segunda-feira, novembro 25, 2013

A poesia é uma faca cega

Cansei,
meu perfeito conforto,

e agora sou a busca de meus conflitos,

e sei sim onde os encontro.

Eles estão escondidos e ativos
nos meus escombros mais secretos

vivem retumbantes e agressivos

 em íntimos e esquecidos momentos.


Tenho que lutar e contra mim e
vencer.

As cores, as musicas, e as palavras
soam em mim como uma faca cega
e rasgam a carne. A minha  carne.

E a poesia ri do  meu sangue a escorrer.

Mas conforto, não.
Busco dores aliviantes.

E dores aliviantes não suportam segredos
não suportam medos, não suportam simulacros.

Sou uma mentira em confrontos com outras mentiras.


E a verdade?


A verdade embrulha belezas em papéis,
ao vivo e em  cores.


E resistindo
O espelho não é o meu teste final.

RB Santana


Para Luciano Fraga e Nelson Magalhães Filho


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