sábado, março 20, 2010

sergio sampaio

Eu quero é botar meu bloco na rua


sexta-feira, março 19, 2010

ditadura apoiada por Lula repreende manifestantes pelo quarto dia

damas de branco:
mulheres desarmadas contra os tiranos castros e seus comparsas lula e outras drogas




o povo de cuba luta e desmacara esses facistas vermelhos daqui e de lá.
brasil não vamos votar em facista e depois se arrepender

ronaldo braga

Cuba. Embargo. Brega e a ditadura começa a morrer

Acordei em um lugar muito barulhento. As pessoas com cara de fome tentavam se mostrarem alegres, e eu não entendia. Eu estava em uma casa velha e com aspectos de abandono, ao lado esquerdo um carro velho e inutil impedia a minha visão do campo, um rapaz de vinte anos ao meu lado insistia em querer saber o que eu fazia ali, e só depois de muita conversa ele me disse:
- Aqui temos que parecer fellizes, o senhor das mentes que se autodenomina de pai do sociaIismo, impõe a nossa felicidade, se não somos acusados de filhos de tio sam.
Eu então entendia aquela falsa felicidade exibido nos rostos de cansados e escravos homens, mulheres e crianças. Eles famintos seriam acusados de filhos de tio sam o rico. Mas como acusa-los sem a prova, perguntei ao rapaz
-Prova, vc é louco a prova aqui é a acusação quando ocorre, na verdade eles prendem e nada dizem. O preso quando não some, é solto trinta quarenta anos deppois.
- Mas até onde vocês vão suportar?
- Até o dia que não mais suportar. Veja bem meu senhor aqui em Cuba antes desses imperadores era um brega americano, hoje somos bregas de turistas do mundo todo, meninos e meninas de 9, 10 anos são prostitutuidos sexualmente para viverem e sustentarem suas familias. O brega continua, antes era por causa de Batista, hoje é por causa do embargo americano. Mas na verdade o embargo trabalha para os imperadores irmãos castros.
Anotei assustado os dados daquela ditadura e pensei que o brasil não poderia e não se tornará um covil para facistas vermelhos. sempre fomos atrasados em tudo e quando o mundo diz adeus ao cruel sistema mentiroso comunista que foi na russia um desastre iqual ao desastre nazista, alguns pensadores menores querem impor a nação um vergonhoso sistema que se baseia no puxa saquismo, na mentira e na escravidão.
Afinal a direita precisa de minha semiliberdade e enquanto a esquerda precisa de minha servidão, sem a escravidão a esquerda não resiste um minuto.
Olhei em volta da casa e soldados guevaristas se preparavam para mais um assassinato.

ronaldo braga

quarta-feira, março 17, 2010

Amar a tua estupida ausência






Aqui nesta estupida ausencia
bebendo em tua noite maldita
sou tua alma em soluços
cantando como um menino minha carencia.

Aqui nesta longa e estranha dor
revejo ameaças em minha lingua torta,
e um dedo riste
a me apontar a porta

Sim. Farto estou,
nos cansaços e nas mentiras
dos malditos pastores,
com suas vozes acariciantes
dos tristes olhos dos horrores.

Não, eu não plantei mortes
em jardins mudos
mas perdi o norte em teus passos nus
e sobre uma lua de imundos
escavei chuvas e cortes.

Perdi vidas em cachos
remando sonhos em pedras e cactus
pois foi nos odios caidos dos teus cabelos
onde amarrei todos os meus compassos.

Já o meu cheiro imarcescível
vezeiro na dobradura dos meus medos
e renascido em ti por inteiro
canta o teu beijo imperecível.




ronaldo braga

sexta-feira, março 12, 2010

London London - Caetano Veloso e Friedrich Nietzsche

Nestes dias de mentiras governamentais e assaltos ao dinheiro publico é importante ouvir uma boa musica e mais ainda preparar o espirito para superar os malditos vermelhos ou azuis que nos infernam com suas maldades e frustações.
Caetano Veloso tem a voz certa para acalmar e nos "hacer" continuar firmes e dignos e ler um bom texto de quem sabe muito bem que o escreve.

