terça-feira, outubro 12, 2010

como posso sorrir se minha alma não é vermelha

como posso sorrir se minha alma não é vermelha



Há uma pergunta a ferroar meu ambiente, ecoando em meus passos, fermentando a minha dor. Há uma pergunta que não soa na net, e a minha poesia como uma velha desdentada arranca pedaços de uma carne assada em fogo medíocre e alimentado pelo liquido que escorre das babações de ovos.

As pessoas antes caladas agora salientes falam e suas falas mostram por que estavam caladas. Uma tristeza “caliente”ressurge em todas as gargantas alegres e esse fogo ora alto ora baixo chora ignorâncias em todas as suas lagrimas.

O mundo brasileiro perdeu o sabor do aprendizado e agora em vez do lugar da critica a política virou uma arquibancada de torcedores enfurecidos e desnorteados, eles tem que torcerem, mas já não sabe o por que. Seus princípios foram perdidos nos rumos das alagadas madrugadas onde os dinheiros transcorrem aos borbotões. Tanta miséria e tanto dinheiro a escorrer por entre fomes e mortes.

A poesia maltratada espuma amores em rancores renovados e desbotados, a natureza sofre escaladas de terror e a gente pode ver entre os pais dos pobres os vilões sorridentes e suas fazendas de gado humano.

Há uma pergunta a ferroar meu estomago:

Pra que escrever ficção no país da mentira, pra que ser poeta no país do caixa dois consagrado pela esquerda?

Quando eu viajo pelos blogs tanta merda invade meus olhos e nos comentário só tem gente falando elogios e quando vem a critica os blogueiros não postam,isso me entristece, pois a poesia precisa de inimigos sérios e não de babacas puxadores de sacos e não escritores que copiam que elogiam que negociam e que antes são verdadeiros propagandistas de marcas do que destruidores de valores. Sem destruição não há poesia e a primeira coisa a ser destruída são os meus próprios alicerces senão meus pés não afundam e eu não posso contemplar o subterrâneo de mim mesmo.

Poesia de amor é mais que beijos, mais que desejo, pois também é desilusão, frustação, rancor, abandono e porque não, com o amor temos a inveja, só ama quem odeia essa é a máxima que eu acredito.

Há, tenho certeza, uma certeza a construir barracos em mim, uma certeza que de fininho vem assaltando meus pesadelos e levando meus medos pro mais fundo dos fundos, hoje eu sei que tenho que matar o blog bragasepoesia, ele não pode servir um mundo que não quer pensar, quer torcer, quer é ser do time a ou b e seus cérebros consolados com uns trocados que por certo deixaram de abrir escolas e hospitais, aos poucos perdem o prazo de validade e inevitalmente ou ganham raiva ou se tornam puxadores de sacos por qualquer preço.

A internet é o lugar das sombras, o lugar do vampiro, dos que não podem ver a luz do dia, da mediocridade e eu como um medíocre rebelde vejo que meu treinamento pra besta já começa a chegar ao fim e então o que me resta:

- Fugir de blogs e de blogeuiros:

- escrever enquanto não mato o meu blog o que eu achar que devo, mesmo que fascistas tenham me lembrado que o meu blog é de poesia, como se os fascistas conhecessem, alem de dogmas, o que é poesia, como se alguém conhecesse verdadeiramente o que é poesia, como se poesia não fosse vida, aliás o que fascista entende mesmo é de matar, veja Mussolini, veja o PCdoB, veja a morte de Celso Daniel, preparada nos guetos vermelhos;

- Estudar.
Pois é o que me resta até a minha morte:

- estudar corpos femininos;

-estudar as mentiras vermelhas e azuis;

- estudar as teorias filosóficas e denunciar o autoritarismos dos dogmas comunistas;

-Afirmar em alto tom e com felicidade

Eu não preciso de deus.


rbraga


obs:quero destacar alguns blogs que eu sempre irei ler, por que não somente são bons,mas os seus titulares são coerentes com o que dizem, mesmo sendo catolicos ou que religião seja, cada um a seu modo respeita a si proprio.eu sou ateu, mas respeito aquele que não o é:
- o blog de luciano fraga;
- o blog de marcia barbiere e daniel
- o blog de diego pinheiro
e outros que eu agora não me lembro o nome,mas não pedirei desculpas pelo esquecimento, eles sabem a minha opinião sobre eles.

rbraga

4 comentários:

Geraldo Maia disse...

Seu texto é pedra, Braga, que nudez de chuva, que aço de palavra, que amor de mar, que verdade de lua, um texto com dentes de vento, com punhais de ternura, é pedra de silêncio e raiva, pedra de sonho com mandíbulas de outono, pedra de cetim com olhos de coral, pedra de festim com os dedos sujos de verdades, dessas esquecidas nos monturos, lixo de alma, restolho de saberes e fazeres que a grama dos livros encobre de fome e fantasia, seu texto é de um sol com rugas, com um soldado na garganta e a voz que ricocheteia na pedra de repente para em plena praça com seu calibre atento, canta, desmaia, cobrem-na com mãos e juízes, levam-na para aquela barbearia onde há um colchão com sacolas e um pequeno poeta já sem roupas e salários oferece seu colo de moedas e ao amor de lâminas em pelo, eu concordo em quase tudo com esse texto granito e adaga, de manhã é gozo e café com dentes e macacheira bêbada, e quando olha já é quase cheia a praia com suas cores lambusadas de miolos e pastel de gravatas, então quer ir para onde for temporada de asas e folhas de certeza, quer apenas ler entre ovos e lágrimas o poema desaudade que ainda morde com toda a inocência de seu ódio. A pedra toca e acorda morta. Se não concordo é nó. Vc pode não crer em Deus. Eu só vivo enquanto Deus monitora árvores em minha saliva. E tudo que me desabilita Deus confirma na morte do eu. Sou nada. Mas como tornar isso tudo? Só Deus sabe. É tudo o que ainda sei. Até só restar Deus em mim.

Abraço,
grato,
carinho,
Geraldo Maia

Luciano Fraga disse...

Caro Braga,diante de nossa conversa surgiu esse texto.Nada tem capacidade de nascer de si mesmo.Da desorganização surge uma provável organização.Nenhum aparelho estatal tem interesse em transformar,exceto pela pressão de grupos que pensam, reivindicam e pressionam,não creio que nenhum governo mude ninguém por si mesmo, se não pela via dos movimentos e da organização.Mas como isso ocorrer com a massa adestrada,domesticada, recebendo uma mísera ração mensal? A propaganda transformando a figura do homem em objetos, animais de contatos, de raros reflexos?O homem criador é rebelde, indócil e considerado inadaptado.O último reduto onde reuniam-se pessoas era num comício,mas é muito mais fácil entregar estratégias a uma agência publicitária e povo que fique no sofá.O compromisso com mudanças é só retórica.E lógico que não deixou de afetar outros níveis de comunicação, onde os blogs estão inseridos. Seu texto é uma metralhadora giratória, um pombo sem asas repleto de verdades e sem destino ou cabeça certa, pronto para cair dentro deste parque de diversões.Para complementar, a fraqueza cristã, morta há milênios na cruz, entrou em campo para dá o toque escravo, servo de medo, preconceitos e hipocrisia.Vamos em frente, sem padre, sem missa , sem igrejas,com nossos bichos interiores em plena ebulição, forte abraço.

Luciano Fraga disse...

Caro Braga, reforce as paredes de sua trincheira! Abraço.

Luciano Fraga disse...

Caro Braga, reforce as paredes de sua trincheira! Abraço.