônio Villa hoje, na Cultura da Paulista

Marco Antônio Villa hoje, na Cultura da Paulista

 Hoje na Livraria Cultura. O historiador Marco Antonio Villa lança: “Um País Partido – 2014: A Eleição Mais Suja da História”, da Editora Leya. 
Convite Villa

domingo, novembro 23, 2014

Jane Birkin et Serge Gainsbourg - Je T'aime,...Moi Non Plus




UMA PEDRA CANSADA AINDA É BELA

Sei, saio por ai e vejo o pano jogado e aquela manhã velha que lembra resto de pão ou leite.
Sinal de que comer ali, foi um dia uma verdade
Mas se não saio, olho para o chão, e me descubro na formiga cansada ou na fruta apodrecida, que dorme no chão um sonho sem som.
Olhar é bom e não é, quando não olho coisa, sempre me vejo por dentro e quando olho coisa, busco me esquecer, mas não consigo, pois eu estou sempre aparecendo em cada movimento ou matéria na minha frente, sempre sou um eu visto de outra maneira ou apenas de repente me vejo sem ver aquilo que eu via e de novo é para dentro de  mim mesmo que olho.
Meu nome é gritado e é preciso ser gritado varias vezes e em tonalidades diferentes, pois distraído com o mundo eu nem sempre ouço chamados, mas prefiro ver e tocar os chamados mudos e apenas existentes, como o sol que infiltra sua luz nas coisas e nem pede passagem, ou naquela folha ou madeira que desleixada  se deixa ficar e ri um sorriso sem riso e nem boca, pra que se quer boca, a felicidade é um estado, um ficar assim, ali quieto e sem nada esperar. Eu desenho em mim este ser ali, ficando e  o tempo nada me diz.
Tem dias que eu revejo a chuva e ai eu sei que de nada adianta a compra, nem a permissão, se não for a compra e a permissão de mim mesmo. E é nestes dias que me lembro que preciso me comprar e me permitir, mas por me esquecer, nem sei se já me comprei e se já me permitir, é que o danado de mim ainda teima em ser livre, e então eu preciso como um louco fechar os olhos e desesperadamente calmo, cavar fundo em minha mente em busca de que, em algum canto eu esteja sorrindo silenciosamente.

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R.B.Santana

terça-feira, novembro 18, 2014

onde mora a beleza?

 A poesia no grão de areia, na folha seca, na fechadura de sobrepor

Enquanto existe vida existe chance da gente se desembrutecer, e ao mesmo tempo verificar a beleza na simplicidade, no cotidiano, no ordinário. 

A poesia permeia a vida e muitas vezes a gente fecha os olhos, por pensar a poesia sofisticada.


R.B.Santana


sábado, novembro 15, 2014

Lobão debocha de perseguição petista: "Vou fazer uma camiseta 100% elite branca"

UMA PEDRA CANSADA AINDA É BELA





Sei saio por ai e vejo o pano jogado e aquela manhã velha que lembra resto de pão ou leite.
Sinal de que comer ali foi um dia uma verdade
Mas se não saio, olho para o chão e me descubro na formiga cansada ou na fruta apodrecida que dorme no chão um sonho sem som
olhar é bom e não é, quando não olho coisa sempre me vejo por dentro e quando olho coisa busco me esquecer mas não consigo, pois eu estou sempre aparecendo em cada movimento ou matéria na minha frente, sempre sou um eu visto de outra maneira ou apenas de repente me vejo sem ver aquilo que eu via e de novo é para dentro de  mim mesmo que olho
Meu nome é gritado e é preciso ser gritado varias vezes e em tonalidades diferentes, pois distraído com o mundo eu nem sempre ouço chamados, mas prefiro ver e tocar os chamados mudos e apenas existentes, como o sol que infiltra sua luz nas coisas e nem pede passagem, ou naquela folha ou madeira que desleixada  se deixa ficar e ri um sorriso sem riso e nem boca, pra que se quer boca, a felicidade é um estado, um ficar assim, ali quieto e sem nada esperar, eu desenho em mim este ser ali, ficando e  o tempo nada me diz.
Tem dias que eu revejo a chuva e ai eu sei que de nada adianta a compra, nem a permissão, se não for a compra e a permissão de mim mesmo e é nestes dias que me lembro que preciso me comprar e me permitir, mas por me esquecer nem sei se já me comprei e se já me permitir, é que o danado de mim ainda teima em ser livre e então eu preciso como um louco fechar os olhos e desesperadamente calmo cavar fundo em minha mente em busca de que em algum canto eu esteja sorrindo silenciosamente.

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R.B.Santana

Manoel de Barros - Documentário 'Só dez por cento é mentira'.

