domingo, setembro 05, 2010

preces são pragas

Quando seus olhos nos meus olhos morrem,

Vive em mim a dor da solidão

e é apenas a questão tempo

fazer de você um resto emprobecido da traição.



Já sei dos domínios

Que seus sonhos acalentam,

e sombriamente

fermentam.



Já sei das preces, suas preces

ameaças cândidas,

sempre cantam aos céus a derrocada no meu ser.



E em meus suspiros

risos nada sedutores

saltam de seus dentes raivosos

e então no meu silencio muitos destinos

sobrevoam morte, sorte e outras dores.



Nos teus beijos, mentiras e golpes certeiros

me premiam com o nada acrescido de coisa alguma.

E é então nesses momentos

que as sereias

cantam em mim, todas as noites encerradas,

e tristemente desencantadas.

Mas você como sempre toda alegre

somente torce

e como uma tola,

tudo distorce.




Ronaldo braga

2 comentários:

Marcia Barbieri disse...

Lindo poema!!!!Identifiquei-me muito com ele..."e então no meu silencio muitos destinos
sobrevoam morte, sorte e outras dores.".

obrigado pelo comentário do meu conto, sua opinião é muito importante.
beijos

pianistaboxeador21 disse...

Relacionamentos e suas complicações. Tudo vale a pena, a dor é combustível de artista.
obrigado pelo comentário e abraço.
Daniel