quinta-feira, dezembro 29, 2011

O nome do livro

Caros amigos eis a capa e a contracapa do livro, "o nome do livro" feito em parceria com o poeta luciano fraga, livro de poesias e outros escritos.

Em breve vamos lançar em:
Cruz das Almas - Gramado restaurante
E em Lajedão em local ainda a ser definido.










postado por ronaldo braga

A Propos De Nice - de Jean Vigo- (1930)

terça-feira, dezembro 27, 2011

aquela dança


a tua dancinha está ali,
absorta em um canto qualquer,
olhando pra rua,
aguardando um passo que lhe falte,
por não se sentir completa,

a tua dancinha está ali,
agora em um canto especifico- embora ainda absorta,
testando passos e compassos,
embora não encontre janela- mas encontra tela e até tinta,
segue na busca do que lhe falta,

a tua dancinha,
está desvairada, se esqueceu de ti,
quer ser independente,
buscas outros passos que a libertem de teus opressores pés,
pq vc contou-lhe que as coisas sempre se completam,
se encaixam se fundem,
-deveria ter dito então, se findam...

e agora enquanto vc reclama do amargor do amor,
ela reclama do passo perdido, do passo que não vem,
e alguém a pergunta por godô- ela não sabe ela só conhece passos e marcações

vc conhece amarguras,
e sua dancinha está ali,
no canto,
a espera do passo perfeito,
pq vc a ensinou a não se bastar,
pq vc a ensinou a esperar no outro seu espelho,
pq vc a ensinou que as coisas se fundem e que esse é o sentido da vida,
e o que se poderia fazer contra o sentido da vida?

na dúvida sua dancinha nada faz,
só espera,
no canto, empoeirado,
ao som de The Smiths,
enquanto você também aguarda no outro o que não encontra em ti.

nilo trindade



borderless - (inacabado)



não sinto a tua fria mão que me toca a alma,
nem o teu quente bafo de paixão que me toca a nuca,
flutuo numa piscina sem bordas mas não sinto a agua
nem sinto o sol me queima a pele.

vc insiste em sussurrar palavras em meu ouvido,
mas eu não sinto seus lábios fazendo cocegas em minha orelha,
não sinto ´tua mão na minha,
só flutuo.

chego a lugar nenhum,
mas não me despeço de ninguém pois não os vejo,
não os sinto nem os quero,
tampouco os renego,
apenas flutuo.

a deriva do sentir,
penso se estou também a deriva de mim,
não encontro respostas,
só flutuo,
sem sentir a agua de uma piscina sem bordas que se esconde sob mim,

penso se estou a deriva de mim,
penso na piscina,
não penso na inxeistencia de bordas,
penso na piscina e de repente sinto um pouco de agua a tocar meu pé esquerdo,
e junto com a agua surge a angustia que toma primeiro meu pé e depois inunda todo meu corpo.

sinto a angustia de estar a deriva de mim,
mesmo sem saber ao certo se estou,
sinto a angustia que se segue ao despreparo para o não sentir,
sinto a angustia como se meu ser fosse angustia e com ela eu me confundisse,
já não sinto mais agua,
mas me lembro da piscina e o peso da angustia me faz afundar.


me sinto morrendo,
de agua e angustia,
e descendo, afundando, e descendo,
até que ouço algo que não é angustia e nem agua,
não reconheço mas aos poucos me aqueço com o que ouço,
e aos poucos me lembro do que era seus sussurrar em minha orelha,
e reconheço ambos, minha orelha e teus sussuros.

e de repente reconheço teu bafo quente em minha nuca,
tuas mãos em minhas coxas,
minha própria nuca, minhas coxas, meu corpo,
reconheço minha cama, meu quarto, teu corpo,
reconheço minha vida meu sentir,
reconheço minha existencia,
readiquiro o controle sobre minhas palpebras e abro os olhos,
movimento meus dedos e descubro que minha mão pousava sobre tua perna.



nilo trindade
http://vc-aqui.blogspot.com/


escrito em ctba após um almoço, 7 de maio de 2011, - cansado para terminar deixo para concluir em outro momento.

sábado, dezembro 24, 2011

O nascimento da tragédia ou Helenismo e pessimismo tentativa de autocrítica

ROBERT JONHSON SWEET HOME CHICAGO







Pois toda a vida repousa sobre a aparência, a arte, a ilusão, a óptica, a necessidade perspectivístico e do erro. O cristianismo foi desde o inicio, essencial e basicamente, asco e fastio da vida na vida, que apenas se disfarçava, apenas se ocultava, apenas se enfeitava sob a crença em "outra" ou "melhor" vida. O ódio ao "mundo", a maldição dos afetos, o medo à beleza e à sensualidade, um lado-de-lá inventado para difamar melhor o lado-de-cá, no fundo um anseio pelo nada, pelo fim, pelo repouso, para chegar ao "sabá dos sabás"
FRIEDRICH NIETZSCHE pag 17 ( O nascimento da tragedia, companhia de bolso, trad J.Guinsburg )

quinta-feira, dezembro 22, 2011

A menina queria ser como as outras.








A menina era linda, tinha um belo sorriso e era muito delicada, mas ela não podia ouvir falar em sua mãe, ouvir falar nela cortava todos os anéis dos anjos caídos e fazia transbordar os uivos secretos de sua alma. A MENINA QUERIA SER COMO AS OUTRAS, TER UMA MÃE QUE LHE RECLAMASSE, encontrar a comida na mesa no horário e mais ainda encontrar comida. Mas a menina desabafava com os demonios e dormia em gelidos sonhos envoltos em medos e sabia que o que era certo era a sua vergonha por aquela mãe.
Naquela manhã cinzenta de abril, a menina acordou os diabos e ainda sorrindo, sua beleza desaparecia enquanto seus olhos avistava sua mãe no computador. Naquela manhã tudo poderia ser diferente, o sol era distante, mas era belo o frio que delicadamente se infiltrava nos lábios da menina, um cinza quase marron tomava conta dos ares e a menina disparou palavras que para sempre lhe magoou. Chorando e ainda a espera de um abraço a menina gritou:
- Você é uma vagabunda, você é um lixo, um nada, eu sou feliz até lembrar que sou sua filha.
- Filha, não fale assim, você não gosta de você, por isso que fala assim, por isso que não estuda, e por isso que arranja esses namorados traficantes. Mas você é uma menina boa...
- Cínica, foi você quem me prejudicou, além de tudo é uma tremenda cínica- A mãe então comenteu um erro, rindo passou a mão no cabelo da menina e disse
-Você é uma completa imbecil- A menina sentiu o mundo escurecer e sem pensar arremessou o cd de chico buarque em sua mãe e acertou em cheio o pescoço e então seu belo sorriso ficou calmo e mais belo e ela sentou-se perto da mãe e começou a cantar cantigas de ninar enquanto sua mãe tentava em vão dizer alguma coisa, a menina calmamente colocou o cd ainda sujo de sangue no aparelho, acendeu um baseado e em um sorriso terrificante ouvia chico burque cantar:
- Pai afasta de mim esse cálice.
A menina foi ficando cada vez mais bela e olhava a sua mãe que imovel na sala era apenas um maravilhoso vermelho e a menina passou primeiro os dedos no corpo gelado de sua mãe e depois as mãos, e mais adiante todo o seu corpo. E como se agora tudo fosse para ela muito claro, a menina foi buscando o solo e aos poucos estava na posição fetal e com os dedos escreveu no chão da casa com o sangue materno :
- Eu te amo mamãe.

ronaldo braga


esse texto é antigo mas eu senti uma tremenda necessidade dele aqui de novo
rb

mais um bandido petista fora da politica

Câmara de Campinas cassa mandato do prefeito Demétrio Vilagra
Demétrio Vilagra é o segundo prefeito cassado em Campinas este ano

iG São Paulo | 22/12/2011 02:23 - Atualizada às 02:46




A Câmara Municipal de Campinas, no interior de São Paulo, decidiu cassar o mandato do prefeito Demétrio Vilagra (PT) por atuação incompatível com o decoro do cargo. A leitura do processo de 14 mil páginas foi concluída após cerca de 33 horas. Vilagra é o segundo prefeito cassado em Campinas este ano.

Leia também: Após 44h, vereadores cassam mandato do prefeito Hélio de Oliveira Santos

A sessão especial de julgamento foi aberta pelo presidente da Casa, Pedro Serafim (PDT) na manhã da última terça-feira (20). Com 29 votos a favor e apenas quatro contra, o plenário acatou a denúncia da Comissão Processante (CP). Votaram a favor do prefeito os três vereadores que compõem a bancada do PT – Jaírson Canário, Josias Lech e Carlos Signorelli e o vereador do PcdoB, Sérgio Benassi.

A CP investigou a responsabilidade de Demétrio em um suposto esquema de corrupção implantado na Sanasa, denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Os integrantes da comissão avaliaram se o prefeito teve algum tipo de participação no esquema denunciado ou se deixou de combater as irregularidades nas vezes em que assumiu o cargo e concluíram pela procedência da denúncia.

Demétrio negou envolvimento em irregularidades e pediu um voto de confiança dos vereadores, que não se convenceram com suas defesas. Pedro Serafim (PDT) vai assumir a prefeitura e deve marcar novas eleições em breve. O vereador Thiago Ferrari (PTB) assume a Câmara.

terça-feira, dezembro 20, 2011

pergunta de um trabalhador que não aceita as mentiras do molusco

Hoje um ladrão foi pego em flagrante e gritou-
- me solte eu não sou o único ladrão do brasil, antes de mim muitos já roubaram.
Mas o povo não aceitou o argumento e o matou a porrada.
Eu cá com os meus pensamentos percebi logo a covardia do povo, pois o pt vem roubando e dizendo que outros antes dele já roubou muito o brasil e assim o pt pode roubar mas o ladrão por ser preto e pobre não teve, mesmo usando o igual argumento do pt, a sorte de continuar vivo.
No brasil já sabemos se você quiser roubar e não ser morto por honestos trabalhadores, você tem que entrar no pt.
Outra coisa que eu acho curiosa é o índice de popularidade dos petistas. O senhor molusco sempre teve oitenta por cento da preferencia dos brasileiros segundo o caríssimo IBOPE, mas nunca teve em nenhuma eleição nem mesmo 50 por centos dos votos, salvo com a matemática petista de tirar os votos nulos e em brancos e ai o molusco consegue talvez sessenta por cento.
Ou o povo odeia o molusco e diz que gosta e na eleição não vota no sapo barbudo ou a pesquisa é usada para enganar e roubar as mentes dos pobres honestos brasileiros.
Outra pergunta quantos brasileiros a politica da dilma e do lula mata por dia nas filas dos sus?


ronaldo braga


PERGUNTA DE UM PEÃO QUE LER
Estou ao mesmo tempo que enojado, me sentindo em um rolo compressor por ser brasileiro. É que as pessoas do meu país acreditam em governo e somente um povo fraco, sem pensamentos e nem aspirações e com a auto estima bem lá embaixo para valorizar um grupo de parasitas que nada fazem além de de forma desonesta administrar o suor de todo um povo.
O governo atual sempre que se fala em melhorar a saúde vem com uma pergunta safada-
- De onde sairá a verba, a grana?
Se o povo brasileiro se respeitasse dava uma banana para o lula, pois em nenhum momento ouvimos nem ele e nem a tal Dilma que chefia a eurenice, aquela do roubo na casa civil, a pergunta clássica, sobre bilhões para a copa do mundo-
- De onde sairá a grana?
Para a copa do mundo, para emprestar dinheiro ao FMI, para salvar bancos e empreiteiras, para festas regadas a sangue popular e outras empreitadas suspeitas que levam no roldo bilhões do suor do negro e branco brasileiro, o governo petista não pergunta nada, pois sabe muito bem de onde tirar o dinheiro:
- Tiram da saúde, da educação e dos salários dos aposentados.
Há umas perguntas no ar:E eu gostaria que os trabalhadores que votam nesta especie de vampiro chamado lula respondessem:
- Por que não interessa ao PT melhorar a educação e a saúde do povo brasileiro?
- Por que interessa ao PT criar novas faculdades inúteis e sem nenhuma condição de funcionamento, sem antes melhorar as que existem?
- Por que interessa ao PT criar universidades que já nascem velhas e carcomidas e ao contrario não criar uma nova universidade com um novo padrão tendo com base estudos críticos em relação às que existem?
- Por que interessa ao PT defender com unhas e dentes corruptos com um histórico de corte de pernas e braços de petistas nos anos 80, como o caso de Sarney que cortou( mandou, ele é pouco "home" pra fazer ele mesmo) parte do corpo de petistas no maranhão?
- Por que o PT mente em relação ao IPMF, pois o IOF criado depois de extinto o IPMF deu ao governo se não mais o mesmo valor roubado do povo no IPMF?
- Por que o PT nada diz e nada disse sobre a morte de Celso Daniel?
- Por que o PT nada fala da compra do apartamento de lula em são Bernardo?
- Por que o PT se cala diante da fortuna adquirida de uma noite para um dia do LULINHA o filho?
São perguntas de um operário que ler e que sabe que só haverá respostas quando todo o povo brasileiro passar a se perguntar:
Se o PT gosta tanto assim do povo então por que, que tudo que o povo usa é uma desgraça? Como:
-Saúde;
-transportes;
- Educação;
- Moradia.
E enquanto não facilita a moradia o governo se transforma em vendedor de carros, enriquecendo mais ainda as fabricas e criando uma falsa melhoria de vida.
A resposta é uma só caro brasileiro negro e branco ou moreno, enquanto vc não se respeitar e deixar de re-eleger esses caras a farra vai continuar. O certo é a cada quatro anos votar em algo diferente e bem diferente do anterior.

