domingo, outubro 24, 2010

O PRATO AZUL PISCINA

(texto para ler e não falar nada)







Você me disse que iria comer tudo!

Mas não vou comer, não adianta...

Tu é uma praga, viu?!

Não sou!

O que é que tem de mais nesse prato, criatura do demo?

Ele é de barro quando deveria ser de plástico verde e brilhoso.

De plástico verde e brilhoso como o do Juca?

Não... como o do presidente!

Mas o prato do presidente é de plástico azul piscina!

Não! É verde brilhoso!

Eu troco o prato e tu come.

Você vai roubar o presidente?

Não. Vou matar um ministro.

Mas como?

De rir.

Vai contar uma piada? Você é péssimo piadista!

Não... eu vou morrer... Só assim para ele morrer... de rir. As pessoas só morrem assim. O que não é tão bom, pois sempre morre uma massa de gente.

Grande sacada! Vá, vá... Eu quero o meu prato de plástico azul piscina, para assim comer toda a gororoba que você fez... E esse cadáver no prato... Foi de quem?

... do presidente!




diego pinheiro

terça-feira, outubro 12, 2010

como posso sorrir se minha alma não é vermelha

como posso sorrir se minha alma não é vermelha



Há uma pergunta a ferroar meu ambiente, ecoando em meus passos, fermentando a minha dor. Há uma pergunta que não soa na net, e a minha poesia como uma velha desdentada arranca pedaços de uma carne assada em fogo medíocre e alimentado pelo liquido que escorre das babações de ovos.

As pessoas antes caladas agora salientes falam e suas falas mostram por que estavam caladas. Uma tristeza “caliente”ressurge em todas as gargantas alegres e esse fogo ora alto ora baixo chora ignorâncias em todas as suas lagrimas.

O mundo brasileiro perdeu o sabor do aprendizado e agora em vez do lugar da critica a política virou uma arquibancada de torcedores enfurecidos e desnorteados, eles tem que torcerem, mas já não sabe o por que. Seus princípios foram perdidos nos rumos das alagadas madrugadas onde os dinheiros transcorrem aos borbotões. Tanta miséria e tanto dinheiro a escorrer por entre fomes e mortes.

A poesia maltratada espuma amores em rancores renovados e desbotados, a natureza sofre escaladas de terror e a gente pode ver entre os pais dos pobres os vilões sorridentes e suas fazendas de gado humano.

Há uma pergunta a ferroar meu estomago:

Pra que escrever ficção no país da mentira, pra que ser poeta no país do caixa dois consagrado pela esquerda?

Quando eu viajo pelos blogs tanta merda invade meus olhos e nos comentário só tem gente falando elogios e quando vem a critica os blogueiros não postam,isso me entristece, pois a poesia precisa de inimigos sérios e não de babacas puxadores de sacos e não escritores que copiam que elogiam que negociam e que antes são verdadeiros propagandistas de marcas do que destruidores de valores. Sem destruição não há poesia e a primeira coisa a ser destruída são os meus próprios alicerces senão meus pés não afundam e eu não posso contemplar o subterrâneo de mim mesmo.

Poesia de amor é mais que beijos, mais que desejo, pois também é desilusão, frustação, rancor, abandono e porque não, com o amor temos a inveja, só ama quem odeia essa é a máxima que eu acredito.

Há, tenho certeza, uma certeza a construir barracos em mim, uma certeza que de fininho vem assaltando meus pesadelos e levando meus medos pro mais fundo dos fundos, hoje eu sei que tenho que matar o blog bragasepoesia, ele não pode servir um mundo que não quer pensar, quer torcer, quer é ser do time a ou b e seus cérebros consolados com uns trocados que por certo deixaram de abrir escolas e hospitais, aos poucos perdem o prazo de validade e inevitalmente ou ganham raiva ou se tornam puxadores de sacos por qualquer preço.

