segunda-feira, agosto 31, 2009

marina,pv, pt e cadê a VERGONHA NA CARA?

Triste Brasil, o de hoje. Se suas mazelas são as mesmas, desde a chegada dos assassinos cristãos em 1500, hoje nos encontramos com uma turba de politicos de dar inveja aos maiores mentirosos de plantão, senão vejamos:
- Todo mundo sabe que a Marina da Silva saiu do pt, para ser candidata pelo pv, pv que aliás pertence a todo governo que o aceite, apoia Serra, apoia o lula, apoia o aecio neves e por ai vai, o gabeira disse que o governo lula é frouxo, é frouxo o suficiente para aceitar juca enganador baiano no ministerio que recebe menos verba que as viagens do lula pelo mundo, é o valor que a esquerda empresta a cultura;
- A marina não disse nada ao povo brasileiro sobre o assassinato do prefeito de santo andré, Celso daniel;
- A marina nada disse dos mensaleiros;
- A marina nada disse sobre a onda de assassinatos de trabalhadores negros ou desempregados, pelos aliados do lula como vem acontecendo entre outros estados, na bahia e no rio de janeiro;
- A marina é agora aliada de sarney o filho;
- A marina sai do governo e vai para uma legenda de aluguel e que é mais mercadoria que o PR e que aPOIA O GOVERNO QUE ELA PARTICIPAVA, OU SEJA SAI SEM SAIR, OU SEJA DE NOVO, SAI SOMENTE PARA SER CANDiDaTA;
- a MARINA EM NENHUM MOMENTO denunciou o desvio do pt rumo ao neoliberalismo, e nem denunciou quando o pt tornou-se mais neo liberal que o seu irmão amante o psdb;
- A marina nunca soube de nada? ou soube e se calou?
A marina candidata mente quando afirma que ainda não é candidata, ela só trocou de pARTIDO, PARA SER CANDITADA.
O Brasil sabe que este é o memento mais delicadoo de sua história, o pt e outros partidos vivem uma festa de bandidos, trocando tudo pelo poder, trocando tudo para continuar matando, roubando, mentindo e continuar impune.
O Brasil de hoje merece uma reflexão:
Votar em quem? qual o bandido é menos bandido?
Eu ACREDITO QUE O POVO DEVERIA EXAMINAR A LEI ELEITORAL E ficar sabendo o que acontece se o povo votar nulo.
Se a maioria votar nulo é necessário outra eleição sem os candidatos que participaram da primeira anulada e assim o povo tem que fazer, votar nulo até encontrar realmente uma saida que deve ser o fortalecimento das bases populares sem as lideranças partidarias. Fora os lideres partidarios eles são o caminho para o fascismo para o afastamento do povo nas decisões. todo partido deseja unicamenbte o poder e é em potencial um covil de bandidos.
No brasil partido é o lugar secreto de todos as afrontas ao povo e sua soberania.
A mARINA QUE SE DIZ boazinha já começa mentindo.É candidata e nega.
Essa é a politica boa do brasil: mentir.
O pv, pcdob pt e outras merdas dessa natureza vem enganando o povo oferencedo o paraizo e entegando esmola, assassinatos desmatamentos, incentivo a emissão de co2 na atmosfera, com uma unica preocupação:
- Roubar o povo brasileiro. Nada mais e nada menos que roubar o povo brasileiro e cada um tem um belo discurso para defender o seu posicionamento.
apoiar sarney ou sarney divulga os roubos do lula, essa é a questão do pt e sarney.
ronaldo braga

segunda-feira, agosto 24, 2009

Tons - Zinaldo Velame e Ian Ferreira

(uma parceria de luciano fraga e zinaldo velame)

domingo, agosto 23, 2009

Eu não me pertenço,
assim,
acredito na existência de três
faces da necessidade
transformadora:
a do Poeta,
a da Poesia e
a do homem que sou,
soa
e escuta...
Onde os abutres transitam com botas
eu passeio descalço à cata de poesia.

luciano fraga

O poeta luciano fraga precisa do grande publico não por ele, e sim pelos leitores. Numa epoca onde a mentira é a verdade dos que vestem a camisa do poder e a poesia de luciano coloca a beleza da vida sem fronteiras e sem cinismo.

maíra rato

Depois da morte, a poesia. Depois da poesia, a consciência:


“- as letras digitadas traduzem a frieza dessa madrugada enfumaçada / Chá e maconha despertam os resquícios poéticos, perdidos dentro de mim mesma / Depois da morte, a poesia / Depois da poesia, a consciência / Mastigo como um chiclete as palavras, apenas para satisfazer o meu vício de mascar a língua, para saborear os fonemas que um dia você recitou”. (Maíra Castanheiro M. de Moraes)


Ele tinha muitos filhos, livros e sonhos, que já não mais cabia nos seus bolsos e neste mundo. Não tinha mãos suficientes para segurar os tantos filhos. Conhecera o mundo muito depressa: através das palavras; dos olhos; da boca; dos ouvidos; do nariz e das finas e curtas pernas que perambularam pela estrada a fora neste país.

A sua necessidade era universal. O seu ritmo era emotivo. A sua palavra era a sua verdade – sua própria história. Fez de suas necessidades uma luta, deu ritmo às palavras, letra por letra (une) versalizou emoções.