A pergunta temida é:
Por que mataram Celso Daniel e o Pt se calou?

ronaldo braga

terça-feira, dezembro 06, 2011

Os resultados de duas pesquisas revelam a face perversa do país de mentira

Mauro Pereira

Os resultados de pesquisas publicadas recentemente pelo IBGE e pela UNICEF ─ a primeira dando conta que 70% dos domicílios em território brasileiro convivem com o esgoto a céu aberto e que a maioria não dispõe de água tratada, a segunda informando que cerca de 40% dos adolescentes com idade entre 12 e 17 anos vivem abaixo da linha da pobreza e 20% não sabem ler nem escrever ─ revelam a face perversa de uma nação injusta e desigual, desfigurada por uma de suas mais graves crises sociais. Os desdobramentos poderão levar a conseqüências devastadoras num futuro não muito longínquo.

É a consagração do país de mentira, que insiste em esconder em espetaculosas propagandas oficiais a degradação de milhões de brasileiros abandonados ao deus dará. É a mentira na sua pior forma, que escancara as mazelas de um governo refém dos partidos que o sustentam politicamente e próximo de afogar-se no mar de corrupção que o está inviabilizando. Dessa distorção decorre o inevitável relacionamento mais estreito com a prática nefasta de políticas paternalistas que exaltam a submissão e são diminuídas ainda mais pelo viés eleitoreiro que as caracteriza

Os números aterradores das duas pesquisas evidenciam as precárias condições de vida a que está confinada uma parcela significativa da população. Pelo conteúdo da propaganda governista, que polui todos os meios de comunicação disponíveis, não há previsão de investimentos significativos nesse setor. Não me lembro de ter visto nesses nove anos de desgoverno petista qualquer peça publicitária divulgando algum programa sério, principalmente voltado para o saneamento básico, preocupado em sequer amenizar os efeitos desse quadro desolador. Nego-me a levar em conta aqueles tendenciosamente assistencialistas.

Representantes autonomeados da sociedade mais desenvolvida do mundo zombam do sofrimento que flagela esses nossos irmãos ao festejarem um absurdo aporte financeiro solicitado pelo Fundo Monetário Internacional: “De tomador de empréstimos agora emprestamos dinheiro ao FMI e a oposição ainda tem a coragem de afirmar que nada mudou”, exulta um dos orgulhosos arautos do país acima de qualquer suspeita. Mudou, sim, e muito. A malha de proteção social transformou-se em título de capitalização eleitoral. No entanto, a política econômica concebida pela equipe do então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, implantada pelo presidente Itamar Franco lá nos idos de 1994 e que é a única responsável pela ascensão do Brasil à condição de credor do FMI, ainda permanece a mesma. Intocável. Só não se lembram dessa verdade que os tortura os cafajestes usurpadores do talento alheio.

Cada centavo destinado ao FMI significará um quilômetro a menos de rede de esgoto instalada, uma criança a mais que não completará um ano de vida, o sonho abreviado de um adolescente fadado a vegetar pela vastidão da ignorância e condenado a ser apenas outro número nas estatísticas policiais. A soberba petista agüenta. Sinto uma vergonha que não deveria ser minha.

Outro fato preocupante é a visível indiferença da imprensa e dos congressistas que foram eleitos para atuarem, na oposição. Mais preocupada em abocanhar um naco generoso da ufanista propaganda oficial, a mídia se limitou a transmitir informações meramente circunstanciais dessa tragédia humana que está negando a crianças e adolescentes as mais comezinhas expectativas de uma vida menos sofrida. Também não é muito diferente a realidade entre os jovens e os adultos.

Nenhum órgão de informação se atreveu a investigar com maior rigor esse Brasil esquecido pelas autoridades. Sem exceção, a televisiva, pelo menos, presta-se às tarefas subalternas de, numa ponta glorificar a ocupação de favelas cariocas, tudo sem disparar um tiro e prender os chefões da bandidagem antes mesmo do início da operação cinematográfica com data e hora marcada e, na outra, dar vazão a uma sórdida campanha visando desacreditar os órgãos de segurança do Estado de São Paulo. O som do silêncio vigarista avisa que na capital do Brasil Maravilha foram abolidos os assaltos, os roubos, os latrocínios, os homicídios, os seqüestros, a pedofilia. Desde a retomada da Rocinha, nenhuma mulher foi violentada, nenhum homem foi molestado.

A oposição também não vê, ou finge que não vê, a precária subsistência dessas dezenas de milhões de crianças e adolescentes e não se articula para exigir medidas drásticas e urgentes para combater a calamidade que salta aos olhos. Pelo jeito, nem o interesse eleitoral a comove. Perde um tempo precioso na tentativa vã de emplacar CPIs que sabe de antemão jamais se concretizarão. Ainda que por estradas distintas, senadores e deputados oposicionistas passeiam pelo mesmo caminho da covarde indiferença trilhado pelo governo e sua base aliada.

Com a dignidade dilacerada pela crueza desse cotidiano hostil e atroz, vários milhões de sub-brasileiros representados por crianças, jovens, idosos, homens e mulheres ainda estão à espera de que algum outro navegante português de competência duvidosa se perca pelos mares do sul e os descubra. Desiludidos, perceberam tarde demais que o Brasil Maravilha inventado por Lula não foi capaz de descobrí-los.

Impermeável a manipulações, a realidade fria e insensível cobra o seu tributo e remete a sétima economia do planeta às mais sombrias profundezas dos grotões do atraso e do subdesenvolvimento. Acuada, prevalece a servidão que elege.

o recreio é a unica coisa boa de qualquer escola

A professora martelava as nossas mentes com as baboseiras de sempre e nos ameaçavam com notas fracas nas provas futuras. Ameaças tolas, eu só tirava notas baixas.
Meu cérebro esperava o recreio: Eu tinha um acerto de contas e mentalmente calculava os meus golpes : Apalpei meu bolso, um canivete enferrujado me garantiria a vitória.
Agora o famoso som estremeceu o mundo e nós éramos livres outra vez, tínhamos a nossa vida em nossas mãos.
O meu adversário sorrindo me acertou vários golpes, não tive como usar o canivete. E depois da luta que durou dois minutos, fomos para o baba, onde jogávamos no mesmo time.
Éramos amigos, e alem da dor no rosto e na barriga, eu estava feliz. Brigar me fazia bem: Bater; Apanhar. Era uma sensação de dono do meu próprio destino. Eu sempre apanhava mais, mas a vida era isso mesmo, outro dia eu o pegaria. Já era a quinta briga contra o J. um dia eu o venceria. O J me disse
- R você estar recebendo os meus golpes cada vez melhor
- É isso aí J, eu estou treinando, batendo nos menores, sua vez vai chegar.
Eu acreditava no J, ele era um cara legal, colocava a gente pra brigar e nos ensinava a dar e receber os golpes. Ele tinha 14 anos eu 11, eu chegaria lá.
A segunda parte da tortura, na sala de aula, foi melhor engolida, eu tinha recebido um elogio do J e ele não elogiava de graça, eu estava melhorando.
A senhora P gritou bem no meu ouvido - Me fale do sujeito oculto - A senhora P era professora de português e sempre queria saber: do sujeito oculto; do verbo; e do predicado. Eu estava sempre salvo, eu não ligava para aquelas bobagens.
E fui pra casa feliz, e recebi os cumprimentos de todos da minha idade, que me achavam um herói. Eles corriam do J e achavam que eu era louco e comentavam - O R é duro, apanhou bem e já aumentou o tempo, ficou em pé dois minutos – Eles contavam o tempo e eu era o recordista em briga com o J, os outros meninos de minha idade, ficavam de pé, até receber o primeiro golpe. Eu recebera nove e me esquivei de outros. A dor era um balsamo, pois eu via como as meninas me olhavam.

Ronaldo braga

segunda-feira, novembro 14, 2011

flores e perfumes e lodos





Em transe me calo na noite assustada
pois aqui tem tudo
flores e perfumes e lodos
mas competência, nada.

E pelos tortos risos percebo,
tenho que me esconder de todos nesta rinha
e fugir da sanha nazista dos bobos comunas
que cantam a morte em versos
e chamam verdade uma antiga ladainha
e nos olham com belos dentes perversos.

Nas ruas a senha é a alegria
e chuvas de risos nas torturas vermelhas,
hitler, stalin,e lula
carniças que adoram vadias
e dormem em cima de cadáveres insepultos
e vomitam balas do fascismo no dia a dia.

Nas escolas o beabá perdeu o rumo,
e entre rombos e assassinatos
a vergonha escondeu seu prumo
e sem noção dança a musica dos insensatos
na casa dos pés rapados.

Critica ou analise
crime mortal na mente comunista
se você insistir
será chamado de anarquista.

Dólar na esquerda é devoção
não por lei ou busca
e se você não comunga
corra ou a morte te abraça
e dos comunas tu sofrerás
uma enorme perseguição.

ronaldo braga


BAHIA TERRA DE TODOS OS NÓS
BRASIL UM PAÍS DE TOLOS

quarta-feira, novembro 09, 2011

Flores de otoño

por graciela malagrida



in autumn
flowers are not sleep

in the evolution of beauty
they reborn
like all poetrys
seeds
loves


in autumn
flowers
dream...



en otoño
las flores no están dormidas

en el devenir
de la belleza
renacen
como todas las poesías
las semillas
los amores

en otoño
las flores
sueñan...



Traducido al portugués por Ronaldo Braga

No outono
as flores não estão mortas
no devir da beleza
renascem
com toda a poesia
e sementes
e amores.

no outono
as flores
sonham...


graciela malagrida
trad do espanhol para o português
ronaldo braga

sábado, outubro 15, 2011

SONHAR, CANTAR, SONHAR PARA DESPERTAR

porque não pedir a lua?
porque não dispor
constelações inteiras nos olhos
até que se atrevam a sonhar?

G.M




Que se passa entre os meus sonos?
Por acaso ainda respiras vida minha?
Deveria despertar deste sonho ? – Diz ela
Sem abrir as pálpebras
Pois por ti as moscas foram aviões de guerra
e o amor entricheirado
sofrendo bombardeios em sua única missão...


2
O que acontece com os seus dedos, poeta?
É a palavra ou é a luz que brilha?. O que você leva
em seu relógio de areia?...Eu suspeito que guardes ai
vários desertos, poeiras estrelares e lagrimas petrificadas.
Suspeito.... que é puramente sonho.... e que estou a falar sozinha
e quando despertar, vou enrubrecer
mas isto é incontrolável ...

3

Quem é esta pele que se desprega
indicando a mim três caminhos?
agora parado frente a eles
tenho a opção de enfrenta-los descalça
ou sobrevoa-los... Que achas que farei?

