quinta-feira, dezembro 30, 2010

SEBASTIAN VALENTIN DE LA TORRE





Depois do café matinal bebi meu gole de conhaque e me preparei pra fumar um charuto vindo de terras lusitanas, nove horas e trinta minutos e um pálido sol convidava o dia pra junto de mim e acomodava minhas esperanças em definir uma vez por todas o que eu faria com o escravo rebelde.

Meu avô era a referencia marcante, ele parecia já saber como enfrentar os dissabores, não havia indecisão e nem mesmo lamentações. Meu avô acreditava que um escravo infeliz era um homem ruim e que não valorizava a fortuna de viver ali no castelo Valentin, e depois de seu café matinal, beber seu conhaque e fumar seu charuto, meu avô pegava a sua espada mais afiada e cortava o escravo em pedacinhos e o jogava do alto da montanha.

Eu me recordo da ultima vez que que ele empunhou sua espada e o rebelde e ruim homem o olhou nos olhos como somente os nobres podem fazer e cuspiu de sua boca imunda e inferior um catarro preto bem no rosto de meu avô. O nobre conde um homem de um bom coração ficou por um momento parado observando o sorriso maroto que saia do escravo, depois chamou o seu capataz e pediu que toda a família do miserável estivesse ali em poucos minutos e enquanto esperava fumou mais um charuto ainda com o catarro preso em seu rosto, depois sorriu levemente. A família do miserável chegou e era composta por 4 meninas a mais velha deveria ter nove anos e um rapaz de uns treze, e mais a mãe e a esposa do traidor que não sabia valorizar um senhor.

Meu pai então cortou um por um da família e depois mandou cozinhar e triturar e obrigou o homem ruim a comer, e assim que a festa acabou, foi como ele chamou aquele ato, expulsou o homem de suas terras sem um unico arranhão.

Hoje quarenta anos depois eu tenho que resolver o que faço com José, um criolo africano insolente.

Lá fora, Jose, amarrado em uma arvore esperava a minha decisão. Sorri pensando na criola filha mais nova de José que na noite anterior dormira comigo e que suspirara gozos e pedidos de clemência e meu avô me veio novamente à lembrança:

- Sebastian Valentin de La Torre, um escravo que pede clemência acredita que pode manipular seus senhores, não tenha piedade uma vez que não passa de um imprestável e se parece com esses cristãos que acreditam poderem determinar a vontade de Deus com rezas ajoelhamentos e sacrifícios.

Dei por terminado o charuto e ainda ouvindo as sabias palavras do velho Conde caminhei até o pátio e observei José, ele ali parado e se sabendo observado parecia tranqüilo e então me olhou profundamente e disse:

Senhor o mundo é uma roda e agora a roda precisa rodar faça seu trabalho bestial de um bestial nobre indeciso e fraco e depois não durma pois a cada dia os escravos ficarão mais insolentes.

Primeiro espumei de raiva depois mais calmo ordenei que o soltasse e o alimentasse, chamei sua filha e pra que todos ouvissem falei bem alto.

Não farei a vontade de escravos, você José será um exemplo e eu percebo claramente o meu destino, soltei a espada que prendia em minha mão direita, agarrei meu punhal e sem meias palavras cortei a minha própria garganta.

Antes de morrer pude ver a filha de José gritar e pegar a minha espada e enfiar na barriga do pai.

Um sorriso brotou de dentro da minha morte a dupla justiça tinha sido feita.


ronaldo braga

sábado, dezembro 25, 2010

Projeto escravo feliz.Volta lula








Hoje encontrei um brizolista daqueles que não existe mais, e além do mais coisa de trinta anos que eu não o via. Ele vocifera verdades e sempre chama o Darci Ribeiro, para provar todas as suas sentenças. Foi uma alegria o reencontro com cara de encontro, pois afinal trinta anos nos deixou completamente diferentes.
Depois que o deixei passei a refletir sobre o final do governo lula e resolvi agradece-lo, a contra gosto sim, mas sou obrigado a agaradece-lo.
Primeiro quero agradecer ao sr. lula por ter mantido o povo longe de uma boa escola, assim meus filhos que estudaram em escolas acima de mil reais por mês somente de mensalidade, pode tranquilamente saber que pelos menos setenta por cento da população estará fora da disputa nos bons concursos e nas boas faculdades, que além de boas são de graça e ainda arranjam uma bolsa em pesquisa.E ao mesmo fico imensamente agradecido ao lula por defenir que escola paga é para pobre, eu adorei esta sentença:
- No governo lula pobre vai a faculdade paga. Achei isso o maximo.
Segundo por lula ter estimulado as cotas para negros, assim meus filhos brancos estudam em uma boa escola primaria e secundaria e o pobre e negro estuda numa pessima escola e de presente e consolo ganha cotas, espaço marcado e gradeado do acesso as universidades, e neste item tenho que agradecer tambem aos movimentos negros que não se interessam por lutar por um ensino bom no primario e no segundo grau para os pobres e negros e estimulam a manuntaenção do pobre como bucha de canhão, ou da criança pobre negra como futuro alvo para as balas policiais do pt ou do seu socio o psdb.
Terceiro quero agradecer a lula por manter a saude do pobre ruim ou inexistente, assim os bons medicos ficam mais baratos, por que tenho certeza se a saude melhorar para os pobres os bons medicos vão ter mais pacientes e dificultará um pouco a vida da classe media, eu falo daquela classe media que pode gastar acima de cinco mil reais por mês com a manuntenção de sua familia.
Quarto quero agradecer ao sr lula por ter triplicado a divida publica e de pegar o dinheiro que cobra dos telefones e desviar e não aplicar na fiscalização.
Quinto quero agradecer ao sr lula por ter feito a carne ficar cara, assim em vez de meio quilo no almoço eu como 250 gramas e isso ajuda a minha saude, bom se o povo não pode comer, então melhor pros meus filhos que não terão concorrencia no futuro. Afinal o povo pode comprar moto em cem prestações e pagar no final quatro e assim enriquecer as montadoras. Afinal ele é o cara.
Sexto quero agradecer ao povo por desejar ficar sempre em segundo plano e quero tambem fazer uma pergunta.
Se vocês gostam tanto de lula ( eu gosto de polvo) por que tudo o que o povo usa é ruim ou nem existe? Senão vejamos:
- A educação do povo é uma piada;
- A saude do povo é assassintao;
- O transporte coletivo que o povo usa é uma desgraça;
- O povo mora em casa que parece mais morredouros.
É verdade que tem uma coisa que funciona bem. A repressão policial contra o povo.
Então povo feliz continue assim por que assim meus filhos tem mais chances de se dar bem e meus netos tambem
Feliz natal ao povo de lula.
Agora uma ultima razão de agradecimento ao lula é de ele ter feito menos reforma agraria do que fernando henrique.
Mas por outro lado ter distribuido muito dinheiro pros lideres para que os sem terra fique eternamente sem terra e os lideres ricos e o mundo bom e bonito dos brancos continue inalterado. Obrigado lula nós brancos o queremos de volta em 2014.
Por mim o sr lula ficaria trinta anos no poder, para que o projeto que começou a ser feito na escravidão com a religião finalmente fosse concluido:
Que é o projeto escravo feliz.

ronaldo braga

quinta-feira, dezembro 23, 2010

fotos teatro base e depois do almoço





acima fotos do fantastico trabalho de estudo e pesquisa teatral do grupo teatro de base.

Bom rapaziada o trabalho de vcs primeiro exala trabalho, suor. depois inteligencia, geografia.
e depois só depois teatro, por que teatro é menor, maior é a vida.
e esse teatro que na foto salta pra dentro de mim, primeiro me espanta e me conquista, me espanta por que o trabalho é muito serio e estetico, vcs estudam e isso é suor, vcs são artistas e brincam com esse mundo criando um unico mundo o da realidade cenica.
e me conquista por que é serio mas não é sisudo é apenas o corpo humano pelo avesso.
me orgulho por diego, lembro como foi o seu contato com o teatro e me orgulho pelo grupo que faz hoje de verdade o unico trabalho de teatro que se pode assim ser denominado na bahia.
diego e o grupo se vcs poderem vejam os trabalhos do avelã e avestruz um grupo da decada de setenta na bahia o marcio meireles era que fazia a direção. não gosto de marcio mas esse trabalho dele me encantou e aé hoje eu recordo de baal, peça de brechet que o avelã montou.
eu estou apaixonado pelas fotos e quero ver o trabalho.

Abaixo o poema que eu fiz depois de ver as fotos. fome de arte. fome de vida. fome de morte. trabalho cientifico este do teatro base, me inspira. eu cresci vendo estas fotos.
depois do almoço




No meu silencio
suas ausencias
tumultuam
minhas palavras nojentas
e de frente pro meu sorriso
a fome
enfeitada me encanta.
Oh fome como és bela e sensual,
tu és a morte em sua meia luz.

No silencio
cada soluço é uma guerra
e tú fome exaurida se deita
e és assim que te admiro
já cansada e na ultima lembrança.

Fome, no silencio de tua vida
cada pedido
é um poema cruel
que
apenas
me faz feliz.
Oh fome não morre ainda
o teu sofrer
me salva
me enleva
me faz ser sorrir e te amar.

oh fome resiste
clama grita se irrita
fica mais bela e radiante em tua pele esverdeada
pois do teu corpo morto
somente missas e orações
e nada disso
é belo como a tua agonia

oh fome me deixa aqui a te olhar

mais um pouco
por mim
não vá.

ronaldo braga

terça-feira, dezembro 14, 2010

SANGUE - Experimento Cênico para Arbítrio




Projeto Arbítrio - SANGUE, Primeio Experimento Cênico
Local:
Casa Preta
Endereço: Rua Areal de Cima, n. 40, Dois de Julho
Dias: 17, 18 e 19
Horário: 19h
Realização: Teatro Base, Grupo de Pesquisas sobre o Método do Ator

segunda-feira, dezembro 06, 2010

O CORPO SEM ORGÃOS



O que nos calam?

Segredos bobos, bolos?

Ou a luz nos olhos dos mortos?


pois nem somente eu vejo

o chumbo torto

no teu amor manero.


O que se cala na vida

foi sempre e ainda

os toques.


Mas no espelho

inverso transversal do meu não-ser

entre o querer e o não querer

das sobras e das cautelas

nasce o corpo quente

em pele fria.


