segunda-feira, outubro 19, 2009

OS HOMENS DE BEM DO BRASIL

a esquerda



a direita




ESTES VIDEOS EU JÁ POSTEI AQUI NESTE BLOG MAS ACHO OPORTUNO REPUBLICA-LOS DEPOIS QUE O LULA RESOLVEU INICIAR OS COMICIOS ELEITORAIS COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE E ANTES DO PRAZO LEGAL.

domingo, outubro 18, 2009

a poesia de nelson magalhães filho

“Nascemos com certo fogo e devemos viver com ele, alimentá-lo, produzir e estar agradecidos”
(Patti Smith)

matança de porcos
sem nenhuma dúvida presságios
o desalento de um regresso (gelo não
existá nenhum) brecha de sol
dissipa a fumaça preta do animal imolado no
fundo do quarto (centelhas pavorosas
incrustadas nos ossos consequentemente revelaram
luares nocivos).

matança no limbo
o simples gotejar sangrento
no paraíso pecaminoso
na noite das nínfeas
numa cerimônia inefável,
congestionados os lábios feridos mediante
o grito animal.

vou te presentear creme de cerejas,
dissertação a respeito da frutífera-
experiência-de-alucinação
estabelecida assim
a maçã premonitória.

Nelson Magalhães Filho

nelson magalhães filho, um poeta com cores fortes e escrita leve, um artista plastico, de mundos inabitaveis, mas onde será que fica este mundo inabitavel? claro que fica aqui mesmo, nós fazemos esse mundo ser intolerante e nelson nos mostra, nos adverte e ao mesmo tempo nos embebeda com suas cores e suas criações literaria e plastica.
ronaldo braga

TRIGÉSIMA SÉTIMA LEVA DA REVISTA CULTURAL DIVERSOS AFINS

Caro leitor,





O tempo, senhor de um tudo, acalenta bem mais do que mistérios. Reserva-nos valoroso sabor das descobertas. Apostando nisso, a Revista Diversos Afins inspira mais um sopro de novidades:



- percorrendo a estética intervencionista do artista plástico e fotógrafo Kilian Glasner



- em meio à linguagem contundente das linhas cinéfilas de Celso Serpa



- nas experiências inusitadas presentes nas prosas de Nydia Bonetti, Bruna Mitrano e Larissa Mendes



- pelas profundidades dos versos de Aleph Davis, Fao Carreira, Nilson Galvão, Wilton Cardoso e Marcos Pasche



- através das vias sonoras dos discos de Otto e Filipe Catto





Outros caminhos e palavras aportam aqui:



http://diversos-afins.blogspot.com





Saudações culturais,





Fabrício Brandão & Leila Andrade – LEVEIROS

segunda-feira, outubro 05, 2009

o chapéu

O chapéu, ali no prego,
sorria e as luzes semi-apagadas nas velas gastas, recolhiam sombras.
A noite era esperança naqueles corações rudes,com suas rezas e cantos a espantarem sonos e repetirem ameaças nas mentes jovens e claudicantes.
No salão meninas seminuas esperavam danças e meu estômago entornava um quase vomito covarde.
A foto descentrada focava o chapéu na noite triste de amores melancólicos e partos rápidos, onde meninos por crescer choravam tempos por vir.
O chapéu solitário somente pensava o impossível, pois chapéu na sua imutabilidade pensam como os homens perdidos nos desdobramentos dos seus fracassos e não sabia chorar e nem por onde.
A sanfona atacava um legitimo forró antigo.
A madrugada foscava olhares brutos nas bundas largadas e era guerra surda a soletrar corpos em uma batalha derradeira. Olhares, desvios, risos, tiros a casa era vigor em cada morte e a certeza de prazeres nos corpos espalhados ignoravam os preços fixados.

ronaldo braga

domingo, outubro 04, 2009

gracias a la vida de violeta parra






saudades de mercedes sosa

poema da duvida

eu busco a palavra certa
para saturar a minha dor,
e busco
na dor certa
o mundo de um poema.

o meu poema
em verso torto
chora toda certeza

e
soletra a mentira
em garrafais gestos de carinhos.

ronaldo braga




ronaldo braga 4 outu 2009