segunda-feira, setembro 21, 2009

o povo é filho da puta( fala de sonia personagem da peça inocencia)

Eu não sei nada de mim. Eu sei que faço. Quando penso em mim eu sinto vazios, vazios imensos. Eu sou oca por dentro. Mas no ódio eu encontro prazer e matar é a minha unica saida.
Eu sou filha de gente rica e podre que transformam os filhos em doenças. Eu odiava a forma que os meus pais tratavam os pobres.
Aos 12 anos percebi o mundo e sua crueldade e comecei a roubar meus pais e distribuir para os mais pobres.
Mas aos 15 anos descobri que os pobres tambem não prestavam, eramn covardes.
Aos 18 quando entrei na faculdade comecei a envenenar comida e distribuir entre os miseraveis: Mulheres, crianças, velhos, rapazes. Matei muita gente envenenada.
Até que meus pais descobriram e disseram que iam chamar a policia não tive duvidas, matei os meus pais e 4 amigos deles.
Hoje eu, se sair vou matar professores, operários, medicos, porque é esse povo que mantém o mundo imundo. Eles gostam tanto de maldade que se fazem mal. Se matam em vida, são corpos sem almas. O povo é covarde.
Mas a gente nunca sabe de nada e eu sou apenas sentimentos, a minha pele é a minha maior profundidade, fico excitada sempre que me sinto livre. Eu sou deus quando elimino sorrisos babacas.
Saiba os covardes são sempre alegres, gosto de pessoas zangadas, sofredoras. É a minha praia.


ronaldo braga

segunda-feira, setembro 14, 2009

O QUE É O TEATRO BASE?

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A base é o que possibilita a sustentação, o que fundamenta algo. A partir da base buscamos o apoio, a partir dela o que se é pensado é desenvolvido, ou seja, sem a base tudo desmorona, fragmenta, se perde. O que seria a base para nós, atores, diretores e dramaturgos? O que seria a base do nosso campo, no fazer teatral?

Na música a base de uma melodia é sua nota tônica, sem ela a melodia seria totalmente desafinada. Sem a base - uma boa fundição - uma casa não se sustenta. Qual é a espinha do teatro? O que faz dele ser teatro e não outra coisa? “A personagem!” a resposta poderia ser muito bem esta, mas o que falar do que os críticos chamam de ‘pós-dramático’, as vanguardas? Bem, sendo assim a base do teatro não é a personagem, e nem poderia ser. Isso nos faz remeter aos primórdios da nossa arte, onde de fato não existiam personagens e sim homens. Seria o homem a base do teatro? Bem, usaremos então a nomenclatura correta. A base do teatro não seria outra se não o ator. Ora, mas o ator não é homem, ser humano? Logicamente que sim, mas um homem com outras funções, poderia se dizer. O homem, puro e só é outra base: A base da sociedade.

Talvez equivocadamente nos informaram que a base da sociedade é a família, bem, nada como um termo social para “nomenclaturar” uma subunidade de outro, moralmente e eticamente falando. Mas é de convir que muito se deixou passar em relação a este microcosmo que é o homem. A partir daí saímos da questão mais sociológica do que é ser - humano e desaguamos na antropologia.

Então chegamos em duas bases: O ator, como base do teatro e o homem, como base da sociedade.

Gaiola_Ensaio (20)

Diego Pinheiro, operário do Teatro Base

Foto de Eveline Ferraz (atriz, produtora e assistente de direção, além de grande amiga e artista... meu outro braço nesse projeto). Na imagem, da esquerda pra direita, Luana Matos, Francisco Vilares e Pedro Albuquerque, respectivamente Biscoito Doce, Lágrima de Carneiro e Brilho nos Olhos. Não só amigos e irmãos do fazer do teatral, mas grandes atores