E se é somente e exatamente

faltas.


Mas,

por e tambem

qualquer outro lado

apenas

retoques.


rbraga


BANQUETE DE LIXO

raul seixas




sábado, dezembro 04, 2010

caçada aos patos

a guerra é um negócio
a droga outro
e no topo da pirâmide
alguém ganha
nova prata de potosi
novo ouro dos gerais
alguém que vai à missa
alguém que conhece os corredores do congresso
e o pobre paga a pena
sem comer do pato sequer o caldo
é tudo tão óbvio quanto o verso
que rima o novo com ovo
ninguém quer tornar legal
o que já é banal
afinal de contas,
a guerra é um negócio
a droga outro
e quem é alvo é sempre o pato
com seu tranqüilo baseado
com seu inofensivo papel de 20
para os embalos de sábado á noite


nuno gonçalves
que alé de historiador é tambem cearense,pernabucano e cruzalmense

domingo, novembro 28, 2010

teatro em muritiba

Mulheres em Pé de Guerra
A peça aborda a situação em que se encontram hoje as mulheres brasileiras
de todas as classes sociais frente à sua relação com o homem: marido, filho,
pai, patrão. A partir de diálogos entre três amigas trabalhadoras, o resultado
das oficinas de iniciação teatral, ministradas pelo diretor Ronaldo Braga, trata
sobretudo da busca feminina pela felicidade e beleza, apesar das dificuldades
da vida. O espetáculo ressalta as mulheres guerreiras, que não se tornam
vítimas da situação em que vivem, mas, ao contrário, buscam caminhos alternativos
para superar suas angústias.
DATA | HORA | LOCAL: 18.11 (ensaio aberto) e 25.11 (estreia) | 19 horas
Escola Polivalente de Muritiba (Muritiba-BA).
FICHA TÉCNICA: Direção: Ronaldo Braga | Elenco: Bianca dos Santos de
Jesus, Débora Matos dos Santos, Girlane Santos, Junior Costa Pinto, Leila
Carolini dos Santos, Leticia Lobo, Magno do Rosario | Músico convidado:
Caio Santana Cerqueira Agradecimento: Sra. Girlane Santos (Diretora da
Escola Polivalente de Muritiba).


No dia 25 de novembro a peça mulheres em pé de guerra acontece e agrada ao publico, depois da apresentação um debate caloroso e democratico aconteceu e a violencia contra a mulher, a falta de investimento na educação e na saude foram renegados por todos os presentes.
é o teatro participando da alma e do corpo.
obrigado a todos os atores e aos participantes do debate.
VALEU MURITIBA.

ronaldo braga

domingo, novembro 21, 2010

corpo sem orgãos

O corpo sob a pele é uma fabrica superaquecida,
e por fora,
o doente brilha,
reluz,
em todos os seus poros,
estourados.


antonin artaud

o encontro de Luciano Fraga,Ronaldo Braga e Nelson Magalhães Filho com Dionosius

A NOITE DE BACO



A pior coisa para um artista, sempre foi conversas antes, ou depois de uma apresentação. E bem pior se por ali estivessem esses falsos artistas, tipo sorriso acre - doce e vestidos, como artistas marginais, que buscam fama e dinheiro e estarem bem com o publico, com qualquer publico.
Homens e mulheres passeavam agonias em cores cômicas de domingos e eu pressentia que essa seria uma daquelas noites de Baco e de Hitler. Eu teria que combater cada fala cada pensamento e teria que sambar no ringue, senão iria a nocaute naquele desfilar de caras funestas e pesadas e bêbadas.
Eu não mais bebia e teria que ter o absinto, como companheiro vizinho ao lado de meninas passantes, em desesperadas compensações, e só nas lembranças de ousadas caricias, alerta, interrogando tragédias legais: Pedofilia crime capital.
E eu bebia água, obrigado Henry Miller, você me salvou, com sua técnica de se embebedar com água. Eu bebi dois litros antes do debate e podia sentir minhas narinas entraves cansarem sorrisos, enquanto as flores cansavam jardins.
E aí a luta começou: Eu fui duro: E dei de esquerda; De direita; Dei nos rins; E no estomago. No fim eles desistiram, e como se fossem donos da noite, os artistas de boutique encerraram o debate, numa fuga desenfreada e agonizante, para um confortante encontro de comadres, com palavras cuspidas a contra gosto no ritual de educados rapazes e moças. Vendilhões de almas e perdidos nas prostituições sistêmicas e aceitas.
Homens e mulheres sorriam ódios e fumaças escapavam de suas latrinas. Água e mais água suspiravam meus encontros, e então a melhor parte apareceu: Uma mulher: Sensacional fez o resumo da peleja com uma maestria e sensualidade que me provocou ondas por todo o meu corpo, ela me deu um longo e apertado abraço e me agradeceu por aquela noite: Valera a pena.
Meus amigos L.F. e N.M.F. que dera bons golpes e usara muito bem as pernas, também eram sorrisos, e sorrisos para ela, a fêmea da noite, que nos dera a garantia da vitória. Vitória? Sairmos dali com uma sensação de estarmos vivos. E um bar era o nosso objetivo imediato. E nos largados momentos de charutos e entregas, as conversas resumiam egoísmos e grandezas escapavam de nossas veias e o rio corria mansamente em nossa direção.
Crianças verdes nos sorriam distancias e a poesia martelava nossos desejos e ela ocupava pensamentos, e cheiros emanavam em uma cachoeira cativante e serena.
A noite foi de Baco.
Ronaldo braga

quarta-feira, novembro 10, 2010

direito prescrito

cia zem apresenta



ELEGIA PARA CHARLES BUKOWSKI

Ele dizia
que um poema
eram poetas
egoistas, amargurados
traduzidos
em loucos recados.

Nove de março
eu tomava um porre
saudando outros
que tomastes
em vida.

Vomitei luas impossiveis
fui de tudo
e fiquei sem nada
a madrugada crescia
na rua teus passos
desapareciam de nós.

Vários porres
pelo porre
enquanto
Bukowski
morre.

Zeca de Magalhães

segunda-feira, novembro 08, 2010

a minha prece foi atendida




assinado- trabalhador cubano torturado.

Na Alemanha a igreja catolica fez de hitler um deus todo poderoso, aqui no brasil, a igreja universal do reino de deus montou na mentira lulista e fez de dilma uma santa.
Mas nem a igreja e nem a dilma responderam as perguntas que não calam:
o que a dilma vai dar de troca aos empreiteiros que doaram milhões para a sua campanha?
quanto custou ao cofre da viuva as casas de pombos que o pac fez para o povo?
e a cpmf?
não tem o presal, ou o presal já tem dono.
Será que collor conhece o dono do presal ?
E continua o brasil descendo a ladeira....

rbraga

terça-feira, novembro 02, 2010

cara a cara com o inferno

Estou discutindo a palavra amizade, o que será que existe de verdade nessa palavra e nessa relação detonada por essa palavra? A amizade comercial financeira, amizade grega, a amizade militar, a amizade partidária, a amizade sexual ou a amizade afetiva?
Tenho tido muitas violentas crises de identidade, principalmente comigo mesmo, ou seria possível com outra persona?
Hoje o mundo preto e branco, respira o ar dos finalmentes e das finalizações, pessoas azedas compram sorrisos e bares exigem educação e controle, controle? Estranho o mundo dos espertos até mesmo nos bares, nos estádios estão querendo controle: Amigo o negocio é beber e ser educado, falar baixo.
Eu sou um estúpido ateu, que permito à minha tristeza planos de crescimento e deixo rolar toda a minha virulenta violência, eu gostava dos bares e saibam que se tem um lugar que eu tinha amigos era nos bares, mas isso nunca impediu que eu sempre levasse porradas de clientes e donos, eu sei que aprontava e então os bares fugiram de mim e eu pude sorrir levemente e fechar os olhos e sonhar bombas vermelhas arrasando quarteirões. Eu não sei como os outros se saem nessas situações, eu sempre saio perdendo.
Alguns amigos te exigem fidelidade, mas são infiéis, outros te pede demais e poucos nem te conhecem.
Antes, no negocio da amizade é preciso atenção na descida do esparro que a alegria alavanca, um amigo novo sempre chega bem devagarinho e quando você percebe já ordena e organiza teu inferno.
Na primeira juventude amizade é afirmação e o re-re-reconhecer no outro o você e você nas ações de um outro-eu-mesmo, depois é necessário emprego, dinheiro, mulheres e por outro lado a amizade agora é a base de um sucesso que fracassado já nasceu, mas que nem mesmo você sabe. Os dias viram décadas e então nos cabelos brancos a amizades é memória, constatação, decepção de um você arrancado até seu ultimo desejo e então amizade é solidão.
O ideal seria não haver este encontro, gostar do que em uma pessoa?
Eu prefiro gostar das ações e hoje a distancia me parece o melhor remédio, encontros nos desencontros, pois amigo mesmo é o seu inimigo e ele pode ser a diferença entre a tua imbecil esperança e a tua vitoria caliente.
Preservo em minha memória ainda desejos de encontros, salutares conversas e alegrias furtadas de uma dor maior desconhecida, que a população do século das luzes jogam para baixo do tapete e punem com severidades àqueles que preferem o cara a cara com o inferno e que escarram sem nojo o próprio rosto.
Pessoas são tolerantes e nada amantes, antigo reflexo de um perigo imanente em um passado hostil e tenaz, covardes pessoas programam futuros em perdidos presentes e se armam, se enganam, se escondem quando amam, e ai são sempre super homens e super mulheres, mas basta o acender das luzes e primatas mostram a cara de bicho, o respirar animal e como disse artaud um ser humano sem controle é apenas um estúpido animal sexual.
Artaud tem razão eu sou apenas um estúpido animal sexual
Amigo, amizade é negocio e negocio se ganha e se perde.
Mas o que me não espanta
É que você-eu quer só ganhar.

rbraga

CONDIÇÃO TERRÍVEL


RISONHO – Por que não procuramos o Menino?

SONOLENTO – É verdade. Eu vou!

RISONHO – Você vai?

SONOLENTO – Eu vou!

RISONHO – Então vá!

SONOLENTO – Eu vou!

RISONHO – Então vá!

