quarta-feira, junho 22, 2011

nos olhos da morte risos e flores choram tardes passadas


Nos olhos secos

restam cinzas cansadas

e um beijo nojento

deixado de lado.


Nos olhos secos

limites e dobras

azedam palavras comoventes

e

amaciam jardins mariados

de mexicos já passados.


Sim nos olhos secos

as mortes

pululam divinidades arrebatadoras

e homens e mulheres

sonham enterros, velas

e em tristes canções

ninam seus mortos em esperas de vinganças.


ronaldo braga



En los ojos de la muerte, risas y flores lloran las tardes marchitas



En los ojos secos

quedan cenizas molidas

y un beso impuro

dejado de lado.



En los ojos secos

fondos y dobleces

sulfuran a palabras compasivas

y

reblandecen jardines entumecidos

de méxicos andados.



Sin los ojos secos

las muertes

pululan entre deidades ladronas

y hombres y mujeres

sueñan entierros, velas

y tristes canciones

nombran a sus muertos esperando vengarlos.


poesia de ronaldo braga
tradução de GRACIELA MALAGRIDA

Um comentário:

Artes e escritas disse...

Quem se vinga, se fere. Um poema forte que poderia ser lido no filme sobre a vida de Scherlock Holmes. Um abraço, Yayá.