sexta-feira, janeiro 15, 2010

minha alma

corpos catados
por toda parte
agonizam
os meus passos em transbordante mutismo.
sinto frio no calor dos gritos
e nos olhos do horror o nada colhe flores nos rituais da demencia
já não ouço meu avô envolto nas brumas
e sei da solidão dos velhos nas quedas dos muros empacotados.
e sei ainda das dores que nos beijos colherei na madrugada sem amanhecer.

ronaldo braga

2 comentários:

Luciano Fraga disse...

Braga,aquela máxima que diz:"a minha alma está armada e apontada para a cara do sossego",não prevalece diante de tal estado de coisas,diante da voz da natureza,calamos,abraço.

Braga e Poesia disse...

valeu fraga