SONOLENTO – (Continua sentado.) Estou indo! (Mantém o olhar no horizonte.)

RISONHO – Está vendo ele?

SONOLENTO – Ainda não.

RISONHO – E agora?

SONOLENTO – Ainda não.

RISONHO – E agora?

SONOLENTO – Ainda não.

RISONHO – E agora?

SONOLENTO – Ainda não.

RISONHO – (Gargalha, mas não sai nenhum som.) E agora?

SONOLENTO – (Em felicidade eufórica.) Estou, é o Menino!

RISONHO – Onde, onde?

SONOLENTO – (Aponta para frente.) Ali, olha ele ali!

RISONHO – (Olha na direção.) Grite! Chama ele!

SONOLENTO – (Sussurra.) Menino... Ei... ei... Menino... Menininho...

RISONHO – Grita! Diz que quer bolo.

SONOLENTO – (Sussurra.) A-há, u-hú, Menino eu quero comer seu bolo...

RISONHO – Mais alto!

O Sonolento tenta levantar um braço, mas ele cai. Tenta levantar o outro, mas ele cai. Levanta os dois, mas os dois braços caem.

SONOLENTO – Os meus braços não me obedecem mais. (Sussurra.) Menino...

O Risonho tenta se levantar, mas cai. Tenta se levantar novamente. Fica de pé, meio que desequilibrado, mas desaba no chão com o traseiro para o ar e a cara no chão. Mantém os braços fazendo sinais.

RISONHO - Pronto, eu estou fazendo os sinais com as mãos, agora grita... “Eu quero bolo!”

SONOLENTO – (Sussurra.) Eu quero bolo!

RISONHO – “Eu quero bolinho!”

SONOLENTO – (Sussurra.) “Eu quero bolinho!”

RISONHO – Bolinho de uva!

SONOLENTO – (Sussurra.) Bolinho de uva... Mas bolo de uva não existe!

RISONHO – (Fica sentado.) Claro que existe. Já disse que sou sensitivo. (Olha na direção do Menino.) Olha, lá, o bolo é azul anil, claro que é de uva.

SONOLENTO – Como você sabe que a cor do bolo de uva é azul anil?

RISONHO – Ora, essa... É tão óbvio!

SONOLENTO – Claro que não é óbvio... (Pausa.) Olha, lá...

RISONHO – O que foi?

SONOLENTO – O Menino... Ele foi embora... (Horrorizado.) Foi levar o bolo para outra pessoa... (Funga.)

RISONHO – (Gargalha, mas não sai nenhum som.) Que bosta de dia! (Fala mais baixo. Sorrindo.) Uma bostinha!

Silêncio.

SONOLENTO – Depois me dizem que não temos perspectiva.

RISONHO – Hã?

SONOLENTO – Depois me dizem que não temos perspectiva.

RISONHO – Mas o que tem haver?

SONOLENTO – Ora, essa... Eu só vejo uma coisa, o Menino, e a única coisa que quero é que ele traga o bolo. O que custa? Atravessar a pista? Só tenho esse desejo... (Pausa.) Quero ir para Pasárgada!

RISONHO – Eu também!

SONOLENTO – Comer o Lendário Bolo de Beterraba com Hortelã.

RISONHO – (Suspira.) Hum...

SONOLENTO – (Pausa. Olha para o Risonho.) Eu podia te comer!

RISONHO – Sai pra lá, ô!

SONOLENTO – Eu podia te comer. Depois... eu te como de novo.

RISONHO – Eu, hein... Que coisa estranha.

SONOLENTO – Você é um bolo. O Lendário Bolo de Beterraba com Hortelã. O Lendário Bolo de Beterraba com Hortelã de aniversário!

RISONHO – (Sorrindo.) Então você é o bolo de caju... ou de uva... ou de maracujá, ou de...

Ouve-se um ronco. Eles ficam quietos, subjugados. Silêncio. O Risonho funga e limpa o nariz, logo em seguida o Sonolento funga e limpa o nariz também.





Fragmento da peça "O Bolo de Aniversário do Menino Ranhoso (Peça em ato único para crianças)" de Diego Pinheiro.

segunda-feira, novembro 01, 2010

el infierno filme de luis estrada











sonhos empurrados



Houve um dia em que sonhar o futuro era crescimento e alimento, uma nervosa felicidade se acoplava no corpo que em transe dançava a vitoria em ritmos mareados, houve um dia para quase tudo nesse mundo de minha existencia, houve o dia da tristeza e o da felicidade vem e vai. Sua permanencia eu vou esperar deitado.
Mas os dias de sonhos apareceram como miragens e as caras eram amenidades disfaçadas e meu sono se agitava em transe comprada, eu sabia que futuros se vendem mas não se entregam e somente ali naquele sonho revirado e visto de fora, eu sonhava o sonho e o sabia mentira, nem mesmo pesadelo ali eu encontrava. Era um sonho besta desses que a gente se vira e não cai da cama mas tem a sensação de uma surra tomada e sabe que vai carregar o corpo cansado pór todo aquele dia nefasto.
Hoje eu sonhei o meu mais doce sonho e sei do sal que por entre frestas e lascas se infiltra e amarga o doce sabor da dor. Já não espero a espera longa das cores e sei do verde seco esquecido e perdido nos sentidos molhados dos espertos e sei que tudo lá longe é apenas miragem e que me vendem goela abaixo como minha ida ao paraiso.
Sei que a educação se tornou obsoleta, o que importa é a palavra dada ao lado da farda, da caneta e da mentira, sei que de nada serve o conhecimento, pois uma boiada sempre satisfeita e de cabeça baixa segue o lider rumo ao precípicio.
O meu sonho como um pasto cresce em tamanho e encolhe em postura e já simula pesadelo e até mesmo uma ameaça de acordar.
Afinal que importa se todos devem?
Que importa se agora eu ganho menos?
Que importa se tudo é fantasia e propaganda?
Eu feliz acordo em um mundo inabitado de sentidos que antes me impõe uma perspectiva de felicidade e me pune quando eu trago a critica.
Houve tempos de criticas, agora é tempó de gritar vivas e vivas, a critica deve de fininho se retirar e só se deve usa-la quando nós falamos dos inimigos.
Mas quem é o inimigo?
o inimigo será aquele que nos criticar e então terá toda a corda esticada até o pescoço.
Como assim?
Então eu não posso criticar o meu time?
Não, pois ele é o time dos pobres, e os pobres coitadinhos sofrem muito, pelo menos merece um time vencedor e que só receba elogios
Ali na mosca eu percebi, então devemos manter baixa a alta estima dos pobres, pois ela serve para muitos e devemos tambem maquiar os numeros, todos o numeros, mas somente os numeros, pois o lider da torcida gosta de multidões e fica todo molhado quando seu nome ecoa nas bocas ainda sem dentes e os famintos de cabeças abaixadas saúdam o aumento de tudo até mesmo do superavit.
De tanto criticar critico a mim mesmo, pois sem a critica somete lideres de torcidas organizadas vivem e mais que viver, NECESSITAM..
E por todo o planeta o pasto grita
Eu amo esse "home".
E por toda savana bichos se escondem pois eis que sorrateiramente e sorridente vem um "home" feliz.


RBRAGA








o exercício da crítica
assim como
o exercício da poesia
assim como
o exercício dos sentidos
assim como
o exercício do pensamento
sempre foram incompatíveis
ao exercício dos caciques
no mundo sem mundo do capital
o único exercício permitido
é a ginástica de academia
o ritmo repetido e exaustivo dos músculos
o feedback automático e irrefletido dos tolos
o uivo dos lobos segue em extinção
assim como a cólera trágica dos amantes
tudo virou drama
tudo é telenovela
ao xamã resta a semente
de uma nova ordem além do caos
e a caverna de sempre


abraço
nuno g.
(Nuno Gonçalves)

domingo, outubro 24, 2010

O PRATO AZUL PISCINA

(texto para ler e não falar nada)







Você me disse que iria comer tudo!

Mas não vou comer, não adianta...

Tu é uma praga, viu?!

Não sou!

O que é que tem de mais nesse prato, criatura do demo?

Ele é de barro quando deveria ser de plástico verde e brilhoso.

De plástico verde e brilhoso como o do Juca?

Não... como o do presidente!

Mas o prato do presidente é de plástico azul piscina!

Não! É verde brilhoso!

Eu troco o prato e tu come.

Você vai roubar o presidente?

Não. Vou matar um ministro.

Mas como?

De rir.

Vai contar uma piada? Você é péssimo piadista!

Não... eu vou morrer... Só assim para ele morrer... de rir. As pessoas só morrem assim. O que não é tão bom, pois sempre morre uma massa de gente.

Grande sacada! Vá, vá... Eu quero o meu prato de plástico azul piscina, para assim comer toda a gororoba que você fez... E esse cadáver no prato... Foi de quem?

... do presidente!




diego pinheiro

terça-feira, outubro 12, 2010

como posso sorrir se minha alma não é vermelha

como posso sorrir se minha alma não é vermelha



Há uma pergunta a ferroar meu ambiente, ecoando em meus passos, fermentando a minha dor. Há uma pergunta que não soa na net, e a minha poesia como uma velha desdentada arranca pedaços de uma carne assada em fogo medíocre e alimentado pelo liquido que escorre das babações de ovos.

As pessoas antes caladas agora salientes falam e suas falas mostram por que estavam caladas. Uma tristeza “caliente”ressurge em todas as gargantas alegres e esse fogo ora alto ora baixo chora ignorâncias em todas as suas lagrimas.

O mundo brasileiro perdeu o sabor do aprendizado e agora em vez do lugar da critica a política virou uma arquibancada de torcedores enfurecidos e desnorteados, eles tem que torcerem, mas já não sabe o por que. Seus princípios foram perdidos nos rumos das alagadas madrugadas onde os dinheiros transcorrem aos borbotões. Tanta miséria e tanto dinheiro a escorrer por entre fomes e mortes.

A poesia maltratada espuma amores em rancores renovados e desbotados, a natureza sofre escaladas de terror e a gente pode ver entre os pais dos pobres os vilões sorridentes e suas fazendas de gado humano.

Há uma pergunta a ferroar meu estomago:

Pra que escrever ficção no país da mentira, pra que ser poeta no país do caixa dois consagrado pela esquerda?

