sábado, março 26, 2011

o desabafo de josé carlos pereira

Para se manter no gonverno o PT quebrou o estado da Bahia.
Para conheciemnto do Brasileiro:
1- A maioria das delegacias de policia do estado estão com energia cortada.
2- Os pequenos empresários que trabalham para o gonverno estão há seis mêses sem receber.
3- Cortou a verba do Hospital que trata de cancer das pessoas carentes.
4- Cortou verbas dos programas que ajudam pessoas de ruas.
5- empresas estatais estão completamente paradas como é o caso da Cerb, e as que estão funcionando capenga como a Embasa, só falam em demissão.
6- Carros da policia parados por falta de gasolina. Enquanto isto tem deputado que ganha 100 mil, e todos tem 600 litros de gasolina por mês.
E VIVA A DEMOCRACIA!!!!!

sexta-feira, março 11, 2011

Critica ao quadro DO ARTISTA PLÁSTICO nelson magalhães filho, SÉRIE DOS ANJOS BALDIOS 2008

este texto já foi postado aqui antes, ele volta por que o bragas e poesia aposta que o ano de 2011 será o ano do reconhecimento nacional do artista plastico nelson magalhães filho, fera na pintura de tela e um homem que carrega em sua obra a vastidão estetica contribuindo com a poesia, o teatro e o ensino das artes.











O trabalho do artista plástico Nelson Magalhães Filho, nomeado por ele de série dos anjos baldios 2008, tem já em sua nomeação uma decisão estética, ato de um artista que não somente preza a técnica, mais maduro, pode compreender todo o valor de uma composição, uma vez que a intitulação nos leva para uma caminhada, uma serie começa, mas, quando termina? E o que busca? O que caminha? E pra onde caminha?
Tem a composição Nelsoniana já esta busca pela verdade, e não o encontrar de uma verdade, uma vez que são anjos, mas baldios que mesmo nos ignorando, dos seus olhos nos implora dor. Nos beijam com e na sua dor. Olhar o quadro da série é beijar a minha dor mais guardada.
O trabalho do artista plástico Nelson Magalhães Filho, intitulado de série dos anjos baldios, tem um estranhamento, que somente os grande artistas possuem, sua obra um corpo sagrado numa sinfonia de acalentos, onde um crime foi praticado, um crime perfeito, e a perfeição é que é o próprio crime, porque elimina a vida, e é contra essa perfeição que o mundo dos anjos baldios se volta, pois eles sabem que o crime é mostrar o real, e realizar o real, é fechar o viver nesse pretenso real, reduzindo a vida ao meu entendimento dela. Pra ser perfeito o crime tem que eliminar a perfeição, portanto não há crimes, há dor e sombras sofrendo por entre dedos e prosas em ninhos, onde é a vida que escondida repousa para sempre.
No quadro que agora eu olho, não vejo medo nos anjos baldios, mas gestuais míticos nos doando a vida como um presente e não como uma cobrança, é a vida que escapa dos quadros de Nelson para aquele que o olha de frente, é a vida que não existe em mim que me olha de lá me dizendo: veja o meu sangue, o meu sangue é derramado na vida, na caminhada, nos encontros, nos desencontros, e tudo isso é dentro, é a vida inteira dentro e você sabe que é a vida que lhe olha por que você não pode olhar a vida.
E todo esse diálogo, quadro versus platéia, assusta aquele que olha pela primeira vez uma obra deste artista. Nelson tem que ser digerido lentamente e sem medo de sentir medo, é a minha vida que treme dos quadros dele.
Toda a geografia desta obra nos remete em cada detalhe em direção a um mundo cru, estranho e único.
Eu não vejo mais a obra do autor, eu vejo a minha dor, a minha vida fora das telenovelas, fora da meta – narrativa. Aquilo que eu vejo, não é o que o artista pintou, o artista pintou meu intestino, meu coração pesado, e minhas lembranças-lambanças. Finalmente eu abro os olhos e tomo coragem: estou agora de frente para o quadro, que por sua vez não me olha, parece olhar para uma platéia maior, como um personagem trágico do teatro grego com suas mascaras, com suas dores e sua sofrida dignidade. O quadro me mostra duas figuras que se entrelaçam e pode parecer uma única pessoa, por outro lado nos trás uma imagem que tanto pode ser a figura do pai e do filho, como do opressor e oprimido, mas essas informações são primárias, elas não estão ali, é a minha limitação que dita a minha leitura, depois o quadro começa a falar, e meu corpo como o corpo da obra sente a presença de um algoz e vítima de si mesmo simultaneamente.
Faz-se importante salientar na série dos anjos baldios alguns pontos: primeiro que não encontramos ali a dor em demasia, a composição se completa em uma economia da dor, a obra tem na sua tragédia mais que um sofrimento e sim uma vontade de expressão que explode em um grandioso espetáculo trágico.
Também se faz importante destacar a produção do conhecimento, é o conhecer que a todo custo o quadro quer, insiste e perpassa toda a sua potência, potência de conhecimento, exalando no viver, o caminhar.
Para minha visão, se destaca entre cores fortes que mais parece meu grito, duas figuras humanas, uma de pé e outra ligeiramente à frente e com o pescoço contorcido para trás, parecendo protegido pela figura maior. Há duas informações se afirmando, uma figura parece segurar a outra com um braço que gigante desmorona uma possível cordialidade, mas também se revela uma mancha por trás deste braço ameaçador, um outro que se esconde insinuando uma possível inutilidade, e uma outra figura que olha sem linçença direto pra minha ausência.
Nelson não pinta aparências, e neste seu quadro não há pessoas, antes sombras que teimam em um não viver, é a denegação da vida em murmúrios doces, presentes em cada gestual da cor.
Sustentando um blues, Nelson nos acalenta com a firmeza da mãe que balança nos braços, cantando musicas de ninar pra dormir o filho morto, mas por outro lado, Nelson não busca a catarse, ele não aceita continuar embalando o filho morto, e essa imagem é superada no braço que inútil se esconde entre os corpos e no algoz que é vitima e na vitima que é algoz.
É no corpo que Nelson grava a sua história, e é no corpo daquele que ver o seu quadro que é definido no sofrimento uma meta, pois os olhos das sombras olham pra fora do quadro, olham pra frente e pra bem longe de ambos,eles olham a vida, e a vida ta lá fora é só lá fora que tudo ou nada pode acontecer, pois a vida não está no quadro, a vida pertence a quem olha o quadro, e é só lá fora que pode haver interesse no quadro, os personagens se tocam, mas se ignoram, não existe relação, há exclusivamente "um estar ali", "um não estar no mundo", e tanto pode ser uma brincadeira do meu próprio mundo, como uma lição tardia. Nada ta no quadro e sim tudo está fora dele. A vida esta fora dele, a morte está fora dele.
E inutilmente eu brigo com essa sombra o tempo todo a me não olhar, e perversamente sempre a me ver e insistentemente a me dizer: você não me olha, você olha você. É em você que reina tudo o que você pensa que vê aqui, é apenas você como realmente você é.
Venha, se olhe e viva.