LUDWING VON MISES COMBATENDO A HEGEMONIA POLITICA E CULTURAL

Quem quer ter conhecimento e não ficar repetindo frases prontas, eu indico ler o livro
LIBERALISMO SEGUNDO A TRADIÇÃO CLÁSSICA
de Ludwing Von Mises
Um livro que desnuda as mentiras da esquerda e que com argumentos sólidos e pesquisas sérias nos mostra o por que o CAPITALISMO fez o mundo se desenvolver e o por que a esquerda não consegue produzir bens e nem pode viver com democracia.
Liberalismo não pode acontecer sem democracia e liberalismo é sinônimo de justiça social e combate a miséria e ao analfabetismo e desnutrição e morte prematura de bebês.
Leia este livro, como outros de Ludwig Von Mises.
Estudar é pesquisar todas as linhas de pensamentos, analisar as correntes e tirar seu próprio entendimento, mas não se iludir com palavras bonitas e nem com aparências, pois uma coisa que parece linda e bonita em um curto espaço de tempo, pode ser uma tragédia em médio e longo prazo.
Em Cuba se eu brigo com o meu patrão só me resta prisão ou pelotão de fuzilamento, em um país capitalista se eu brigo com o meu patrão, eu vou em busca de outro e se brigar com todos e resolver não ter mais patrão eu passo a vender pelas ruas:
- Amendoim ou
- Roupas ou
- Bananas ou
Qualquer coisa que eu queira e que eu acredite que tenha mercado.
Se você vender bananas nas ruas de havana será chamado de um direitista, um burguês um capitalista e poderá pegar trinta ou quarenta anos de cadeia. Afinal todas as bananas pertencem ao Deus Castro.
O capitalismo é a melhor forma organizacional de produção criada pelo homem e o acontecido com as Alemanhas no século XX. deixa isto bem claro: a Alemanha Oriental comunista  com seu povo trabalhador vivendo num estado de miséria latente, enquanto os lideres comunistas viviam em um luxo de Reis, com o colapso do regime comunista, foi a Alemanha Ocidental capitalista que salvou da fome e da ignorância tecnológica e cientifica os companheiros da Alemanha Oriental, pois enquanto os trabalhadores comunistas viviam na fome e sem nenhuma liberdade os trabalhadores do capitalismo viviam com conforto e liberdade.

Não se iluda o que um esquerdista quer é ser dono de seu suor, de sua alma e de seu pensamento e de sua vida.

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R.B.Santana

MANOEL DE BARROS

.

O livro sobre nada

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu queria ser lido pelas pedras.
As palavras me escondem sem cuidado.
Aonde eu não estou as palavras me acham.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
Uma palavra abriu o roupão pra mim. Ela deseja que eu a seja.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Esta tarefa de cessar é que puxa minhas frases para antes de mim.
Ateu é uma pessoa capaz de provar cientificamente que não é nada. Só se compara aos santos. Os santos querem ser os vermes de Deus.
Melhor para chegar a nada é descobrir a verdade.
O artista é erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
Por pudor sou impuro.
O branco me corrompe.
Não gosto de palavra acostumada.
A minha diferença é sempre menos.
Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria.
Não preciso do fim para chegar.
Do lugar onde estou já fui embora.

O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

Retrato do artista quando coisa

A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.

O fazedor de amanhecer

Sou leso em tratagens com máquina.
Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.
Em toda a minha vida só engenhei
3 máquinas
Como sejam:
Uma pequena manivela para pegar no sono.
Um fazedor de amanhecer
para usamentos de poetas
E um platinado de mandioca para o
fordeco de meu irmão.
Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias
automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
Fui aclamado de idiota pela maioria
das autoridades na entrega do prêmio.
Pelo que fiquei um tanto soberbo.
E a glória entronizou-se para sempre
em minha existência.

Tratado geral das grandezas do ínfimo

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.


Hoje eu desenho o cheiro das árvores.


Não tem altura o silêncio das pedras.

Marco Valério serve de lição ou entrega os chefões ou mofa na cadeia sozinho

Onde tem PT, tem crime, o crime do PT começa na sua análise de conjuntura, onde aberrações são pronunciadas com pose de verdade, e eu afirmo isto pegando a fase que ainda se pensava um PT equivocado mas com ética, ledo engano, a ética era uma capa protetora, uma madrugada escura, onde os crimes mais odientos aconteciam longe da luz solar.
O PT pregava, um socialismo que o mundo já provava ser apenas um regime escravocrata, onde o estado mantém  trabalhadores em um estado de escravidão, sem nenhuma liberdade de escolha e ainda se alimentando de ração e morando nas piores condições, enquanto os lideres moram em mansões e tem uma ou duas outras mansões para veraneio de verão e de inverno.
Mas ai vem a verdade e grita de lá dos escombros, de lá das madrugadas frias e em um esforça que só a verdade possui, bota a cabeça de fora e recebe os primeiros raios solares e então se descobre o MENSALÃO, espanto geral e covardia das oposições, por dinheiro ou por pura frouxidão, os chefes ficaram livres e só seus subordinados diretos foram para as grades, mas mesmo assim num processo de lambança, onde bandido recebe o nome de herói e vive numa cadeia de luxo e sai antes do que devia.
Então chega 2014 e o mundo descobre o PETROLÃO e desta vez por ter acontecido o MENSALÃO, onde operadores financeiros foram massacrados e punidos como únicos responsáveis, os operadores financeiros do PETROLÃO, sabendo que teriam o mesmo destino, colocaram a boca no trombone e entregaram o Lula e a Dilma como aqueles que de tudo sabiam e nada faziam para impedirem e ainda afirmam que as campanhas partidárias do PT eram regadas com dinheiro publico desviados da Petrobrás.
O calvário de Marcos Valério serviu ao país de forma exemplar, foi um processo didático, e então Youssef e Paulo Costa e mais os corruptores aprenderam que ou colaboram ou ficam mofando na prisão, enquanto Lula, Dilma, Zé Dirceu e outros desfilam posando de gente honesta.
A gente já sabe, o esquema é total,deve ser investigado a Caixa Econômica Federal, O Banco do Brasil, Banco do Nordeste, todos os ministérios e todas as estatais, existem vários portos de saída do dinheiro suado do trabalhador brasileiro para o bolso de bandidos vermelhos e de outras cores.
O povo nas ruas começa a gritar chega de roubo, chega de PT, por que hoje roubo e PT são sinônimos e não é atoa que o Reinaldo Azevedo cria o nome PETRALHAS e tem uma aceitação imediata,não foi porque é o Reinaldo Azevedo e sim por que é o Reinaldo Azevedo e os petistas adoram por a mão no dinheiro dos outros.
Agora me aparece esse papo de que tem petista honesto, pra mim quem  é honesto cai fora quando descobre que faz parte de uma quadrilha, então quem la estar por que é do mesmo naipe.
# Pronto escrevi.