Quando eu viajo pelos blogs tanta merda invade meus olhos e nos comentário só tem gente falando elogios e quando vem a critica os blogueiros não postam,isso me entristece, pois a poesia precisa de inimigos sérios e não de babacas puxadores de sacos e não escritores que copiam que elogiam que negociam e que antes são verdadeiros propagandistas de marcas do que destruidores de valores. Sem destruição não há poesia e a primeira coisa a ser destruída são os meus próprios alicerces senão meus pés não afundam e eu não posso contemplar o subterrâneo de mim mesmo.

Poesia de amor é mais que beijos, mais que desejo, pois também é desilusão, frustação, rancor, abandono e porque não, com o amor temos a inveja, só ama quem odeia essa é a máxima que eu acredito.

Há, tenho certeza, uma certeza a construir barracos em mim, uma certeza que de fininho vem assaltando meus pesadelos e levando meus medos pro mais fundo dos fundos, hoje eu sei que tenho que matar o blog bragasepoesia, ele não pode servir um mundo que não quer pensar, quer torcer, quer é ser do time a ou b e seus cérebros consolados com uns trocados que por certo deixaram de abrir escolas e hospitais, aos poucos perdem o prazo de validade e inevitalmente ou ganham raiva ou se tornam puxadores de sacos por qualquer preço.

A internet é o lugar das sombras, o lugar do vampiro, dos que não podem ver a luz do dia, da mediocridade e eu como um medíocre rebelde vejo que meu treinamento pra besta já começa a chegar ao fim e então o que me resta:

- Fugir de blogs e de blogeuiros:

- escrever enquanto não mato o meu blog o que eu achar que devo, mesmo que fascistas tenham me lembrado que o meu blog é de poesia, como se os fascistas conhecessem, alem de dogmas, o que é poesia, como se alguém conhecesse verdadeiramente o que é poesia, como se poesia não fosse vida, aliás o que fascista entende mesmo é de matar, veja Mussolini, veja o PCdoB, veja a morte de Celso Daniel, preparada nos guetos vermelhos;

- Estudar.
Pois é o que me resta até a minha morte:

- estudar corpos femininos;

-estudar as mentiras vermelhas e azuis;

- estudar as teorias filosóficas e denunciar o autoritarismos dos dogmas comunistas;

-Afirmar em alto tom e com felicidade

Eu não preciso de deus.


rbraga


obs:quero destacar alguns blogs que eu sempre irei ler, por que não somente são bons,mas os seus titulares são coerentes com o que dizem, mesmo sendo catolicos ou que religião seja, cada um a seu modo respeita a si proprio.eu sou ateu, mas respeito aquele que não o é:
- o blog de luciano fraga;
- o blog de marcia barbiere e daniel
- o blog de diego pinheiro
e outros que eu agora não me lembro o nome,mas não pedirei desculpas pelo esquecimento, eles sabem a minha opinião sobre eles.

rbraga

segunda-feira, outubro 11, 2010

domingo, outubro 03, 2010

vermelhos contam notas verdes em muros altos e balas mortiferas

Sempre aos solavancos, o que parece ser nunca foi e sempre será. mas ao mesmo tempo numa imanencia a grudação erotica transcende o ritual e as trocas e sublimações são as ondas por onde resvalam os risos ainda leves dos marcados homens pra viver.
Hoje reflito o antes em espelhos atravessados e sei dos inconcientes receios e das parcas certezas a sustentar votos e frases prontas.
Houve um sertão de homens e eram quando as mulheres sorriam orgasmos em lascivas obdiencias aos proprios estremecimentos, eram tempos duros e felizes, se sabiam dos amigos, se sabiam dos inimigos e se sabiam limites e os donos sempre se escondiam por entre facas e balas.
Foi-se outrora e na cara dos meninos, arrancada dos submundos, brilhou o nada, sedimentou-se o medo e vendeu-se a alegria a peso e medida transvalorados.
Veio o amanhã cinzento a negar fatos, a trocar verdade e os donos dos sonhos aparecem entre cortes vermelhas e risos cinicos de barbas cuidadas entre ordens compradas mutiladas e reempacotadas em estrelas vermelhas e desgastadas, caminha pro rosa, mas quem se importa?
O importante MESMO, é o carro, o cargo, a mentira dita em sorrisos soltos. Soltos? E MAIS QUE TUDO É SENTIR AO SEU LADO, um bando e mais a metade de miseraveis a rir, a pedir e a chama-lo de DOUTOR.
O mundo dos homens marcados pra viver é exatamente a vida de presidiarios em virtuais celas de liberdade, onde antes de mais nada o ser "ximbunco", o puxar o saco eroticamente pra provar a fidelidade, não somente os marcam, como são demarcados em si mesmo as possiveis propabilidades de emprestimo ou mesmo venda de puxa sacos, eles os homens marcados já trazem em si determinado sua capacidade de possuir em si o desprezo total pela sua vida e amar sem precedentes o saco a puxar, seja titular ou um saco comprado ou mesmo cedido para usos não eternos.
E assim se vota, não em quem se acredita, antes em quem propicia a possibilidade de eu me tornar um ladrão sem perigo de prisão e já sabemos quem pode mais e ainda continuar a delegar figuras imaginarias nos sertões de minha mente.
Hoje vou chorar arvores mortas em passados de minha lira desafinada, vou me saber calmo diante da simbolica morte dos eleitores e vou feliz afirmar:
eu ainda penso.Perigo total, é só ver o que aconteceu em cuba, russia ou outras enganadas paragens.
Portanto eu sei dos sentidos perdidos nos cofres publicos e sei do poder da bala, da faca e do capital e nessa brutal guerra entre capital e trabalho, os vermelho já verdes contam dolares em quintais cercados e protegidos e mandam boas palavras de futuros paraisos para todos.
Brasil um país do futuro para todos, mas já um presente pra vermelhos esverdeados.


rbraga

crueldade

artaud

domingo, setembro 19, 2010

oração ao lula

meu senhor
seus textos
flutuam por entre capas e copas,
já não cabe em mim seu discurso
de docilidade e amor transitorio
sombrio me abati em delirios
e como faca pontuda
rasquei meu peito em mareadas religiosas.
meu senhor cansei
de palavras soltas nos futuros
e promessas presas nos passados
sou como um louco desgarrado que ri da propria fome
e sabe das mentiras que as verdades encerram .

Sim só espero a morte
e nas noites longas
ouço risadas histrionicas e gritos de dor
mas no meio do dia barrigas vazias riem em notas falsas
pois meu senhor
eu sei o que vc fez com a esperança do povo.

ronaldo braga

o nada repleto de nadas E MENINAS SEXO E CAFÉ

Eu sou um cara que passa por aí, invisível e impermeável, eu passo e ao meu redor pessoas são estranhas e nada se parecem comigo, ou pelo menos elas não me interessam, eu busco o prazer, sim, eu busco o prazer sempre. E quando quero sexo: prostitutas.
Com elas eu vou firme rumo ao infinito e pago pra isso: não guardo remorsos nem sentimentos, apenas trabalho o corpo e alimento minha alma em gozos livres.
Não me interessa a busca da felicidade, percebo os acontecimentos soltos, sem desencadeamentos, apenas fatos isolados construindo uma rede por uma fatalidade da própria imanência da vida.
Eu sou um cara que passa por aí e sabe que é preciso inventar estruturas, inventar mundos e que isso só é possível com pessoas que não aceitem este mundo como um único mundo, pessoas que se encontram e desencontram, é, desencontram, só assim pode ser, o desencontro é uma imposição saudável, necessária.
Eu sou um cara em busca de pessoas estranhas, tristes e taciturnas, bom devo repetir: triste, mas é bom salientar, triste mas não derrotadas, eu sou um cara que não gosta de derrotados.
E às vezes, é lá nos escombros da minha memória, que eu encontro o caminho para as minhas trânsfugas em um contínuo corte do passado, em um confuso e constante estado latente com a dor, o prazer, a sonolência, a indeferença e o sofrimento, que eu encontro a força, não como algo que eu conquiste, ganhe por ser bondoso, mas algo que está lá; na vida, é a vida.
Eu sou um cara que olha o passado sempre em imagens surrealistas, e esse fantástico recorte do meu passado, numa estrutura nova, é um sistema apodrecendo o sistema do meu dia a dia, pois o dia a dia tem que ser real e logico, o sistema é fácil e todos podem compreender, mas eu não entendo essas coisas simples, eu não as entendo, pois eu sei, eu sei da dor nos sorrisos cínicos, eles sempre estão depositando no amanhã toda a sua fortuna, e eu sou um cara que sei que o devir não é o sucesso garantido, e eu só posso dar um sorriso amarelo e chama-los de tolos, eu sou um cara que olha pra cima.
Mas existe uma calada realidade, uma calada limitação, uma litúrgica e funebre morte nascida no nascer do ser e que cresce com ele e desaparece com ele e mais ainda, existe também, imanente à minha impermeabilidade, em algum lugar da minha vida, como uma covardia, alguma esperança, que me mata lentamente.
E eu sou um cara que sei do meu devir: o nada. O nada restaurado e em sua plenitude, um nada repleto de uma longa vida depois de uma mais longa não vida. O nada que é um restabelecer. Nascemos para morrer e vivemos em busca do nada.




MENINAS SEXO E CAFÉ
1

Espinhos adornavam beijos, e
Perdidos, acalentavam esperas.
E luas fugiam com o horror
nos olhos de outros mundos, e
na sala,
ameaças solenes ritmavam medos e
impunham hierarquias de vermes e mortos.
Eu planejava assassinatos
e professoras
mortas
invadiam meu cérebro.
Era junho
e um frio cortava amores e
praguejava sonos deixados.
Lá fora
flores choravam luzes e
meninas sorriam sexo em aromas de bromélias e café.
Recreio triste,
na chuva
irritava dentes
e provocava tédios.
Professoras mortas
vociferavam valores
e glorificavam passados e
seus pés chamuscavam lamas
e podres insetos sorriam delas
enquanto seus cús
olhavam famintos as horas e
desejavam horrores de
preces e rezas.