Ronaldo braga

a escrita de nelson magalhães filho

Realizar trabalhos de arte a base das experiências existenciais, como transpor as imensidões dolorosas das noites urinadas. Fingir figuras concebidas do desejo e da amargura. Instigações obscurecidas pela lua. Não acretido na pintura agradável. Há algum tempo meu trabalho é como um lugar em que não se pode viver. Uma pintura inóspita e ao mesmo tempo infectada de frinchas para deixar passar as forças e os ratos. Cada vez mais ermo, vou minando a mesma terra carregada de rastros e indícios ásperos dentro de mim, para que as imagens sejam vislumbradas não apenas como um invólucro remoto de tristezas, mas também como excrementos de nosso tempo. Voltar a ser criança ou para um hospital psiquiátrico, tanto faz se meu estômago dói. Ainda não matem os porcos. A pintura precisa estar escarpada no ponto mais afastado desse curral sinistro.

Nelson Magalhães Filho

terça-feira, março 08, 2011

a escolha


Filhos e netos você não escolhe, eles chegam e lhe conquista ou lhe causa danos. Até agora meus filhos, um casal, não me deram nenhum neto, eu com 51 anos e já bem perto dos 52 fui escolhido como avô por uma garoto que hoje tem três anos. Há um ano um garoto chamado Italo ( NA FOTO COMIGO) me chamou de "minha" vô e depois disso era me ver e um sorriso largo e feliz brotava no garoto e chegava até o meu coração. Ele durante os seis primeiros meses ficava alegre a distancia com o seu sorriso total, depois avançou e tocava em minhas mãos e emfim um ano depois o Italo já corre e me abraça. Ontem segunda feira dia sete de março o Italo bateu em minha porta e disse que queria ficar na casa de "minha" vô. Era dez horas da manhã e ele brincou me abraçou varias vezes, almoçou pediu "figerante" e exatamente às 13 horas eu o levei até sua casa, não antes de ouvir ele pedir que queria amanhã voltar.
Essa relação de amor entre pessoas surpreende e nos deixa sempre pensativo. O que o garoto Italo viu em mim que o fez me escolher por avô? Minha filha diz que é pelos cabelos brancos o que eu discordo uma vez que outros homens de cabelos brancos e mais brancos que o meu passa por ele e ele não os chamam de vovô, que tipo de informação foi processada pelo cerebro do Italo quando avistou a minha pessoa.
Bom escolha é algo que passa longe do intelceto e perpassa sentimentos talvez conhecidos ou processados em outras areas do corpo. Coração? Não sei, pode ser, tenho certeza que a escolha supera em muito os dogmas que envolvem os humanos e pelos quais muitos se matam e se roubam e se consideram superior ou digno de morrer. Escolha é um ato de vida e que ainda é desconhecido pelo intelecto e que me lembra o conceito de amizade desenvolvido pelos gregos pré-socraticos.


ronaldo braga

sexta-feira, março 04, 2011

O absurdo no dia a dia do trabalhador







Um amigo me pediu um texto sobre o absurdo e eu pensei o que seria o
absurdo para ele? Seria o mesmo para mim?

Pensando isso resolvi passear um pouco pelas ruas da cidade de
Muritiba e ouvi um dialogo interessante entre um trabalhador braçal
felizardo que recebe um salário mínimo petista por mês e um bêbado
desempregado. Tomei então a decisão de ouvir aquela conversa. Quando
eu me aproximei o trabalhador braçal dizia:

EMPREGADO - O governo pode ta certo, eles sabe o qui é méior pra
noiz, eu votei na dona dirma

VAGABUNDO BEBADO - É o governo ta certo mesmo afinal eles tem que
escolherem entre pagar bem aos rico e aos politico, ou pagar bem ao
povo. Veja se fica bem para um país um povo comendo bem, com bom
medico e boa escola e um politico de carro popular, recebendo dez mil
reais por mês, não isso não é o certo. O certo mesmo é os politico
ganhar mais de cem mil por mês ter carro de mais de oitenta mil, morar
em mansões e o povo passar fome, isso é o que é o certo e assim o
partido dos trabalhadores tem que fazer e lutar com todas as forças e gastando fortuna pra isso acontecer.

EMPREGADO - Você ta é doido, a cachaça cumeu teu juízo, dona dirma
luta pro povo comer bem, veja cum o lula tudo ia bem agora precisa de
arguns ajustes como bem disse dona dirma.

VAGABUNDO BEBADO - Com o lula ia bem a propaganda e ia bem pro
capital, o trabalhador comprava uma moto e pagava duas, além do mais o
lula é mentiroso e na verdade o lula enrica o sarney e os bancos

EMPREGADO - Ora ora vc quer que os bancos perca

VAGABUNDO BEBADO - Não, não, o que eu quero é que o povo perca. Você é
que é maluco, toda a produção nasce do trabalho ou o seu suor serve a
vc ou serve pros bancos, pros político.

EMPREGADO - É como disse o lula, você é do time do fhc

VAGABUNDO BEBADO – Não, não e não, eu sou do time do balcão e só posso
beber pinga daquela que incha, e você saiba que toda vez que alguma
coisa for proposto para o povo o pt se tiver no poder vai dizer que
isso vai prejudicar o povo. Compreenda se o pt aumentar o salario
minimo pra 600 vai fazer mal ao povo agora aumentar pra 545 vai fazer
bem ao povo. É por isso que sou cachaceiro não igual ao lula que é
cachaceiro rico e ganha do seu suor empregado besta que trabalha pra
sustentar os bancos o lula a “dirma” como diz você e os ricos todos.