4
Ouço uma campainha. É um som alegre
amado pelo vento que chama. Poderia ser
de uma voz… não posso confirmar…

5

Corro até o que de longe parecia um pico
e caio em mim, pois não tem pico nas planices,
nesta não. Que golpe! não?...não?...
e porque não me surpreendo?.

6

Tenho breves pesadelos recorrentes:
seres inflados como globos a ponto de explodir
acentos, relógios, palhaços…coisas… coisas
estranhamente gigantes
sufocantes
e labirintos por onde corro despojada de tudo
menos de minha coleção de plumas.

7

Em um sofá com pés de leão
tentaram ouvir segredos deste coração
que leve e descontraído
se conteve por vários minutos
até escandalizar. Assim foi que o muito
esperto em versos burlou as normas
e tomou as rédeas dos meus sonhos
para sempre.
Eu do alto de minha sagacidade, tenho meu diagnóstico
e para mim receito sutilmente:
tabletes de chocolates para reencontrar doçuras,
batidos de frutas e sementes
e beijos todos os dias, gigante
da lua.


corri para ver pela última vez

esse tubo de alma branca radiante
e sentir o ar fresco em meu rosto
Eu sabia que era hora de subir no meu galho favorito
e cantar, cantar, cantar como um pardal
para suavizar a ansiedade de escrever
e recuperar o fôlego
ou a noção perene desta mistura entre
ficção e realidade.

Uma pergunta continua sem resposta:
"Porque não pedir a lua, vida minha?" descalça
ou sobrevoando? Que achas que farei?.-


Graciela Malagrida
tradução ronaldo braga

http://uni-versovirtual.blogspot.com/2011/08/sonar-cantar-sonar-para-despertar.html

segunda-feira, outubro 10, 2011

ARBITRIO, a peça imperdivel

Arbítrio, peça teatral com direção e encenação de Diego Pinheiro e dramaturgia de Bárbara Pessoa, é um convite a um mundo estranho e mesquinho, o mundo de uma matriarca que tenta a todo custo manter a tradição cristã dentro de sua família, mesmo diante da gravidez de sua filha de forma não convencional e pecaminosa para os princípios rígidos do cristianismo fundamentalista.
Um enredo aparentemente simples, mas que, aos poucos, se revela complexo e cruel, com a velha mãe afirmando o poder do homem (marido/filho/neto) que, na verdade, é manipulado e conduzido por ela para as realizações de seus desejos e da afirmação de seu poder.
A direção conduz a peça como um jogo de gato e rato e, nesta bestial e econômica existência, cresce cena à cena a tensão entre os membros da família. A relação familiar é fraca e determinada por valores morais, mas esconde desejos ocultos que, sob pena de uma degeneração total da família, se tornam tabus. Nessa realidade religiosa sufocante e sufocada, a mentira, a falsa moralidade e a crueldade moldam os “gestus” e os sentimentos de todos os envolvidos nesta tragédia da incompreensão e do medo.
A encenação coloca a platéia não como um observador que espiona a peça por um buraco de fechadura, antes como fantasmas que assistem a tudo de perto e nada podem fazer além de acompanhar e refletir sobre a religiosidade marcada pela doença da mãe.
A naturalidade das personagens se fortalece em um cenário artificial, natural e não realista, no qual a escassez do mobiliário fortalece a teatralidade em detrimento de um aparente realismo desenhado no fato do local da apresentação ser em uma casa velha e que bem poderia ser a própria casa das personagens. A genialidade da encenação/direção acontece justamente porque, apesar do local da apresentação, saímos dali com a certeza de que aquelas personagens existem em uma realidade exclusivamente teatral.
O figurino tem por objetivo nos transportar para o mundo interior das personagens, pois não são roupas o que elas vestem, e sim dores, medos e defesas. A iluminação realça as almas transtornadas daquela família que, vivendo em um passado nojento e infeliz, busca no isolamento social, em uma casa cerrada sem ar e nem sol, a manutenção de uma pureza que nunca existiu.
A movimentação da platéia por entre os cômodos e as cenas sempre em meia luz reforçam a idéia de fantasmas que tudo vêem de perto.
Não existe personagem principal, nem centro e nem periferia e sim uma batalha que não tem vencedores, na qual a dor e o ódio são sustentados por uma incapacidade de viver.
Cada cena vai cortando, como um golpe de espada, toda a possibilidade de solução que não seja o fim trágico do assassinato e do desespero. A família entrecortada pelo medo e por desejos impotentes, tem no imperativo dos acontecimentos presentes uma volta forçada ao passado e cada vez que tudo é escondido, tudo volta em um confuso acerto de contas de um passado mascarado a ferro e fogo e de um presente torturado e torturante .
É torturante a atmosfera para a platéia e é uma luta desigual das personagens com suas próprias insignificâncias, tentando a todo custo um auto reconhecimento que só é mantido na crueldade de cada um consigo próprio.
A peça teatral ARBÍTRIO é antes de mais nada uma realidade ficcional e, como tal, se afirma na própria forma de andar e de falar das personagens. Os atores estão a todo momento, com sua forma de interpretar, a informar para o público:
- Aqui tem muito súor, tem uma montagem, uma artificialidade, aqui é um jogo e cada um sabe o que vai fazer, não somos as personagens e sim as personagens são a nossa visão de mundo e estamos mostrando como vemos esse mundo e agora queremos saber como você vê o seu próprio mundo. Até onde você, platéia, sucumbe em seu próprio veneno?
Posso afirmar sem medo de errar que ARBÍTRIO é uma peça que não pode ser perdida e que é, antes de mais nada, teatro universal e não teatro baiano.
É uma peça que não passará em branco.


ronaldo braga

SERVIÇO ARBÍTRIO
Um espetáculo do Teatro BaseDireção: Diego PinheiroAssistência de Direção: Sandro Souza e Ricardo SantanaCom Alex Barreto, Laís Machado, Laura Sarpa, Luísa Muricy, Naia Pratta e Yuri TripodiDramaturgia: Bárbara PessoaTextos: Federico Garcia Lorca, Calderón de la Barca, William Shakespeare, Guimarães Rosa, Fiódor Dostóievski, Johann Wolfgang von Goethe, Gilles Deleuze, Sto. Agostinho,Voltaire, Diego Pinheiro e Bárbara PessoaRealização: Teatro Base - Grupo de Pesquisas sobre o Método do AtorQuando: De 30 de setembro a 30 de outubro, sexta a domingoHorário: Sexta 20 horas; sábado 18 e 20 horas; domingo 18 horasOnde: Casa Preta (Rua Areal de Cima 40, Dois de Julho, Centro, Salvador (71) 9967-1342)
Quanto: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Maiores informações: www.oteatrobase.blogspot.com / oteatrobase@gmail.com

domingo, outubro 09, 2011

alejandro jodorowsky, el ladron del arcoiris e a escrita de nilo trindade braga

Alejandro fez filmes como el topo, e la montaña sagrada, este é um filme de 1990.bueno filme






Descolorir
- qual a cor do teu sorriso?

- hj?

-sim.

- aquela que vc escolher pintar.

-hum... e se eu... te descolorir?

-aí não sei. quer tentar?

-...

- tem medo?

- tenho.

-de perder meu sorriso?

-dele se deformar...
de sem cor vc não querer mais sorrir pra mim,
de te perder.

-é possível,...
mas se não tentar nunca vai saber.

-ele pode ficar lindo em preto e branco.

-único, inigualável, ou pode se esconder, enquanto espera que outra cor surja, mas talvez não mais vinda de vc.

-tudo pela arte?

-a decisão é inteiramente sua.

-vc não deseja nada?

- desejo que meu sorriso continue seu, colorido ou preto e branco...
mas não posso prever.

- vamos então...
de mãos dadas?

-claro. pra sempre?

-pra sempre ou pelos próximos cinco minutos.
o que importa é que estamos sinceros.

- não. o que importa é que te amo.

-talvez. ou melhor sim. o que importa é que te amo também.
vamos ver se sobrevivemos em branco e preto.

- de mãos dadas então?.


NILO TRINDADE BRAGA

sábado, outubro 08, 2011

Falencia Literaria em CAchoeira

FALENCIA DA LITERATURA EM CACHEIRA = FLICA
SEJA MAIS UM BESTA PARTICPE
E VIVA A MENTIRA


FLICA? O que será isso?
Então Fori um escultor cachoeirano me disse
Cara é um encontro de literatura aqui em cacheira. Você vem?
Eu respondi
Cara tu ta é doido eu participar de uma merda dessa, hoje só temos dois tipos de intelectuais, um é o mediocre e o outro é o puxa saco, e nesses encontros menores encontramos aqueles que é tanto um quanto o outro.
Fui pra casa e lá olhando o meu email encontrei uma mensagem dessas que nada dizem mas pensa que diz muita coisa, são uns pseudos escritores elogiando um ao outro e todos sendo felizes pra sempre. Agora se a cidade de cachoeira soubesse quem é realmente essa gente os botaria correndo de lá.
Então eu pensei e pensei e soube que esses encontros é a cara da turma de elogios faceis e que se zangam facilmente quando são criticados. Falencia da literatura em cachoira fique longe dessa armação, pois ali encontramos misterios da meia noita quanto a poesia como sofre a poesia.



ronaldo braga

texto oferecido a joão morais e ao sr. FLICA central de lançamentos de bombas de falsas poesias

BOMBAS DE FALSAS POESIAS AMEAÇAM O MUNDO








A noite engolia tudo e a poeira batia impiedosamente em meu rosto, eu esperava encolhido, e sabia que a qualquer momento seria atacado por aquele cachorro de raça ruim, eu sabia e esperava com calma a hora certa de matar aquele cachorro mau, entorpecido por luas opiadas, aquele cachorro enlouquecido e peçonhento a deixar rastro de excrementos e poemas enganadores.



A noite ainda cresceria mais e eu estudava aquele mundo estranho, onde cachorros latiam palavras e jardins cortavam poemas perversos nos animais estúpidos com guitarras choronas e alegres. Era um mundo de madrugadas latejantes e de luas que queimavam amores e pariam sorrisos postiços, era um mundo onde a sinceridade era punida, a individualidade crime e castigada com a mordida do cachorro de raça ruim, que contaminava a todos com sua cara de tolo e de satisfação.



Eu sabia que não teria chance no amanhecer, porque todos os outros animais menores estariam ali a me caçarem, olhei ao redor tentando na escuridão sentir algum movimento e para a minha surpresa páginas e páginas voavam na noite escura e desgarradas das páginas poesias me ameaçavam, eram poesias sem nenhum nexo além do sentido da morte, da minha morte, e eu sorrindo me preparei para o pior, as poesias foram crescendo e caíam em mim como bombas de fósforos israelitas e eu lembrei das crianças palestinas assassinadas pelos filhos de deus, e me prometi não perder a serenidade pois a batalha apenas começava.



As poesias sem nexo caíam perto de mim fazendo buracos no solo de mais de dez metros de fundura, a qualquer momento eu voaria pelos ares, aquelas poesias tinham o apoio oficial: do governo, da academia e prefeituras e com elas todas essas casas onde se toma chá e onde todos se auto-proclamam poetas, toda aquela gente de raça ruim estava ali dando apoios e ajudando nos lançamentos daquelas poesias da morte.



Eu não tinha escolha, era esperar e morrer. De vez em quando eu recebia um papel onde eu assinaria e confirmaria a validade das famigeradas casas de cultura e suas famigeradas FLICAS, das prefeituras e dos governos e assim eu seria salvo, e ainda poderia ser considerado um artista. Eu rasgava aquela medonha mensagem anti-vida e nada respondia.



Por um momento eu acreditei ouvir vozes ao longe e essas vozes foram crescendo e eu pude verificar que a lua agora era prateada e que poesias belas eram ouvidas e que aquelas páginas desgarradas e suas poesias de morte fugiam assustadas e eram elas que agora estavam escondidas e encolhidas, me levantei e pude ver poemas complexos que falavam da vida sem dó, mas sem prisão, sem dogma, sem certo e nem errado apenas as sensações que inflamavam tudo e o mundo continuou turvo, os falsos vermelhos de longe irradiavam ódios impotentes e o cachorro de raça ruim latia um latido inútil e desesperadamente cínico.



Eu ao lado dos poetas loucos e donos de seus narizes tive força pra ficar em pé e escrever estas palavras.
E o sol veio beijar os meus lábios.

