terça-feira, janeiro 13, 2009

alma lavada






logo depois do trevo as almas já se cruzavam de maneira apressada. dalí em diante não mais verde. musgus. a poeira subia, fechamos os vidros. 1980. neodescolonização da áfrica tv's de 29 polegadas e aparelhos de dvd sem pilhas no controle. na panela o feijão do fim de semana. a noite chegou. degraus largos também elevavam eles. turbulência conjugal. estouro simplório carregado de passado. bergmam. descemos, e deixamos as duas almas cruzadas se acessarem a sós. o verde do gramado iluminado pela prata lua cheia, anunciava ainda boas sensações na poucas cores. a temperatura caiu. lá, onde tanto esperávamos chegar, logo aportamos. leves. olhares cruzam a distância. o brilho prata se cruzou com a luz do vaga lumes verde sim. daí em diante, um passeio. um vôo. belo livro. festa. encontro. verdades diplomáticas suaves e sinceras. olhos sobre lentes de grau e peso do mundo na nuca. denso como quem sente o mundo. encontro renovador. a noite já quase transbordava de álcool. cervejas, vinho, whisky, conhaque. parece que foi ontem que pedi pro mundo parar pra eu descer. mas hoje merecia. sábado. isso. janeiro de 2009. o tal do século 21 dos 50 anos do novo amigo. cama de solteiro com franhas brancas (as melhores para mágoas vermelhas com quinas finas). e logo o domingo se fez num giro breve de sonhos reais. voltando da infância, acordei e olhei para o copo de plástico com whisky quente, sentia o cheiro da cama. aqui sombra, e logo ali, caminhamos debaixo da terrível luz amarela. causticante. e logo, cervejas. carne. re-encontro. marley. o velho buk. atenção. cuidado, e as verdades continuam em olhares amistosos. ao tão esperado dia. lá na tela está. o dvd era o mesmo por incrível que pareça. o som maravilhoso. acho que não podia ser melhor. 16x9. play e choro. dai em diante serei redundante. satisfação extrema. alma lavada na certeza do por vir.


Matheus Vianna

5 comentários:

Braga e Poesia disse...

os poetas transformam, os poetas encantam desencantando o mal, transtornando o transtornado, o poeta desdobras as dobras e nos cantos arrombam estradas.

Braga e Poesia disse...

os poetas transformam, os poetas encantam desencantando o mal, transtornando o transtornado, o poeta desdobras as dobras e nos cantos arrombam estradas.

Marcia Barbieri disse...

Lindas palvras,acabei de comentar no Luciano,aliás,seu texto sobre ele está maravilhoso,se um dia lançar um livro tb quero das suas palavras.

beijos sempre ternos e perdoe a minha ausência

Braga e Poesia disse...

marcia não sou eu, antes é a poesia de luciano que é forte.
e tenho certeza que escreverei bem tambem pro seu livro, pois o seu texto é fascinante

mv disse...

salve braga. granda meio campista. distribuindo palavras. parabéns aos blogueiros!