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sexta-feira, novembro 14, 2014

quinta-feira, novembro 06, 2014

IPEA: MISÉRIA VOLTA A CRESCER



10 MILHÕES E OITOCENTOS mil E 66 MISERÁVEIS NO Brasil, ganham menos de 78 reais por Mês. Mais de oito milhões ganham menos de cem reais por mês. Portanto são vinte milhões vivendo como o PT gosta. Bom, dizer que quem ganha cem reais não é miserável é brincar com a pobreza, é desdenhar do sofrimento alheio. 12 anos petista e a miséria aumenta, cadê o fim da miséria? cadê a distribuição de renda?
 Tenho certeza que os pobres e os miseráveis do nordeste não sabiam destes dados, assim como não sabem que ganhar 78, oitenta reais ou cem ou 159 reais por mês, não pode deixar de ser miserável com uma renda assim. São crimes eleitorais, enganadores, o PT é insensível com a miséria e com os pobres, não se importa com o drama humano, com a tragédia de quem vive numa situação de não ter o que comer.
Só falta enterrar o cadáver, pois já fede e ainda tem as hienas prontas para declarar amor ao corpo em estado de putrefação.

A realidade bate nas portas e diz: não adianta me desdenhar, eu estou aqui e por mais esforço que se faça pra me esconder, eu sempre vou aparacer.
Pois é caro leitor o brasileiro que votou não por ideologia, mas por acreditar nas mentiras petistas e da Dilma e do Lula, agora neste momento se sente traído, se sente enganado e por certo não vai ficar parado. Já os que votam por ideologia, esses vão ficar ainda mais zangados e dispostos a fazerem ainda mais sujeiras pra se manterem no poder.
O PT é um cadáver, ainda não enterrado, ainda exposto ao sol, é bom tapar o nariz.

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quarta-feira, novembro 05, 2014


Aécio Neves faz seu primeiro discurso em Plenário após a campanha eleitoral 05.11.2014.


segunda-feira, novembro 03, 2014

O BOM TEXTO DE DANIEL LPOPES

Desculpe, Robin Williams

 Desculpe Robin Williams por não ter respondido a tempo ao teu olhar. De qualquer modo, tornei-me professor - Oh! Captain my captain - e deixo meu Folhas de Relva aberto sobre o criado mudo, feito um livro sagrado. Desculpe Robin Williams, por não ter respondido a tempo ao teu olhar, ao teu desencaixe, a tua maneira certeira de dizer a piada certa na hora certa. Só tem este timing quem sofre, só tem um sorriso como o teu quem sofre, quem presa o riso como um metal precioso porque não o tem fácil. Eu sou da América do Sul, eu sei... você nem vai saber, mas agora respondo, não para mim, nem para você, porque a gente não responde ao remetente, mas a um outro destinatário desconhecido. Assim como Vincent tentou responder a Millet, mas chegou a mim. Assim como Lô tentou responder a Lennon e McCartney, mas chegou a mim. Respondo agora, eu sei... você nem vai saber do menino que brincava de caubói com estrela de xerife... é que esta chama não se devolve, mas se passa adiante, Robin. É o fogo entregue aos homens e que os homens dividem entre si nas noites frias, de solidão, em que nem mesmo os dvds pornográficos parecem funcionar e então a gente, em nostalgia, volta ao velho Nostalgia do velho Tarkovsky, e se transforma no louco tentando atravessar a fonte com a chama acesa. Essa chama é o amor que tenta se manter aceso nos tempos do automatismo espiritual e da técnica. A gente levanta a chama, velho, e espera que um outro solitário responda, aqui, acolá, do outro lado do mundo. Essa chama é a chama que Milton Nascimento protege, que Leandro assopra para que ganhe força, que Fernando recolhe no olhar das crianças que repartem a merenda. Essa chama é você tentando curar o gênio problemático, mantendo o mesmo olhar no teu último filme ruim, de bigodes e óculos de John Lennon em Uma noite no museu. Fala sério, este último você poderia muito bem ter passado. I´m so sorry, Robin, por só agora ter comprado meu uniforme de palhaço, meu quepe de vigia... é que a gente sempre só percebe quando perde. Não faz mal, também tenho uns truques na manga, umas piadas antigas que sempre funcionam e as novas que brotam a todo instante em qualquer conversa, mas que eu sei e você sabe, vêm, inapelavelmente, do pântano. Desculpe só agora ter me preocupado... é que você estava tão distante, mas este seu sorriso puro e triste, este seu olhar puro e triste, está também, agora e sempre, espalhado por aí, nos cabelos estranhos dos jovens tristes que se reúnem pelas praças em busca de compreensão, nos velhinhos que jogam dama nesta mesma praça enquanto a noite cai inevitavelmente. Desculpe a minha letargia, eu buscava outros, mais próximos de mim, para socorrer, meu pai e a próstata, e esqueci que, do outro lado da tela, você gritava por socorro. Desculpe a lágrima que escapa por um olho só enquanto todos dormem, é que sou homem e não pega bem chorar com os dois olhos. Desculpe, Robin Williams, desculpe. Desculpe a todos os que estão andando por aí... sofrendo, a gente se sente frustrado. É que nunca chegamos a tempo.