RONALDO BRAGA
LONGE DA LITERATURA DE ELOGIOS E FRASES PRONTAS.

terça-feira, outubro 04, 2011

Batendo na porta errada


(pequenas considerações a respeito da razão)

Cara, hoje amanheci teimoso, com um prenúncio de quem espera o inusitado; o nascimento de um poema romântico. Isso aí, poesia delicada, cheia de palavrinhas de amor. Pra mim que não sou dado às estas paradas, logo pensei que havia algo errado. Imaginei um poema branco, alinhado, feito os dentes em piscinas de fundo azul, ou lençóis alvos, como em comerciais de detergentes na TV. Queria uma melodia num ritmo qualquer, que fizesse meu coração sorrir. Foi impossível , devo confessar, pois não passo sem a dor de um blues e sem Astor Piazzolla quem me faz chorar... Mas, isto só não basta, nem é assim que meu coração bate como um cão que já não late, não consegue sair dessa cela onde o ar fede e me falta,sou descartado feito boneca, mamando em seios de plástico...
Enjaulado no elemento terra, nunca usei roupas de marca, ou gravatas para entrar em festas, tudo bem!Pode me chamar de anárquico. O problema é que você me fuça do cabelo à ponta das patas, achando meus poemas brutos, dizendo que meus versos são feitos prá ralé, me julgue como quiser, apenas cansei de suas bravatas. Você só entende de filme pornô e escuta música em karaokê, acredita que o mundo vai alvejar, comprando aquele sabão em pó. Sinto até vontade de sorrir, claro, do jeito que o mundo está; espera que o domingo venha aí, tem bunda mexendo na TV; feijoada para gente dormir e culto para te consolar. Mas, como um desordeiro teimoso, não consigo parar de escrever, versos com o dedo em riste, poesias com rimas tristes, linhas famintas e sujas. Não consigo parar de ler a verve felina do “Boca do Inferno”, a angústia de Silvia Plath. Não posso deixar de ouvir o som traumático do rock’ in rool. Daí, sinto-me estranho dizer que você não deve esperar nada romântico deste cara que não tem outro jeito de ser. Tenho ou não tenha razão...


Luciano fraga

segunda-feira, outubro 03, 2011

eu sei lula que tu gostas é do outro, do patrão e não do operario tu gosta da boa vida, das verdinhas e de puxar o saco dos poderosos nas salas refrigeradas e depois gritar que é livre para os incautos e garraios vermelhos, é lula mentiroso um dia os pobres descobrem quem é tu e aí ai de tu. lembra de mussolini, será a mesma coisa.


PT, partido do mensalão, detesta tanto os trabalhadores brasileiros que castra a unica chance do trabalhador mudar realmente de vida que é pela educação. Além de roubar, mentir, o pt rouba os sonhos e mata as esperanças quando rouba e deixa roubar o dinheiro para a merenda escolar e para o transporte escolar.
Leitores desse blog leiam a materia e me responda, ama o trabalhador partido que no poder mata nas filas do SUS milhões de trabalhadores e rouba e acoberta roubos que impossibilitam a educação dos mais pobres?
Trabalhador o bolsa familia serve para comprar votos e para o comercio mas para o povo o que serve a longo prazo é uma boa educação e um bom sistema de saude. Fora pt, partido bandido, isso quem diz não sou eu e sim o STF, quando houve o mensalão que tenha certeza ainda continua.
RB
leia a materia


MEC aprova contas de municípios que desviam verbas,( reprodução da folha de são paulo, online)



Estão roubando as verbas públicas das escolas. Concentre-se nisso. Esqueça todo o resto, inclusive a crise que vem da Europa e dos EUA.

O dinheiro destinado ao financiamento da merenda e do transporte escolar das crianças brasileiras, que já é pouco, é diminuído pelos desvios.

Visto assim, isoladamente, o roubo dos recursos do ensino básico é apenas um escândalo. Converte-se em escárnio quando se descobre que o governo dá de ombros.

Os repórteres Roberto Maltchik e Fábio Fabrini informam: o Ministério da Educação avaliza as contas de municípios que malversam o dinheiro.

Acha pouco? Pois há mais: o ministério libera verbas novas para prefeituras que não comprovam a regularidade na aplicação do dinheiro velho.

Há pior: mesmo quando os malfeitos são detectados pela Controladoria-Geral da União, o MEC apõe o carimbo de aprovadas nas contas micadas.

Sim, caro leitor, em matéria de fiscalização de verbas educacionais, o governo ignora os desvios que o governo detecta.

O dinheiro saiu de uma arca chamada FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). As cifras alcançam a casa dos bilhões.

Entre 2005 e 2011, migraram dessa caixa brasiliense para os cofres de Estados e municípios R$ 15,28 bilhões.

O grosso, R$ 12,79 bilhões, foi destinado a um programa de alimentação escolar. O resto, R$ 2,49 bilhões financiou –ou deveria ter financiado— o transporte escolar.

As prestações de contas, quando apresentadas, entram numa fila que caminha em velocidade de tartaruga paraplégica.

Dos relatórios apresentados entre 2008 e 2009 sobre as verbas da merenda, menos de um terço mereceu a análise do MEC.

Dos documentos que se referem à aplicação das verbas de transporte, 90% ainda esperam por uma análise dos “gestores” federais.

A demora, por inaceitável, produz o inacreditável. Por exemplo: em setembro, a Polícia Federal prendeu o prefeito da cidade alagoana de Traipu.

Por quê? Descobriu-se que a prefeitura desviara R$ 8,2 milhões em verbas educacionais. Os desvios foram praticados entre 2007 e 2010.

Pois bem. Ainda que as prestações de contas de Traipu carregassem indícios dos malfeitos, o MEC não os teria farejado.

Em pleno ano 2011, a última conta de Traipu analisada pelo ministério refere-se ao longínquo exercício de 2006.

Por meio de nota, o FNDE disse que analisa a escrituração das prefeituras de duas maneiras.

Numa, leva em conta as informações que recebe dos conselhos constituídos nos municípios para fazer o “controle social” da aplicação dos recursos.

Noutra, perscruta os extratos bancários das contas abertas espeficiamente para movimentar as verbas liberadas por Brasília.

Tratado como panacéia pelo petismo, o tal “controle social”, exercido por pessoas da própria comunidade, resulta em fiscalização de fancaria.

Tome-se, por eloquente, o caso da cidade de Lagoa do Piauí. O time da CGU passou por lá. Detectou fraudes ba licitação de oito rotas de transporte escolar.

Supostamente apresentadas por empresas diferentes, as propostas continham os mesmos erros de português.

Transportavam-se alunos como se fossem animais, ora na carroceria de caminhões ora em ônibus precarious, guiados por motoristas inabilitados.

Os conselheiros que faziam o “controle social” em Lagoa do Piauí limitavam-se a endossar os dados recebidos da prefeitura. Coisa usual no país, diz a CGU.

Afora o transporte inadequado, a criançada matriculada nas escolas da cidade paiauiense ficou sem merenda em março.

Em março, as crianças matriculadas nas escolas da cidade ficaram sem merenda. Nos arquivos do MEC, as contas da alimentação estão catalogadas como “recebidas”.

A equipe da CGU esteve também na cidade de Presidente Sarney, assentada nos fundões do Maranhão.

Varejou as contas da merenda de 2007 (“aprovadas” pelo MEC) e de 2008 e 2009 (“recebidas”, de acordo com os registros do ministério).

Descobriram-se fraudes nas licitações. Verificou-se, de resto, que a comida da merenda era mal armazenada e preparada com água suja.

Retorne-se ao início: esqueça tudo. Pense só nisso: estão roubando as verbas das escolas. E o MEC brinca de “controle social”.

segunda-feira, setembro 26, 2011

John Lee Hooker - Crawlin' King Snake (Live)




a língua da cidade sonha uma dança delicada



o tempo pousou em suas unhas
com assustadora delicadeza
enquanto as mariposas de prata
atravessaram o atlântico de lágrimas
e a tintura artificial de seus cabelos
teimava inutilmente contra a imagem refletida
no espelho d’água
sussurrando as chagas percorridas
& os uivos famintos da velhice

a beleza pousou em seus lábios
e por cinco segundos
senti amor entre nós
mas o cadáver cruzou a Azul avenida
e os meus dentes voltaram-se novamente
contra a carne macia do cordeiro

a madrugada passou como uma dama louca
e minhas córneas vomitaram sobre a linha de passe
enquanto a chuva descansava
e a assustadora beleza do tempo
insistia em te devorar

nuno gonçalves
mestre e doutorando em historia na universidade do mexico
a pedra: signo segundo,

ofegante, asmática, inexata
a Rocha vagueia pelo chão empoeirado
sem reconhecer nenhum dos traços de sua última visita
perambula pelo templo esse lagarto de pedra
com seu fogo amolado
em busca da pele e seus calendários
faminta como os carneiros e os albatrozes
a Rocha se ergue nas águas turvas do aquário
e o horizonte se converte em um emaranhado de águias
a Rocha retorna à garganta emplumada do equinócio
e lança suas maldições sobre o Sol:
esse bastardo encarnado...

nuno gonçalves.

domingo, setembro 25, 2011

Brasileiro: ser ou não ser? Militar-limitar? Eis a questão!


