domingo, novembro 18, 2012

Para rafhael cova rasa, essa é a primeira parte a segunda vem depois

DAVI - Não posso dizer nada, pois o que eu digo sempre foi nada. O que você quer além de sexo e drogas? Minha vida?
TONHA DOIDA – Maldito, o que você acha que uma mulher pode desejar?
DAVI – Somente brigas e facadas e cadeia, nada mais tive do seu lado.Corta essa de desejo de mulher. Você é apenas uma boceta feia e já por demais
aberta.
TONHA DOIDA (com uma faca na mão esquerda) – canalha, porco. Eu te conheci numa cela seu merda, esqueceu. O senhor não é nada e nunca teve nada e nem mesmo uma mulher, somente eu te aturo e não vou permitir que vc fique com ela, com ela não. Eu te mato seu sacana fodido, aidético, escroto.
DAVI– Não toque nela, e é com ela que eu vou beber . Ouça bem sua cadela te quero longe de mim e da Manuela.
TONHA DOIDA – ( AMEAÇANDO COM A FACA) Eu mato os dois. Ouviu bem. Vou em casa e vou quebrar tudo e queimar suas roupas e depois vou procurar vocês e matar os dois. (sai espumando e gritando).
Manuela ( o tempo todo distante, se aproxima com a saída de Tonha Doida) Davi, essa mulher é doida .
DAVI – Completamente, mas vamos esquecer essa cadela. Vamos beber, o bar de pereba ainda ta aberto.
MANUELA – E se ela aparecer.
DAVI – Eu quebro a cara daquela vagabunda.
MANUELA – As vezes eu me sinto como ela, abandonada, e ao contrario dela, eu fico triste e bem quietinha.
DAVI – ( lendo uma folha retirada do bolso) agora eu observo um eu de dentro do meu fora e sei o quanto diferente sou eu mesmo, e a cada minuto uma nova dor me abraça e festeja minha desgraça, meus amigos abraçam todas as porcas figuras, as sinistras figuras e eu sorrindo um asco velho e doente sinto nauseas de todos os bons pensamentos. Não sei o que quero e nem sei se quero, apenas quero olhar esse meu olhar e duvidar deste brilho oco que se insinua por toda a minha pele.
Sou um outro que aspira um silencio quieto e solitario.
MANUELA – É assim que eu me singto e isso é loucura, o outro eu. Seus texto sempre me incomodam, mexem comigo
DAVI – Escrevi ontem. Vamos beber e comemorar a vida. Bom depois uma facada pode matar nós dois e a noite já começa a sumir.

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