EMPREGADO – Próximo vai ser 630

VAGABUNDO BEBADO – Sempre pra amanhã. Mas se não crescer sete por cento.

EMPREGADO – O que tem sete por cento

VAGABUNDO BEBADO – Amigo dona dirma disse que será 630 por que o país
vai crescer sete por cento. Mas se crescer 3 ou 4 ou 5 o aumento será
menor e pode ser até de 560 ou?

EMPREGADO - Eu confio em dona dirma.

VAGABUNDO BEBADO – E ela sabe tanto nisso que nem se importa em meter
o fumo em vocês sem dó nem piedade afinal quem não pede o seu perde, e
tem mais farinha pouca meu pirão primeiro.

EMPREGADO- Óia você devia ser internado, só fala besteira.

VAGABUNDO BEBADO – Me paga uma bebida, você trabalha, o partidos dos
trabalhadores ta no poder então você ta cheio de dinheiro.

EMPREGADO – Sair de casa e não tem nada pra comer em casa.

VAGABUNDO BEBADO- É por isso que eu sou bêbado e ainda recebo algum
trocado do bolsa família que paga uma semana de pinga pra mim. Vou ver
se alguém que ganhe mais do que o salário mínimo possa me pagar uma
pinga.

O bêbado foi saindo e eu o chamei e lhe dei dois reais, ele me olhou e disse

- Só não vou dizer deus lhe pague.

Eu olhei e respondi

-Ainda bem senão eu tomava de volta.

Ele então saiu andando e dando uma gostosa risada.


O absurdo eu encontro nessa relação povo e governo e qualquer outro
absurdo é um falso realismo.