Daniel lopes
http://pianistaboxeador21.blogspot.com.br/

Meu comentário postado no blog do Daniel acerca do texto
Desculpe, Robin Williams

Desculpa Daniel Lopes, mas seu texto me pegou, assim de um jeito franco e rabiscando o passado com um viés no presente, você me mostrou com vigor que a tristeza não é uma doença, mas antes é uma condição de quem vive em busca da vida sem mal causar a outros, que a tristeza é uma segunda pele de quem busca vida com amor e sem agressão, que a alma entristecida só é triste pela procura de novidades e de afetos, não de uma pessoa sexual para outra, mas de uma forma que se pode viver e encontrar nas pessoas por serem apenas pessoas, de se amar o outro na diferença do outro e se querer crescer sem diminuir ninguém. Desculpe Daniel, mas como diz você que "Essa chama é o amor que tenta se manter aceso nos tempos do automatismo espiritual e da técnica" eu sei que perguntas sempre faz nascer novas perguntas e o mundo que você vive, não é o mundo que você quer ou sonha, mas sei que sua teimosia não lhe faz desistir, mas sei que você não acusa aquele que desistiu. Desculpa Daniel mas eu lhe peço, não desista, pois se não fica difícil pra mim.
Desculpa Daniel eu lhe escrever estas palavras, mas sua literatura dói e acalenta e me faz ir em frente, então eu posso encerrar dizendo:
obrigado Daniel

R.B.Santana

Jornal da besta fubana.


Não deixe de ler o Jornal da besta fubana.
Veja como ainda se pode rir, mesmo quando faltam os dentes e se  Dilma não lhe convidou para o programa dela, e então você tem certeza que não vai ganha uma dentadura, é hora de ler a besta fubana, e se você vota no PT, mas ainda não recebeu aquela comissão do PETROLÃO, então saiba que você é só uma besta a mais e o seu remédio apareceu: leia Jornal besta fubana.
Mas você, como é um lulista ferrenho e ainda não se hospedou em um hotel de luxo, não se incomode não, leia a besta fubana e se divirta com suas bobagens, afinal se você não foi, saiba que seu voto ajudou  o Lula, que rindo foi sim, e tomou uma garrafa de vinho de nove mil reais e se hospedou em hotel de luxo que tem até mordomo.
Se você ganha bolsa família, seus problemas acabaram; o jornal besta fubana, vai lhe alegar.
Seja inteligente leia
JORNAL BESTA FUBANA
o LINK abaixo

 Jornal da Besta Fubana,
http://www.luizberto.com/

Obrigado abestado

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R.B.Santana

abaixo matéria do jornal besta fubana.
Não é de lascar a boca do sapo e do sabido

Vejam a comemoração da vitória de Dilma, segundo o desbocadíssimo “Jornal da Besta Fubana”

O título que encima a ilustração montada pela "Besta Fubana" diz, apenas: "Grande vitória, grande comemoração"
O título que encima a ilustração montada pela “Besta Fubana” diz, apenas: “Grande vitória, grande comemoração”
Não sei se há, na internet, site mais desbocado e sem papas na língua do que o Jornal da Besta Fubana, tocado com a cara e a coragem pelo agitador cultural pernambucano Luiz Berto.
Luiz Berto não se limita a publicar textos críticos, sobretudo ao lulopetismo, numa linguagem impensável em qualquer veículo da “grande imprensa”, como posta comentários feitos em vídeo que, concorde-se ou não com ele, são de uma ousadia espantosa.
Publicado logo após a vitória eleitoral de Dilma, a fotomontagem acima, no contexto da Besta Fubana, é até coisa levezinha. Pode ser conferida, na Besta, por este link.

