domingo, fevereiro 27, 2011

Pulgarcita (parte II)

Observava as plantas, os bichos, a natureza toda

e meditava saboreando as águas e bebendo gostosamente a noite escura.
Ela era respeito, orgulho e silencio,
pois curiosidade por curiosidade
era coisa de gatos indiscretos
com mais de uma vida pra gastar.

Escapava por janelas todas as noites
e
coletava estrelas órfãs
e lhes dava nomes de flores e passáros
para solta-las radiante ao entardecer.

Seus segredos,vistosos e transparentes, ocultos em lugares evidentes
eram eloqüentes como a rouquidão do mar e suas tormentas,
ou o leve sussurrar dos ventos nos eucaliptos.

Ela era um espírito livre, inacessível em essência, pequena
era feliz em sua caixa de fósforo,
entre sonos e sonhos acordados.

Observava as almas
por longas madrugadas.


GRACIELA MALAGRIDA, Mssiones, Argentina

TRADUÇÃO DE
ronaldo braga

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