Vou escrever o que penso sobre o assunto e desde já sei que serei atacada, pois sou branca e por isso mesmo tenho limites bem delimitados para falar sobre. De certa forma estou de acordo quantos aos limites delimitados, mas como venho trabalhando minha ilimitação trato de transcender essa barreira e exporei aqui o que penso sobre. E obviamente estou falando em uma posição muito cômoda, pois eu nunca sofri na pele várias coisas: eu nunca sofri na pela o racismo que negros e índios sofrem, nunca senti na pele o que homossexuais, travestis, sofrem, que meninas e mulheres violentadas pelo desconhecido, pelo conhecido, pelo marido, tio, irmão, pai, avô, amigo, cunhado, padre, sofrem, de crianças submetidas ao trabalho e a exploração, de mendigos que sofrem por frio, de pessoas que passam fome, enfim, em uma séria de questões eu não sofri na pele.
Mas como todos vivemos num mesmo espaço e tempo, se pensarmos que tudo está interligado e que ninguém sai ileso nessa relação, ou seja, de uma forma ou de outra, estamos todos no mesmo barco: cada um tem sua razão para estar no barco, uns afundam, uns saltam, e muitos não desistem, como eu, que sou brasileira e não desisto nunca. Não desisto nunca dos valores universais, tão esquecidos hoje em dia.
A meu ver o atraso está nisso: ao esquecimento de valores universais, de princípios básicos. Estes que são comuns a todos, que nos une. Porque por todas as causas que lutamos, cada qual luta por seu tal, elas só nos desune. Porque a luta de um é sempre contra o outro. Estamos em eternas guerras, e isso não é evolução.
No Brasil, por exemplo, ainda nos falta uma questão básica: não temos sentimento de pertencimento, por terra, pelo país. Nossa identidade nunca foi definida e cada vez mais se torna mais confusa. A questão é, para além de futebol, samba e carnaval, ninguém quer ser brasileiro. O branco sempre busca a sua origem lá na Europa, luta pela dupla-nacionalidade, é no nome ou no tataravô que ele nunca conheceu, enfim, ele precisa encontrar a sua razão de ser branco lá na Europa. De tal forma, que o branco não representa o brasileiro e inclusive este se nega ser representado como tal.
Assim também passa com o negro, que também busca sua razão de ser negro na África, seja no nome, numa origem familiar, na cultura, na religião. Reivindicam para si o direito de se auto afirmar como afro, afro brasileiro. De tal forma, já não existe mais o negro, e sim o afro brasileiro, ou seja, é melhor ser afro do que ser negro? Não.?! É apenas uma questão de identificação, assim como o branco se identifica com a Europa o negro se identifica com a África, faz sentido. O que não faz sentido para mim é porque não assumir isso como uma coisa/identidade brasileira? Eu sou negro, pois no Brasil existem negros, então não sou afro, sou brasileiro e negro. Sou brasileiro e branco. Sou brasileiro e índio. Sou brasileiro e caboclo. Sou brasileiro e mestiço, etc., etc.
Somos o resultado de uma tríplice mistura, ou seja, uma genética purificada em três continentes, que resultou no povo que somos nós. Não sei se tem povo igual, melhor não tem, mais purificado não tem. Já dizia Darcy Ribeiro. Mas nós lutamos para ser estrangeiros em nosso próprio país, nosso próprio país? E para mim quando cada qual está lutando por seu quadrado isso é um atraso! Pois, se não partimos de princípios básicos não podemos avançar. Por isso a revolução nunca chega, mas a reparação ainda que tarde sempre chega. Queremos resolver o imediato, e é digno, aliás, quando se tem fome o mais importante primeiro é comer, depois vem o depois. Não é mesmo? Basta algumas horas de fome para se chegar a esta conclusão.
Pensar em ser “brasileiro” com todas as diferenças que elas existem é pensar universal. Mas porque não conseguimos unir-nos pelas causas universais? Porque não pensamos universalmente, não vivemos universalmente. Construímos desde sempre a individualidade. Aprendemos desde cedo “ado ado cada um com seu quadrado”. Aprendemos desde cedo lutar por território, cada grupo no seu próprio espaço. Aprendemos desde cedo que somos melhor que os outros, mesmo que sejamos derrotados ou vencedores. O derrotado é o oprimido que luta para tomar o lugar do opressor. E vice-versa, é um ciclo vicioso. E não avança. Avançamos neste processo de individualidades, onde os princípios são restritos a cada grupo. A cada minoria-maioria. Fizemos-nos de tal forma que todos ou ao menos quase todos somos oprimidos e opressores numa só pessoa, e muitas vezes não nos damos conta. E quando uma luta se faz já deixando de lado o universal, aí está todo o atraso, pois suas preocupações – todas são legítimas – são limitantes, pois esta é incapaz de aceitar o outro, o bárbaro.
A militância é necessária, justa e legítima. Todas, pois todas têm suas razões. Defendo a liberdade total e plena, ou seja, o nazista pode pensar e expressar suas idéias, assim como o skinhead, os diversos movimentos negros, afros, indígenas, feministas, homossexuais, travestis, católicos, árabes, judeus, comunistas, capitalistas, enfim, todos têm o seu direto de existir e se expressar! E todos existem e lutam desde sempre entre si! E vão continuar existindo e lutando entre si. O que não dá pra engolir e aceitar é quando um skinhead mata um punk, quando um índio é queimado vivo ou assassinado por fazendeiros-latifundiários, quando os nazistas e os fascistas (qual é a diferença entre ambos?) exterminou milhares de judeus, negros, homossexuais, mulheres, comunistas... O que não dá para engolir e aceitar é que até hoje uma sociedade dominante ocidental branca cristã patriarcal vêm metendo pau em todos que estão fora do seu círculo. E assim estamos todos no jogo dos círculos. Não nos unimos, e lutamos por nossa individualidade, nosso espaço, nós entre nós, o outro é bárbaro. E por isso nunca vamos avançar já que fechamos cada vez mais nossos círculos de idéias e é por isso que muitas vezes o militante é limitante.
Hitler, Stálin, Che Guevara, Fidel Castro, e muitos outros que defenderam suas idéias “custem a que custar” são grandes exemplos dos militantes limitantes. Todos estes lutaram acima de tudo pelo poder sob o princípio de autoridade no qual o seu projeto de sociedade é o melhor. Para defender suas idéias estavam dispostos a tudo, a matar qualquer “inimigo” que estava em seu caminho. Por suas idéias revolucionárias não pouparam derramar sangue, e todos acreditavam que o faziam por um mundo melhor, que não é o do outro, por uma revolução, que não é a do outro. Este mundo melhor também não é o “meu”, esta revolução também não é “minha”. E poderá ser um mundo “nosso”? Mesmo com tantas diferenças? Não enquanto estivermos travadas nas lutas individuais, enquanto tivermos que nos afirmar negando o outro.

Maíra Castanheiro
Cidade do México, 14.09.2011 às 03:05 – ao som de Portishead.

terça-feira, setembro 13, 2011

PERGUNTA DE UM PEÃO QUE LER

Estou ao mesmo tempo que enojado, me sentindo em um rolo compressor por ser brasileiro. É que as pessoas do meu país acreditam em governo e somente um povo fraco, sem pensamentos e nem aspirações e com a auto estima bem lá embaixo para valorizar um grupo de parasitas que nada fazem além de de forma desonesta administrar o suor de todo um povo.
O governo atual sempre que se fala em melhorar a saúde vem com uma pergunta safada-
- De onde sairá a verba, a grana?
Se o povo brasileiro se respeitasse dava uma banana para o lula, pois em nenhum momento ouvimos nem ele e nem a tal Dilma que chefia a eurenice, aquela do roubo na casa civil, a pergunta clássica, sobre bilhões para a copa do mundo-
- De onde sairá a grana?
Para a copa do mundo, para emprestar dinheiro ao FMI, para salvar bancos e empreiteiras, para festas regadas a sangue popular e outras empreitadas suspeitas que levam no roldo bilhões do suor do negro e branco brasileiro, o governo petista não pergunta nada, pois sabe muito bem de onde tirar o dinheiro:
- Tiram da saúde, da educação e dos salários dos aposentados.
Há umas perguntas no ar:E eu gostaria que os trabalhadores que votam nesta especie de vampiro chamado lula respondessem:
- Por que não interessa ao PT melhorar a educação e a saúde do povo brasileiro?
- Por que interessa ao PT criar novas faculdades inúteis e sem nenhuma condição de funcionamento, sem antes melhorar as que existem?
- Por que interessa ao PT criar universidades que já nascem velhas e carcomidas e ao contrario não criar uma nova universidade com um novo padrão tendo com base estudos críticos em relação às que existem?
- Por que interessa ao PT defender com unhas e dentes corruptos com um histórico de corte de pernas e braços de petistas nos anos 80, como o caso de Sarney que cortou( mandou, ele é pouco "home" pra fazer ele mesmo) parte do corpo de petistas no maranhão?
- Por que o PT mente em relação ao IPMF, pois o IOF criado depois de extinto o IPMF deu ao governo se não mais o mesmo valor roubado do povo no IPMF?
- Por que o PT nada diz e nada disse sobre a morte de Celso Daniel?
- Por que o PT nada fala da compra do apartamento de lula em são Bernardo?
- Por que o PT se cala diante da fortuna adquirida de uma noite para um dia do LULINHA o filho?
São perguntas de um operário que ler e que sabe que só haverá respostas quando todo o povo brasileiro passar a se perguntar:
Se o PT gosta tanto assim do povo então por que, que tudo que o povo usa é uma desgraça? Como:
-Saúde;
-transportes;
- Educação;
- Moradia.
E enquanto não facilita a moradia o governo se transforma em vendedor de carros, enriquecendo mais ainda as fabricas e criando uma falsa melhoria de vida.
A resposta é uma só caro brasileiro negro e branco ou moreno, enquanto vc não se respeitar e deixar de re-eleger esses caras a farra vai continuar. O certo é a cada quatro anos votar em algo diferente e bem diferente do anterior.

A pergunta temida é:
Por que mataram Celso Daniel e o Pt se calou?

ronaldo braga

segunda-feira, setembro 12, 2011

Edir macedo homem que lavava, lava e engoma dolares

O brasil não toma vergonha, enquanto cerca da metade apoia um lula mentira, outra parte reza e ora guiado por um segundo a procuradoria federal, bandido, lavador de dinheiro, enganador e puxa saco do petismo que com o lula inundou o brasil com mentiras e roubos. Onde vai parar brasil?
rb


Procuradoria denuncia Edir Macedo e mais 3 por lavagem dinheiro


O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o bispo Edir Macedo, fundador e líder da Universal do Reino de Deus, e outros três dirigentes da igreja pelos crimes de quadrilha para a prática de estelionato, falsidade ideológica, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Segundo a Procuradoria, Macedo, o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa montaram uma quadrilha para lavar dinheiro da igreja, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005.

Bispo Macedo dá pico de ibope ao "Domingo Espetacular"
Bruno Miranda - 27.set.2007/Folhapress
Procuradoria denuncia Edir Macedo por lavagem dinheiro
Procuradoria denuncia Edir Macedo por lavagem dinheiro

De acordo com a denúncia do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de "oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela igreja".

Os quatro também são acusados pelos crimes de falsidade ideológica por terem supostamente inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da igreja composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática seria ocultar a real proprietária de diversos empreendimentos.

Segundo a denúncia, a igreja só declara ao Fisco parte do que arrecada junto aos fiéis, apesar de ter imunidade tributária.

Somente entre 2003 e 2006, conforme a Procuradoria, a Universal declarou ter recebido pouco mais de R$ 5 bilhões em doações, mas, segundo testemunhas, esse valor pode ser bem maior.

Oliveira encaminhou cópia da denúncia à área Cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da igreja.

A denúncia foi oferecida à 2ª Vara Federal de São Paulo.

Com a palavra petistas que devem ter recebido algum por fora e por dentro e os crentes, que apostam em comprar uma morada ao lado do senhor.

segunda-feira, setembro 05, 2011

O NOME DA MORTE
de ronaldo braga
direção de Jose carlos



O Nome da Morte um espetáculo que fala da corrupção, abuso sexual, prostituição infantil, assassinatos, violência contra a mulher, abuso de poder. O que o Autor traz em “O nome da morte” é a realidade do nosso país e de vários outros assuntos, ricos para debates, e também aborda a questão da educação, de que somos aquilo que nos foi passado. Ele trás isso em Sônia e Milla, duas mulheres, que foram presas por motivos diferentes, mas que tem muito em comum, a educação infantil e familiar. As duas tiveram uma infância frustrada, sem um acompanhamento adequado dos pais, sem muita atenção.
Mulheres, seres que se tornaram o que são pela educação que obtiveram. Duas psicopatas, duas mulheres frágeis, sensíveis. A montagem provoca a curiosidade pelo comportamento humano.
Em cartaz no Centro de Cultura Adonias Filho/ Itabuna Bahia de 20 a 28 (Terças e quartas) de setembro as 19:00H - Inteira R$10,00 meia R$5,00

sábado, agosto 27, 2011




LA IGUANA, revista argentina

año 8 / 167 / 30 de agosto de 2011




en este número :ana romano ( bs as , arg); facundo semerena ( sur del gran bs as , arg); marcelo miguel noriega ( sgo del estero, arg); rubén andrade guerra (chile), liliana santacroce (córdoba,arg); antonio medinilla (español,residente en arg); gabriela bruch ( sur del gran bs as, arg); gabriel francini ( bs as , arg); sidy wittler ( misiones, arg); patricia olivera ( montevideo, uruguay); luis siburu, martínez , bs as , arg); ronaldo braga (brasil); andrés aguilar (venezuela); juan zapato ( arg residente en israel)

Dirección : Gabriela Bruch
comunicate !!!
enviá tus textos a
revlaiguana@yahoo.com.ar

a pedra: signo primeiro,







abre-se o baralho
sobre a madeira da mesa
repousa o fardo das cartas
descansam os dardos do acaso
na memória de uma madrugada de sábado
avoa um verso perdido
talhado num guardanapo
esquartejado em uma ressaca de quinta
sem esperança de sábado
no bar do Arlindo
na esquina um castelo
– um esquecimento um atalho –
dois jovens poetas abismados
sob o símbolo da onça parda
o obscuro e o claro
o silêncio e a algazarra
numa ânsia de alcançar
as cismas do outro lado
a pedra como destino
a lua dos afogados
nas torres da fortaleza
nem tudo é somente saudade
nem todos são sempre fantasmas
o tempo esgrima com a tempestade
a mais metafísica de todas as batalhas
o sono do morcego no teto
a sinuca solitária
faíscas de uma distração
recém saída de um cárcere
ganhando a forma de um cactos
fossilizado no pátio
antes que pisquem os olhos
se reproduzem em corujas
em espantados pios de pássaros
em flechas desnorteadas
ressuscitando o instante
no qual com perícia auscultávamos
com sagacidade rapina
e devoção verdadeira
os espasmos encardidos da pedra
suas convulsões imprevistas
seus movimentos alérgicos
imersos na atmosfera da lenda
nos perdíamos no firmamento
e o único que desejávamos
era tocar com a fúria dos astros
o corpo insano da pedra
a senhora das mil astúcias:
sua fenda, seu silêncio, suas pétalas...