sábado, novembro 01, 2014

quarta-feira, outubro 29, 2014

Depois de algum tempo você aprende


Depois de algum tempo você aprende a diferença,
A sutil diferença entre dar uma mão e acorrentar uma alma,
E você aprende que amar não é apoiar-se
E que companhia nem sempre significa segurança,
E começa aprender que beijos não são contratos,
E presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante,
Com a graça de um adulto, e não com a tristeza de uma criança
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
Porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos,
E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Aprende que falar pode curar dores emocionais
Descobre que se leva anos para construir uma confiança
E apenas segundos para destruí-la.
E que você pode fazer coisas em um instante,
Das quais se arrependerá pelo resto de sua vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
Mesmo a longa distância,
E o que importa não é o que você tem na vida,
Mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos
Se compreendermos que os amigos mudam,
Percebe que o seu melhor amigo e você
Podem fazer qualquer coisa ou nada
E terem bons momentos juntos.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que o ame
Não significa que esse alguém não o ame com tudo que pode
Pois existem pessoas que nos amam
Mas simplesmente não sabe como demonstrar ou viver com isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém
Algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo
Aprende que com mesma severidade com que você julga
Você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
O mundo não pára para que você o conserte,
Aprende que tempo é algo que não pode voltar para trás,
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte,
E que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que a vida realmente tem valor,
E que você tem valor diante da vida.
E você finalmente aprende que nossas dúvidas são traidoras
E nos faz perder o bem que poderíamos conquistar,
Se não fosse o medo de tentar...

Autor - Willian Shakespear

sexta-feira, outubro 10, 2014

Ferreira Gullar: o imortal


Frases de Ferreira Gullar

O socialismo fracassou. Quando o Muro de Berlim caiu, minha visão já era bastante crítica. A derrocada do socialismo não se deu ao cabo de alguma grande guerra. O fracasso do sistema foi interno. (…)
O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas. A visão de que só um lado produz riqueza e o outro só explora é radical, sectária, primária. A partir dessa miopia, tudo o mais deu errado para o campo socialista. (…)
Eu, de direita? Era só o que faltava. A questão é muito clara. Quando ser de esquerda dava cadeia, ninguém era. Agora que dá prêmio, todo mundo é. Pensar isso a meu respeito não é honesto. Porque o que estou dizendo é que o socialismo acabou, estabeleceu ditaduras, não criou democracia em lugar algum e matou gente em quantidade. Isso tudo é verdade. Não estou inventando. (…)
Não posso defender um regime [o cubano] sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar um país do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo. Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum. É difícil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo.

segunda-feira, outubro 06, 2014

Jarbas Vasconcelos divulga apoio a Aécio

estrelinha
É público e conhecido que sou opositor do governo do PT. Um governo que acumula problemas. Problemas tão graves que colocam em risco tudo aquilo que a população brasileira construiu nos últimos vinte anos.
O Governo Dilma Rousseff bagunçou as contas públicas, permitiu que a inflação voltasse a assombrar os trabalhadores e é tolerante, conivente e até cúmplice da corrupção que hoje toma conta de todas as esferas da administração federal. É o que nos revelam as recentes investigações da Polícia Federal sobre a roubalheira bilionária na Petrobras, sem falar no uso e abuso político dos Correios, do escândalo do Mensalão – para ficar apenas nesses casos.
Apoiei, desde a primeira hora, a candidatura do ex-governador Eduardo Campos e, depois, com a tragédia do dia 13 de agosto de 2014, defendi a ascensão imediata da ex-ministra Marina Silva. Fiz isso por acreditar que ambos representavam o caminho para iniciar um novo ciclo na política do Brasil.
Hoje, o povo brasileiro  referendou o caminho de mudança, ao levar o País ao segundo turno das eleições presidenciais. Não podemos titubear e nem nos dividir.  O candidato Aécio Neves demonstrou força e determinação para chegar ao segundo turno. Aécio representa a possibilidade real de virarmos a página de um ciclo que se esgotou – socialmente, economicamente e politicamente.
Aécio tem história. É um homem afável, preparado, correto, que já provou que sabe governar. É um gestor experiente e articulado. Aécio é um líder político com a generosidade e a sensibilidade de governar para todos.
É diante dessa reflexão que, sem um pingo de hesitação, declaro meu apoio ao Aécio Neves e ao seu projeto para o Brasil. Nesta segunda-feira (6), irei a Brasília, onde já me engajarei em sua campanha.
Jarbas Vasconcelos