ronaldo braga

quarta-feira, março 02, 2011

talvez as bolas de gudes também amem.MPG




Saturday, February 19, 2011
andanças de um eu poético rebelde I
-meu eu poético tem tomado certas liberdades...
chegou ao ponto de se dizer apaixonado
- um verdadeiro absurdo ousar tamanha independência. sabe-se por quem?
-aí é que está, sequer é por outro alguém, mas sim por outro eu poético.
- que ultrajante, que quer ele? iniciar um movimento pela liberação dos eu poéticos? não já criamos a liberdade/licença poética e oferecemos isso como consolo pela sua semi escravidão? damos a mão, querem-nos os braços, pirandelo já alertara isso...
- sim sem dúvida, mas ali tratava-se de uma revolta de personagens.. seis personagens a procura de um autor, execelente texto, altamente inspirador, não concordo com alguns que o tacharam de subversivo.
- pois é meu caro, foi um texto polêmico na época, mas falando em polêmica deixar seu eu poético com tamanha liberdade poderia tbm lhe criar problemas, que pensa em fazer?
- você não acha que... você acha que eu devo tentar esconder isso de todos?
- meu caro, quem sou eu para julgar o que é revolucionário, ou subversivo, inofensivo ou mesmo fatal, sou um simples poeta não um crítico, e ademais por via das dúvidas não dou muita liberdade a meus eus poéticos, tomo tudo para mim, não lhes dou crédito de nada, digo que faço uma poesia auto biográfico,
- mas nós dois sabemos que...
- nós dois sabemos e ninguém mais.. o mundo não sabe, deixe o mundo pensar que sou realmente autoficcional. melhor do que perceberem que fraquejo.
- vc fraqueja? não acredito, mas sempre foi meu espelho, minha inspiração em continuar escrevendo...
- e vejo que segues realmente o meu caminho, o que os outros confundem com genialidade vc pode agora perceber que é falta de tato, de controle, vc percebe agora que o que alguns chamam genial pode em verdade ser fatal,pode ser sua ruína.
- por isso vc se escondia atrás dessa história toda de auto biográfico? na verdade tudo fachada para que não percebessem que vc , que vc.. nem sempre controla o que escreve...
- ei, psiu.. fale baixo.. tá louco, vamos com calma nessa conversa ai, pois eh pegue a coisa nas entre linhas mas não diga nada assim de forma tão expressa, e se nos ouvirem?
-ok me desculpe. achei que vc só fazia isso por brincadeira.. para se divertir a custa dos criticos, dos leitores, de toda uma sociedade hipócrita que nos cerca.. nunca achei que vc fizesse isso por medo.
-pois eh agora já sabe. caiu seu muro de berlim? um dia as ideologias morrem, que elas morram antes de vc ao menos.mas esqueçamos de mim. e vc. o que pretende fazer a respeito?
- não sei. vamos pensar, hipoteticamente apenas, qual o grande perigo em darmos liberdade a nossos eu poéticos?
-não percebe a grande contradição em sua própria fala?
- não, não percebo, mostre-me.
-ora meu caro, como pode o eu poético ser livre e ao mesmo tempo ser nosso. há momentos em que temos de fazer escolhas e não vejo como conciliar a liberdade que pensas em conceder a teu eu poético e continuar a considerá-lo como teu. onde há posse não há liberdade. quando acabou a escravidão dos negros no brasil eu não poderia mais considerar nenhum ex escravo como meu. ao menos em tese não poderia mais ter posse ou propriedade sobre nenhum deles, no máximo sobre sua força de trabalho, sobre sua dignididade humana, mas tdo isso com o tempo tbm foi rediscutido e lançado a novos parametros...
- o que vc quer dizer é que...
- quero dizer que precisa ser homem e assumir as consequencias de sua escolha.. se quiser dar liberdade a teu eu poético, teu ele não será mais.. dá medo isso? essa incerteza sobre onde vc começa e onde vc termina? sobre o que o define? a indefinição sobre o que vc realmente é? agora é o eu poético que se livra de vc, e depois o que mais?
- prefiro não pensar sobre isso. não vejo como algo possa ter uma exata compreensão sobre si mesmo. creio que só possamos ter vislumbres do que somos, a partir de uma compreensão daquilo que nos cerca, não queria soar mto sarte aqui e nem é um tema sobre o qual me debruce mto.
-ok, ok, mas então o que pensa em fazer, com essas liberdades todas de seu eu poético?
- não quero perdê-lo. gosto dele. meu ou não meu, quero-o por perto. mas tbm não quero prendê-lo. mas não quero me arriscar, não sou revolucionário nem subversivo.