Era constituído de verbo - duro de roer, de carne vermelha e sangue, de ossos descalcificados e músculos de expressões rígidas. Os olhos pequenos eram transparentes de sentimentos. O rosto marcado de rugas e cicatrizes adquiridas ao longo do tempo: dos amores; das angústias; das alegrias; das fomes e das loucuras. Da boca nervosa e inquieta saía uma voz grave e firme e palavras agudas. Gritava as dores de dentes e as dores do mundo.

A vida vivida é um elemento de suporte para a construção do argumento. Foi com a palavra que se tornou pai, poeta e professor. Foi com a palavra que conseguiu seu pão do dia-a-dia, seu prazer, seu ódio e seu amor. Difícil saber se era comandado pela palavra ou se a comandava. A linha que os separa é muito tênue. É uma relação dialética. Uma vida inteira dedicada à construção da própria. A sua busca era pela essência, as palavras eram instrumentos.

Com fé rezou e acendeu vela para o Fluminense e entes queridos. Com fé recitou nas praças, nos bares, becos, favelas e academias. Com fé casou-se. Com fé peregrinou pela BR com dor e poesia. Com fé em Santo Antônio casou-se de novo. Com fé vendia livros, nunca seus sonhos e verdades. Com fé tentou salvar seus livros e documentos amarelados, amassados e sujos, vítimas das goteiras de chuvas. Porém, não teve muito sucesso. Escorregou no telhado há muito molhado e caiu como o anjo que caiu do céu, bateu a cabeça e morreu.

Nem todos os punks, nem todos os beats, nem todos os marginais sobreviveram sustentando as mesmas vestes. Alguns mudaram de roupas, tomaram banho. Outros ficaram nus. Restaram poucos que se sustentaram sob as mesmas vestes e Zeca de Magalhães foi um deles. Em sua contradição e trajetória se (re) construía. Fez seus próprios livros, mesmo depois de ter dois publicados pelo Selo de Letras da Bahia, o “O nome do vento” (1998) e “A oeste do meu coração” (2004), não deixou de publicar seus livros feitos por ele mesmo, xerocados e vendidos de mão em mão. Ajudou ainda a publicar livros de muitos outros tantos poetas marginalizados no mundo da literatura. Porém, não fazia por caridade ou generosidade, mas por responsabilidade e filosofia.

Sempre andava depressa. Almoçava pão com mortadela e coca-cola, às vezes um sanduíche de pernil no comércio. Tomava um cafezinho na Praça da Piedade, muitas vezes a fiado. Fumava um cigarro Hollywood enquanto andava pelo centro histórico da cidade carregando livros, falando com todos sobre tudo, muito alto, gritando, gesticulando e sempre rápido. Competia com todos os transeuntes, sem os mesmos saberem, para ser o primeiro a entrar ou sair do elevador Lacerda, do bonde do plano inclinado, do ônibus, para atravessar a rua... A rotina era um jogo, matemático e lógico.

Tinha graduação na Praça da Cinelândia, mestrado na Praça da Piedade e doutorado na Praça da Sé. Faz agora pós-doutorado na ‘Praça do Céu da Poesia’. Para quem o conheceu sabe que Zeca, ou Kzé, ou Zequinha, foi para cada um e é para cada um, um. Uma lembrança, uma saudade, uma memória. Aqui expresso uma memória, desabafo uma saudade, re-construo para mim mesma um pai e um poeta. Uma história e um herói.

É com lágrimas nos olhos, com muita emoção, saudade, que tento exprimir minha maior verdade e sentimento: a poesia da qual eu nasci e cresci. É 4 de agosto de 2009 e o leão não está aqui para o felicitarmos. Sua matéria transmutou-se em palavras e nelas está vivo. Não tenho uma vela para acender... Acenderei um beck em sua homenagem: parabéns! Palmas ao poeta!



Maíra Castanheiro M. de Moraes

4 de agosto de 2009

Sítio Cidade das Estrelas – Muritiba/BA.

domingo, agosto 02, 2009

vote nulo

E agora lula
todo mundo já sabe
que quando você chamava sarney de ladrão tava era combatendo a concorrencia.


José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?



Carlos Drumond de Andrade

O Drumond só não sabia
que o sarney o lula tinha.


ronaldo braga.
votar nulo é sinal de inteligencia.

sábado, agosto 01, 2009

o pensador estetico nelson magalhães filho faz aniversario

Este texto é revelador neste artista, além de suas preocupações tecnicas, nelson tem a preocupação do estudo da realidade humana, a estetica norteia os passos criativos deste gigante artista.
parabens poeta das letras e das formas.
O blog bragas e poesias tem a satisfação tanto de o conhece-lo, como fazer parte do grupo que tem a sorte de com ele trocar ideias.



Realizar trabalhos de arte a base das experiências existenciais, como transpor as imensidões dolorosas das noites urinadas. Fingir figuras concebidas do desejo e da amargura. Instigações obscurecidas pela lua. Não acretido na pintura agradável. Há algum tempo meu trabalho é como um lugar em que não se pode viver. Uma pintura inóspita e ao mesmo tempo infectada de frinchas para deixar passar as forças e os ratos. Cada vez mais ermo, vou minando a mesma terra carregada de rastros e indícios ásperos dentro de mim, para que as imagens sejam vislumbradas não apenas como um invólucro remoto de tristezas, mas também como excrementos de nosso tempo. Voltar a ser criança ou para um hospital psiquiátrico, tanto faz se meu estômago dói. Ainda não matem os porcos. A pintura precisa estar escarpada no ponto mais afastado desse curral sinistro.
Nelson Magalhães Filho