segunda-feira, agosto 01, 2011

SONETO SUSURRADO


Os ventos tardios hoje me trazem a voz
Que em conjunto com a sonata sem grito,
Sussurra no tímpano em um momento restrito
... A pianíssima que sem esforço não soa feroz

E hoje, pela manhã, conversando com os pássaros...
(as aves preguiçosas que em um momento,
Permitiram-me criar o prelúdio sem nenhum instrumento)
Pude entender seus cantos como sussurros claros

Imagem que se forma em contornos poéticos avistada
Chega para mim no sorriso inteiramente sonoro
- Não existem mais brados... é sua voz (amena) chegando ao poro

Parado, a minha voz assume uma mudez desarrumada
Minha audição, sem esperar o fim, beira ao acaso do ouvir
... Os sentidos se entranham... no gesto... lábio a lábio... luzir


Diego Pinheiro

2 comentários:

Luciano Fraga disse...

Caro Braga, perfeitamente delineada, gostei do formato, abraço.

Diego Pinheiro: disse...

Valeu, professor!!! Abraços