segunda-feira, janeiro 03, 2011

Boogie Everywhere I Go - John Lee Hooker e o nó da lagrima



O nó da lágrima ao cair a mascara desata toda compostura imposta no falso jogo social e denuncia os refúgos, simulacros em arquetipos eternamente repetidos por toda estupidez humana, numa recorrencia infelizmente constante.
É o insistir neurotico paranoico impondo a todos um mundo de falsas necessidades e tolas identidades, é o mundo do oco e suas policias e seus politicos.
Já houve tempo que artista plastico, poetas, teatrologos e escritores eram inimigos ferozes dessa canalha, hoje podemos afirmar que a canalha descobriu o preço.
Mas o nó do proprio nó quando desatado se torna caminho duplo em uma via congestionada e negada.
Sabias palavras encontram no artista vendido o seu duplo no vazio de sua besta existencia e então se tornam posudos, pois a dor garante apenas a certeza da covardia de seus atos e o mundo agora é apenas o sujo detalhe de uma força calada.
Em doses cavalares artistas viram balconistas e contam cedulas, outros mostram cartas de outros maiores e o tempo cruel lhe chama a razão de seu sorriso perdido.
O certo é que a arte suada no sangue precisa de uma transversalidade, precisa de uma inteira e desproporcional perversão e o permetido já não diz mais nada quando obras cantam versos que traduzam no minimo aplausos e nenhum desconforto.
A arte imanente da morte cria corredores por onde toda a vida trancada desliza em suaves dores.

ronaldo braga

este texto nasceu do comentario que eu fiz para um poema de luciano fraga -golpes de sorte

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