segunda-feira, janeiro 28, 2013

DESMEMORIAS DE UM ASSASSINO

Eu um louro musico, estou saindo do prédio velho e em ruínas, um conhecido ponto de prostituição e lá uma puta dorme desmaiada. 
Pego um táxis que me leva até o bairro da Pituba, onde um músico louro tem um apartamento, pago e deixo o troco com o motorista e comento sobre minha apresentação no teatro Vila Velha, entro em um prédio pela porta da frente e depois de um bom banho e limpar todas as digitais no apartamento, retiro a peruca, observo o musico amarrado, ele me olha sem entender o bem que o faço, ele com a mesma altura e o mesmo porte, se parece comigo, falo docemente, lhe garanto que não sofrerá, faço parecer suicídio. Deixo a foto da mulher em suas mãos e saio pelos fundos, meu carro tá me esperando duas ruas depois, coloco no porta malas minha arma e vou direto para a praia, encontro uma boa mesa numa barraca e vou para a água onde mergulho e sinto invadir minha alma, uma forte onda de poder.
As pessoas são para mim neste momento luzes, e suas bocas soltam faíscas emocionantes e eu sou feliz e taciturno. 
A água gelada, traduz meu coração: sou um homem sem dor e em seu melhor momento,.
A linda jovem esposa, foi a minha oitava vitima. À noite irei para Sergipe, onde uma senhora de oitenta anos morrerá, ela tem saúde de ferro e os filhos não aguentam mais tanta espera, querem logo a herança, é essa a razão da minha existência: ajudar, fazer as pessoas felizes. Sou um homem bom e eficiente, resolvo problemas e me sinto bem. (TRECHO DE DESMEMORIAS DE UM ASSASSINO de ronaldo braga)

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