11

A porta
aberta
invertia sons
e sombras apáticas calavam
corredores de um junho medonho.
As horas cansavam esperas em águas correntes
e luzes azuis faiscavam agruras
de verdades
vomitadas a ferro e fogo
e esquecidas
em babas
e punhetas de mar e
sonhos,
em mulheres impossíveis e nuas.
Espinhos adornavam canções
e beijos de pedras sorriam desgraças e as notas
caiam pesadas nas infâncias
de poeiras e suores.
Enquanto os medíocres
sorriam tijolos e nojos.


( poema dedicado a BAIXINHA DA VITÓRIA, A MELHOR RUA DE CRUZ DAS ALMAS)


ronaldo braga

obs textoS já postadoS por aqui antes

sábado, setembro 18, 2010

jornalista cubana Marlen Gonzalez, entrevista benicio del toro

benicio del toro, um imbecil ou um cara que esconde certas coisas e mostra outras que interessa ao seu proprio ideal politico? e a verdade? Bom ele manda bala na verdade, como fidel castro e seus puxa sacos.
Nesta entrevista a reporter deixa o fã de assassino sem palavras e ainda mais o manda estudar e não ficar falando besteira. é esse rapaz de meias verdades que vem ao brasil a peso de ouro fazer campanha pra dilma.









quem gostar de guevara que goste mas eu não gosto de ditadura e muito menos de assassino covarde que usa o nome do povo para saciar sua sede assassina.

ronaldo braga

uma policia forte pra defender o dinheiro dos ricos

Estarrecido com tanta bobagem em torno do sucesso do governo corruPTo do sr lula cachaça, fico agora certo do engodo que para o povo se prepara. No pará a policia do pt, reprime com violencia uma manifestação de estudantes de primeiro e segundo grau. O pt, só aceita manifestação quando é de bajuladores ou de corruptos como eles. No rio a policia aliada do lula mata trabalhador por segundo e tudo fica na mesma, na bahia a policia do sr wagner dormido ataca com furor e odio de trabalhadores se for negro a coisa fica preta.
Democracia nem pensar
saude nem pensar
educação nem pensar
casa propria só se for de pombo e usando eleitoralmente
agora policia temos aos montes.
quando na opsição o pt achava que deveria haver menos policia e mais saude e educação agora no poder o pt mostrou a sua cara medonha e assassina e se alia ao modo operandis do fascismo e se transforma em um verdadeiro demonio pra o povo inculto, pobre, dependente e mais que isso covarde deste brasil colonia e sob um governo que antes de mais nada odeia preto, pobre e indio, mas adora puxa sacos ladõres(eles se uniram a varios ladrões como: sarney, zé dirceu, collor e outras da mesma especie que eles)
vamos lá brasil rumo ao fundo do mais fundo esgoto de merda.

ronaldo braga

sexta-feira, setembro 17, 2010

canção da despedida

geraldo azevedo canta musica sua e de geraldo vandré.
e aqui ficamos a esperar que o rei morra de tanta corrupção ou de tanta CACHAÇA



quinta-feira, setembro 09, 2010

Um pobre besta ser

Fui tão longe, até te perder

recuei tanto

que teu hálito

ambroeza

me fez sofrer.



E sozinho

cansei de te sonhar

te dividir

e te esperar.





Acordei, dormi

sonhei e

pro passado voltei.



E em prantos

meu riso mascarado de ternura

crueldade fabricada

nesta amargura de querer e não querer e

que por ser homem

Um pobre besta ser.


ronaldo braga

terça-feira, setembro 07, 2010

negação de si

Hoje, pela manhã, uma dor estancou em mim todos os meus ódios e tons de vingança. Sem movimentos, eu sentia uma sensação de que eu não era eu, um instante único, onde sentir a si próprio parecia uma total alienação. Eu sentia aquela dor e ao mesmo tempo ela travava meu corpo, e uma estranheza imperava em todo meu ser e impelia em mim uma duplicidade de existência que poderia ser a morte chegando. Era, acredite, como um desfazer de você em você.

Agora sei que tudo não passou de uma negação de mim mesmo, eu sou um coração brando e simultaneamente com tanta raiva que a dor tornou-se o único refugio de paz. Mas a reflexão é também o momento da mentira, do suborno, e antes de tudo a certeza que tudo pode ser diferente.

Mas, vamos por parte. Eu sou um coração e em meu órgão único, milhões de órgãos ausentes se vingam trazendo todo tipo de complicação, os sentimentos sempre chegam até a mim completamente distorcidos e só agora percebo, eu sou um bobo, por isso sou um brando e por isso tenho tanta raiva.

Quando criança eu era um coração sorridente e pronto pra alegrar o mundo, hoje percebo que a dor é a única linguagem que o mundo conhece, mas falo de conhecer respeitando.

Primeiro me escondi tentando bater o mais quieto possível, com o passar do tempo me tornei cínico e como um cínico passei a sorrir, acenar, morder e assoprar e mais que isso me tornei puxa saco e socialista, depois vi a roubada das minhas batidas, o meu ritmo começava a perder o tempo e outros cantos se infiltravam na minha banda. Foi exatamente ai que a coisa tomou um rumo até então impensável, e em um nutrido descompasso meu coração desafinou.

Então me esconder não era mais possível, havia em mim toda uma “zuada” que me anunciava com dias de antecedência. Com medo resolvi avaliar a situação e percebi que um outro ente disfarçado, tentava a todo custo ser um eu mesmo e pior queria assumir não somente meu passado como também minha sublime esperança de sons calmos e ritmados na preguiça de um belo entardecer. Me preparei pra guerra e fui à luta camuflado de estomago, logo de cara notei a acidez do problema o ente começou a urrar e se debater na digestão sempre azeda que eu, um verdadeiro estomago falso produzia em cascata, logo-logo as coisas então pareceram calmas e por alguns segundos pude pensar ser um coração valente em sua covarde necessidade de paz. Mas um outro problema emergiu, e este de maior profundidade, comecei a achar que eu era um ouvido atento que pensava ser um coração débil e este ouvido atento atordoado estava com tanta informação, tanta lamentação, era tanto disse me disse, que comecei a acreditar que a natureza queria mesmo era ou me testar ou me matar ou então eu era apenas um louco trancafiado em uma cela minúscula e mentalmente era ouvido, coração, estomago, fígado ou doenças venéreas ou mesmo um nada brincando na existência de bolhas amebas que se acham belas pessoas.

O pior e mais desgastante era pela manhã, eu ouvia os operários reclamando dos folgados senhores de perna pro ar, lamentando não a sorte deles, mas a incapacidade dos outros de serem escravos como eles. Eu chorei não de pena, mas de raiva desses merdas trabalhadores que festejavam serem escravos, e ainda queriam reconhecimentos por essa bravura: O de ser escravo e algumas vezes também puxa saco.

Era digamos pra mim difícil entender toda aquela zona, também eu não era um cérebro, era um coração brando e com tanta raiva que o pensar naturalmente aconteceu e um súbito conhecer desgarrou de meus outros lugares e criou ali numa zona antes verde, um cinza monte de dor e coceira, então eu agora podia pensar e criar teorias e a primeira foi essa:

- Não tem nada pior que um ente ou ser que se submete a outros seres ou entes, se tornam felizes na escravidão e inimigos de qualquer folga ou pensamento livre.

E eu continuava a ouvir os clamores de vingança. A ira iluminava aquele rosto de nojo e do nada a verdadeira face sujava qualquer amanhecer.

Já resolvido a ser até mesmo um cérebro, agora eu me mostrava disposto a qualquer coisa pra não ser mais ouvido ou estomago ou mesmo uma canção revolucionaria, destas feitas pra enganar bobos, enganar os já enganados.

Então percebi que eles os trabalhadores tinham um deus e que este deus era um senhor e que eles os trabalhadores era filho deste deus, então eu pensei com um pai assim quem precisa de padrasto.

Era noite quando iluminado meu coração pode gritar por todas as bocas, e gritar forte mesmo:

Trabalhadores o suicídio é a única salvação possível pra vocês

Então fui dormir o sono dos bebados e saber que toda noite aquelas bocas podres podiam agradecer a deus por tanta maldade e que eu rindo do degrau mais baixo sabia das mentiras que os, ainda vermelhos, mas já desbotando, agora mais pro rosa, diziam:

Trabalhadores eu trabalho pra vocês.

Bom qualquer dia desse eu serei um nariz.







Ronaldo braga

domingo, setembro 05, 2010

preces são pragas

Quando seus olhos nos meus olhos morrem,

Vive em mim a dor da solidão

e é apenas a questão tempo

fazer de você um resto emprobecido da traição.



Já sei dos domínios

Que seus sonhos acalentam,

e sombriamente

fermentam.



Já sei das preces, suas preces

ameaças cândidas,

sempre cantam aos céus a derrocada no meu ser.



E em meus suspiros

risos nada sedutores

saltam de seus dentes raivosos

e então no meu silencio muitos destinos

sobrevoam morte, sorte e outras dores.



Nos teus beijos, mentiras e golpes certeiros

me premiam com o nada acrescido de coisa alguma.

E é então nesses momentos

que as sereias

cantam em mim, todas as noites encerradas,

e tristemente desencantadas.

Mas você como sempre toda alegre

somente torce

e como uma tola,

tudo distorce.




Ronaldo braga

sábado, setembro 04, 2010

Bobby Darin sings "Lonesome Whistle" Live 1973

escrever pra que?