nuno g.

segunda-feira, agosto 22, 2011

CARA DE ESCORPIÃO


20 paus era tudo o que eu tinha no bolso. Fui a um sebo e ataquei o vendedor de primeira. Ator e método de Eugênio kusnet? Não,não temos. Então um cara que eu fingi que não vira na entrada.
- E aí cara como vai!
- Me deixa - disse eu - Não gosto de canalhas fidalgos, puxa saco de político, defensor de corrupto.
- Eu gosto de você.
- Não falo com falso cara de escorpião.
- Você é injusto, eu lhe tratei muito bem quando nos conhecemos.
O cara fizera parte do movimento poetas da praça em 1979 e eu também. O medíocre movimento acabara.
O cara dera entrevista para jornais e esquecera de citar o meu nome na relação de poetas. Os merdas me esqueceram, eu fiquei feliz.
- Eu sou o mesmo, eu gosto de você.
- Aí eu perdi a paciência e já com o diabo na mente retruquei.
- Aqui eu não parto a tua cara, mas lá fora eu posso conversar.
O dono do sebo me olhou como dizendo quebra a cara dele.
- Eu não brigo, sou poeta.
Então eu senti um nojo danado daquele falso poeta cara de Jesus e olhei em frente e vi notas de um velho safado, e era novo. O velho buk.
Respondi irado e determinado.
- Me deixa em paz senão eu vou te dar uma surra. O cara rapidamente foi para a sua mesa e eu para o vendedor.
- Quanto custa.18 paus. O onibus 2 paus. Comprei e aí me lembrei que eu estava esperando uma jovem gostosa atriz. Ela teria que pagar os cafés, eu não bebia mais álcool.
De primeira li a primeira página era sobre um jogo de cartas e terminava com o buk levando uma tremenda surra e acordando vomitado e de ressaca. Eu quase levara uma. Ela chegou. apertei seu corpo ao meu. Ela prolongou o aperto. Eu estava feliz e esquecera o imbecil cara de Jesus. Infelizmente papel não recusa palavras. O mundo está cheio de merdas que se autodenominam poetas. Uns boçais com discurso bonito para as meninas caras de cús enraivados e abandonados. Elas adoram merda no papel e copiam frases e repetem por aí.
Eu estava ali com uma garota de 23 anos gostosa bonita que cheira a mulher que gostava. o mundo agora era uma merda boa e confortante. Ela falou de seu namorado, de seus projetos e acertamos fazer juntos uma peça do Bergaman: cenas de um casamento sueco.
Eu com 47 anos casado e fiel. No palco com ela meu pensamento poderia ser mais ousado, mais ousado ainda. Lembrei de M.B uma grande amiga e voltei a me ocupar da bela mulher que eu ao meu modo gostava muito. Eu sou fiel e casado com uma bela mulher senão. Nem quis pensar o que ela achava de mim, vai me complicar. Tomamos um café, o meu sem açúcar, depois outro e outro. O cara de bosta de político e de Jesus disse de lá da sua mesa para mim.
- Você já foi visitar senhor X.
Eu nada falei e tive que explicar todo o acontecimento para Rita. Fiquei zangado de novo. Senhor X um reles poeta medíocre estava morrendo, ORA PORRA que morra, mas eu respeito a morte e não tenho piedade nem pra babacas. Não iria lá e dizer.
- Aí senhor X morra porra, veja se tem cabimento.
Ficava de longe e nem pensava na porra da morte dele. Voltei a bukowski, falei de melodia de agosto e de um grande poeta que eu descobrira, o Luciano Fraga, e fiquei feliz de novo. Ela me deu de presente um livro de Bergaman e um beijo. Eu estava nas nuvens. Babacas podem existir à vontade. Como é bom estar na merda desse mundo.
O cara de Jesus foi embora, o cheiro do lugar melhorou e o cheiro de Rita, a jovem atriz inteligente e gostosa dominou meu nariz e todo o meu existir, eu era a porra de um homem safado. Hein buk: sabemos viver.
Decidimos, eu e a Rita, ir visitar senhor K um poeta de verdade. Um cara que dava um duro danado pra pagar as contas, não entregava os pontos, um poeta que escrevia a melodia das ruas, do submundo e de toda a sinceridade da merda do viver e tinha beleza e ritmo. Ele desloca a bobagem do significado, a sua poesia cheira a vida, garra e coragem. Senhor K é casado com uma grande poetisa e contista de qualidade acima da média. Eu adoro ler senhora M. Ele demorou e chegou baforido é assim com o senhor K ele sempre chega baforido. E então ele chegou esbravejando e pregando o voto nulo. É isso aí senhor K bata forte nesses canalhas de esquerda e direita, parasitas e sugadores da vida.
A morte é o que eles amam, a morte e a doença, eu gosto da porra da vida, uma boa merda, eu gosto, a vida com tudo o que tem de perigoso e de merda e de bom, eu sou um forte, um cara de escorpião.
Rita me levou e esperou o meu ônibus chegar. Fui pra casa e no ônibus pensei em kerouac um viajante nem sempre solitario. Em Nietzsche muita além do bem e do mal. foucault e sua vontade de saber. Em heráclito e sua capacidade fenomenal. Em Bergman e sua maldita mãe. Em zinaldo e sua música que eu adorei ouvir em Alice. Em pablo um médico que sabia das coisas e no bom e surpreendente poeta Luciano Fraga, no bom poema de Patrícia Mendes e no meu especial amigo Nelson Magalhães, o filho. nos meus filhos e na minha bela mulher, em uma boa música clássica e no meu sobrinho Caio um músico para ouvidos refinados.
Pensei e pensei que eu não estava morrendo. Era somente a confirmação de que nos meus infernos preferidos cruz das almas e salvador existiam além das desgraças que se intitulam poetas, professor de filosofia e outras bostas de políticos, existia também gente que me dizia.
- R viver é bom, a merda do mundo cheira a merda e a vida, que bom, eu sou um cara de escorpião e amigo de lakarus e sei descobrir um bom sorriso em um cú, eu não sou ainda a porra de um homem oco e nem empalhado, eu tenho o que ler, amigos para uma conversa e os porras empalhados que se fodam ou não.
Cheguei em casa e beijei minha linda mulher, o mundo pode ser uma grande merda mas essa mulher é minha.

ronaldo braga.

segunda-feira, agosto 01, 2011

SONETO SUSURRADO


Os ventos tardios hoje me trazem a voz
Que em conjunto com a sonata sem grito,
Sussurra no tímpano em um momento restrito
... A pianíssima que sem esforço não soa feroz

E hoje, pela manhã, conversando com os pássaros...
(as aves preguiçosas que em um momento,
Permitiram-me criar o prelúdio sem nenhum instrumento)
Pude entender seus cantos como sussurros claros

Imagem que se forma em contornos poéticos avistada
Chega para mim no sorriso inteiramente sonoro
- Não existem mais brados... é sua voz (amena) chegando ao poro

Parado, a minha voz assume uma mudez desarrumada
Minha audição, sem esperar o fim, beira ao acaso do ouvir
... Os sentidos se entranham... no gesto... lábio a lábio... luzir


Diego Pinheiro

sábado, julho 30, 2011

Propinas da ANP destinavam-se ao PCdoB, diz revista Reprodução/Época

Propinas da ANP destinavam-se ao PCdoB, diz revista

Reprodução/Época


Há uma semana, a ANP (Agência Nacional de Petróleo) foi ao noticiário em posição incômoda.

Veio à luz um vídeo gravado a pedido do Ministério Público Federal e sob orientação da Polícia Federal.

As imagens exibem reunião na qual dois assessores da ANP achacam uma advogada. Pedem propina de R$ 40 para liberar um processo na agência.

Submetida à denúncia, a ANP tentou desqualificá-la. Dilma Rousseff e a assessoria do Planalto silenciaram sobre o caso.

Sob o silêncio das autoridades, surge agora um barulho novo. A advogada Vanusa Sampaio, alvo do achaque falou ao repórter Diego Escosteguy.

A conversa escalou as páginas da mais recente edição de Época. A revista informa: As propinas da ANP destinavam-se às arcas do PCdoB.

Desde 2003, ano inaugural da Era Lula, dirige a agência petroleira o ex-deputado federal Haroldo Lima (PCdoB-BA).

Na entrevista, a doutora Vanusa, que representa na ANP cerca de 3 mil empresas, acomoda no epicentro da denúncia um servidor chamado Edson Silva.

Ex-deputado e dirigente do PCdoB, Edson era superintendente da ANP na época em que Vanusa procurou o MP para denunciar o achaque, em maio de 2008.

Hoje, Edson continua na ANP. É assessor da direção-geral. Responde diretamente ao mandachuva Haroldo Lima.

Na conversa com o repórter, gravada, Vanusa conta que, ao assumir a chefia do setor de Abastecimento da ANP, Edson chamou-a para uma conversa.

A advogada reproduz a frase que diz ter ouvido de Edson: “Eu sei que você tem muitos processos aqui. Temos de trabalhar de forma harmônica”.

Vanusa sustenta ter deixado claro a Edson que “não faria nenhum tipo de parceria.” Seus problemas na agência começaram depois desse diálogo.

A advogada relata: Edson “começou a criar todas as dificuldades do mundo para meus clientes…”

“…Chegaram a assediar alguns deles, dizendo que, como haviam me contratado, os processos deles não iriam andar na ANP…”

“…Meus clientes ficaram preocupados e disseram que eu tinha de fazer parceria com o Edson. Eu me recusei”.

Nesse ponto, sempre segundo o relato da advogada, entraram em cena os dois assessores da ANP filmados na reunião urdida por orientação da PF.

“Eles me procuraram e me orientaram a transferir metade –metade!– dos meus clientes a um advogado de São Paulo ligado a eles”, conta Vanusa.

Como os assessores diziam falar em nome de Edson, a advogada pediu a presença dele. Encontraram-se no café de uma livraria, no Rio. Edson credenciou os prepostos.

Vanusa revela: “Eles explicaram como funcionava [o esquema] . Disseram que todos os cargos do PCdoB precisam levantar dinheiro, que tem de ser para o partido…”

A advogada procurou o Ministério Público. Contou tudo o que se passava. Armou-se, então, o flagrante gravado em vídeo.

“Um agente da PF instalou o equipamento para gravar a conversa com os dois em meu escritório. Gravei e entreguei o vídeo ao MP. Contei tudo o que sabia em detalhes”.

Nesse ponto, a advogada Vanusa injeta uma denúncia dentro da outra. Conta que havia a intenção de gravar uma segunda conversa. Porém…

“Logo depois que entreguei o vídeo e as provas que eu tinha ao MP, o agente da PF que ajudou na gravação, não sei por qual motivo, comunicou tudo à direção da ANP…”

“…Isso inviabilizou tudo. Os dois [prepostos de Edson] acabaram saindo da agência. O Edson foi tirado da Superintendência, mas virou assessor do diretor-geral logo depois”.

Vanuza relata mais: “Logo depois que minhas denúncias vazaram para a direção da ANP, recebi ameaças de morte…”

A advogada questiona: “Não falam em fazer faxina no país? Agora cabe ao MP e ao governo fazer a parte deles. O que fizeram até agora?”

Dilma Rousseff talvez devesse chamar para uma conversa o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

Chefe da PF, Cardozo não há de ter dificuldades para verificar o que seus subordinados fizeram até agora. Já lá se vão 3 anos.



revista epoca

domingo, julho 24, 2011

Amy Winehouse - Love Is a Losing Game (live)

Amy Winehouse uma garota em um mundo de homens perdidos, covardes e desumanos, Amy veio e disse que era gente e que tinha peito e que o mundo podre não ia ditar seu mundo. O que dizewr sobre Amy, bom a midia só viu a droga, a bebida e os aprontes, a midia não pode ver um genio sufocado, um ser que sofre dores que o mundo nem quer ver. AMY A VOZ NÃO DE UMA GERAÇÃO, antes a voz de uma mulher que disse:
sou gente. Amy emfim vc ta livre desse mundo babaca e completamente covarde.

ronaldo braga




quinta-feira, junho 23, 2011

Herança maldita é a institucionalização da impunidade dos bandidos de estimação



Se conseguisse envergonhar-se com alguma coisa, o ex-presidente Lula estaria pedindo perdão aos brasileiros em geral, por ter imposto a Dilma Rousseff a nomeação de Antonio Palocci, e aos paulistas em particular, por ter imposto ao PT a candidatura de Aloízio Mercadante ao governo estadual. Se não achasse que ética é coisa de otário, trataria de concentrar-se nas palestras encomendadas por empreiteiros amigos para livrar-se de explicar o inexplicável, como o milagre da multiplicação do patrimônio de Palocci e a comprovação do envolvimento de Mercadante nas bandalheiras dos aloprados. Se não fosse portador da síndrome de Deus, saberia que ninguém tem poderes para revogar os fatos e decretar a inexistência do escândalo do mensalão.