ronaldo braga


o texto


A minha pratica de guerra pode ser resumida em quatro proposições. Primeira: eu ataco somente as coisas vitoriosas; ou espero até tal se tornarem. Segunda: ataco somente as coisas para as quais não se poderia encontrar companheiros onde estou só, onde sou o unico a comprometer-me...Nunca articulei um passo que não me comprometesse: Isto é (segundo o meu modo de ver), em que não me fosse dado agir corretamente. Terceira: não ataco nunca as pessoas; sirvo-me delas como duma possante lente de aumento com que se pudesse tornar visível algum mal comum mas oculto, dificil de ser pesquisado. Dessa forma ataquei David Strauss, ou, com maior precisão, o sucesso decretado pela "erudição" alemã a favor de um livro fraquissímo; esta erudição, colhi-a então ao acaso...Do mesmo modo, ataquei Wagner, ou mais precisamente a falsidade, o hibridismo da nossa "cultura", que confunde os destacados com os ricos, os tardios com os grandes. Quarta: eu ataco somente coisas das quais se exclui qualquer antipatia pessoal, para as quais me falta todo e qualquer sedimento de esperanças tristes. Pelo contrário, atacar é pra mim, um sinal de benevolência, sendo as vezes até de reconhecimento.


Friedrich Nietzsche
( Ecce Homo,pags 46, 47) coleção obra prima Martin claret, tradução Pietro Nassetti


a musica



quinta-feira, março 11, 2010

a poesia de LINALDO QUEDES


Livro sagrado




sou um louco



sim, eu sei que você sabe disso

afinal, sou um louco desde que em tempos imemoriais cruzei mares e atlânticos em busca de suas pernas e do tufo de pelos morenos que habita entra elas



um louco que sempre faz o sinal da cruz

na hora genuflexória de penetrar a tua luz



na fé de que espamos e orgasmos

se perpetuem além do apocalipse:

gênesis de um prazer que tem origem no silêncio incondicional.







Boato



dizem: quando se está amando a pele fica igual a seda,

manchada, até



mancha no coração não sai, também comentam



cardiologistas procuram a cura

em bisturis que buscam cirugias impossíveis



em vão:

feito um bicho-de-seda, o coração

se enrosca numa tênue teia de aranha

asfixiado



: procurando o bote salva-vidas

para respirar tua pele morena

















Amém



amor quando chega

não faz toc, toc, toc



simplesmente derruba a porta

invade nossa aorta



transforma o amador

na coisa sagrada



depois, ora pelo santo espírito insano

para que todo dia, todo ano



a oração se repita

com suor, sexo e libido.







Rapunzel pós-moderna



seus cabelos:

fios

que escorrem pelo dorso nu



e eu,

à espera das tranças

que você,

rapunzel pós-moderna

não vai jogar em lugar nenhum.





Fetiche



adoração ao seu corpo,

na cama



prazer com o seu cheiro,

até mesmo na lama



é quando os pássaros cantam



enquanto você aprisiona outro pássaro

entre as pernas



que escondem mundos de borges

e todas as minhas odes

ainda não escritas



- versos de magia morena traduzidos em seus olhos graúna.





Insônia



enquanto você dormia



seu corpo se abria



para o eros esfomeado



e o amor foi feito



(seu corpo movediço se movia

sonâmbulo, em direção ao prazer).





Metáforas para um duelo no vazio



é quando você está quieta

enroscada no próprio umbigo

feito uma concha

- manto sagrado em saga profana –



e eu, emboscado na selva

escura de sua pele

feito um eunuco, perdido

nas fronteiras do absurdo



é quando duelamos em silêncio

em busca de nossos próprios ardis

que criamos ciladas para nossos próprios pés

enquantos mãos e bocas engendram armadilhas

- ilhas de solidão, protegidas pela carícia da dor.







Alforria



mucama :

ama-de-leite para os lábios



amarrada no tronco

faz-se escrava, concumbina



na verdade,

faz é do seu senhor, menino

escravo liberto a lambuzar-se, obediente, em seu corpo

- vítima do chicote e de seus açoites amorosos.







Tato



pele por pele

vou tocando com a ponta dos dedos



como se estivesse a cavar minas

em busca de algum mineral precioso

escondido nos subterrâneos de teu sexo


- jazida inexplorada à espera do garimpeiro de clitoris




LINALDO QUEDES

quarta-feira, março 10, 2010

mãe de trabalhador assassinado pelos bons rapazes de esquerda fala sobre a morte e o assassinato de seu filho




mãe de trabalhador assassinado pelos bons rapazes de esquerda fala sobre a morte e o assassinato de seu filho, na ditadura cubana. Aqui no brasil muita gente de forma desinformada defende o pensamento facista vermelho alguns por mero romantismo barato outros por puro interesse finaceiro e sanguinario e outros porque não tem peito para fazer a autocritica e outos ainda porque só conseque ver o mundo ente o rei castro e o perdido obama, quanda reduçaõ do pensar o mundo.
Vem aI UMA ELEIÇÃO E A Dilma que se diz stalinista(leia ideologia assassina)é candidata e por certo o brasil pode ser um grande inferno com a eleição desta senhora que se diz mulher.
quem tiver interesse estude o que acontece em cuba o que aconteceu na russia e em paises que os assasinos vermelhos tomaram o poder.
abraços
ronaldo braga


OLHAR DE BICHO MORTO
Perdido entre nuvens
sonho raios
sorrisos e mortes
e sozinho
encurralo-me nos teus becos escuros.

