quinta-feira, abril 04, 2013

MEUS EUS

Eu ainda não tenho um eu, eu ainda vivo numa curva de eus por entre atalhos bruscos, e ainda em sombras busco um jeito e meio sem jeito carrego brisas, esqueço chuvas e nos olhos dos meus olhos encontro um qualquer inicio que pode ser indicio de como num espelho me encontrar bêbado.

VAQUEIROS DE GENTES

A única solidão que me assusta é acompanhado, a multidão me deixa só, é para mim tenebroso ouvir a voz sem freios de uma multidão escrava que junta se acha livre, mas que repete frases dos donos, dos vaqueiros de gentes, dos que soletram esperança e sempre prometem um futuro melhor. O presente, estes vaqueiros guardam pra SI. 
Aprendi que vozes só a do coro ou do coral, a do povo é sempre domada, é sempre empurrada, é sempre do ódio mesmo em seu alto teor de festa.
Aprendi que com derrotados você aprende não a vencer mas a derrotar, pois os oprimidos adoram oprimir e servem aos senhores e servem a quem não lhe servem.




ronaldo braga

Nenhum comentário: