sábado, junho 26, 2010

Eu: pó, pedra e sal e maria callas








Eu,
desespero nos escombros da solidão.
Eu
guerreiro entre pantanos
e rochedos,
eu,
pó, pedra e sal,
esperado e fugido da morte.


Eu ganancia rota
circulando vida infame nos beijos adocicados das tristezas.

Eu
que ferindo espinhos esparramados
em noites de alcool e fumo
acalento
deslumbrantes pensamentos assassinos.

Eu
transtornado em teus beijos vampirescos
canto a morte em doce melodia perdida.


ronaldo braga

5 comentários:

ParadoXos disse...

um abraço poético

:-)

Anônimo disse...

Nós,
alfinetados pela provocação da solidão
Nós,
guerreiros entre todas as planícies e tais lindos campos com mais flores, entre tais bosques com mais vidas e mais amores.
Pátria Amada? Pátria Mádria? Pátria Ladra!
Roubando sonhos, desejos e corroendo memórias a seu favor vazio, pobre, podre e pequeno.
Nós, caro Braga
Seguimos rimando no vazio do palco, sem precisar de aplausos.
Seguimos respirando qualquer ar poluído, como baratas vivem tranquilamente em esgotos limpos da podridão humana.
Enquanto uns cheiram pedras e acham que é pó
Enquanto outros comem areia por não terem farinha nem sal.
Ao mesno beijos, abraços e poesias para nos abastecer de vida - em qualquer modo que seja.
Ordenar palavras geradas por sentimentos expurgados é viver, e NÓS seguiremos firmes e fortes!
Vamos criar, para viver gozando!
NÓS

Vianna

Guí disse...

Que indole perversa alimenta a essencia do poeta?
...

Luciano Fraga disse...

Braga,um tempero cruel e crucial pra fazer da vida uma comida, talvez palatável, talvez digerível,um palco,um parto, quem sabe,tão dura como uma rocha...Abraço.

anjobaldio disse...

Poesia para deliciar corpos e mentes.