domingo, julho 25, 2010

Companhia "ZEN"Fazernada apresenta: BRISAS




SUELY CALDAS -O limite da irresponsabilidade
O Estado de S Paulo


"Chegamos ao limite da nossa irresponsabilidade." Gravada por arapongas em conversa telefônica reservada, a advertência foi feita em 1998 pelo ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio ao ex-ministro das Comunicações Luis Carlos Mendonça de Barros. Os dois combinavam a participação dos fundos de pensão de estatais na privatização da Telebrás. Fundos também usados na compra da Vale do Rio Doce, um ano antes. Incansavelmente reprovada pelo PT, a frase era reveladora de como gestores públicos acertam nos bastidores o manejo de dinheiro para alcançar um objetivo. No caso, o objetivo era privatizar a Telebrás.

Doze anos depois a história se repete no governo de Lula e do PT, que tanto condenaram os métodos tucanos de buscar recursos e agora recorrem a artifícios piores. Sustentados pela expansão excessiva de dívidas, esses artifícios comprometem o futuro da Petrobrás, do BNDES, dos fundos de pensão de estatais e da dívida pública do País. Na verdade, se o governo FHC beirou, o de Lula ultrapassou o "limite da irresponsabilidade". A privatização foi até benéfica para os fundos, que lucraram e aumentaram seu patrimônio ao se tornarem sócios da Vale e de empresas de telecomunicações. Agora é diferente, o futuro é preocupante. Aos fatos:

Petrobrás - O governo fez tudo errado com o petróleo do pré-sal. Em vez de manter a legislação e atrair empresas privadas para, junto com a Petrobrás, investir capital no pré-sal, mudou as regras. Confiou à estatal a responsabilidade de exploração, obrigando-a primeiro a tomar vários empréstimos, endividar-se, para garantir investimentos do PAC; e quando a dívida cresceu e se aproximou do nível de 35% em que o risco de inadimplência aumenta, a saída foi fazer uma capitalização confusa, tardia e até agora emperrada. Hoje a empresa está ameaçada de perder o grau de investimento na classificação de risco e pagar juros mais altos em novos empréstimos. Com tanta interferência do governo em sua gestão, a Petrobrás tem perdido valor patrimonial e a boa imagem conquistada desde o governo FHC é abalada a cada dia. Suas ações na Bovespa já caíram 25% este ano e investidores têm fugido de seus papéis.

BNDES - Para quem acredita que o governo Lula transfere renda dos ricos para os pobres perde a crença e o encanto ao conhecer a generosa transferência de dinheiro dos impostos - pagos também pelos pobres - para grandes empresas privadas amigas, em operações intermediadas pelo BNDES. Funciona assim: o governo capta dinheiro no mercado pagando juros de 10,75%, empresta ao BNDES, que repassa para empresas amigas cobrando 6% de juros. A diferença é bancada pelo Tesouro com receita de tributos. Ou seja, o pobre que paga imposto subsidia créditos para os ricos. Os dois últimos empréstimos do Tesouro ao BNDES, que totalizaram R$ 180 bilhões, geram subsídios de quase R$ 8 bilhões. Créditos bilionários para dois frigoríficos - JBS Friboi (R$ 7,5 bilhões) e Marfrig (R$ 2,5 bilhões) - comprarem empresas no exterior custam aproximadamente R$ 450 milhões em subsídios bancados pelo contribuinte brasileiro.

Será que transferir capital para empresa privada investir no exterior é mais prioritário do que aplicar dinheiro em saúde, educação e saneamento? Concentrar enormes quantias nessas empresas sem controlar sua aplicação não eleva o risco de inadimplência no futuro? É brincar com o perigo, é ultrapassar o "limite da irresponsabilidade".

Fundos de estatais - O governo orientou os fundos Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobrás) e Funcef (Caixa Econômica Federal) - sempre os mesmos - a substituírem empresas privadas que desistiram de investir no capital da Usina de Belo Monte, por não confiarem na rentabilidade do empreendimento. Nascida majoritariamente privada, a Usina de Belo Monte vai acabar mais de 70% estatal, dos quais 27,5% do capital é integralizado pelos três fundos de pensão. Não importa a incerteza quanto à rentabilidade do projeto. Importa é viabilizá-lo na campanha eleitoral, mesmo rompendo o "limite da irresponsabilidade".

JORNALISTA E PROFESSORA DA PUC-RIO E-MAIL: SUCALDAS@TERRA.COM.BR

sábado, julho 24, 2010

Brasil é terceiro pior do mundo em desigualdade Desigualdade derruba IDH do Brasil em 19%




o Brasil de lula é ruim assim como o brasil da ditadura militar. somente mentiras repressão e propaganda nazista endeusando o lula, que agora em palanque diz que o severino cavalcante foi derrubado porque queriam derrubar o lula e não consequiram.


O fator renda foi o que mais contribuiu para reduzir o padrão de desenvolvimento do Brasil. Segundo o IDH-D, a renda cai 22,3% , a educação 19,8% e a saúde 12,5%
FOTO: GUSTAVO PELLIZZON

24/7/2010

Com cálculo ajustado pelo mesmo indicador, a América Latina e o Caribe também têm índice comprometido em 19,1%

A desigualdade compromete o padrão de desenvolvimento do Brasil em 19% e a disparidade de renda é o fator que mais influencia negativamente nesse resultado. Essas são conclusões do Programa das Nações Unidas em Desenvolvimento (PNUD), que passou a calcular em 2010 o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade (IDH-D).

O indicador não utiliza médias nacionais, mas considera as desigualdades do País em relação à renda, à educação e à saúde. A nova metodologia estabelece uma espécie de punição que altera resultados para países com mais disparidades.

Com essa forma de cálculo, o indicador para a América Latina e o Caribe cai 19,1%, percentual quase igual ao do Brasil (19%). Em alguns países, os resultados são ainda mais negativos: Nicarágua (-47,3%), Bolívia (-41,9%) e Honduras (-38,4%). A diferença é menor em nações como Uruguai (-3,9%), Argentina (-5,9%) e Chile (-6,5%).

Para o diretor do PNUD para a América Latina e Caribe, Heraldo Muñoz, o combate à pobreza deve continuar como estratégia central de programas sociais. "É preciso ir além: a desigualdade por si mesma é um obstáculo para o avanço no desenvolvimento humano, e sua redução deve incorporar-se explicitamente na agenda pública", diz.

Vulnerabilidade

Segundo o relatório do PNUD divulgado ontem, a desigualdade de rendimentos, educação e saúde persiste de uma geração para outra num contexto de baixa mobilidade socioeconômica.

Com informações mais detalhadas, é possível traçar políticas públicas com impacto maior para populações mais vulneráveis, explica a professora do mestrado de Avaliação de Políticas Públicas e da Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Elza Braga. Hoje, o Bolsa Família exclui dos repasses sem terra que vivem em ocupações rurais e famílias que vivem em áreas de ocupação sem endereço.

"Quanto mais refinados são os dados, mais vão mostrar desigualdades. O IDH não refletia isso com fidedignidade", diz. Elza Braga defende também que as ações de combate à desigualdade não fiquem reduzidas às transferências de renda e que haja intersetorialidade das políticas públicas.

Renda

No Brasil, das três dimensões do IDH a que representou maior perda foi a renda (-22,3%), seguida de educação (-19,8%) e saúde (-12,5%). Segundo o membro da equipe do relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud e mestre em Políticas Públicas, Anderson Macedo, esse é o primeiro relatório sobre o tema para América Latina e Caribe. "Havia uma crítica contra a forma como era medida a renda (pelo PIB per capita) não era viável para países muito desiguais", avalia.

O relatório do IDH-D propõe que as políticas públicas tenham alcance (cheguem a quem precisa), amplitude (contemplem fatores que perpetuam o problema) e apropriação (beneficiados como agentes de seu desenvolvimento).

O IDH-D para a América Latina e o Caribe não é comparável ao IDH divulgado pelo PNUD no relatório de Desenvolvimento Humano internacional, a ser divulgado em outubro. Para o IDH-D foram utilizadas as mesmas dimensões (rendimento, educação e saúde), mas com outros dados. No cálculo da renda, enquanto o IDH utiliza o PIB per capita, o IDH-D usa a renda per capita domiciliar.

CRISTIANE BONFIM
Repórter

domingo, julho 04, 2010

FAGNER---Revelaçao.

depois do fiasco da copa o fagner tem a melhor palavra.



sábado, julho 03, 2010

Janis Joplin - Summertime (Live Gröna Lund 1969) e John Lee Hooker - I'm Bad Like Jesse James














FLUXOS E CORTES



Já colecionei medos,
humilhações,
e me pensei menor.

Já suei frio
evitei olhares, não ouvi canções
e me senti com dó.

Mas então vi na dor mais forte
um belo
sorriso de minha morte.

Hoje vivo em luta
com o olhar duro
e o nariz empinado,
vivendo de fluxo e corte
e nunca mais calado.

ronaldo braga