A internet é o lugar das sombras, o lugar do vampiro, dos que não podem ver a luz do dia, da mediocridade e eu como um medíocre rebelde vejo que meu treinamento pra besta já começa a chegar ao fim e então o que me resta:

- Fugir de blogs e de blogeuiros:

- escrever enquanto não mato o meu blog o que eu achar que devo, mesmo que fascistas tenham me lembrado que o meu blog é de poesia, como se os fascistas conhecessem, alem de dogmas, o que é poesia, como se alguém conhecesse verdadeiramente o que é poesia, como se poesia não fosse vida, aliás o que fascista entende mesmo é de matar, veja Mussolini, veja o PCdoB, veja a morte de Celso Daniel, preparada nos guetos vermelhos;

- Estudar.
Pois é o que me resta até a minha morte:

- estudar corpos femininos;

-estudar as mentiras vermelhas e azuis;

- estudar as teorias filosóficas e denunciar o autoritarismos dos dogmas comunistas;

-Afirmar em alto tom e com felicidade

Eu não preciso de deus.


rbraga


obs:quero destacar alguns blogs que eu sempre irei ler, por que não somente são bons,mas os seus titulares são coerentes com o que dizem, mesmo sendo catolicos ou que religião seja, cada um a seu modo respeita a si proprio.eu sou ateu, mas respeito aquele que não o é:
- o blog de luciano fraga;
- o blog de marcia barbiere e daniel
- o blog de diego pinheiro
e outros que eu agora não me lembro o nome,mas não pedirei desculpas pelo esquecimento, eles sabem a minha opinião sobre eles.

rbraga

segunda-feira, outubro 11, 2010

domingo, outubro 03, 2010

vermelhos contam notas verdes em muros altos e balas mortiferas

Sempre aos solavancos, o que parece ser nunca foi e sempre será. mas ao mesmo tempo numa imanencia a grudação erotica transcende o ritual e as trocas e sublimações são as ondas por onde resvalam os risos ainda leves dos marcados homens pra viver.
Hoje reflito o antes em espelhos atravessados e sei dos inconcientes receios e das parcas certezas a sustentar votos e frases prontas.
Houve um sertão de homens e eram quando as mulheres sorriam orgasmos em lascivas obdiencias aos proprios estremecimentos, eram tempos duros e felizes, se sabiam dos amigos, se sabiam dos inimigos e se sabiam limites e os donos sempre se escondiam por entre facas e balas.
Foi-se outrora e na cara dos meninos, arrancada dos submundos, brilhou o nada, sedimentou-se o medo e vendeu-se a alegria a peso e medida transvalorados.
Veio o amanhã cinzento a negar fatos, a trocar verdade e os donos dos sonhos aparecem entre cortes vermelhas e risos cinicos de barbas cuidadas entre ordens compradas mutiladas e reempacotadas em estrelas vermelhas e desgastadas, caminha pro rosa, mas quem se importa?
O importante MESMO, é o carro, o cargo, a mentira dita em sorrisos soltos. Soltos? E MAIS QUE TUDO É SENTIR AO SEU LADO, um bando e mais a metade de miseraveis a rir, a pedir e a chama-lo de DOUTOR.
O mundo dos homens marcados pra viver é exatamente a vida de presidiarios em virtuais celas de liberdade, onde antes de mais nada o ser "ximbunco", o puxar o saco eroticamente pra provar a fidelidade, não somente os marcam, como são demarcados em si mesmo as possiveis propabilidades de emprestimo ou mesmo venda de puxa sacos, eles os homens marcados já trazem em si determinado sua capacidade de possuir em si o desprezo total pela sua vida e amar sem precedentes o saco a puxar, seja titular ou um saco comprado ou mesmo cedido para usos não eternos.
E assim se vota, não em quem se acredita, antes em quem propicia a possibilidade de eu me tornar um ladrão sem perigo de prisão e já sabemos quem pode mais e ainda continuar a delegar figuras imaginarias nos sertões de minha mente.
Hoje vou chorar arvores mortas em passados de minha lira desafinada, vou me saber calmo diante da simbolica morte dos eleitores e vou feliz afirmar:
eu ainda penso.Perigo total, é só ver o que aconteceu em cuba, russia ou outras enganadas paragens.
Portanto eu sei dos sentidos perdidos nos cofres publicos e sei do poder da bala, da faca e do capital e nessa brutal guerra entre capital e trabalho, os vermelho já verdes contam dolares em quintais cercados e protegidos e mandam boas palavras de futuros paraisos para todos.
Brasil um país do futuro para todos, mas já um presente pra vermelhos esverdeados.


rbraga

crueldade

artaud