sábado, julho 28, 2012


Vingança e logo em a beleza dos meus pesadelosou vem ai o julgamento do MENSALÃO


A chuva tinha castigado a cidade o dia todo. O feito refletia nas plantas e passaros em suas inquietudes acalentadoras. Era belo observar a chuva cair e ver a noite rapidamente dominar a tarde numa penumbra cinematografica. Tudo era belo e um silencio moroso e preguiçoso embalava e confudia sonhos e lembranças.
O som do cair das aguas namorava minhas metas e era ouvido por leguas nas arvores que quietas dançavam, em um vai e vem sonolento com os ventos, no imenso salão da noite.
Eu embebecido adormecia como um privilegiado ser naquele cenario deslumbrante.
Era extamente 17 horas e 20 minutos quando uma voz veio da rua, uma voz que trazia consigo a revolta e a dor. Joaquim gritava o meu nome e me acordava daquuela realidade , e a chuva e toda a sua beleza ali bem firme na minha frente, a voz de joaquim tinha o poder de me alienar de qualquer coisa que não fosse opressão assassinato e corrupção.
Joaquim agora andava às turras com o partido do atual governo que para ele tinha traido o povo, e depois de fazer um discurso contra a esquerda e a direita, Joaquim me deu um texto dizendo que ele acabAra de escrever e se foi tão bruscamente como tinha chegado.
Eu olhei o papel totalmente machucado, senti a chuva caindo, abri um vinho e percebi que agora a chuva se tornara uma tempestade a castigar mentes e plantas. Acariciei o vinho tinto seco, enchi uma taça e depois de um gole comecei a ler o texto de joaquim o homem que queria mudar o mundo mas não acreditava mais nos trabalhadores:


"- Justiça, justiça grita a dor impotente do povo.
O Brasil TEM DESDE A INVASÃO DOS BARBAROS de lisboa, ouvido este grito.
Sempre o filho, a mãe, a esposa, a namorada gritam a dor na morte do ente querido. Na morte transfigurada no assassinato a mando de fazendeiros, patrões e outros ricos.
-Justiça grita a dor nos olhos fundo da noite longa e angustiante.
Justiça, pedem as flores podadas nos controles dos sem sorrisos.
Ainda hoje no Pará e outras paragens, as balas fazem as curvas certeiras nas caras dos que sendo povo não aceitam as pragas vindas dos senhores.
Justiça uma palavra rôta, sem validade no mundo de homens e mulheres.
Ainda veremos por muito tempo enterros de jovens guerreiros nas balas do mando, ainda veremos até que o povo saia dos partidos, pense em sua propria estrada e descubra nas garras das lutas a saida da guerra.
Só temos morte e morte para os que não escolhem o caminho da luta, morte para os que apenas querem o trabalho, morte decretada pelo governo na morte de celso daniel, morte calada na midia, morte em silencio dos ministros, morte na mentira dos comunistas.
Vamos saber um dia da verdade não contada, das dores guardadas sob nenhuma chave, apenas as dores guardam outras dores.
Os homens donos da terra querem a morte no solo que escapa de seu controle.
Somente um povo sem governo, sem deus, sem patrão e sem senhor, pode conquistar a liberdade e o proprio controle de suas vidas. Um povo de volta ao somente aceito gosto de viver.
Chega de morte inutil e sem nexo.
Vamos mudar o ritmo macabro do terror. Devemos como os bastados inglórios, vingarmos nossas dores. Vingança é o que precisamos. Seremos vingativos ou então cadaveres educados?
A escolha é sua."
(Joaquim Silva Lerembec)
É o joaquim estava atento a tudo:
filmes novos, massacres reais, tudo servia de conteudo para o Joaquim espelir suas raivas e impotencias.



ronaldo braga 

Nenhum comentário: