domingo, novembro 29, 2009

Fuga e Dor Escrava, peça de Magno do Rosário

No dia 27 de novembro às 20 horas na rua em frente a prefeitura de São Felix, aconteceu a peça teatral FUGA E DOR ESCRAVA, texto de Magno do Rosário, com direção do próprio magno e com a minha colaboração.
Um texto muito bom e que marca sem restrição a dinâmica da vida humana, mostrando a contradição humana, pois nem todos os brancos apoiavam a escravidão e além de mais nos revelando tambem a participação de negros ajudando os senhores na manuntenção da escravidão. É o paradoxo humano, cada um com suas invisibilidades e com os seus "habitus" construindo sonhos e derrubando pesadelos, pois nem sempre o homem, mesmo quando pobre e explorados, deseja o mesmo que os outros pobres e explorados. Muitos oprimidos sonham em serem opressores e isso pode nada ter com a vingança, antes sim com o proprio destino sonhado por cada homem aqui nesta vida tão rica e tão pobre.
A peça com uma duração de uma hora e 22 minutos teve a participação de um publico imenso e com uma ativa intervenção na peça com seus sorrisos suas indignações.
Os atores do grupo expressão, e que tem o ponto de cultura expressão como base,
precisam que se organizem mais em termos de reponsabilidades e de buscarem a independencia, pois as prefeituras do interior da bahia nada fazem pelo teatro e tudo é feito com muita raiva e muito desgaste.
O resultado da peça foi otimo em termos de encenação e de recepção no ato do acontecer teatral.
Mas no que tange a continuidade do projeto esperamos que cidades como cachoeira, maragojipe e outras levem a peça pois é uma peça que aumenta a autoestima do povo brasileiro.

ronaldo braga

2 comentários:

Luciano Fraga disse...

Braga, se tivesse um bis faria um esforço para ir assistir, você sabe das dificuldades e da distância para mim, abraço.

Magno do Rosário disse...

TUDO É FEITO COM MUITA RAIVA!

Acho que, com essa expressão, Ronaldo Braga bem definiu o olhar dos prefeitos, que nos tempos de hoje são PRÉ-FEITOS pelo comando autoritário e não democrático de alguns Sassás Mutemas, "Salvadores da Pátria", que com a sua influência, colocam nas cadeiras administrativas dos municípios do interior, às vezes, pessoas inabilitadas, frágeis ao primeiro sopro do vento progressista, analfabetos funcionais transmudados em FANTOCHES CEGOS, que riem aparentemente para a Cultura porque não sabem serem cultos o suficiente para aplaudi-la.
Um riso seco, hilário, representado pelo velho e conhecido tampinha nas costas na frente do artista que precisa, não humilhar um APOIO para a sua arte, mas sim, cobrar o que lhe é de direito em termos alusivos aos fundos financeiros destinados à CULTURA, embora sei que o próprio fundo é insuficiente.

Mas, se mesmo essa insuficiência, é negada ao artista quando este se entrega de corpo e alma para o seu objetivo, onde está sendo usado este dinheiro?

Será que é para comprarem óleo de peroba, para passarem ao rosto antes de sair das suas residências quando dará mais um sorriso e mais um tapinho no ombro do artista que o espera esperançoso?

Quem faz a Cultura é o artista ou o pré-feito?

Hum?...

Por que então no final o nome do gestor é aclamado e o do artista descaradamente é chicoteado?

O Núcleo Teatral Expressão realmente tem que se organizar para que consiga a sua independência!

E eu, declaro que lutarei à maneira de um gladiador romano em plena arena sanfelixta, para que tão logo isso aconteça.

O Mega Espetáculo Teatral de Rua: FUGA E DOR ESCRAVA - Ano III / Parte II, mais uma vez abrilhantou a cidade de São Félix, este ano com inovações e MAIS RAIVAS...

O estimado Professor Ronaldo Braga, estando conosco DIRIGINDO COMIGO e muitas vezes DIRIGINDO SOZINHO porque o meu corpo reclamava descanso em virtude dos múltiplos trabalhos alusivos à apresentação, doou verdadeiramente todo o seu potencial de ATOR E DIRETOR.

Fui feliz em tê-lo destinado o personagem ZECA DIABO - Feitor da Fazenda do Barão de Resende -, porquanto, Ronaldo, o interpretou com exímia perfeição.

De parabéns está todo o corpo componente do Grupo Expressão, bem como todos os atores e atrizes convidados.

De parabéns também está São Félix, porque mesmo o Grupo Expressão sendo bombordeado pela camada alienada e sedenta de café com pão, mais uma vez demonstrou o porque que ela está sendo referência no Recôncavo Baiano em Teatro; seja na quantidade e diversificação das peças apresentadas, vogando também a qualidade delas, bem como nos talentos que sempre alfloram.

Gestores do Interior - ACORDEM PRA TOMAR GAGAU.

Magno do Rosário