terça-feira, maio 31, 2011

olhar furado

vou suando mentiras por todos os meus medos, e sozinho entre tantos olhares e braços sombrios me vejo calado no alto da minha prosa.
Já não tenho um porque? E hoje canso a surdez do mundo com palavras frias e mudas e vejo nos olhos das sedes o pocar das vespas e apenas uma triste realidade:
Sim sou um ente ou um ser ainda sem saber o que é o eu que dentro de mim silencia o meu proprio grito?
Seculos me atiram padrões e assim fujo do livro inocente que me deseja a felicidade a qualquer custo e me orienta ainda criança a pedir esmolas de respeito na vida. Não, eu já não aceito acordos pois sou um terrorista filologo e arranco tuas ilusões com palavras dinamites.
Sim o meu desespero calido calmamente se anuncia um teimoso desespero calido e dos vermelhos não quero ouvir verdes aparencias e ter que esquecer das verdades chinesas e russas e por que não cubanas. Há sim um fedor gigantes nas palaveras dos trabalhadores totalmente fustigados pela obdiencia cega da vida facil e sem meia esperas a espera do pai.
Eu jamais pediria que afaste de mim o calice, pois é do pai que eu vomito distancias.
De tudo visto nada pude ver pois meus parcos sorrisos de tão amarelos meu olhar furou.

ronaldo braga

Um comentário:

Luciano Fraga disse...

Braga, a realidade da deseperança, um mergulho na própria intimidade da dor. Em incansáveis questionamentos a falta imediata de respostas,mas repletas de verdades que cegam e nos deixa como alternativa a desobediência e a quebra da ordem,forte! Ainda há tempo para o nome do livro, vou arrastá-lo. Abraço.