quinta-feira, maio 16, 2013

THE GINS!

Estava com o copo cheio de vinho e a casa, confortavelmente, namora com o som do The Gins!. Bebo nada educadamente e os golpes de Dinho Batera me conduzem para um outro mundo, e a bateria não se cansa, apenas troveja, balbucia e geme golpes musicais. Clélio Lemos deixa sua doce voz envenenar o ambiente em um contraste nada comum. A musica insiste lembranças, sonhos e decadentes pesadelos se afastam no baixo solapado com uma elegância visível nas vivencias dos dedos e na roupa de Pedro Fernandes que apenas toca o infinito e se sabe não apenas um mortal. Caio Braga Sant'Ana transmite emoções por ondas duras e poéticas vibrações sonoras. Sua guitarra alcança um passado no futuro mais distante e desce em vertiginosos momentos encantados. The Gins! não é uma banda de música, The Gins! é um encontro de caçadores de vida e de jovens que não fogem do tédio e nem fogem do mal. Antes buscam na vida o momento agridoce esquisito e solene que somente a musica pode alcançar.
The Gins! A vida começa quando a inteligência é uma exigência.

ronaldo braga

PALAVRAS QUE AINDA DFORMAM


A depressão invade não como um agressor antes a depressão acaricia sua dor mais profunda e lhe permite de forma bem azeitada espiar sua vida de uma janela distante e indiferente. A depressão não chega de repente, ela avança mansa e educada e retira de você toda o sabor e lhe questiona de uma forma bem autoritária, parecendo ser ponto final e a vida pobre e cansada ensaia ferozmente um patético sumiço.



2
Se a arte exprime no corpo as paixões da alma, o artista é portanto um ser que desdobra em novas dobras as dobraduras do infinito finito sentir humano. tudo é duradouro na dor e no prazer, tudo é tédio na mesmice do anoitecer e amanhecer. O artista refaz com sua lente que diminui e aumenta os efeitos e os feitos de uma existência tão invisivel. A vida humana de uma labuta tão contradita e que sempre escapa quando se pensa ter em ela nas mãos, seria um diferente não percebido, pois somente a existencia da arte a torna tão necessária quanto inutil.
A arte é o unico remedio para a alma.


3
Um dia como qualquer fenômeno na vida humana é um nada, o que faz a diferença é o seu estado em relação às coisas da vida. Uma simples xícara parece triste, e incomoda quando você sente um aperto no coração. Mas um copo é bonito e espirituoso quando você ri das palavras de um menino. Pois é o seu sentimento em relação as coisas e não o inverso que determina o seu momento.


4
Estava com o copo cheio de vinho e a casa confortavelmente namora com o som dos The Gins!. Bebo nada educadamente e os golpes deDinho Batera, me conduz para um outro mundo e a bateria não se cansa apenas troveja, balbucia e geme golpes musicais, Clélio Lemosdeixa sua doce voz envenenar o ambiente em um contraste nada comum. A musica insiste lembranças, sonhos e decadentes pesadelos se afastam no baixo solapado com uma elegância visível nas vivencias dos dedos e na roupa do baixista que apenas toca o infinito e se sabe não apenas um mortal. 'Caio Braga Sant'Ana transmite emoções por ondas duras e poeticas vibrações sonoras, sua guitarra alcança um passado no futuro mais distante e desce em vertiginosos momentos encantados.
The Gins não é uma banda de musica, The gins é um encontro de caçadores de vida e de jovens que não fogem do tédio e nem fogem do mal, antes buscam na vida o momento agridoce esquisito e solene que somente a musica pode alcançar.
The Gins a vida começa quando a inteligencia é uma exigencia.

RONALDO BRAGA

quarta-feira, maio 08, 2013

Viver é agora

Era quase meio dia e um sol fraco aquecia mais que aborrecia. Eu ia absorto pensando nos meus mortos quando me esbarro em um cara que diz a queima roupa.
- Braga - E já trazia a mão estendida. Eu permitir o contato enquanto tentava pescar um nome àquele rosto gordo.
E o cara falava mansinho e bastante educado mas demonstrando uma intimidade que já me deixava embaraçado. Então ele falou em poesia e o nome veio acompanhado de diversas lembranças-
-Vai poieta - Declamei à moda antiga - E completei - Gilberto Costa!
O poeta tinha colocado um i no meio da poesia e levantava o povão nos coletivos recitando seus poemas e tinha um que tinha um refrão que era repetido por todos -
- Vai poieta - Ele pintava o cabelo com cores fortes e era uma atração na década de 90 na cidade de Salvador. Nos cumprimentamos, falamos de nossos cabelos brancos e ele me falou de Eduardo Teles, um poeta que estava sofrendo um processo corrosivo de uma doença degenerativa que há dez anos o fazia lentamente encolher.
Resolvemos juntos visitar o Eduardo Teles que morava ali perto, Largo Dois de Julho, perto do antigo Cine Capri.
Eu sabia da doença do poeta mas nunca lhe fiz uma visita e então, encontrar Eduardo foi de uma dor sem tamanho, ele não anda e nem move as mão e começa a perder a fala.
O poeta chorou e o Poieta declamou vestido branco, uma poesia de Eduardo Teles que fizera sucesso entre as meninas da década de 80. Ali naquele buraco limpo e com um lápis na boca para fazer uso do computador eu lembrei o Eduardo Teles vaidoso, paquerado e paquerador, com seus cabelos enormes e bem cuidado a cair nas suas costas e um sorriso enigmático a abrir portas e fazer amigos, principalmente das meninas.
A vida cruel não manda recados e nem aceita lamentos, na sua dureza pede guerreiros e sem piedade te lança na cara as verdades, onde a ideologia não faz acento e o contradito é apenas passar tempo.
Não sei o que dizer a Eduardo Teles, sei apenas que voltarei a lhe visitar e lerei pra ele textos novos de poetas novos e falarei do passado como uma história das mil e uma maravilhas.

ronaldo braga

sábado, maio 04, 2013

a mãe

Ele tinha dormido bem e acordara feliz e bastante jovial. Se banhou e se barbeou como se ouvisse a lira das virgens e ainda sorridente apertou três vezes o gatilho da sua 44 no peito de sua surpreendida mamãe. Depois de alguns segundos, organizou o corpo e chorou como um anjo.
ronaldo braga