terça-feira, fevereiro 10, 2009

devir


EU?

VAMPIRO SOLITÁRIO
SUADO NO MEU ESPELHO
A ERMO NA IMENSIDÃO DO CRANIO.

CAPTA O MEDO
NO CHEIRO DO MEU NADA
E DE MINHAS HORAS SEM LUTAS.

VAMPIROS
DOS MEUS CANTOS,
DOBRAS
PERDAS
E GRITOS.


É NOITE
E NAS
MINHAS ESTRANHAS HORAS
NO MEU ESPELHO
OS GELADOS SORRISOS VOAM
.


ronaldo braga

8 comentários:

santana disse...

um poema que nos encontra com o vampiro metafora e o vampiro vslor absoluto, popular.
e nessa rede de desvios, perdas e subentendidos, o vazio é a superficie do homem moderno.

santana disse...

com o vampiro valor absoluto e não vslor

Luciano Fraga disse...

Braga,o espelho, sempre o espelho, o que é e o que não é espelho? Pouco importa, fundamentalmente sempre me vejo decadente diante de um e adoro dizer isto para mim.Grande poema.Abraço

Marcia Barbieri disse...

Sempre grandes os seus poemas te revelam...

beijos ternos

ronaldo braga disse...

agradeço suas palavras, marcia.

pianistaboxeador21 disse...

Bons espelhos que me lembram Borges e Cortázar.
Bons vampiros. Desde Bram stocker.

"VAMPIROS
DOS MEUS CANTOS,
DOBRAS
PERDAS
E GRITOS."
Quanto desespero, meu velho!
Como diria o Bono Vox na canção STAY (faraway, so close), cujo clipe é dirigido pelo mesmo Win Wenders do filme:

"A vampire, or a victim.
It depends on whos around."

Belíssimo.

Abração,
Daniel

Braga e Poesia disse...

pianista boxeador fico feliz com sua palavras.
obrigado.

Zinaldo Velame disse...

Acabei de ler este poema na minha estranha hora e fiquei desnorteado. Belo texto, Ronaldo! Abraço.