segunda-feira, setembro 26, 2011

John Lee Hooker - Crawlin' King Snake (Live)




a língua da cidade sonha uma dança delicada



o tempo pousou em suas unhas
com assustadora delicadeza
enquanto as mariposas de prata
atravessaram o atlântico de lágrimas
e a tintura artificial de seus cabelos
teimava inutilmente contra a imagem refletida
no espelho d’água
sussurrando as chagas percorridas
& os uivos famintos da velhice

a beleza pousou em seus lábios
e por cinco segundos
senti amor entre nós
mas o cadáver cruzou a Azul avenida
e os meus dentes voltaram-se novamente
contra a carne macia do cordeiro

a madrugada passou como uma dama louca
e minhas córneas vomitaram sobre a linha de passe
enquanto a chuva descansava
e a assustadora beleza do tempo
insistia em te devorar

nuno gonçalves
mestre e doutorando em historia na universidade do mexico
a pedra: signo segundo,

ofegante, asmática, inexata
a Rocha vagueia pelo chão empoeirado
sem reconhecer nenhum dos traços de sua última visita
perambula pelo templo esse lagarto de pedra
com seu fogo amolado
em busca da pele e seus calendários
faminta como os carneiros e os albatrozes
a Rocha se ergue nas águas turvas do aquário
e o horizonte se converte em um emaranhado de águias
a Rocha retorna à garganta emplumada do equinócio
e lança suas maldições sobre o Sol:
esse bastardo encarnado...

nuno gonçalves.

domingo, setembro 25, 2011

Brasileiro: ser ou não ser? Militar-limitar? Eis a questão!