-fidel castro não queria ser comunista dizem as más linguas, mas o contexto histórico o empurrou para isso.
- enfim realmente não sei o que fazer.
- vc pode criar uma censura.. vc pode selecionar o que publicar, o que deixar a mostra, o que permitir manifestar-se... ou vc pode fazer como eu, diz que mudou de estilo e percebeu que para ser um verdadeiro artista, para se tornar realmente honesto precisa pôr seu sangue nos textos, precisa se tornar mais autoficcional.
- não quero censurar, gosto de meu eu poético já disse. se censurá-lo, se prendê-lo, se moldá-lo o que será dele? não, não, gosto dele desse jeito, impulsivo, guiado pela inspiração, o problema é que até então achava que a inspiração vinha de mim, e agora estou atônito com tamanha liberdade, sem saber ao certo o que de tão ruim essa liberdade representa.
- pq não finge então? já pensou em chegar pra pessoa e dizer, ei meu eu poético está apaixonado pelo seu, vamos tomar um sorvete, um drink ou quem sabe fazer amor?
- rsrs.. vc está confundindo a coisa.. nem conheço essa moça.. só li uns textos dela e sei lá meu eu poético resolveu buscar musa própria e se afeiçou a eles... até acho eles legais mas não, não acho essa uma boa saída não.. ademais só aumentaria os riscos, não seria dificil dela perceber a situação em que me encontro. se não fosse isso até pensaria em seguir sua dica, rsrs
- hum eh verdade,seria uma manobra muito arriscada, ela poderia perceber e sabe como são as mulheres não? acharia que vc a estava enganando, ficaria magoada e contaria tudo para o mundo. cara já tive diversas vezes de ouvir amigos relatando suas "dores de cotovelo", mas dores de cotovelo de um eu poético foi a primeira vez.. desculpe por fazer graça com uma situação tão delicada...
- é que não é sua vida que está em risco
- ou como diria o miranda, pimenta na bola de gude dos outros não doi..
-na bola de gude?
- é uma piada que ele fazia com uma capa de disco do tom zé... da época da ditadura.. outro dia te conto... ou te mostro.. tenho algumas cópias das fotos que foram tiradas até concluirem a capa...
-eu acho que sei o que vou fazer.
- e o que seria?
- vou dar uma de crítico literário....
- precisa mesmo se corromper? mas não entendo em que isso te ajudaria...
- vou fingir que trata-se tdo de metalinguagem.
-hã?
-conhece aquele livro, o mundo de sofia?
- conheço.
- pois bem, vou tratar todos como personagens, meu eu poético, o eu poético dela, ela, eu..
-sei...
- e então isso não seria nada novo. já temos um caso paradigmático aceito tranquilamente.. e vc mesmo o citou, brilhante como sempre vc achou minha saída..
- o do pirandello?
-exatamente.
- sei mas então vc vai fingir que todos são mero personagens, quem escreve então?
- o meu verdadeiro eu poético.
- ah claro.. o seu verdadeiro eu poético que está por trás do seu eu poético personagem, do vc personagem, do ela personagem, do eu poético dela personagem e etc... enfim várias camadas narrativas superpostas.
- exatamente.. várias camadas, assim como mundo de sofia.
- bem pensado, quase brilhante, acho que pode dar certo. mas e seu eu poético, acha que vai se sentir enganado?
- não creio nisso. ele seguirá livre, pra se apaixonar por quem quiser, e ainda torno-o personagem de si mesmo, de sorte que ele pode criar sobre si mesmo, pode fantasiar-se, pode se ver feliz, triste, pode se reinventar...
-sei...
- exato e com isso espero conquistá-lo e mantê-lo junto a mim, quero que ele se sinta bem junto a mim. não o quero meu, não o quero amarrado... quero servir-me da liberdade dele, quero que a liberdade dele me inspire, e me impulsione, e quero de alguma forma inspirá-lo tbm.
- tdo isso soa mto bem, só não escreve sobre nossa conversa, ou estaremos em apuros. e tome cuidado com os contatos de seu eu poético com o eu poético dela.
- pq?
- ora ele pode começar a pensar coletivamente, que não basta que ele seja livre, mas que ela tbm deva ser, e daí para iniciar um movimento pela libertação de todos os eu poéticos seria um pulo.
- é verdade.
- e vc sabe bem qual o meio mais rápido e prático de se matar um eu poético não sabe?
- sim. matando o ser de onde ele provem.
- com toda a certeza. e exemplos não nos faltam.