Plantas gravidas de luas viscosas
sem flores e cheiros
riem de minha cara
nos teus olhos opacos de bicho morto e
você enfeitiça a minha carta
e demanda desgraças ao meu sofrer.

E a espera é apenas a metade do teu amor febril.

O pior é teu beijo
de junho afogado
em afagos pagos
no vai e vem da minha lida.

Morto
sou o outro a olhar por tras
de todo olhar cansado
das poeiras atomicas
do teu querer.

Ainda canto o nada amarelo
dos meus desesperos
e colho poesia nas feridas rasgadas dos esquecidos.

E a espera é apenas a totalidade do teu amor febril.

ronaldo braga

domingo, março 07, 2010

EXTRA! CAIU A CASA DO TESOUREIRO DO PT

O Ministério Público quebra sigilo da Bancoop e descobre que dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo lesaram milhares de associados, para montar um esquema de desvio de dinheiro que abasteceu a campanha de Lula em 2002 e encheu os bolsos de dirigentes do PT. Eles sacaram ao menos 31 milhões de reais na boca do caixa.

É mais um escândalo do governo de Lula e do PT.



revista veja

quinta-feira, março 04, 2010

Eu e a Brisa

Johnny Alf






Johnny Alf o cara que começou, o cara que fazia uma musica que era uma pintura, além de emocionar nos dava uma sensação de ta gozando a vida. ele se foi como já tinha ido esse tempo onde o prazer era algo calmo e antes de mais nada saudavel. Isso é verdade? provavelmente que não, mas essa musica criava essa atmosfera, e isso é arte. Criar um mundo proprio e não como querem os facistas vermelho que é a reprodução de um mundo imundo que beneficia ideologias autoritarias como querem os facistas comunistas. Daqui eu digo todo artista supera seu tempo e Johnny Alf vai ainda ser redescoberto no brasil.


ronaldo braga

segunda-feira, março 01, 2010

SEM MATAR EU ESTOU MORRENDO e Caio Braga - Please Let Me Wonder (The Beach Boys Cover)

A chuva e o vento forte martelavam a madrugada do dia 25 de maio de 1965. O barulho infernal e o frio me faziam tremer, e, diante da inutilidade da capa agora completamente molhada, eu caminhava todo torto e tentando me encolher o mais que pudesse.
A cidade das sombras estava mergulhada em um interminável temporal. Nenhuma viva alma humana a circular nas ruas.
Depois que eu sair da pista e passei pelo cemitério, dois cachorros cruzaram comigo e macabramente me acompanharam. Quando eu adentrei a Avenida Alberto Passos, meus sentidos caminhavam em um mortal silencio solitário. Olhei aqueles dois animais e vi como ardiam os olhos dos bichos, eles me fitavam e eram como o peso do mundo dentro de minha cabeça e ao mesmo tempo ali, na minha frente.
A tempestade enchia de sons assustadores, uma madrugada dura e decisiva. Mas agora, não somente o frio, me cortava a alma, também um sentimento angustiante me sufocava por inteiro.
Eu caminhava calmamente e bem devagar numa briga insensata contra as gotas de água e o vento forte, passando a mão pelos olhos e enxergando entre as frestas da chuva constatei que nesse momento eu já estava na porta do bar de seu René, então atravessei a rua e na frente da farmácia do pai de Godofredo ao lado do Baneb, ascendi um charuto. Os cães, ao meu lado, pareciam ora parceiros ora policiais.
Àquela hora da noite, exatamente 3.15 da madrugada, somente um ou dois personagens poderia aparecer, um seria com certeza o seu Vivi, alfaiate e viciado em velórios, ele poderia vim de qualquer lado, sua Alfaiataria, ficava no sobrado dos Cury, na esquina com a rua que dava pro mercado e era a entrada da rua dos poções.
Ouvi passos vindo do lado direito à frente, exatamente da rua dos poções, corri de volta às avenida Alberto Passos e pulei o muro do consultório de dentista do Dr. Aloísio e me escondi no jardim. Era Nem com seu charuto e um radio sintonizado na sociedade, e em seu volume mais alto. Quando o Nem passava por mim o Jotaluna convidava os ouvintes para o seu programa Vamos Acordar que começava às cinco horas da manhã.
Esperei o distanciamento de Nem e de volta à Pça Senador Temístocles, andei em direção à rua da Vitória.
A chuva estava mais forte e mais intensa, e mais violenta, parecia que ia me engolir, passei a mão por dentro da calça e senti o revolver enrolado em um saco de borracha, apalpei imediatamente a faca presa a minha cintura direita e pensei que se o revolver falhasse devido as fortes e constantes chuvas, eu teria que usar a peixeira, e isso era algo que me repugnava. Usar a faca me cheirava a amadorismo e mesmo a questão sendo pessoal e ainda envolvendo sérios sentimentos, eu agiria da melhor forma possível, seria limpo e cordial em minha ação. Seria de forma preciso: elegante e educado.
Ela se sentiria impelida a aceitar com resignação e silencio a minha ação. E somente o seu intenso e desacreditado olhar imploraria perdão.
Mas era sempre assim, elas sempre pediam perdão e sempre diziam que aquilo não era certo.
- Como elas se ousam? Determinar ou pensar o que é o certo?
O que elas pensam que são?
Estalei os dedos, ascendi outro charuto e andei mais rápido em direção à rua Manoel Vilaboim, exatamente onde morava a Valeria, e bati levemente na porta uma ou duas vezes mais e então uma voz perguntou e eu respondi serena e amorosamente:
- Vitorino.
A voz voltou a falar e pediu um tempo. Cinco minutos depois a porta foi aberta e eu entrei.
Ela perguntou se eu estava com fome e me pediu silencio, pois suas três filhas estavam dormindo. Eu aceitei a comida e no quarto dela vesti roupas secas do seu marido, guardei as minhas roupas molhadas em um saco de farinha que ela me deu. Sentei na cadeira e esperei a comida.
A chuva ainda era forte e tinha diminuído um pouco, eu percebi que deveria ser rápido, pois a chuva seria minha proteção. Então trazendo a comida ela me deu um beijo, me olhou profundamente e disse tristemente
- Você me olha como se fosse me matar. –
- Só se for de sexo – eu disse.
Ela sorriu ainda mais triste e sentou em meu colo, eu retirei a sua calcinha e a penetrei com carinho, ela começo a suspirar e gemer e dizer que tava gostoso. E bem devagar apanhei a faca e bem devagar e bastante força enfiei toda em seu pescoço, ela ainda gemia quando sentiu a dor e percebeu a morte, seus olhos me olhavam do nada, perplexa com ela mesma. A penetrei mais duas vezes e com cerimônia, dor e respeito, a carreguei e a deixei no sofá. Eu sofria. Voltei a mesa comi a minha comida e voltando pra ela, disse
- comida muito saborosa.
Comi, lavei os pratos, bati a porta delicadamente e com passos rápidos e largos corri até a escola de agronomia passando pela rua das flores, e sumi em direção ao povoado de Laranjeiras que fica na cidade de Muritiba.
Em Muritiba eu queimei as roupas do marido, vesti as minhas molhadas mesmo, comprei um cavalo e já eram 9 horas da manhã do dia 25 de maio de 1965, quando finalmente pensando em Santo Amaro eu pude sorrir,.
Eu tinha alcançado o meu intento e mais uma vez eu executara o serviço de forma primorosa, não deixara nenhuma pista, os vizinhos falariam em Vitorino, mas quem é Vitorino?
-Eu não conheço Vitorino algum - Eu disse em voz alta e gargalhando.
Ao meio dia almocei em Cachoeira. Comprei novas roupas e me preparei para o meu próximo serviço:
Um padre na cidade de Sapeaçú. Eu teria que ir até Santo Amaro da Purificação receber o dinheiro e as informações.
Eu estava vivo, a velha sensação de vida a todo vapor correndo por todo o meu corpo estava de volta.
Sem matar eu estava morrendo e a Valeria tinha que morrer.
No principio eu achava que era brincadeira, mas depois aquilo tinha ficado serio, logo após o meu serviço em Catité, quando matei uma garota de seis anos a mando de um deputado de esquerda, ela endoidou de vez, e me fez prometer não mais matar e me disse que se ela desconfiasse avisaria a policia.
Ali naquele momento a Valeria decretou a sua morte, era só questão de tempo.
Os pássaros cantando ao lado de minha janela, revigora agora o meu mundo sombrio.
O canto dos pássaros e um café de rei me espera nessa manhã linda e cheia de possibilidades.
O dia 26 de maio de 1965 seria o dia do padre.


Ronaldo braga