terça-feira, abril 17, 2012

pedra morta


Corey Harris - Special Rider Blues




Na casa a cerveja circulava entre mãos disfaçadas e os dedos numa prosa roubada enfrentavam um roçar misterioso, os empregados empertigados lembravam jesus e tentavam não sorrir, eu e o fraga recebiamos favores invertidos e os sentidos nos advertiam uma longa querela.
Um me falava de sua gagueira outro me lembrava que não era poeta e outro advertia o mundo de seu sucesso. O dono da casa sorrindo sempre deixava claro o tamanho de sua potencia: cinco mulheres espalhadas e filhos e filhas ali perto garantiam a sua verdade e sua pica sorria nos meninos e meninas, que corriam e diziam:
- Papai não me pega.
A tarde lentamente cobrava sorrisos e era belo ali naquele lugar, não havia mentiras naquela mentirosa casa, patrão denunciava a triste situação dos empregados e era doce saber da dor de se sofrer.
A menina - mulher ainda jovem afirmava o mal caratismo dos homens e dizia que namorava o empregado e sonhava com o ator americano, bom ele é brad e com ele é diferente.
A cerveja aumentava a duvida de deus e jesus encolhido ensaiva uma fuga e era bom se saber molhada e era sexo o sonho material que circulava nos copos e nas carnes cortadas dos pratos.
A noite ainda longe imperativamente simbolizava cama e os casais ali ainda timidos se olhavam no passado. E a cerveja perigosamente aproximavam machos e as femeas histericanmente se diziam heroicas.

ronaldo braga

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