Sou graduado pela Universidade Federal da Bahia em Direção teatral e especialista pela UNEB, em pesquisa em ensino e educação
Nasci, em Cruz das Almas, numa madrugada fria, no dia 04 de junho de 1959, as brumas cobriam a minha cidade quando o meu primeiro grito ecoou no ar do mundo. Escrevo para caminhar por entre as minhas dores e infortunios e ainda sorrir.
Escrever é portanto o unico ato de cura para uma alma que perdeu toda fé nos céus e se sabe fincado na terra.
Não busco estradas leves e curtas, antes apenas encontro passagens, por entre meus constantes pesadelos, para os lugares intricados dos meus sonhos.
Há tempos eu não escrevo, primeiro nada está me interessando, depois eu mesmo acho que a desilusão é apenas uma outra ilusão e eu escrevo porque sofro, e na verdade esse meu sofrimento não é um sofrimento cristão, não é um sofrimento pelo outro, não, o meu sofrimento é talvez estetico, ou talvez por eu me sentir como se eu fosse duas ou quatro pessoas ao mesmo tempo.
Já houve tempo que eu escrevia sobre as misérias do mundo, mas elas não me interessam mais, hoje é a minha propria miséria que me arrasta ou que me move. A fome, a violencia e o desemprego eu vejo como parte de uma ficção, onde os personagens se divertem por serem miseraveis. Eu me cansei de todo tipo de humildes, eles são a propria desgraça, eles são completamente anti-vida , eles são capazes de sofrerem, mas não mudam a forma de encarar o mundo. Eu não posso mais me inquietar pela vida de outros, é que eu não acredito em nenhum tipo de representação, eu não voto em nenhum candidato em eleições sejam proporcionais ou majoritárias, eu não acredito em sinceridade e muito menos em bondade, sou um egoista em busca de egoistas, nada mais.
Agora eu escrevo por me sentir completamente empanturrado e a escrita é o unico remedio que eu sei que vai melhorar o meu quadro, sei que não vou ficar de bom humor, mas tenho certeza que aquela maldita dor de cabeça vai me deixar. Escrever pra mim é como tomar comprimidos para dor, principalmente de cabeça. Antes eu escrevia pra me exibir, conquistar garotas e provar a mim mesmo que eu era um bom escritor, hoje escrevo pra expulsar anjos e demonios e, assim, talvez dormir em paz.

Ronaldo Braga

domingo, agosto 22, 2010

Eu um pé que pensa ser nariz? Ou nariz que se acha cerebro mas que não passa de um suvaco

Naquela tarde apenas meu nariz vivia intensamente a agonia dos ventos agourentos e insistentemente cortantes. Eu não queria entender e muito menos aceitar os fatos alarmantes de todas revistas e tvs e bocas e mãos, normalmente nestes horários, eu desafiava o padrão humano e me enchia de cachaça barata e conversas mais que afiadas nos lamaçentos redutos da miséria.
De novo me senti um nariz complexo e que era também um cérebro, e nessa condição percebi claramente a minha divisão em dois:eu era nariz e era também cerebro e ao mesmo tempo não era nada além de uma dúvida atroz a me perguntar: O que eu sou? O que eu quero?
Nesta pegada eu podia ser um pé achando que era um nariz que achava que era um cérebro e que por sua vez achava que nem era nariz e nem cerebro. Mas como era estranho a conversa entre miseráveis, e havia dois tipos:
- Os que se sabiam assim e assim queriam viver e;
- Os que buscavam em outrem uma possivel saida.
O chato mesmo era o segundo grupo, um bando de otários que desgraçadamente desgraçados, gritavam o nome do presidente que um dia fora operário, o pilantra na presidência fora inteligente, fizera exatamente como os outros antes dele e aqueles miseráveis sonhavam talvez um dia roubar como ele e não ser preso e AINDA SER AMADO POR QUASE TODA a população. Mas tudo não passava de um barato delírio, o capitalismo permite a um o que tira de milhões e o presidente pilantra operario se vendera e junto vendera milhões de miseraveis que agora tem geladeira em casa e até carro, menos uma boa casa, saude e educação.
O capitalismo saudava o mundo em barbas e gritos vermelhos, eu estava assustado com o caminho, afinal inimigos no passado, agora felizes, os vermelhos saudavam a corrupção como o único lugar de encontro entre os homens do povo, e zangado meu nariz sangrava diante de tanta burrice e felicidade no sucesso alheio. Política, que coisa chata e sem futuro, meu nariz discussava cheiros de somente terras distantes, pois o que eu podia sentir do e no mundo, o fazia por meu nariz que não me trazia exclusivamente cheiros mas também formas e cores e eu sentia uma nuvem entediada no alvorecer do meu país, que travava cheiros e gotas.
Como sendo um nariz teimoso ele insistia em ouvir a boca de sapo cantar seus sons desafinados e destilar raivas e mentiras para uma platéia que me lembrava a alemanha hitlerista, meu nariz ouvia atentamente os miseráveis e canalhas gritarem aquele nome sujo com o sangue do povo, com um vigor e um ódio infernal e crescente. A boca e barba de sapo mudara o estilo de ser do meu país, e até mesmo a minha profissão estava atolada em uma perdida luta ética, sempre fora preciso mas que raiva para matar, antes era preciso estilo e uma certa comprensão da vida, para se ser um bom assassino. Agora, todos podem matar e nada mais fazia sentido. Olhando aquele cenário destemido e sem honra eu só podia lamentar a minha condição de vivente, pois quando um pobre homem conquista o poder, tudo emprobece e a mesquinharia se torma a moeda corrente, além de cuecas e bolsos e meias, o pior é engolir a tentativa do miserável pobre homem no poder de agradecer a deus por tanta maldade.
Bom, já cansado e sem o espirro que o salvaria ele parou de pensar como um corpo e voltou toda a sua atenção para o seu ser por inteiro: um nariz. O fato de ser um nariz e querer ser um cerebro, criara problemas sérios a todo momento e depois esse papo de presidente operário é coisa de quem desistira da vida e sonha com o paraiso e fala do passado, o importante era a quantidade de meleca à produzir, o mal cheiro à frente e a todos e a tudo e ainda por cima olhar o mundo com o nariz empinado.
Agora, exausto e me sentindo livre o que eu temia mesmo era um entupimento que se anunciava e tapava todo o meu ser, me deixando numa situação "avexatória", uma vez que só me restava ser qualquer coisa menos um nariz. Resolvi portanto me disfaçar de suvaco e ficar protegido por hora, pois, enquanto o desodorante continuar vencido pelo menos de narizes eu estou livre.

ronaldo braga

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DIVERSOS AFINS. UM LUGAR SEMPRE AGRADAVEL
Entre linhas e imagens, novos sentidos estão presentes na Diversos Afins. As mais recentes expressões conduzem a:



- uma entrevista com o poeta Ildásio Tavares



- confissões íntimas expostas nos contos de Cláudia Magalhães,Milena Martins e Isaias de Faria



- os homens e seus lugares na exposição fotográfica de Ricardo Sena



- o lirismo poético presente em Elaine Pauvolid, Nestor Lampros, Luis Benítez, Elane Tomich, Ricardo Mainieri, Sylvia Araújo, Cyro de Mattos e Hilton Valeriano





Outros signos mais em:




http://diversos-afins.blogspot.com





Saudações culturais,





Fabrício Brandão & Leila Andrade

segunda-feira, agosto 09, 2010

Apenas agradeci a deus por tanta maldade.

eu cansei deste olhar em minha cara, eu cansei do sol forte e aquele olhar na minha cara. A toda hora eu via e sentia aquele olhar na minha cara. eu gritei no olho do olhar, gritei e até implorei por espaço entre o olho e minha cara.
Era talvez na mudez do meu grito, que existisse a verdadeira maldade de tudo, a minha mudez disfaçada mantinha o olho que impassivel ficava ali a olhar na minha cara. era um desafio besta, talvez com sentido, mas quem disse que ter sentido eliminava o ser besta.
O olho já poderoso olhava sem medos e nem receios, parecia que ele sempre só fizera aquilo: olhar a minha cara. até um certo tempo eu até admirei a forma exata da concentração e o charme deste olhar intensivo, metodico e até posso afirmar surrealista, mas depois por, talvez, cansaço e uma pequena pontinha de irritação eu me senti exatamente como um ser que era olhado de forma insidiosa e chamativa, e depois de chegar a esta conclusão posso afirmar que deu em mim, pasmem! verdadeiramente deu em mim o inicio de um novo processo de pensar o olhar e até mesmo a minha cara. primeiro pesquisei maldades de todos os tempos, e porque não, dos tempos passados e dos futuros, fiz as minha escolhas e fui ao arduo trabalho: estirpar o olhar da minha cara, aquele, agora, zombateiro e esperto olhar que se mantinha em todo lugar e em nenhum ao mesmo tempo, fazia com que a minha faca vagasse por longos espaços vazios e era somente na ausencia que eu pudia notar o maldito ohar, meus golpes cortavam o ar inocente da noite infernal e dores estomacais afetavam a coluna de minha cara vigiada por aquele tragicomico olhar.
Não sei se você já sentiu o nojo do nada estampado em tudo que te olha, era dificil aceitar aquela zombateira vontade de cortar seus beijos e linguas, de te ver sem riso algum mas iqual uma mascara fechada e sem animus, POR QUE SIM, eu sabia que tudo era cores no silencio do teu silencio e me sabia especial, eu pude fazer aparecer a beleza da inquietudo do teu gelar, tua beleza ainda ofendia pessoas e bichos nas orgias ocas e mentais das malditas rezas e orações e eu faZIA tanto às rezas como às orações cantarem o mal em sua plenitude e contrição.
Decidi resolver o insolito problema do olhar carrancudo e depois de muito pensar percebi que era a bondade o falso passo dado que reverberava horizontalmente todos os sentimentos e claudicava qualquer possibilidade de conciliação, não somente eu mas todos os que pensaram perceberam que a bondade era falsa, pois exigia modelos de comportamento e acabava por tornar a todos aquilo que nenhum era e, argumentavam os mais sabios.
- A bondade pra se manter viva, atuante e com adeptos praticava todo tipo de retaliação, todo tipo de maldade, dizem que até assassinato a bondade cometeu.
Era um sol a pino no meu dia suorento, pegajoso e chorento e já a noticia corria bregas e familias, eu decidira cortar o mal e a raiz ao meio e então avancei e liquidei a velha bondosa que me dava sorvete no calor.
Luzes, festas, felicidades autenticas e agora tambem sofrimentos, povoavam toda a minha geografia e então subitamente uma luz esverdeada soletrou o céu e o olhar na minha cara saltou pra dentro do seu proprio e belo passado e como um menino chorava clamando perdão.
Carinhosamente e sem odio cortei a velha em pedacinhos e saltitei pra longe de qualquer esperança da velha correria humana.
Apenas agradeci a deus por tanta maldade.


