domingo, outubro 18, 2009

a poesia de nelson magalhães filho

“Nascemos com certo fogo e devemos viver com ele, alimentá-lo, produzir e estar agradecidos”
(Patti Smith)

matança de porcos
sem nenhuma dúvida presságios
o desalento de um regresso (gelo não
existá nenhum) brecha de sol
dissipa a fumaça preta do animal imolado no
fundo do quarto (centelhas pavorosas
incrustadas nos ossos consequentemente revelaram
luares nocivos).

matança no limbo
o simples gotejar sangrento
no paraíso pecaminoso
na noite das nínfeas
numa cerimônia inefável,
congestionados os lábios feridos mediante
o grito animal.

vou te presentear creme de cerejas,
dissertação a respeito da frutífera-
experiência-de-alucinação
estabelecida assim
a maçã premonitória.

Nelson Magalhães Filho

nelson magalhães filho, um poeta com cores fortes e escrita leve, um artista plastico, de mundos inabitaveis, mas onde será que fica este mundo inabitavel? claro que fica aqui mesmo, nós fazemos esse mundo ser intolerante e nelson nos mostra, nos adverte e ao mesmo tempo nos embebeda com suas cores e suas criações literaria e plastica.
ronaldo braga

3 comentários:

anjobaldio disse...

Caro Ronaldo, fico muito honrado com tuas palavras. Valeu cara, grande abraço.

Luciano Fraga disse...

Braga,tudo de alto nível...Abraço.

MabelBE disse...

Abrazo, Braga, amigo!
Mabel.