sábado, maio 09, 2009

CAMINHO

Pode me cortar em lâminas, já não sangro
As antigas dores agora saltam em jorros
Desdobram-se
Multiplicam
E em meu peito já não habitam
Rodopiam pelo externo
E brota em meu caminho um jardim repleto
Flores, cores, canções...
Pode me amarrar de corda, já não movo
Assisto a um desfile de cascatas com águas rubras
Os meus sonhos saltam os precipícios do que não ultrapasso
E se há dúvida, me abraço
Faceira, mineira, feiticeira
O começo sou eu
O fim sou eu
Mas importa, o meio, o ínterim, o caminho.
Que ninguém faz sozinho.
Vamos de mãos dadas e vidas doadas.



Alyne Costa

6 comentários:

Luciano Fraga disse...

Braga, já conhecia este poema de Alyne, nada melhor que reviver coisas boas, ou melhor reler.Abraço.

Braga e Poesia disse...

sou apaixonado por este poema.

Zinaldo Velame disse...

Eu também fiquei admirado com esses versos, bom mesmo! Abraço Ronaldo e Alyne Costa.

Anônimo disse...

O livro "29 fragmentos" da poeta querida de Caetité/ Brumado se encontra à venda na Loja Pérola Negra, que fica ao lado da famigerada Escola de Teatro da Ufba, no Canela. E quem faz o prefácio é este humilde escriba que escreve esta breve mensagem. Miguel Carneiro

Anônimo disse...

BREVE LEMBRETE:

Aos que não moram na província de São Salvador da Bahia, pode comprar diretamente com apoeta Alyne Costa através do e-mail:
alyneneco@yahoo.com.br

abraços,
Miguel Carneiro

Cafundó disse...

Rô, mais uma vez obrigada por ter olhos de ver!
Beijos!