Como Lula é o que é, aproveitou a reunião do PT paulista, neste 17 de junho, para tratar de todos esses temas no mesmo palavrório. Com o desembaraço dos condenados à impunidade perpétua e o cinismo de quem não tem compromisso com a verdade, o sumo-sacerdote da seita serviu a salada mista no Sermão aos Companheiros Pecadores, clímax da missa negra em Sumaré. Sem união, ensinou o mestre a seus discípulos, nenhum bando sobrevive sem perdas. Palocci, nessa linha de raciocínio, perdeu o empregão na Casa Civil não pelo que fez, mas pelo que o rebanho governista deixou de fazer. Foi despejado não por excesso de culpa, mas por falta de braços solidários.

Para demonstrar a tese, evocou o escândalo do mensalão, sem mencionar a expressão proibida. “Eu sei, o Zé Dirceu sabe, o João Paulo sabe, o Ricardo Berzoini sabe, que um dos nossos problemas em 2005 era a desconfiança entre nós, dentro da nossa bancada”, disse o mestre a seus discípulos. “A crise de 2005 começou com uma acusação no Correio, de R$ 3 mil, o cara envolvido era do PTB, quem presidia o Correio era o PMDB e eles transformaram a CPI dos Correios, para apurar isso, numa CPI contra o PT, contra o Zé Dirceu e contra outros companheiros. Por quê? Porque a gente tava desunido”.

A sinopse esperta exige o preenchimento dos muitos buracos com informações essenciais. Foi Lula quem entregou o controle dos Correios ao condomínio formado pelo PMDB e pelo PTB. O funcionário filmado embolsando propinas era apadrinhado pelo deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, que merecera do amigo Lula “um cheque em branco”. O desconfiado da história foi Jefferson, que resolveu afundar atirando ao descobrir que o Planalto não o livraria do naufrágio. Ao contar o que sabia, desmatou a trilha que levaria ao pântano do mensalão. Ali chapinhava José Dirceu, chefe do que o procurador-geral da República qualificou de “organização criminosa sofisticada” formada por dezenas de meliantes.

Tais erros não podem repetir-se, advertiu o pregador. É preciso preservar a coesão do PT e da base alugada, contemplando com cuidados especiais os parceiros do PMDB. Para abafar focos de descontentamento, a receita é singela: “A gente se reúne, tranca a porta e se atraca lá dentro”, prescreveu. Encerrada a briga de foice, unifica-se o discurso em favor dos delinquentes em perigo.

“Eu tô de saco cheio de ver companheiro acusado, humilhado, e depois não se provar nada”, caprichou na indignação de araque o padroeiro dos gatunos federais. Aos olhos dos brasileiros honestos, figuras como o mensaleiro José Dirceu, a quadrilheira Erenice Guerra ou o estuprador de sigilo bancário Antonio Palocci têm de prestar contas à Justiça. Para Lula, todos só prestaram relevantes serviços à pátria. A lealdade ao chefe purifica.

“Os adversários não brincam em serviço”, fantasiou. “Toda vez que o PT se fortalece, eles saem achincalhando o partido”. É por isso que Mercadante está na berlinda: segundo Lula, os inimigos miram não no comandante de milícias alopradas, mas no futuro prefeito da capital. “Nunca antes na história deste país tivemos condições tão favoráveis para ganhar as eleições no Estado”, festejou no fim do sermão.

Se há pouco mais de seis meses o PT foi novamente surrado nas urnas paulistas, o que ampara o otimismo do palanque ambulante? Nada. É só mais um blefe. O PSDB costuma embarcar em todos. Não conseguiu sequer deixar claro que o Brasil Maravilha esculpido em milhares de falatórios só existe na imaginação dos arquitetos malandros e na papelada registrada em cartório.

Cumpre à oposição mostrar que o homem que brinca de xerife é o vilão do faroeste de quinta categoria. Os brasileiros precisam aprender que o câncer que corrói o organismo político nacional não é a corrupção simplesmente ─ essa existe em qualquer paragem. É a certeza de que não haverá sanções legais. Ao longo de oito anos, enquanto cuidava de promover a ignorância à categoria das virtudes, Lula institucionalizou a impunidade dos corruptos e acelerou a decomposição moral do país.

O Brasil deste começo de século lembra um grande clube dos cafajestes sustentado por milhões de eleitores para os quais a vida consiste em não morrer de fome. Essa sim é a herança maldita.


AUGUSTO NUNES

quarta-feira, junho 22, 2011

nos olhos da morte risos e flores choram tardes passadas


Nos olhos secos

restam cinzas cansadas

e um beijo nojento

deixado de lado.


Nos olhos secos

limites e dobras

azedam palavras comoventes

e

amaciam jardins mariados

de mexicos já passados.


Sim nos olhos secos

as mortes

pululam divinidades arrebatadoras

e homens e mulheres

sonham enterros, velas

e em tristes canções

ninam seus mortos em esperas de vinganças.


ronaldo braga



En los ojos de la muerte, risas y flores lloran las tardes marchitas



En los ojos secos

quedan cenizas molidas

y un beso impuro

dejado de lado.



En los ojos secos

fondos y dobleces

sulfuran a palabras compasivas

y

reblandecen jardines entumecidos

de méxicos andados.



Sin los ojos secos

las muertes

pululan entre deidades ladronas

y hombres y mujeres

sueñan entierros, velas

y tristes canciones

nombran a sus muertos esperando vengarlos.


poesia de ronaldo braga
tradução de GRACIELA MALAGRIDA

segunda-feira, junho 20, 2011

sexta feira santa

O cara anunciou em uma emissora de radio que pretendia cometer suicidio na proxima sexta feira santa. E foi um sufoco, um pega pra capar se instalou na pequena cidade litoranea.
Suicidar em plena sexta feira santa era um pecado imperdoavel, esbravejavam velhas e feias moças por toda a zona comercial da cidade.
Uma passeata foi organizada e tambem um pedido de prisão foi encomendadado ao juiz que do alto de sua religiosidade assinou não somente a prisão como tambem providenciou um manicomio para aquele bandido que não respeitava o amor de cristo e nem velhas e crianças.
- É bom a gente esclarecer algumas questões, - ponderou o democrata,
- o rapaz não é bandido e muito pelo contario é um homem honesto e um medico que muito ajudou e ajuda os mais desfavorecidos desta pobre cida....
Os gritos de pecador, pecador, abafou a fala do politico e ele com medo de perder votos se abraçou a uma bandeira vermelha e defendeu a honra cristã.
- Sim ele é um bandido mesmo e dos piores atacou o democrata abraçado ao comunista mais perto que dizia em alto e bom som:
- O sangue de cristo tem poder, o sangue de cristo tem poder, o sangue de cristo tem poder. Todos comigo. Bandido. bandido.
O povo que gostava de aglomerações e de por algum instante não se saber vivo, ou melhor cuidar da vida dos outros por que trabalhador não tem vida mesmo, antes tem obrigações e ver a desgraça alheia faz a gente esquecer da nossa, gozava em um frenetico alvoroço e querendo sangue dizia.
- O juiz ta certo, o bom seria matar esse corno depois da semana santa.
O incrivel é que povo, politicos e autoridades só falavam em punir, prender matar e estropiar por respeito ao amor de cristo. Naquele dia, na tardinha umida da cidade pequena e litoranea dois rapazes amantes de cristo assassinaram o medico e foram absolvidos por terem feito o crime por amor a devoçao de cristo e do amor eterno de deus.
Juizes, delegados e politicos fizeram discursos na praça e o povo assistiu feliz toda a discussada de antigos inimigos que agora eram aliadaos em nome do amor de cristo do bem do povo e da salvaguarda da honra de velhas e crianças. Houve uma cena que o povo não percebeu é que vermelhos e facistas juntos no amor ao cristo, no fundo do palanque acertaram as bases da divisão do que sobrava das obras em andamento ou melhor das obras paradas. O povo esqueceu que nas escolas seus filhos nada aprendiam, que nos hospitais medicos ganhavam sem trabalhar e que ele o povo morria na fila de espera de clinicas e hospitais. Tudo isso era para o povo menor pois os politicos gostam da gente e respeitam nossa religião, o maldito suicida morreu e agora povo e politico cantavam a musica da vitoria e teve um politico sem um dedo que afirmou que nunca antes naquela cidade um governo protegeu tanto assim o povo.
Mas quem sabe a razão do medico querer se matar e justamente na sexta feira santa? Soube-se mas se evitou divulgação POR QUE segundo os politicos para não ajudar a oposição, que o medico tivera cassado seu diploma de medico por que se recusou a participar de uma opEração rouba o SUS. Ele ficou justamente assim por que a proposta veio do partido vermelho que ele na juventude tinha ajudado criar e que agora no poder fizera o milagre de transformar pobres em milionarios de uma eleição para a outra.
Depois de beber toda a cachaça da cidade o medico começou a dizer que naquela cidade povo e vermelhos era uma desgraça só e que ele se mataria em plena sexta feira santa que representava o amor de um povo ruim pelo seu deus fraco e mentiroso.
Bom aqui fico pois já observo olhares em mim e nesta terra vermelha quem não concorda acorda boiando morto no rio ou no mar.Pois agora tem tem tem: mais corrupçao, mais assassinato cirugico. FUI.

RONALDO BRAGA

domingo, junho 12, 2011

SUAS FLORES SEMPRE FERIRAM MEU CORAÇÃO.

Eu tento esquecer algumas dores, mas ao que parece o alarme da alma sempre se desliga de forma automática quando a dor que a gente tenta não sentir é de origem sentimental e ai exatamente quando tudo parece resolvido a dor se agiganta e ameaça até mesmo a nossa razoabilidade.
Hoje reli as suas cartas ofensivas e notei que detrás das palavras macias seu azedume prevalece e joga por terra toda a mentira de suas bondades. Eu não me importo com as ofensas e nem mesmo choro a solidão o que mais me incomoda é a tua especial maneira de me destratar junto a amigos e familiares.
Menina gostaria muito de saber de teus sorrisos e as noticias são sempre de teus destemperos e dos sofrimentos que causa a terceiros. Olha, a verdade é que a tua ultima façanha circula rápida e negativamente na boca do povo. A tua dança ainda repercute e assusta a amigos preocupados com a tua capacidade de arranjar confusões. Sei que você vai afirmar alto e em bom som que eu não tenho nada com tua vida e muitos menos com as tuas bebedeiras, mas as pessoas acabam nos ligando, por duas razões, a primeira pelo nefasto passado que parece ainda nos desunir e segunda devido a todos saberem que apesar de tudo ainda me preocupo com sua pessoa. Mas quero afirmar que pra mim acabou e que nem mesmo noticias suas eu vou querer ouvir.
Querida, acabo de informar a todos os nossos antigos amigos essa minha decisão e queimei todas as fotos em que sua linda careta aparece sempre sorrindo calamidades assustadoras.
A valsa de sua beleza já cansa e discretamente os olhares desviam diante da sua passagem, e eu sei que ainda existem olhos comprados e lábios treinados para agradar àqueles que pagam pelo serviço. Querida não é o tempo que vem corroendo tua imagem antes é a tua alma que cansada ameaça abandonar a carcaça besta que somente faz sofrer e somente sabe sofrer. O poeta já disse que sofrer é tudo o que resta e para a senhora essa é a verdade absoluta só que com um acréscimo:
Sofrer e fazer sofrer é tudo o que te resta.
Não leia esta carta como um pedido ou uma clemência mas como uma desesperada tentativa de ser premiado com a presença de tua tão sonhada ausência, pois depois de tudo o que eu passei nem mesmo forças tenho para te olhar e te machucar como eu gostaria e assim sendo a minha única salvação é te saber feliz em um inventado salão e ainda mais feliz com todos os teus imaginários amantes, tua dança sempre foi feia e descompassada, mas teu poder superava a realidade e os prêmios sempre vieram e te fez uma falsa vencedora, agora sei de tua carreira na política e sei que os corruptos vão disputar tua presença e que mais uma vez o poder pode cegar um povo errante, pobre, covarde e o pior um povo mal e parasita.
Querida, me despeço sorrindo todas as desgraças que produzimos juntos e que com a certeza de que na política seu futuro é promissor venho feliz esperando que falte tempo para seu pobre cérebro lembrar de mim. Querida neste país de bois te espero ministra ou quem sabe presidenta.

ronaldo braga

domingo, junho 05, 2011

a escrita de graciela malagrida

¿Quién te ha visto y quién te ve noche mía?
¿quién como este quijote caminante
te ha escrito en el reflejo “plenilunio”
y complaciente, lo has iluminado ?
dime ¿quién te ama así
noche sonámbula?


