terça-feira, março 08, 2011

a escolha


Filhos e netos você não escolhe, eles chegam e lhe conquista ou lhe causa danos. Até agora meus filhos, um casal, não me deram nenhum neto, eu com 51 anos e já bem perto dos 52 fui escolhido como avô por uma garoto que hoje tem três anos. Há um ano um garoto chamado Italo ( NA FOTO COMIGO) me chamou de "minha" vô e depois disso era me ver e um sorriso largo e feliz brotava no garoto e chegava até o meu coração. Ele durante os seis primeiros meses ficava alegre a distancia com o seu sorriso total, depois avançou e tocava em minhas mãos e emfim um ano depois o Italo já corre e me abraça. Ontem segunda feira dia sete de março o Italo bateu em minha porta e disse que queria ficar na casa de "minha" vô. Era dez horas da manhã e ele brincou me abraçou varias vezes, almoçou pediu "figerante" e exatamente às 13 horas eu o levei até sua casa, não antes de ouvir ele pedir que queria amanhã voltar.
Essa relação de amor entre pessoas surpreende e nos deixa sempre pensativo. O que o garoto Italo viu em mim que o fez me escolher por avô? Minha filha diz que é pelos cabelos brancos o que eu discordo uma vez que outros homens de cabelos brancos e mais brancos que o meu passa por ele e ele não os chamam de vovô, que tipo de informação foi processada pelo cerebro do Italo quando avistou a minha pessoa.
Bom escolha é algo que passa longe do intelceto e perpassa sentimentos talvez conhecidos ou processados em outras areas do corpo. Coração? Não sei, pode ser, tenho certeza que a escolha supera em muito os dogmas que envolvem os humanos e pelos quais muitos se matam e se roubam e se consideram superior ou digno de morrer. Escolha é um ato de vida e que ainda é desconhecido pelo intelecto e que me lembra o conceito de amizade desenvolvido pelos gregos pré-socraticos.


ronaldo braga

5 comentários:

maria isabel mascellani disse...

Muito lindo mesmo o Ítalo e sua história. Como você sabe, sou espírita e como tal, na nossa concepção, Ítalo e você já se conhecem há muito, muito tempo. O interessante disso é como o "encontro" se processa, não é? Além do mais, você fica muito bem de "minha vô". Abraços. Bel

Luciano Fraga disse...

Caro Braga, existe tantas explicações para o fato, todas discutíveis , lógico,mas a relação de amor e empatia entre as pessoas são um tanto quanto inexplicáveis. Não seria aquela relação que o Zé Ramalho teve com o avô e dalí surgiu o AVOHAI? No fim um sensibilíssimo texto meu caro, abraço.

Diego Pinheiro: disse...

Esse texto me chegou muito bem. Me lembrou, talvez pela temática e sua relação com o pequeno Ítalo, meu avô.
Concordo que as escolhas são um tanto quanto misteriosas, ainda mais se tratando de relações humanas. Me reservo de algum comentário ou possibilidade de explicação sobre essa relação. Me restrito a admiração e beleza da atitude do pequeno e da sua sensibilidade, Ronaldo.

Um abraço

Anônimo disse...

toda vez que vou na sua casa posso perceber o amor que esse garotinho tem por você. As vezes me bate uma leve nostalgia. Isso me toca muit pois sempre tive essa figura de avô apesar de nunca ter conhecido os meus.
abraço meu mestre!

rafael disse...

toda vez que vou na sua casa posso perceber o amor que esse garotinho tem por você. As vezes me bate uma leve nostalgia. Isso me toca muit pois sempre tive essa figura de avô apesar de nunca ter conhecido os meus.
abraço meu mestre