sexta-feira, outubro 03, 2014

Reinaldo Azevedo

A urna de 

domingo e 

os ladrões


Paulo Roberto Costa era apenas um tipo comum. Jamais seria incluído numa lista de mais influentes nem era chefe de nada. Não levava jeito para "capo di tutti i capi". Permaneceu por nove anos à frente da diretoria de Abastecimento da Petrobras. Chegou pelas mãos do PP e, bom rapaz, foi logo adotado pelo PT e pelo PMDB.
Lula, que sempre soube empregar o diminutivo com grande eficiência, o chamava de "Paulinho". Há "Paulinhos" à mancheia nas outras estatais, nos fundos de pensão, nas autarquias, na alta administração federal, em toda parte. Os "Paulinhos" sem rosto são mais influentes na República do Babalorixá de Banânia do que os eunucos no Império Persa.
Costa está em prisão domiciliar, ornado por uma tornozeleira eletrônica. No acordo de delação premiada, aceitou devolver aos cofres públicos espantosos R$ 70 milhões. É o que admite ter capturado, em proveito próprio, como operador do esquema criminoso, suprapartidário e governista, incrustado na estatal. Ele separava para si, note-se, apenas uma pequeníssima parcela do saque. Quanto levavam seus "chefes"?
Um termo de comparação: o mensalão, segundo Roberto Gurgel, ex-procurador-geral da República, distribuiu R$ 141 milhões em propina. No petrolão, um corrupto menor assume que a, digamos, taxa de administração da canalhice lhe rendeu o correspondente a 50% do que movimentou um dos maiores esquemas de corrupção da história do país.
Dado o tamanho do Estado no Brasil, é forçoso concluir que vivemos sob a permanente rapinagem de uma súcia. Se uma empresa como a Petrobras não dispõe de um sistema de "compliance" que a torne imune a práticas dessa natureza, pode-se imaginar a desenvoltura com que atua a bandidagem em áreas bem menos expostas à curiosidade pública e desobrigadas de fazer ao menos a mímica da boa governança corporativa.
Não obstante, o estatismo goza de grande prestígio no Brasil, especialmente junto a acadêmicos, artistas e jornalistas, que ajudam, sim, a formar opinião e a plasmar consensos. Os escândalos na Petrobras se tornaram tema de campanha –e nem poderia ser diferente. Mas nós os estamos debatendo como se fossem apenas casos de polícia, e esta é a sua face menos importante. O assalto organizado à Petrobras é um caso de política.
Há quatro eleições já, incluindo a deste ano, o petismo sufoca o país com a sua ladainha estatista, que só interessa à burguesia sindical do capital alheio e, portanto, aos aparelhos que garantem a influência e o poder do próprio... petismo.
Os verdadeiros espoliadores do Brasil, a "classe" de fato dominante, são justamente aqueles que saem por aí a falar em nome da igualdade e da justiça social. Praticam a forma mais porca e perversa do discurso ideológico, que é a do mascaramento da verdade. Quando é que voltaremos a ter uma candidatura viável, com a coragem de dizer os nomes daqueles que nos assaltam e condenam?
Ah, sim: na vigência do esquema criminoso, a Petrobras financiava boa parte da "consciência crítica" da "arte brasileira". Afinal, os desdentados, miseráveis e barrigudinhos produzidos por esse modelo merecem ao menos as metáforas pedestres –de esquerda, claro!– expelidas por "artistas" financiados. É de dar nojo.

quarta-feira, outubro 01, 2014

QUEM SABE, QUEM SABE...

Quem sabe um dia, essa gente não se levanta e diz o que sente, essa gente não fique irritada com a fila no posto medico, não ache mais graça da fala descarada de outra gente que faz da barba um simbolo e das estatais, um cofre partidário, quem sabe, se um dia gente como a gente, caro amigo, não possa falar de assuntos mais importantes e não tenha que relatar roubos todos os dias.
Quem sabe a gente possa falar e pensar maneiras de crescer e discutir livros e métodos de administração ou de criação(de cinema, literária ou de animais).
Quem sabe um dia a Dilma não seja uma triste e simbólica lembrança, uma lembrança de um descuido que a democracia, por ser livre, por ser democrática, as vezes nos arma armadilhas, quem sabe se dessa lembrança muitos defeitos possam ser corrigidos, superados e que a gente possa saber que PT nunca mais. Quem, sabe, quem sabe…


segunda-feira, setembro 29, 2014

Texto de Reinaldo Azevedo: Professora de português que não sabe...Português

UM VERMELHO-E-AZUL COM BEBEL, A PROFESSORA PETISTA QUE É CHEFONA DA APEOESP E ESPANCA A LÍNGUA PORTUGUESA, O BOM SENSO E A BOA EDUCAÇÃO! OU: ANALFABETISMO CRUZADO