Vou escrever o que penso sobre o assunto e desde já sei que serei atacada, pois sou branca e por isso mesmo tenho limites bem delimitados para falar sobre. De certa forma estou de acordo quantos aos limites delimitados, mas como venho trabalhando minha ilimitação trato de transcender essa barreira e exporei aqui o que penso sobre. E obviamente estou falando em uma posição muito cômoda, pois eu nunca sofri na pele várias coisas: eu nunca sofri na pela o racismo que negros e índios sofrem, nunca senti na pele o que homossexuais, travestis, sofrem, que meninas e mulheres violentadas pelo desconhecido, pelo conhecido, pelo marido, tio, irmão, pai, avô, amigo, cunhado, padre, sofrem, de crianças submetidas ao trabalho e a exploração, de mendigos que sofrem por frio, de pessoas que passam fome, enfim, em uma séria de questões eu não sofri na pele.
Mas como todos vivemos num mesmo espaço e tempo, se pensarmos que tudo está interligado e que ninguém sai ileso nessa relação, ou seja, de uma forma ou de outra, estamos todos no mesmo barco: cada um tem sua razão para estar no barco, uns afundam, uns saltam, e muitos não desistem, como eu, que sou brasileira e não desisto nunca. Não desisto nunca dos valores universais, tão esquecidos hoje em dia.
A meu ver o atraso está nisso: ao esquecimento de valores universais, de princípios básicos. Estes que são comuns a todos, que nos une. Porque por todas as causas que lutamos, cada qual luta por seu tal, elas só nos desune. Porque a luta de um é sempre contra o outro. Estamos em eternas guerras, e isso não é evolução.
No Brasil, por exemplo, ainda nos falta uma questão básica: não temos sentimento de pertencimento, por terra, pelo país. Nossa identidade nunca foi definida e cada vez mais se torna mais confusa. A questão é, para além de futebol, samba e carnaval, ninguém quer ser brasileiro. O branco sempre busca a sua origem lá na Europa, luta pela dupla-nacionalidade, é no nome ou no tataravô que ele nunca conheceu, enfim, ele precisa encontrar a sua razão de ser branco lá na Europa. De tal forma, que o branco não representa o brasileiro e inclusive este se nega ser representado como tal.
Assim também passa com o negro, que também busca sua razão de ser negro na África, seja no nome, numa origem familiar, na cultura, na religião. Reivindicam para si o direito de se auto afirmar como afro, afro brasileiro. De tal forma, já não existe mais o negro, e sim o afro brasileiro, ou seja, é melhor ser afro do que ser negro? Não.?! É apenas uma questão de identificação, assim como o branco se identifica com a Europa o negro se identifica com a África, faz sentido. O que não faz sentido para mim é porque não assumir isso como uma coisa/identidade brasileira? Eu sou negro, pois no Brasil existem negros, então não sou afro, sou brasileiro e negro. Sou brasileiro e branco. Sou brasileiro e índio. Sou brasileiro e caboclo. Sou brasileiro e mestiço, etc., etc.
Somos o resultado de uma tríplice mistura, ou seja, uma genética purificada em três continentes, que resultou no povo que somos nós. Não sei se tem povo igual, melhor não tem, mais purificado não tem. Já dizia Darcy Ribeiro. Mas nós lutamos para ser estrangeiros em nosso próprio país, nosso próprio país? E para mim quando cada qual está lutando por seu quadrado isso é um atraso! Pois, se não partimos de princípios básicos não podemos avançar. Por isso a revolução nunca chega, mas a reparação ainda que tarde sempre chega. Queremos resolver o imediato, e é digno, aliás, quando se tem fome o mais importante primeiro é comer, depois vem o depois. Não é mesmo? Basta algumas horas de fome para se chegar a esta conclusão.
Pensar em ser “brasileiro” com todas as diferenças que elas existem é pensar universal. Mas porque não conseguimos unir-nos pelas causas universais? Porque não pensamos universalmente, não vivemos universalmente. Construímos desde sempre a individualidade. Aprendemos desde cedo “ado ado cada um com seu quadrado”. Aprendemos desde cedo lutar por território, cada grupo no seu próprio espaço. Aprendemos desde cedo que somos melhor que os outros, mesmo que sejamos derrotados ou vencedores. O derrotado é o oprimido que luta para tomar o lugar do opressor. E vice-versa, é um ciclo vicioso. E não avança. Avançamos neste processo de individualidades, onde os princípios são restritos a cada grupo. A cada minoria-maioria. Fizemos-nos de tal forma que todos ou ao menos quase todos somos oprimidos e opressores numa só pessoa, e muitas vezes não nos damos conta. E quando uma luta se faz já deixando de lado o universal, aí está todo o atraso, pois suas preocupações – todas são legítimas – são limitantes, pois esta é incapaz de aceitar o outro, o bárbaro.
A militância é necessária, justa e legítima. Todas, pois todas têm suas razões. Defendo a liberdade total e plena, ou seja, o nazista pode pensar e expressar suas idéias, assim como o skinhead, os diversos movimentos negros, afros, indígenas, feministas, homossexuais, travestis, católicos, árabes, judeus, comunistas, capitalistas, enfim, todos têm o seu direto de existir e se expressar! E todos existem e lutam desde sempre entre si! E vão continuar existindo e lutando entre si. O que não dá pra engolir e aceitar é quando um skinhead mata um punk, quando um índio é queimado vivo ou assassinado por fazendeiros-latifundiários, quando os nazistas e os fascistas (qual é a diferença entre ambos?) exterminou milhares de judeus, negros, homossexuais, mulheres, comunistas... O que não dá para engolir e aceitar é que até hoje uma sociedade dominante ocidental branca cristã patriarcal vêm metendo pau em todos que estão fora do seu círculo. E assim estamos todos no jogo dos círculos. Não nos unimos, e lutamos por nossa individualidade, nosso espaço, nós entre nós, o outro é bárbaro. E por isso nunca vamos avançar já que fechamos cada vez mais nossos círculos de idéias e é por isso que muitas vezes o militante é limitante.
Hitler, Stálin, Che Guevara, Fidel Castro, e muitos outros que defenderam suas idéias “custem a que custar” são grandes exemplos dos militantes limitantes. Todos estes lutaram acima de tudo pelo poder sob o princípio de autoridade no qual o seu projeto de sociedade é o melhor. Para defender suas idéias estavam dispostos a tudo, a matar qualquer “inimigo” que estava em seu caminho. Por suas idéias revolucionárias não pouparam derramar sangue, e todos acreditavam que o faziam por um mundo melhor, que não é o do outro, por uma revolução, que não é a do outro. Este mundo melhor também não é o “meu”, esta revolução também não é “minha”. E poderá ser um mundo “nosso”? Mesmo com tantas diferenças? Não enquanto estivermos travadas nas lutas individuais, enquanto tivermos que nos afirmar negando o outro.

Maíra Castanheiro
Cidade do México, 14.09.2011 às 03:05 – ao som de Portishead.