texto
nilo trindade braga santana

terça-feira, março 01, 2011

espaço politico

governo corta dinheiro da educação. 3 bilhões. governo doa dinheiro pra fmi. governo decreta fome com o valor do salario minimo. governo é uma quadrilha. lulinha filho virou milionário. e agora mais uma constatação casas que só no papel existem.
e o povo ainda crê no alibabá lula.
veja mais uma do bando pt.




PF pede prisão de superintendente do Incra e presidente do PT no MA


MARÍLIA ROCHA
DE SÃO PAULO

O presidente do PT no Maranhão, Raimundo Monteiro, e o superintendente do Incra no Estado tiveram a prisão preventiva pedida pela Polícia Federal nesta segunda-feira (28).

O superintendente, Benedito Terceiro, e Monteiro são suspeitos de integrar um suposto esquema de desvio de verbas do Incra. O presidente do PT foi superintendente do órgão entre 2004 e 2005.

PF deflagra operação contra desvio de verbas no Incra

Terceiro foi exonerado hoje do instituto. Um ouvidor agrário e o chefe de uma das divisões do órgão no Estado também deixaram seus cargos.

Segundo a PF, cerca de 30 pessoas são investigadas por participação nos desvios.

De acordo com a polícia, em vistorias a 25 assentamentos da reforma agrária no Estado foram encontradas casas inacabadas e com material de baixíssimo custo, além de cerca de 300 unidades que não saíram do papel.

OUTRO LADO

O Incra informou que todas as operações de crédito na regional para construção de casas foram suspensas e que os 21 convênios identificados como fraudulentos estão sendo revistos.

A assessoria do órgão disse que ainda não é possível confirmar os valores desviados, porque ainda aguarda detalhes da investigação.

Luiz Alfredo Soares da Fonseca, engenheiro agrônomo e servidor de carreira no Maranhão, assumiu a superintendência.

Raimundo Monteiro e o PT do Maranhão foram procurados, mas ninguém foi localizado para comentar o assunto. A reportagem procurou também o diretório nacional do partido.