Bebel, em 2010, posa para o fotógrafo Caio Guatelli (Folhapress)
Bebel, em 2010, posa para o fotógrafo Caio Guatelli (Folhapress)
Na quinta-feira passada, escrevi aqui um post sobre uma manifestação promovida por Izabel Noronha, conhecida como “Bebel”, presidente da Apeoesp, o sindicato de professores da rede oficial de ensino de São Paulo. Por quê? O dissídio da categoria é em março. Bebel houve por bem convocar uma manifestação de docentes com seis meses de antecedência para, supostamente, tratar do reajuste. Conversa mole. Era apenas campanha eleitoral em favor do PT, como evidência reportagem da Folha. Esta senhora e seu sindicato são conhecidos esbirros do partido.
O link do que escrevi está ali. Como vocês poderão constatar, não desferi uma única ofensa pessoal contra esta senhora. Fiz crítica política apenas. Ah, ela ficou muito zangada e resolveu responder — uma resposta, em tese, pessoal. Mas quê… Os impropérios de Bebel, procurei no Google, já se espalharam por todos os sites e blogs que trabalham para o PT — alguns por convicção, outros (a maioria!) por dinheiro.
Muito bem! Abaixo, em vermelho, segue o ataque que ela desferiu contra mim. Respondo, ponto a ponto, em azul. Vamos ao divertimento (eu adoro isso!!!).
*
Senhor Reinaldo Azevedo,
Vergonha deveria ter a imprensa brasileira por dar abrigo a um pseudo-jornalista como o senhor.
Não por isso, dona Bebel! Na condição de professora de português, envergonhe-se de sua gramática e de sua ortografia. Mas compreendo: a senhora está longe da sala de aula faz tempo, né? Há muito não sabe o que é acordar cedo para encarar os estudantes. Fez carreira como burocrata sindical e, estou certo, não pretende voltar à lida tão cedo. Em tempo: o certo é “pseudojornalista”. Ou “pseudoprofessora”.
Não me surpreende que a Revista Veja o mantenha como um de seus colunistas, porque o senhor e essa revista se merecem, tal o baixíssimo nível de vossos textos.
Tenho três empregos, dona Bebel. Os três em empresas jornalísticas privadas. Não mamo nas tetas do dinheiro público. Sei que a senhora e seu partido adorariam decidir quais jornalistas poderiam e quais não poderiam trabalhar. Vocês lutam por isso. Por enquanto aos menos, a senhora vai ter de me engolir. Sobre o “vossos” do seu texto, leia no fim do post.
Sou líder, sim, reconhecida e reconduzida pelos professores e professoras à Presidência da minha entidade, o maior sindicato da América Latina, pela quarta vez.
Noto que ela sente orgulho daquilo de que deveria se envergonhar: presidente pela quarta vez do sindicato!!! Então esta é agora a sua profissão: presidente de sindicato! Professora de português provavelmente sofrível, esta senhora não deve ser melhor com a matemática. Vamos ver.
Sabem quantos professores votaram neste 2014 na eleição que decidiu a presidência da Apeoesp? Segundo o site do próprio sindicato, 67.810. Ocorre que havia, na rede, no ano passado, DUZENTOS E TRINTA E DOIS MIL. Assim, participaram do processo eletivo apenas 29,22% — 70,78% não quiseram nem saber.
Ainda segundo a Apeoesp, a petista Bebel obteve 53,06% do total dos votos — arredondando, isso dá 35.980. Ah, entendi: ela ocupará pela quarta vez a presidência da entidade, eleita com os votos de 15,5% da categoria — 84,5% não votaram nela!!! Isso é que legitimidade! É por isso que ela lidere greves sem adesões! E olhem que, acreditem, dos males possíveis, Bebel é o menor: as chapas que perderam, pela ordem, eram do PSTU, do PSOL e do PCO — os dois primeiros integram a atual diretoria. Entenderam? A Apeoesp deixou de ser uma entidade que representa os professores para ser um campo de guerra de partidos de esquerda. Agora Bebel julga que vai encaixar um golpe matador. Leiam.
Quanto ao senhor, é assalariado de uma empresa jornalística e sua função, que o senhor executa com muito gosto por ordem de seus patrões, é achincalhar pessoas.
O seu pensamento só não é pior do que a sua pontuação. Sugiro voltar aos livros de gramática, ‘fessora! Não sou “assalariado de uma empresa”, mas de três, que pensam coisas diferentes entre si. Escrevo e digo o que quero em cada uma delas. E a senhora? Quem é o seu patrão, dona Bebel? Respondo: é o PT! Só que quem paga o seu salário e financia o seu sindicato é o dinheiro público. Entendeu a nossa diferença, entre muitas?
Vamos lá: os 232 mil professores da rede estadual de educação são obrigados a pagar, por lei, o imposto sindical — desconta-se um dia do salário de cada profissional. Esse dinheiro enche as burras da Apeoesp, não é mesmo? Professores que votam no PSDB, no PMDB, no PT, no PCdoB, em outras legendas, em ninguém… Todos pagam! A senhora tem a obrigação moral de ser apartidária no seu trabalho! No entanto, na quinta-feira, mais uma vez, saiu à rua para defender a candidatura de Dilma Rousseff e dos petistas, a exemplo do que fez em 2010.
Eu trabalho 18 horas por dia e vivo com o fruto do meu esforço; é ele que financia as minhas convicções. Quem financia as suas? Como é que a senhora tem coragem de pegar o imposto sindical de um professor tucano, por exemplo, e ir para a praça fazer campanha eleitoral para o seu partido? Não se envergonha?
ANTES QUE CONTINUE, DUAS NOTAS:
1: considero o Imposto Sindical um dinheiro público porque o desconto é obrigatório, feito em folha de pagamento, em virtude de lei, e repassado pelo Estado aos aparelhos sindicais. O trabalhador não tem o direito de não pagar. É uma obrigação legal.
2: o salário dos sindicalistas do serviço público continuam a ser pagos pelos entes estatais. Adiante com Bebel e suas malcriações.
O senhor é mal informado e mente. Luto por um plano de carreira justo para a minha categoria. Luto por salários dignos e não por bônus. Luto por formação continuada em serviço, no próprio local de trabalho, e me opus, sim, a um curso de formação que criava mais um obstáculo desnecessário para a aprovação dos professores em concurso. Graças à nossa luta, hoje o curso de formação está no local correto, dentro do período de estágio probatório.
Tanto tínhamos razão em nossa greve de 2010 que o Secretário Voorwald, tão logo tomou posse, retirou as restrições para que os professores pudessem assumir aulas, tornando a prova de seleção de professores temporários classificatória. Fez também outras modificações na rede, muitas delas negociadas, porque lutamos para isso. Hoje continuamos lutando por novos avanços. Mas o senhor não sabe disso porque nada entende de educação e não conhece nada da rede estadual de ensino.
Vou deixar a sua primeira frase deste bloco para o debate na Justiça, minha senhora, conforme a senhora anuncia que fará. Consulte antes os advogados para não gastar inutilmente o dinheiro da Apeoesp. Comecemos pelo óbvio: o fato de o secretário Herman Voorwald concordar com a senhora neste ou naquele aspectos não o torna certo, como sugere o seu texto. Aliás, não tenho a menor simpatia pelo trabalho dele — muito pelo contrário: torço para que Geraldo Alckmin o substitua no próximo mandato. Aliás, ele já foi desautorizado algumas vezes pelo governador — e por bons motivos.
Quem espanca a verdade é a senhora ao tentar negar que se mobilizou contra o melhor programa de qualificação de professores que houve em São Paulo e contra a promoção por méritos. O fato de a senhora ser uma burocrata do sindicalismo da área não quer dizer que entenda do assunto. Eu e todo mundo sabemos que só integra o Conselho Nacional de Educação em razão de suas vinculações políticas, não de seus méritos intelectuais. Convenha: a senhora é incapaz de tratar bem até a língua na qual, supostamente, é uma especialista. E talvez se esqueça de que, antes de ser jornalista, fui professor.
Não perderei mais meu tempo polemizando com uma pessoa como o senhor. O Poder Judiciário, ao qual recorro, tomará as providências cabíveis para recolocar as coisas em seu devido lugar.
Perfeito! Vamos a ele! Vamos ver, então, quem deixou de lado os argumentos e partiu para a agressão, dona Bebel. Vamos ver quem saiu espalhando pela Internet um texto que não rebate uma só das críticas objetivas, preferindo a pancadaria.
Se o senhor não sabe, recentemente venci disputa judicial contra seu grande amigo José Serra.
Não sei porque não é problema meu. Nem entro no mérito, porque não lhe diz respeito, se o futuro senador de por São Paulo é ou não meu amigo. Uma coisa é certa: eu não uso dinheiro público ou dos trabalhadores para expressar minhas afinidades eletivas. E a senhora?
Desejo que o senhor permaneça em sua insignificância e eu me manterei na minha luta.
Maria Izabel Azevedo Noronha – Bebel
Presidenta da APEOESP
Pô, dona! Por insignificante, a senhora deveria, então, ter ignorado a minha crítica. Eu não a considero “insignificante”, e tal declaração, obviamente, nada tem a ver com seus dotes intelectuais. Só me ocupei da sua diatribe grosseira — e o farei quantas vezes considerar necessário — porque Bebel não é Bebel! Bebel é uma legião. Obviamente, a presidente da Apeoesp não é a única a liderar uma entidade de trabalhadores para submetê-la à ditadura de um partido.
A senhora sabe muito bem que não é uma sindicalista que se tornou petista. Ao contrário: é uma petista que se tornou sindicalista para submeter o aparelho que pertence a 232 mil professores aos interesses de um partido político.
A gente se encontra, então, na Justiça. Vamos lá para que o juizado decida, palavra a palavra, quem ofendeu quem. Mais: noto, dado o primeiro parágrafo do seu texto, que, por seu gosto, eu estaria sem emprego. Eu, mais generoso, penso o contrário a seu respeito: acho que deveria voltar a trabalhar.
Se bem que não… Lá no começo de seu texto ofensivo e malcriado, a senhora escreve: “o senhor e essa revista [VEJA] se merecem, tal o baixíssimo nível de vossos textos (…)”. Pois é… “Senhor”, um pronome de tratamento, é terceira pessoa do singular; “essa revista” também é terceira pessoa do singular. Juntas, formam a terceira pessoal do plural, cujo pronome possessivo, no caso em questão, é “seus”, não “vossos”, que corresponde à segunda pessoa do plural.
De um outro, eu não cobraria esse ajustamento de conduta gramatical. Da senhora, uma professora de português, cobro, sim. E isso quer dizer que a senhora não é apenas uma analfabeta política. É também uma analfabeta na língua em que deveria ser uma especialista. Afinal, o povo de São Paulo paga o seu salário para ter a sua sabedoria, não a sua ignorância.
Texto publicado originalmente à 1h39
Por Reinaldo Azevedo