Rebaño infame

por graciela malagrida

Abro los ojos, enciendo una hornalla eléctrica
alimento a los peces/ángeles que me miran famélicos
y agitan sus aletas a modo de “alitas”
enciendo el pequeño ordenador que me está dejando ciega
anulo el sonido, para no quedar también sorda
pero igualmente, me da la bienvenida por escrito
para demostrar perfección segura-mente.
Un dispositivo de interfaz humana que emula a un ratón
se presenta muy amable, voluntarioso y educado …
Todo es tan simpáticamente sistemático, matemático, burocrático.
Me siento a escribir sintiéndome zonza
y pienso : ”De no ser por la poesía, debo suponer
que evitaría mirarme al espejo, pues me vería
horrorosamente parecida a quienes no
tienen el hábito de observar y distinguir
la forma de las nubes o cuánto crecieron
las hojas de la palmera tras los muros
o si aún existe el extraño bonsái en el frontis de 1921
del vecino de la derecha o la izquierda…(según esté yo
adentro o afuera).
Qué cosa! qué cosa poco rosa!
Cavilo…”¿Qué sería de mí sin las espinas, los tropiezos
los huecos obscuros y las sombras? ¿qué de ti sin mis redes
qué de mi sin tus mañas? ¿quién vería las arañas tejer bajo la lluvia?
¿quién describiría los caireles si tan sólo me dedicara a comprar ropa
si me sedujera más ir a un centro comercial a desear espejismos?
¿Qué sería de mí si al atardecer necesitara imperiosamente
ir a un café a debatir acerca de la moda y le diera la espalda
a los niños que lloran, al hambre que ha hecho del hombre
el lobo del hombre?. ¿Qué sería de cada una de las ovejas
que lejos están, de saltar las cercas de mis sueños
si no hubiera un poeta
por cada una de ellas?"

Es por eso que cada día
abro los ojos
froto los dedos
y con ellos
enciendo el núcleo
de todos
los olvidados.
Es por eso
que me veo así
contando lobos y ovejas
no obstante, sonriendo
codeando abejas.


Graciela Malagrida

terça-feira, maio 31, 2011

olhar furado

vou suando mentiras por todos os meus medos, e sozinho entre tantos olhares e braços sombrios me vejo calado no alto da minha prosa.
Já não tenho um porque? E hoje canso a surdez do mundo com palavras frias e mudas e vejo nos olhos das sedes o pocar das vespas e apenas uma triste realidade:
Sim sou um ente ou um ser ainda sem saber o que é o eu que dentro de mim silencia o meu proprio grito?
Seculos me atiram padrões e assim fujo do livro inocente que me deseja a felicidade a qualquer custo e me orienta ainda criança a pedir esmolas de respeito na vida. Não, eu já não aceito acordos pois sou um terrorista filologo e arranco tuas ilusões com palavras dinamites.
Sim o meu desespero calido calmamente se anuncia um teimoso desespero calido e dos vermelhos não quero ouvir verdes aparencias e ter que esquecer das verdades chinesas e russas e por que não cubanas. Há sim um fedor gigantes nas palaveras dos trabalhadores totalmente fustigados pela obdiencia cega da vida facil e sem meia esperas a espera do pai.
Eu jamais pediria que afaste de mim o calice, pois é do pai que eu vomito distancias.
De tudo visto nada pude ver pois meus parcos sorrisos de tão amarelos meu olhar furou.

ronaldo braga

domingo, maio 08, 2011

tiririca



... e pensar que eu ria da cara dele!!

O grande parlamentar brasileiro TIRIRICA foi diplomado em 17.12.2010..

Salário: R$ 26.700,00

Ajuda Custo: R$ 35.053,00

Auxilio Moradia: R$ 3.000,00

Auxilio Gabinete: R$ 60.000,00

Despesa Médica pessoal e familiar: ILIMITADA E

INTERNACIONAL (livre escolha de medicos e clinicas).

Telefone Celular: R$ ILIMITADO.

Ainda como bônus anual: R$ (+ 2 salários = 53.400,00)

Passagens e estadia: primeira classe ou executiva sempre

Reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente todo ano.

Mensalão: A COMBINAR!!!

Custo médio mensal: R$ 250.000,00

Aposentadoria: total depois de 8 (oito) anos e com pagamento integral.
Fonte de custeio: NOSSO BOLSO!!!

Dá para chamar ele de palhaço?
Pense bem, quem é o palhaço!!

Nem é preciso dizer...

domingo, maio 01, 2011

corona bar: música ao vivo & salão de baile


havia um letreiro luminosos na porta. era o nome de uma marca de cerveja. a luz do letreiro era vermelha e rugia à noite convidando os passantes e espalhando pela cidade aquela radiação de imã que atrai todos os perdidos os de bobeiras e os de sempre. na porta ficava um velho com duas caixas de papelão, em cada uma delas um pedaço de cartolina branca pregada com durex e uma frase, a da esquerda dizia: deposite aqui sua alma, a segunda: desfaça-se o quanto antes da sua grana. no balcão ficava um outro velho com cara jeito e trejeito de personagem do velho oeste, só falava o necessário, odiava que cuspissem em seu bar e não ia te roubar uns centavos quaisquer. o lugar era sempre esfumaçado, mesmo quando estavam só os velhos. quando fomos lá a primeira vez atravessamos um rio, da segunda já não. creio que fomos por outro caminho, estava escuro. estava frio. batizamos o velho do balcão de Joe, tínhamos certeza que era gringo embora seu sotaque fosse o portunhol falado nas fronteiras. vez ou outra aparecia um terceiro velho, um que tocava realejo, trazia papagaios com bilhetes da sorte e tudo. custava um trago; por dois, três músicas. esse letreiro nunca saiu da minha cabeça. se transformou em mosca e se perdeu no labirinto dos meus neurônios. estava lá quando um poeta louco tentou mais uma vez apunhalar deus, as coisas que falou de cristo nem eu tenho ganas de contar, ainda mais que estamos ainda na ressaca da semana santa é melhor deixar de aí, a ver quem pesca o quê nesse sonho, a ver quando.

um dos caras que andava lá toda noite, era um cara que tava sempre falando que ia escrever uma tese sobre sei lá o quê e enchendo a cara e chapando o coco no quintalzinho onde os velhos cultivavam uma horta: coentro, cebolinha, tomate, pimentão, malagueta e alho. os velhos eram cuidadosos e tinham as mãos boas, se via bem bonita a horta, as folhas tinham bom colorido de verdes vivos. na porta da entrada tinha uma moeda pregada no chão, era um chamariz, um tira-onda com os novatos; mas também era um bem-vindo. esse cara não sei se escreveu a dita tese ou não, nada sei, escafedeu. a vida tem essa de meter as pessoas umas nas vidas das outras, nos corpos das outras e depois se sair com vendavais, espalhando o que ajunto, destroçando as piramidezinhas que fabricam os namorados. tinha outro cara que andava lá que quando pirava entrava numas viagens que tinha sido preso numa galé e que escapou da KGB por um milagre, uma promessa de sua tia-avó feita ao padre Cícero Romão batista. tinha de tudo: um pouco de circo um pouco de hospício, era um zoológico divertido.

os homens não deram trégua, abafaram os velhos em seis meses. tomaram tanta memória deles que se lhes via parecendo zumbis. os malditos fizeram feitiço sem saber, assassinaram o espírito dos velhos. foi assim. foi mais ou menos assim. muita gente louca passou por aquele lugar.


nuno gonçalves.

sábado, abril 23, 2011

nas sombras e na meia luz todo não ser é

sofro livremente numa correria de raposas
e calando noites em uma jornada de oceanos mortos
me sei um santo do pau oco cansado e marcado em sorrisos de moças tristes e vestidos de chita abarrotado de dores e soluços
Amanheço em baseados e biblias e sei que devo ter morrido em calidas noites de fome.
Raso todo querer se entorta em desculpas bolorentas e restos de mortos passeiam por entre dentes e olhos
Corro e as nuvens em meus pés cansam as miragens endoidecidas das meninas assanhadas em noites de não dormir
Vivo comendo papoulas e em vertigem virgens cantam canções de entrega
e o meu coração fatiado somente pode parir jardins de abutres e deuses.
Me vou e você pode sorrir toda calida bondade de sua rica e doce maldade.

ronaldo braga

sexta-feira, abril 22, 2011

dormindo em cima da propria merda

Tem sido duro e dificil escrever pra mim nos ultimos dias, e essa dificuldade acaba por se tornar o meu assunto, expediente que já venho usando e abusando, revelando uma total falta de criatividade e até mesmo vindo ao encontro de afirmações maldosas contra a minha escrita.
Escrever como um ato de revelações de foro intimo há muito está totalmente fora de questão, por razões meramente geopolitica e ainda mais numa idade em que tudo começa a perder o colorido e ganha aquele tom acizentado, onde se impõe certezas de um "não é bem assim", por outro lado o escrever passa a ser ele mesmo o meu argumento e conteudo, permitindo um juizo de valor do proprio ato da escrita.
Pensar politicamente para mim já faz muito tempo se transformou ou em um ato de intolerancia aos poderes constituidos ou em um ato completamente incorreto, a vida cresceu e se tornou exigente, não mais suportando frases prontas ou posições onde nada mais que a torcida ou a fé prevaleça, a fé é um contorno de auto ajuda onde falta fé em si e sobra espertezas e golpes em todo o corpo da propria fé, uma liturgia do fracasso, onde o derrotado é louvado como um vencedor e pode então dormir em cima da propria merda.
Tem dias que as palavras só tem sentido fora da sua propria representação, como um oco que propaga seu proprio nada, e então é nestes solenes momentos que eu junto letras e formo dores, ou vazios, que ameaçam, que assustam mas que pode ser uma estrada torta e é nesse caminhar que minha alma melancolica estanca admirada pelo nada dos simbolos, por que eu os vejo, palavras e coisas, separadas e em linhas completamente adversas, já não mais existe o entendimento imediato do acordo e eu posso como um lunatico saber das mentiras das palavras e ver e ler sentimentos e intenções.
Escrever ainda é inutil, por que sempre foi inutil e essa inutilidade nutre e fortalece o meu existir. Desprovida de uma função socio religiosa, o escrever ganha uma dimensão magica e então morde seu proprio pé.
Palavras desfilam em memorias cheias e tumultuadas e eu sinto a necessidade de um esvaziamento, de uma direção e sei o quanto tolo é o sabio, esquecido em catalogar quantidades e sem tempo para o seu proprio devaneio.
Eu escrevo não o que sinto, antes escrevo sobre o que sinto do meu sentir e o meu corpo, não é um peso, mas sim um eu mesmo fisico, onde uma luta precisa ser travada e o conhecimento escolhido. Não há lugar no corpo para o sabio, para ser sabio é preciso primeiro assassinar o corpo e mergulhar na fé do ensinamento, do controle e acima de tudo do sofrer e do pior objetivo que pode existir numa pessoa: a capacidade de se acreditar portador de uma missão.
Eu escrevo para o corpo e para os sentidos vindo dos sentidos, eu sou um paradoxo. E o meu paradigma é a minha propria queda.


ronaldo braga