domingo, fevereiro 13, 2011

ainda sobre cinema

pela milésima vez revi o filme era uma vez no oeste e saiu isso aqui...

Era uma vez no oeste

Era uma vez no oeste um silêncio que se escutava. Onde se podiam ouvir os ruídos dos pesares de pés de cavalos. Os passos que chegavam carregados de poeiras que se espairavam ao ar seco através das montanhas.

Pés de cavalos. Pele de terra árida. Uma cor empoeirada. Olhos sombreados. A poeira traz, o apito do trem avisa, a gaita canta, a terra treme. Eles estão aqui. São poucos e precisos – o necessário. Apenas vieram para conquistar. Vencer as batalhas. Não toleram dívidas e a vingança nunca morre. Uma gota d´água e uma mosca não lhes desviam atenção. As palavras saem dos olhos que por detrás das sombras dos chapéus destacam a dureza de suas almas de pedras empoeiradas.

Olho por olho. Os revólveres estralam. Assim falam. Escutam com os olhos e vêem com os ouvidos. Bebem o sangue e as almas se dispersam na poeira enquanto a terra devora os músculos e os ossos. O último suspiro afirma: “sou apenas um homem. Uma raça antiga”.



Maíra Castanheiro.





Era uma vez no oeste é um filme de Sergio leone de 1968. Com trilha sonora de Ennio Morricone. Com os incríveis Charles Bronson e Henry Fonda. A bela Claudia Cardinale.

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