terça-feira, setembro 13, 2011

PERGUNTA DE UM PEÃO QUE LER

Estou ao mesmo tempo que enojado, me sentindo em um rolo compressor por ser brasileiro. É que as pessoas do meu país acreditam em governo e somente um povo fraco, sem pensamentos e nem aspirações e com a auto estima bem lá embaixo para valorizar um grupo de parasitas que nada fazem além de de forma desonesta administrar o suor de todo um povo.
O governo atual sempre que se fala em melhorar a saúde vem com uma pergunta safada-
- De onde sairá a verba, a grana?
Se o povo brasileiro se respeitasse dava uma banana para o lula, pois em nenhum momento ouvimos nem ele e nem a tal Dilma que chefia a eurenice, aquela do roubo na casa civil, a pergunta clássica, sobre bilhões para a copa do mundo-
- De onde sairá a grana?
Para a copa do mundo, para emprestar dinheiro ao FMI, para salvar bancos e empreiteiras, para festas regadas a sangue popular e outras empreitadas suspeitas que levam no roldo bilhões do suor do negro e branco brasileiro, o governo petista não pergunta nada, pois sabe muito bem de onde tirar o dinheiro:
- Tiram da saúde, da educação e dos salários dos aposentados.
Há umas perguntas no ar:E eu gostaria que os trabalhadores que votam nesta especie de vampiro chamado lula respondessem:
- Por que não interessa ao PT melhorar a educação e a saúde do povo brasileiro?
- Por que interessa ao PT criar novas faculdades inúteis e sem nenhuma condição de funcionamento, sem antes melhorar as que existem?
- Por que interessa ao PT criar universidades que já nascem velhas e carcomidas e ao contrario não criar uma nova universidade com um novo padrão tendo com base estudos críticos em relação às que existem?
- Por que interessa ao PT defender com unhas e dentes corruptos com um histórico de corte de pernas e braços de petistas nos anos 80, como o caso de Sarney que cortou( mandou, ele é pouco "home" pra fazer ele mesmo) parte do corpo de petistas no maranhão?
- Por que o PT mente em relação ao IPMF, pois o IOF criado depois de extinto o IPMF deu ao governo se não mais o mesmo valor roubado do povo no IPMF?
- Por que o PT nada diz e nada disse sobre a morte de Celso Daniel?
- Por que o PT nada fala da compra do apartamento de lula em são Bernardo?
- Por que o PT se cala diante da fortuna adquirida de uma noite para um dia do LULINHA o filho?
São perguntas de um operário que ler e que sabe que só haverá respostas quando todo o povo brasileiro passar a se perguntar:
Se o PT gosta tanto assim do povo então por que, que tudo que o povo usa é uma desgraça? Como:
-Saúde;
-transportes;
- Educação;
- Moradia.
E enquanto não facilita a moradia o governo se transforma em vendedor de carros, enriquecendo mais ainda as fabricas e criando uma falsa melhoria de vida.
A resposta é uma só caro brasileiro negro e branco ou moreno, enquanto vc não se respeitar e deixar de re-eleger esses caras a farra vai continuar. O certo é a cada quatro anos votar em algo diferente e bem diferente do anterior.

A pergunta temida é:
Por que mataram Celso Daniel e o Pt se calou?

ronaldo braga

segunda-feira, setembro 12, 2011

Edir macedo homem que lavava, lava e engoma dolares

O brasil não toma vergonha, enquanto cerca da metade apoia um lula mentira, outra parte reza e ora guiado por um segundo a procuradoria federal, bandido, lavador de dinheiro, enganador e puxa saco do petismo que com o lula inundou o brasil com mentiras e roubos. Onde vai parar brasil?
rb


Procuradoria denuncia Edir Macedo e mais 3 por lavagem dinheiro


O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o bispo Edir Macedo, fundador e líder da Universal do Reino de Deus, e outros três dirigentes da igreja pelos crimes de quadrilha para a prática de estelionato, falsidade ideológica, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Segundo a Procuradoria, Macedo, o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa montaram uma quadrilha para lavar dinheiro da igreja, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005.

Bispo Macedo dá pico de ibope ao "Domingo Espetacular"
Bruno Miranda - 27.set.2007/Folhapress
Procuradoria denuncia Edir Macedo por lavagem dinheiro
Procuradoria denuncia Edir Macedo por lavagem dinheiro

De acordo com a denúncia do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de "oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela igreja".

Os quatro também são acusados pelos crimes de falsidade ideológica por terem supostamente inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da igreja composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática seria ocultar a real proprietária de diversos empreendimentos.

Segundo a denúncia, a igreja só declara ao Fisco parte do que arrecada junto aos fiéis, apesar de ter imunidade tributária.

Somente entre 2003 e 2006, conforme a Procuradoria, a Universal declarou ter recebido pouco mais de R$ 5 bilhões em doações, mas, segundo testemunhas, esse valor pode ser bem maior.

Oliveira encaminhou cópia da denúncia à área Cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da igreja.

A denúncia foi oferecida à 2ª Vara Federal de São Paulo.

Com a palavra petistas que devem ter recebido algum por fora e por dentro e os crentes, que apostam em comprar uma morada ao lado do senhor.

segunda-feira, setembro 05, 2011

O NOME DA MORTE
de ronaldo braga
direção de Jose carlos



O Nome da Morte um espetáculo que fala da corrupção, abuso sexual, prostituição infantil, assassinatos, violência contra a mulher, abuso de poder. O que o Autor traz em “O nome da morte” é a realidade do nosso país e de vários outros assuntos, ricos para debates, e também aborda a questão da educação, de que somos aquilo que nos foi passado. Ele trás isso em Sônia e Milla, duas mulheres, que foram presas por motivos diferentes, mas que tem muito em comum, a educação infantil e familiar. As duas tiveram uma infância frustrada, sem um acompanhamento adequado dos pais, sem muita atenção.
Mulheres, seres que se tornaram o que são pela educação que obtiveram. Duas psicopatas, duas mulheres frágeis, sensíveis. A montagem provoca a curiosidade pelo comportamento humano.
Em cartaz no Centro de Cultura Adonias Filho/ Itabuna Bahia de 20 a 28 (Terças e quartas) de setembro as 19:00H - Inteira R$10,00 meia R$5,00