ronaldo braga

domingo, agosto 01, 2010

E CONTINUA O BRASIL, DESCENDO A LADEIRA





Agora NA PRESIDENCIA ESSE ALIBABÁ continua fazendo o mesmo entegando o sangue do trabalhador aos donos do capital. O governo neo liberal do lula, vem tomando dinheiro emprestado ao mundo por 10.75 por cento ao ano e emprestando aos capitalistas via BNDS a 6 por cento ao ano.
Quem paga a conta é o pobre brasileiro que ouve o ALIBABÁ dizer que não tem dinheiro pra educação, saude, mas tem pra dar dinheiro de graça aos ricos.
o lula dar esmollas ao povo via bolsas, e aos capitalistas bilhões via emprestimo baratos e pagos pelo povo.
Fica uma pergunta?
Por que o povo aplaude esse ladrão do suor alheio?
resposta.
A educação ou falta dela explica, a outra é que esse rapaz sabido, comprou a consciencia da intelectualidade brasileiro, comprou sindicatos, jornalistas e professores. Os politicos do passado como sarney, collor e outras desgraças estão bem no E COM o do pt.
Outra pergunta
O lula disse que o sarney era ladrão, agora será que o sarney ficou honesto ou lula virou ladrão.
responda petists honestos e de esquerda e com muita capacidade capacidade de pensar.

pelo brasil
ronaldo braga

domingo, julho 25, 2010

Companhia "ZEN"Fazernada apresenta: BRISAS




SUELY CALDAS -O limite da irresponsabilidade
O Estado de S Paulo


"Chegamos ao limite da nossa irresponsabilidade." Gravada por arapongas em conversa telefônica reservada, a advertência foi feita em 1998 pelo ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio ao ex-ministro das Comunicações Luis Carlos Mendonça de Barros. Os dois combinavam a participação dos fundos de pensão de estatais na privatização da Telebrás. Fundos também usados na compra da Vale do Rio Doce, um ano antes. Incansavelmente reprovada pelo PT, a frase era reveladora de como gestores públicos acertam nos bastidores o manejo de dinheiro para alcançar um objetivo. No caso, o objetivo era privatizar a Telebrás.

Doze anos depois a história se repete no governo de Lula e do PT, que tanto condenaram os métodos tucanos de buscar recursos e agora recorrem a artifícios piores. Sustentados pela expansão excessiva de dívidas, esses artifícios comprometem o futuro da Petrobrás, do BNDES, dos fundos de pensão de estatais e da dívida pública do País. Na verdade, se o governo FHC beirou, o de Lula ultrapassou o "limite da irresponsabilidade". A privatização foi até benéfica para os fundos, que lucraram e aumentaram seu patrimônio ao se tornarem sócios da Vale e de empresas de telecomunicações. Agora é diferente, o futuro é preocupante. Aos fatos:

Petrobrás - O governo fez tudo errado com o petróleo do pré-sal. Em vez de manter a legislação e atrair empresas privadas para, junto com a Petrobrás, investir capital no pré-sal, mudou as regras. Confiou à estatal a responsabilidade de exploração, obrigando-a primeiro a tomar vários empréstimos, endividar-se, para garantir investimentos do PAC; e quando a dívida cresceu e se aproximou do nível de 35% em que o risco de inadimplência aumenta, a saída foi fazer uma capitalização confusa, tardia e até agora emperrada. Hoje a empresa está ameaçada de perder o grau de investimento na classificação de risco e pagar juros mais altos em novos empréstimos. Com tanta interferência do governo em sua gestão, a Petrobrás tem perdido valor patrimonial e a boa imagem conquistada desde o governo FHC é abalada a cada dia. Suas ações na Bovespa já caíram 25% este ano e investidores têm fugido de seus papéis.

BNDES - Para quem acredita que o governo Lula transfere renda dos ricos para os pobres perde a crença e o encanto ao conhecer a generosa transferência de dinheiro dos impostos - pagos também pelos pobres - para grandes empresas privadas amigas, em operações intermediadas pelo BNDES. Funciona assim: o governo capta dinheiro no mercado pagando juros de 10,75%, empresta ao BNDES, que repassa para empresas amigas cobrando 6% de juros. A diferença é bancada pelo Tesouro com receita de tributos. Ou seja, o pobre que paga imposto subsidia créditos para os ricos. Os dois últimos empréstimos do Tesouro ao BNDES, que totalizaram R$ 180 bilhões, geram subsídios de quase R$ 8 bilhões. Créditos bilionários para dois frigoríficos - JBS Friboi (R$ 7,5 bilhões) e Marfrig (R$ 2,5 bilhões) - comprarem empresas no exterior custam aproximadamente R$ 450 milhões em subsídios bancados pelo contribuinte brasileiro.

Será que transferir capital para empresa privada investir no exterior é mais prioritário do que aplicar dinheiro em saúde, educação e saneamento? Concentrar enormes quantias nessas empresas sem controlar sua aplicação não eleva o risco de inadimplência no futuro? É brincar com o perigo, é ultrapassar o "limite da irresponsabilidade".

Fundos de estatais - O governo orientou os fundos Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobrás) e Funcef (Caixa Econômica Federal) - sempre os mesmos - a substituírem empresas privadas que desistiram de investir no capital da Usina de Belo Monte, por não confiarem na rentabilidade do empreendimento. Nascida majoritariamente privada, a Usina de Belo Monte vai acabar mais de 70% estatal, dos quais 27,5% do capital é integralizado pelos três fundos de pensão. Não importa a incerteza quanto à rentabilidade do projeto. Importa é viabilizá-lo na campanha eleitoral, mesmo rompendo o "limite da irresponsabilidade".

JORNALISTA E PROFESSORA DA PUC-RIO E-MAIL: SUCALDAS@TERRA.COM.BR

sábado, julho 24, 2010

Brasil é terceiro pior do mundo em desigualdade Desigualdade derruba IDH do Brasil em 19%




o Brasil de lula é ruim assim como o brasil da ditadura militar. somente mentiras repressão e propaganda nazista endeusando o lula, que agora em palanque diz que o severino cavalcante foi derrubado porque queriam derrubar o lula e não consequiram.


O fator renda foi o que mais contribuiu para reduzir o padrão de desenvolvimento do Brasil. Segundo o IDH-D, a renda cai 22,3% , a educação 19,8% e a saúde 12,5%
FOTO: GUSTAVO PELLIZZON

24/7/2010

Com cálculo ajustado pelo mesmo indicador, a América Latina e o Caribe também têm índice comprometido em 19,1%

A desigualdade compromete o padrão de desenvolvimento do Brasil em 19% e a disparidade de renda é o fator que mais influencia negativamente nesse resultado. Essas são conclusões do Programa das Nações Unidas em Desenvolvimento (PNUD), que passou a calcular em 2010 o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade (IDH-D).

O indicador não utiliza médias nacionais, mas considera as desigualdades do País em relação à renda, à educação e à saúde. A nova metodologia estabelece uma espécie de punição que altera resultados para países com mais disparidades.

Com essa forma de cálculo, o indicador para a América Latina e o Caribe cai 19,1%, percentual quase igual ao do Brasil (19%). Em alguns países, os resultados são ainda mais negativos: Nicarágua (-47,3%), Bolívia (-41,9%) e Honduras (-38,4%). A diferença é menor em nações como Uruguai (-3,9%), Argentina (-5,9%) e Chile (-6,5%).

Para o diretor do PNUD para a América Latina e Caribe, Heraldo Muñoz, o combate à pobreza deve continuar como estratégia central de programas sociais. "É preciso ir além: a desigualdade por si mesma é um obstáculo para o avanço no desenvolvimento humano, e sua redução deve incorporar-se explicitamente na agenda pública", diz.

Vulnerabilidade

Segundo o relatório do PNUD divulgado ontem, a desigualdade de rendimentos, educação e saúde persiste de uma geração para outra num contexto de baixa mobilidade socioeconômica.

Com informações mais detalhadas, é possível traçar políticas públicas com impacto maior para populações mais vulneráveis, explica a professora do mestrado de Avaliação de Políticas Públicas e da Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Elza Braga. Hoje, o Bolsa Família exclui dos repasses sem terra que vivem em ocupações rurais e famílias que vivem em áreas de ocupação sem endereço.

"Quanto mais refinados são os dados, mais vão mostrar desigualdades. O IDH não refletia isso com fidedignidade", diz. Elza Braga defende também que as ações de combate à desigualdade não fiquem reduzidas às transferências de renda e que haja intersetorialidade das políticas públicas.

Renda

No Brasil, das três dimensões do IDH a que representou maior perda foi a renda (-22,3%), seguida de educação (-19,8%) e saúde (-12,5%). Segundo o membro da equipe do relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud e mestre em Políticas Públicas, Anderson Macedo, esse é o primeiro relatório sobre o tema para América Latina e Caribe. "Havia uma crítica contra a forma como era medida a renda (pelo PIB per capita) não era viável para países muito desiguais", avalia.

O relatório do IDH-D propõe que as políticas públicas tenham alcance (cheguem a quem precisa), amplitude (contemplem fatores que perpetuam o problema) e apropriação (beneficiados como agentes de seu desenvolvimento).

O IDH-D para a América Latina e o Caribe não é comparável ao IDH divulgado pelo PNUD no relatório de Desenvolvimento Humano internacional, a ser divulgado em outubro. Para o IDH-D foram utilizadas as mesmas dimensões (rendimento, educação e saúde), mas com outros dados. No cálculo da renda, enquanto o IDH utiliza o PIB per capita, o IDH-D usa a renda per capita domiciliar.

CRISTIANE BONFIM
Repórter

domingo, julho 04, 2010

FAGNER---Revelaçao.

depois do fiasco da copa o fagner tem a melhor palavra.



sábado, julho 03, 2010

Janis Joplin - Summertime (Live Gröna Lund 1969) e John Lee Hooker - I'm Bad Like Jesse James














FLUXOS E CORTES



Já colecionei medos,
humilhações,
e me pensei menor.

Já suei frio
evitei olhares, não ouvi canções
e me senti com dó.

Mas então vi na dor mais forte
um belo
sorriso de minha morte.

Hoje vivo em luta
com o olhar duro
e o nariz empinado,
vivendo de fluxo e corte
e nunca mais calado.

ronaldo braga

sábado, junho 26, 2010

Eu: pó, pedra e sal e maria callas








Eu,
desespero nos escombros da solidão.
Eu
guerreiro entre pantanos
e rochedos,
eu,
pó, pedra e sal,
esperado e fugido da morte.


Eu ganancia rota
circulando vida infame nos beijos adocicados das tristezas.

Eu
que ferindo espinhos esparramados
em noites de alcool e fumo
acalento
deslumbrantes pensamentos assassinos.

Eu
transtornado em teus beijos vampirescos
canto a morte em doce melodia perdida.


ronaldo braga

domingo, junho 13, 2010

Adeus ao Partido dos Trabalhadores

Amigos,
diante da decisão tomada de apoio ao Hélio Costa, nada mais me restou fazer. Envio artigo que sairá amanhã no OTEMPO. Abraços. Sandra


MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM TEM JUÍZO”

Adeus ao Partido dos Trabalhadores




Sandra Starling



Ao tempo em que lutávamos para fundar o PT e apoiar o sindicalismo ainda “autêntico” pelo Brasil afora, aprendi a expressão que intitula este artigo. Era repetida a boca pequena pela peãozada, nas portas de fábricas ou em reuniões, quase clandestinas, para designar a opressão que pesava sobre eles dentro das empresas.

Tantos anos mais tarde e vejo a mesma frase estampada em um blog jornalístico como conselho aos petistas diante da decisão tomada pela Direção Nacional, sob o patrocínio de Lula e sua candidata, para impor uma chapa comum PMDB/PT nas eleições deste ano em Minas Gerais.

É com o coração partido e lágrimas nos olhos que repudio essa frase e ouso afirmar que, talvez, eu não tenha mesmo juízo, mas não me curvarei à imposição de quem quer que seja dentro daquele que foi meu partido por tantos e tantos anos. Ajudei a fundá-lo, com muito sacrifício pessoal; tive a honra de ser a sua primeira candidata ao governo de Minas Gerais em 1982. Lá se vão vinte e oito anos! Tudo era alegria, coragem, audácia para aquele amontoado de gente de todo jeito: pobres, remediados, intelectuais, trabalhadores rurais, operários, desempregados, professores, estudantes. Íamos de casa em casa tentando convencer as pessoas a se filiarem a um partido que nascia sem dono, “de baixo para cima”, dando “vez e voz” aos trabalhadores. Nossa crença abrigava a coragem de ser inocente e proclamar nossa pureza diante da política tradicional. Vendíamos estrelinhas de plástico para não receber doações empresariais. Pedíamos que todos contribuíssem espontaneamente para um partido que nascia para não devermos nada aos tubarões. Em Minas tivemos a ousadia de lançar uma mulher para candidata ao Governo e um negro, operário, como candidato ao Senado. E em Minas (antes, como talvez agora) jogava-se a partida decisiva para os rumos do País naquela época. Ali se forjava a transição pactuada, que segue sendo pacto para transição alguma.

Recordo tudo isso apenas para compartilhar as imagens que rondam minha tristeza. Não sou daqueles que pensam que, antes, éramos perfeitos. Reconheço erros e me dispus inúmeras vezes a superá-los. Isso me fez ficar no partido depois de experiências dolorosas que culminaram com a necessidade de me defender de uma absurda insinuação de falsidade ideológica, partida da língua de um aloprado que a usou, sem sucesso, como espada para me caluniar.

Pensei que ficaria no PT até meu último dia de vida. Mas não aceito fazer parte de uma farsa: participei de uma prévia para escolher um candidato petista ao governo, sem que se colocasse a hipótese de aliança com o PMDB. Prevalece, agora, a vontade dos de cima. Trocando em miúdos, vejo que é hora de, mais uma vez, parafrasear Chico Buarque: “Eu bato o portão sem fazer alarde. Eu levo a carteira de identidade. Uma saideira, muita saudade. E a leve impressão de que já vou tarde.”


Sandra Starling

quinta-feira, junho 03, 2010

O ESCANDALO D A TERRA DOS AFRO DESCEDENTES





MOÇÃO DE REPÚDIO AO III BAFF

Em defesa da luta negra e quilombola por terra, justiça e liberdade!
Nesta edição do Ill Bahia Afro Film Festival (BAFF) que ocorre nas dependências do
Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) em Cachoeira, mais uma vez o corpo e
as representações culturais das populações negras estão sendo tratadas como
mercadoria.
O filme Maria do Paraguaçu, de Camila Dutervil, que retrata a luta de uma
comunidade localizada no recôncavo da Bahia, mais precisamente em Cachoeira, tem
como objetivo a divulgação de um povo que luta pela permanência em seu território,
sendo este a base das suas práticas culturais, que dão fundamento a existência desse
grupo enquanto comunidade tradicional.
Denunciamos que no ato de exibição do filme este teve sua legenda em português
substituída pelo inglês numa clara intenção de evitar que fossem evidenciados os
processos de luta da comunidade, bem como os conflitos provocados pelos fazendeiros
locais. Esta atitude desrespeitosa impediu que os telespectadores tivessem acesso às
informações centrais do filme pelo fato de que se tratava de uma linguagem que acabou por descontextualizar o mesmo. '
Salientamos que a luta pela sobrevivência desta comunidade, ganhou' maior
visibilidade após a certificação de auto-reconhecimento da comunidade como
remanescente de quilombo expedida pela Fundação Cultural Palmares (FCP). Como
decorrência, foram iniciadas, por parte dos fazendeiros, perseguições e várias
investidas para desmobilizar a luta desta população que reivindica o seu direito ao
título do território garantido pelo art. 68 do ADCT - Constituição Federal de 1988.
Em meio a este conflito fundiário que foi iniciado em novembro de 2005{ duas lideranças da comunidade morreram em 2009, (vitimas: Maria das Dores e Altino da
Cruz). Outras tantas são constantemente ameaçadas de morte.
Este festival que era visto como meio de divulgar a luta desta comunidade
quilombola, decepciona. O filme não alcançou o objetivo de fortalecimento desta
comunidade, uma vez que, o final deste foi exibido em inglês, perdendo seu sentido,
pois, é exatamente neste momento que a informação é visualizada.
Considerando as tamanhas contradições, arbitrariedades e desrespeitos, nós
assinantes viemos por meio desta Moção de Repudio, exigir que o filme em sua versão
original (em Português) seja exibido neste Festival; bem como cobrar uma postura da
Direção do Centro e da Reitoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia -
UFRB.

Em solidariedade e rebeldia,
- Acampamento Remanescente - Embarracados no CAHL
- Núcleo de Negras e Negros Estudantes do CAHL - NNNE
- República Quilombo
- Associação dos Remanescentes do Quilombo do São Francisco do
Paraguaçu - BOQUElRÃO .
- Associação Quilombo do Orobu - Quilombo Educacional
- Coletivo de Mobilização do CAHL

BRAGA E POESIA

a poesia de NUNO GONÇALVES

sou o que sei e o que sinto
o que como e o que visto
o que penso e tudo a que atino

sou o que não sei e o que não sinto
o que bebo e o que fumo
o que não penso e todo desatino

sou a beleza no colo do destino
o piar da foice e a desgraça do divino
sou antes de tudo o menino
lambendo a lua azulejada do instinto

sou sem saber como o peixe de luto
talvez não seja nada mais que um menos
ou a corda emparedada no alpendre

meu verso é rito de um grito alucinado
e na capoeira desta noite espreita
a vereda de uma incerteza anunciada.



NUNO GONÇALVES

sexta-feira, abril 30, 2010

Carlos Vereza no Jô Soares

O brasil que não puxa o saco, sabe a mentira que é o pt e o lula e o lula não passa de representante do capital, o lula é o maior gerente do capital internacional e nacional, inimigo da classe trabalhadora e esses sindicalistas são na verdade pessoas que usam o sindicato pra subirem na vida. Ouçam e pensem. O brasil perdeu com o pt.





quinta-feira, abril 29, 2010

ALÉM DOS SIGNIFICADOS REPARÁVEIS

Cordoalhas em canções silvestres,
passageiras janelas
de infinitas geleiras
e os farrapos que vestem estrelas
em sonos emprestados,
que a neblina dissolve
em graça lacerada.
Agarra-te aos pórticos,
sua mesa é um punhado de pó
e nada consola os desditos
que na sombra amanhece
em agasalhos de palavras.
O porvir consola significados,
descerra néctares,
desmancha a vez dos olhos
da única mulher rigorosa...
Não renego alaridos
por aqueles que velam
de estação em estação
maldizendo-se das frutas murchas.
Vigílias, loucuras, prados,
na próxima viagem rude
entrelaçam-me apriscos,
fustigam-me aromas
e a boca entre aberta...
Num centésimo segundo do natal
consinto que o desejo disforme
empoeire meus silêncios,
que na plenitude das trevas
oferto como falácias
em nadas de bem estar...


Luciano Fraga

a poesia de ronaldo braga na verbo21

www.verbo21.com.br


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Entrevistas com a poeta Raquel Naveira e o crítico Carlos Augusto Silva
*
baixe o novo CD do DJ MAURO TELEFUNKSOUL totalmente free
*
resenha de Roseiral, de José Inácio Vieira de Mello, por maurício melo jr.
*
resenha de Macromundo, de Wladimir Cazé, por georgio rios
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por uma literatura para leitores menores por mônica menezes
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chico lopes e carlos felipe moisés lançam novos livros de contos
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as fotografias e Os Sentimentos Econômicos de Emma Rothschild por ademir luiz

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poemas e microrelatos de roberto carlos jasaja
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poemas de cláudio vaz
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poemas de ronaldo braga


+ COLUNAS SOBRE MEIO-AMBIENTE, FICÇÃO, POLÍTICA, CINEMA, COMPORTAMENTO...

sábado, abril 24, 2010

Ciro X lula

Se muitos se afastam deste blog por ele criticar o lula ou a esquerda, pode se afastar por que eu identifico na esquerda dois grupos um formado por otárioS que é usado e outro formado por espertos por que usa, mas anbos babacas por que são totalmente equivocados, um por ser oprimido e outros por ser opressor. Exatamente por pensar assim que vou continuar escrevendo o que penso no brasil de hoje.
Pra mim A tal da Dilma é a pior escolha pro brasil.

E AQUI EM MAIS UMA CRITICA.

O governo mentiroso e fascista do lula teme a noticia do seu proprio estomago e Ciro Gomes é a explosão exata do intestino e estomago do lula mentira, contida por dinheiro publico, mas no humano chega uma hora que se quer mais que dinheiro e o Ciro quer mais e o lula teme agora o que o elemento indignado pode denunciar da quadrilha.
Vamos lá Ciro denuncie.



bragas e poesia