segunda-feira, novembro 01, 2010

el infierno filme de luis estrada











sonhos empurrados



Houve um dia em que sonhar o futuro era crescimento e alimento, uma nervosa felicidade se acoplava no corpo que em transe dançava a vitoria em ritmos mareados, houve um dia para quase tudo nesse mundo de minha existencia, houve o dia da tristeza e o da felicidade vem e vai. Sua permanencia eu vou esperar deitado.
Mas os dias de sonhos apareceram como miragens e as caras eram amenidades disfaçadas e meu sono se agitava em transe comprada, eu sabia que futuros se vendem mas não se entregam e somente ali naquele sonho revirado e visto de fora, eu sonhava o sonho e o sabia mentira, nem mesmo pesadelo ali eu encontrava. Era um sonho besta desses que a gente se vira e não cai da cama mas tem a sensação de uma surra tomada e sabe que vai carregar o corpo cansado pór todo aquele dia nefasto.
Hoje eu sonhei o meu mais doce sonho e sei do sal que por entre frestas e lascas se infiltra e amarga o doce sabor da dor. Já não espero a espera longa das cores e sei do verde seco esquecido e perdido nos sentidos molhados dos espertos e sei que tudo lá longe é apenas miragem e que me vendem goela abaixo como minha ida ao paraiso.
Sei que a educação se tornou obsoleta, o que importa é a palavra dada ao lado da farda, da caneta e da mentira, sei que de nada serve o conhecimento, pois uma boiada sempre satisfeita e de cabeça baixa segue o lider rumo ao precípicio.
O meu sonho como um pasto cresce em tamanho e encolhe em postura e já simula pesadelo e até mesmo uma ameaça de acordar.
Afinal que importa se todos devem?
Que importa se agora eu ganho menos?
Que importa se tudo é fantasia e propaganda?
Eu feliz acordo em um mundo inabitado de sentidos que antes me impõe uma perspectiva de felicidade e me pune quando eu trago a critica.
Houve tempos de criticas, agora é tempó de gritar vivas e vivas, a critica deve de fininho se retirar e só se deve usa-la quando nós falamos dos inimigos.
Mas quem é o inimigo?
o inimigo será aquele que nos criticar e então terá toda a corda esticada até o pescoço.
Como assim?
Então eu não posso criticar o meu time?
Não, pois ele é o time dos pobres, e os pobres coitadinhos sofrem muito, pelo menos merece um time vencedor e que só receba elogios
Ali na mosca eu percebi, então devemos manter baixa a alta estima dos pobres, pois ela serve para muitos e devemos tambem maquiar os numeros, todos o numeros, mas somente os numeros, pois o lider da torcida gosta de multidões e fica todo molhado quando seu nome ecoa nas bocas ainda sem dentes e os famintos de cabeças abaixadas saúdam o aumento de tudo até mesmo do superavit.
De tanto criticar critico a mim mesmo, pois sem a critica somete lideres de torcidas organizadas vivem e mais que viver, NECESSITAM..
E por todo o planeta o pasto grita
Eu amo esse "home".
E por toda savana bichos se escondem pois eis que sorrateiramente e sorridente vem um "home" feliz.


RBRAGA








o exercício da crítica
assim como
o exercício da poesia
assim como
o exercício dos sentidos
assim como
o exercício do pensamento
sempre foram incompatíveis
ao exercício dos caciques
no mundo sem mundo do capital
o único exercício permitido
é a ginástica de academia
o ritmo repetido e exaustivo dos músculos
o feedback automático e irrefletido dos tolos
o uivo dos lobos segue em extinção
assim como a cólera trágica dos amantes
tudo virou drama
tudo é telenovela
ao xamã resta a semente
de uma nova ordem além do caos
e a caverna de sempre


abraço
nuno g.
(Nuno Gonçalves)

Um comentário:

chico vermelho de raiva disse...

o negocio agora é o pt, quem quizer pode sair do país.nós vamos botar pra quebrar. e viva o lula