sexta-feira, março 22, 2013

Minha poesia queria ser morte, 
minha poesia nem queria
minha poesia não é poesia
minha poesia queria ser corte.

e nem mesmo assim minha poesia é minha.
Apenas uma velha sanha, manha, medo que me assanha
queria ser trote
ou esperas, taperas, fomes deveras
minha poesia são muitas cancelas
é tudo,
é nada,
é,
não é,
minha poesia não é forte
nem velas, nem veras, nem praia, nem rios
antes quimeras.

Minha poesia é peste é língua ferida.

minha poesia não gosta de poesia


ronaldo braga

e a tradução de Graciela Malagrida


Mi poesía quería ser muerta,
mi poesía no quería

Mi poesía no es poesía
mi poesía ansía ser grieta
y aún así mi poesía no es mía.

Apenas un viejo rubor, una maña, un
temor merodeador
que pretende ser trote
en esperas, taperas, hambrunas de veras.

Mi poesía expone renuncias
es todo,
nada,
es,
no es,
mi poesía no es fuerte
o velas u orillas o playa o ríos
antes, quimeras..



Mi poesía es peste, es
lengua herida.

Mi poesía no gusta de la poesía..

Tradução Graciela Malagrida
http://uni-versovirtual.blogspot.com.br/

Um comentário:

graciela malagrida disse...

=)

tu poesía es un lago-espejo
por donde pasás corriendo

gracias Ronaldo!