sexta-feira, janeiro 30, 2009

Repouso



Bem, é indefinível a estatura do gigante; seus ombros
vituperam mais um golpe.

Nos punhos inquietantes a esplendorosa maquiagem da
guerra.

Pernas que imitam uma foice e tudo atravessado
compõem o massacre da pesada máquina de destruição.

O comprimento da mortalha não cessa... Mortuário de
miasmas e fantasmas expressa o tangente e a
atmosfera.

A noite, não se ascende.

O que morre, não tenta.

A sorte, não combina.

Os mosquitos importunam.

As cores, não fabricam.

É tudo certo quanto o que se sente pelo o que não se
pode deixar de sentir.

Cavam-se fundo até onde os olhos soluçam.

É tão penetrante quanto um gozo de quem o produz e se
conduz na mesma competência que o glorifica.

A alma compreende a dor mais calculada formulada no
princípio de sua mais ampla textura; é ferida que não se
transfigura!

Ronquidão que castiga!

Silêncio que tortura!

E mesmo metendo-me nisso, só peço que me deixem
aqui!

Pois é na sombra de um pé cansado que espero
repousar!


Abrahão Lincoln (ator e poeta baiano)

matheus vianna

metálico.

é apenas um novo figurino
uma nova roupagem
uma re-modelagem

U.
novos rumos dos tentáculos
apropriam-se da esfera
logo para de girar

S.
um novo desenho, uma nova coqueluche
uma linha de passe transversa
sobre os velhos versos
do equador e capricórnio

A.
binários arquivos
são sintomas
de silício

metalíco.


Matheus Vianna

segunda-feira, janeiro 26, 2009

John Lee Hooker - Hobo Blues





Schubert - Death and the Maiden (part 1)



domingo, janeiro 25, 2009

http://www.diversos-afins.blogspot.com/

VIGÉSIMA NONA LEVA

Janeiro descortina os primeiros relances de mais uma nova jornada. Para nós, é bastante recompensador atravessar os instantes movidos pelas surpresas engendradas nos encontros humanos. Nem sempre uma Leva que organizamos representa rigorosamente uma unidade temática, traçada de modo a seguir religiosamente um mero impulso de vontades. Curioso é saber que, mesmo onde tudo parecia seguir uma rota pré-definida, a nossa jornada cultural intuiu naturalmente seus próprios percursos e desaguou rumo a sentidos inusitados. No ofício prazeroso de editar a Diversos Afins, as cores são outras quando cada edição é construída com a adesão frequente e espontânea de novos espíritos criativos. Diante do agregar de expressões que agora são mostradas, um lugar em especial demarcou o ambiente: o recorte sensível e pungente do universo feminino nas lentes de Natália Nunes. Guiados por esses densos registros que flagram verdadeiros enigmas do corpo e da alma, confluímos pelas veredas das linhas de Vivianne Pontes, Adelaide Amorim e Bruna Mitrano. Pelas searas poéticas de Inês Lourenço, Héber Sales, Jorge Vicente, Samantha Abreu, Ronaldo Braga, Luiz Otávio Oliani e Jorge Elias Neto inscrevemos nossos outros ecos. Numa entrevista com o escritor Wesley Peres, somos conduzidos aos impulsos de uma veia literária que prima pelos seus mais íntimos matizes existenciais. O texto de Marcos Pasche rememora o legado valioso do autor José Paulo Paes. Cinema, música e outros tons afinados em torno da arte também integram as contínuas manifestações desse nosso sarau eletrônico. O novo ano reafirma um desejo que está presente em nós desde o início: o de seguir sempre adiante. Seja muito bem-vindo, caro leitor, a uma outra degustação de signos!

sábado, janeiro 24, 2009

visita ao absurdo




Sento-me no porão de minhas dúvidas
Observo a parede, a borra do café
Aonde vou se os passos não mais sorriem
Abraço-me e enlaço as mãos.
Os pombos me salvam.
-Bom dia, irmã!
-Vais ao salão?
-Fará as unhas?
-Pintará os cabelos?
Não. Nem passarei um lápis nos olhos.
Hoje me quero crua e nua.
Rasgando canhotos bancários.
Hoje mergulharei no asfalto da Avenida e doarei sangue e órgãos.
Aniquilarei saudades dos tempos dos risos fáceis.
Que rolem todas as lágrimas no quase encontro.
Serei doida de rua.
Dona do mundo.
Dama da vida.
Derramarei todos os frascos de perfume.
E nas essências misturadas, rogo um desmaio.
Hoje me quero vulnerável.
Nem prestarei contas a Deus.
Não ouvi um canto de bem-te-vi.
Gente bem que podia ser passarinho.
Adiarei consultas.
Não baterei ponto.
Nenhum canto nem acalanto.
Hoje eu quero o quarto mais escuro.
Quero o risco e o absurdo.
Pularei todos os muros.
Quebrarei paredes.
Que as portas de abram.
Senão as arrombo.

Alyne Costa

poetas



glauber
e
abrhão

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Gustav Mahler - Urlicht



The Gustav Mahler Story




gustav mahler não aparece nas listas de melhores compositores classicos, mas pra mim ele é um dos maiores.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

livro de luciano fraga

Wolfgang Amadeus Mozart - Piano Concerto No. 21 - Andante








livro VAGA LUMES

autor LUCIANO FRAGA

capa e ilustração ALBANO RUELA
EDITORA NOVA CIVILIZAÇÃO,
Rua J. B da Fonseca, 2800, Cruz das Almas - Ba

LIVRO LANÇADO EM 2009.

sábado, janeiro 17, 2009

BOMBAS DE FALSAS POESIAS AMEAÇAM O MUNDO

A noite engolia tudo e a poeira batia impiedosamente em meu rosto, eu esperava encolhido, e sabia que a qualquer momento seria atacado por aquele cachorro de raça ruim, eu sabia e esperava com calma a hora certa de matar aquele cachorro mau , entortecido por luas opiadas, aquele cachorro enlouquecido e peçonhento a deixar rastro de excrementos e poemas enganadores.
A noite ainda cresceria mais e eu estudava aquele mundo estranho, onde cachorros latiam palavras e jardins cortavam poemas perversos nos animais estúpidos com guitarras choronas e alegres. Era um mundo de madrugadas latejantes e de luas que queimavam amores e pariam sorrisos postiços, era um mundo onde a sinceridade era punida, a individualidade crime e castigada com a mordida do cachorro de raça ruim, que contaminava a todos com sua cara de tolo e de satisfação.
Eu sabia que não teria chance no amanhecer, por que todos os outros animais menores estariam ali a me caçarem, olhei ao redor tentando na escuridão sentir algum movimento e para a minha surpresa paginas e paginas voavam na noite escura e desgarradas das paginas poesias me ameaçavam, eram poesias sem nenhum nexo além do sentido da morte, da minha morte, e eu sorrindo me preparei para o pior, as poesias foram crescendo e caiam em mim como bombas de fósforos israelistas e eu lembrei das crianças palestinas assassinadas pelos filhos de deus, e me prometi não perder a serenidade pois a batalha apenas começava.
As poesias sem nexo caiam perto de mim fazendo buracos no solo de mais de dez metros de fundura, a qualquer momento eu voaria pelos ares, aquelas poesias tinham o apoio oficial: do governo, da academia e prefeituras e com elas todas essas casas onde se tomam chá e onde todos se auto-proclamam poetas, toda aquela gente de raça ruim estava ali dando apoios e ajudando nos lançamentos daquelas poesias da morte.
Eu não tinha escolha, era esperar e morrer. De vez em quando eu recebia um papel onde eu assinaria e confirmaria a validade das famigeradas casas de cultura, das prefeituras e dos governos e assim eu seria salvo, e, ainda poderia ser considerado um artista. Eu rasgava aquela medonha mensagem anti-vida e nada respondia.
Por um momento eu acreditei ouvir vozes ao longe e essas vozes foram crescendo e eu pude verificar que a lua agora era prateada e que poesias belas eram ouvidas e que aquelas paginas desgarradas e suas poesias de morte fugiam assustadas e eram elas que agora estavam escondidas e encolhidas, me levantei e pude ver poemas complexos que falavam da vida sem dó, mas sem prisão, sem dogma, sem certo e nem errado apenas as sensações que inflamavam tudo e o mundo continuou turvo, os falsos vermelhos de longe irradiavam ódios impotentes e o cachorro de raça ruim latia um latido inútil e desesperadamente cínico.
Eu ao lado dos poetas loucos e donos de seus narizes tive força pra ficar em pé e escrever estas palavras e o sol veio beijar os meus lábios.

Ronaldo braga

OFEREÇO A TODOS AQUELES QUE LUTAM FORA DAS ESFERAS DO PODER, DE QUALQUER PODER.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

clemencia


(rita vieira)



Em uma decadente casa-clautro, um velho e uma jovem com histórias marcadas pelo abandono vivem uma relação saturada a beira de um trágico fim. Essa é a premissa de "Clemência", que marca a estréia de Rita de Cássia na direção de curta-metragem de ficção; propondo reflexões em torno de dramas psicológicos do homem contemporâneo como a solidão, o vício e a vingança.

Livremente adaptado do conto homônimo do poeta Luciano Fraga, o curta trás músicas do compositor francês Erik Satie aliadas a fotografia do premiado baiano Pedro Semanovschi. Cores opacas, ritmo cadenciado e sutileza nas ações dão formas finais a obra.

Aprovado com louvor e classificado como referência para a escola, foi realizado como trabalho de conclusão do curso de cinema e vídeo da FTC-BA. Além de trazer a bagagem teórica dos 04 anos da graduação, o curta colocou novamente em prática o "Projeto de Extensão" - modelo de produção que visa abrangência da realização de obras audiovisuais para além das fronteiras acadêmicas - agora, de maneira mais madura e eficaz.


Filmado em High Definition durante os dias 03 e 04 de Outubro de 2008 no centro da cidade de Salvador, a ficção de 20 minutos tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2009 com exibição garantida em 05 TV's.

"Clemência" tem a produção da NO7 Produções Audiovisuais e FTC Cine e Vídeo, em associação com a Doc Doma Filmes, Santo Guerreiro Cine VT, Iglu Filmes e Jaguatirica Cinema e Fotografia, como parceiros a Maianga Produções e a Casa de Cinema da Bahia.

Ficha Técnica Dec 26, '08 5:08 PM
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Categoria: Curta-Metragem de Ficção

20 min. HD . 2008
Cor . Drama . Brasil

Título Original: Clemência
País de Produção: Brasil
Língua Original: Português
Empresas Produtoras: NO7 Produções Audiovisuais e FTC Cine e Vídeo



Tags: ficha tecnica

Equipe Dec 26, '08 4:39 PM
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Argumento: Luciano Fraga
Roteiro: Rita de Cássia e Matheus Vianna
Direção: Rita de Cássia
Fotografia: Pedro Semanovschi
Chefe de Maquinária e Elétrica: Everton Juba Machado
Arte: Marcelo Magalhães e Mel Meireles
Figurino: Diana Moreira
Som: Napoleão Cunha
Montagem: Matheus Vianna
Direção de Produção: Macarra Vianna
Produção Executiva: Matheus Vianna, Rita de Cássia e Sônia Vianna


Assistência de Direção: Matheus Vianna
Continuidade: Marcília Barros
Vídeo Assist: Boeing
1º Ass. de Fotografia e Câmera: Gabriel Trajano
2º Ass. de Fotografia e Loader: Jero Soffer
Still: Mariucha Pitangueira
Maquiagem: Mel Meireles
Assistente de Figurino: Carol Falcão
Cenotécnico: Claudio Alves Gringo
Ass. de Cenotécnica: Anderson Miranda
Microfonista: Hilário Filho
Coord. de Produção: Saliha Rachid
Platô: Macarra Vianna
Ass. de Platô: José Rodrigues
Produção de Alimentos: Juliana Vieira
Finalização: Matheus Vianna
Câmera Making Of: Daniel Lisboa



Tags: equipe clemência
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Elenco Sep 4, '08 5:20 PM
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Fernanda Beling [Flor]

Ronaldo Braga [Clemente]

Widoto Áquila [Jonas]

a poesia de graciela malagrida





Aquiescencia

1

Es preciso
que me entiendan las hormigas
los árboles, las flores, los peces,
las aves, los bichos, las piedras del declive
el crepúsculo.
Me hace falta modelar ciertas palabras
adaptarlas al modesto lenguaje de lluvia
o al del arco iris
que atraviesa la angustia de los menesterosos
a expensas de la luz de cada día.

Es preciso ver correr
la sangre de los niños
que han dejado de jugar
y de abrazar
la inocencia.

2

Es necesario
sentirse indigente tantas veces
como feliz de comprender e intervenir
en el conflicto armado
de la razón y la fe.

3

Hay una franja
tan ineludible
como la herida
abierta

Hay niños
de un lado y del otro
mendigando
paz.

4

Por estas faltas cíclicas
por la ceguera mundial
por la sequía mental
.
.
.
estamos en aprietos…
y es cardinal
clickar sobre el amor
para que esta lluvia bendita
nos restaure.

5

Deberemos poner
punto final
punto en boca
punto y aparte
para que así sea.

a menina só tinha doze anos

Eram três horas de uma madrugada espelho fosco quando eu entrei no brega central de cachoeira e as putas solitárias desenhavam tristezas em um olhar sinédoque implorado e esquecido. O feriado nacional chegava e ainda noite estrelas caiam pra longe dali. Sentei e uma puta que aparentava quatorze anos se aproximou e seus passos fracos tremulavam socorros.
- O que o senhor quer?
- Cerveja e cigarros.
Ela me deu um beijo afrásico no meu ouvido esquerdo e saiu soletrando silêncios. Um tempo curto e de volta com os pedidos sentou ao meu lado.
- Quer companhia, ou deseja ficar só.
Eu não disse nada, mas segurei seu braço e toquei com os dedos sua coxa direita e era macia a infância tocada e náuseas e desejos se misturavam no terror do meu tocar. E pirilampos saiam de seus gestos em direção a brinquedos perdidos.
- Quantos anos você tem?
- Vinte e cinco – ela arriscou.
- Quinze - eu disse
- Vinte - ainda insistiu
- Quatorze - falei autoritário
- Dezesseis - disse inaudível, vencida
- Quatorze - eu afirmei imaginando famílias famintas em dias violetas e rezas errantes e um eterno reduplicar misérias.
- Tá bom quatorze, mais não diga que eu disse. O senhor não é pólicia, é? Ela então desabou em uma amência latente e medrosa.
- Não. Não sou da policia e estou adorando sua coxa. Quanto é?
- Sete do quarto e 20 meu. Tá caro? Ela disparou como um colt antigo e esperanças faiscavam seus olhos enquanto suas pernas dançavam uma indigente abertura ensaiada
- Não, tá excelente. Você já foi quantas hoje?
- Três. E eram todos velhos. Mais velhos que o senhor. Um nem quis botar dentro. Gozou em meus peitos – Uma pequena repugnância alterou seu rosto infante.
- Bem, vou beber e depois nós vamos pro quarto.
Ela acendeu um cigarro, colocou na minha boca, e depois acendeu outro e tragou desgraças inteiras de lembranças amassadas e distantes e começou a tossir. Sorriu e continuou o trabalho em meu ouvido: beijos, mordidas e carinhos gelados de uma flor em desesperos caiados de mel e framboesa numa noite de punhais e solidão mortífera.
Bebi calmamente a minha cerveja, e pelo canto dos olhos observava os clientes chegarem, e levarem suas sofridas e pesadas cargas pros quartos, eles andavam como em direção do patíbulo com seus pesos transpassados de intermináveis realidades encravadas em passados inenarráveis e para sempre calados nos peitos covardes.
Numa mesa distante da minha, uma briga ensaiava sangue e a dona com segurança calou os estômagos e manteve o azul da noite em deleite agonizante a esperar tragédias futuras.
Ali as tragédias eram todos nós, e nossos espermas cortantes de delírios trêmulos, de nojentos fluxos de covardias aprendidas em uma vida castrada e cega, com odores calados e tardes escuras nas noites em fugas.
Acabei a cerveja e a coloquei no colo e depois a levei pro quarto.
- Como o senhor gosta?
- Na bunda.
- Na bunda é cinco a mais. - Ela disse e suas palavras eram facas bêbadas nas consciências inexistentes.
Suas roupas caíram e uma nudez criança impunha um céu roxo enquanto musicas de morte me fazia sorrir e sorrir.
Dei mais cinco pra ela e ela sorriu um sorriso dor e decepção.
Ataquei seu corpo bebê e numa irredutibilidade isentálpica, consolidei meu existir numa crueldade libertária e cristã.
Rezei um pai nosso e enfrentei aquela bunda medrosa e numa isagoge lenta e perversa adornei a noite com um crime de amor.
E em tempos eternos, senti dor e prazer na cama fria, que amaldiçoava a minha vida, e o ísquio criança dolorido lamentava flores.
Dei por encerrado o serviço e a menina me olhou e chorando falou
- O senhor é o primeiro que faz isso com amor.
- Eu detesto o amor. Mas, amo putas e sexo. E você é uma criança azul de jardins de pedras com cactos e dor. Cuidado menina eu sou um matador, saia do quarto pois depois do sexo é sangue que eu quero.
Ela saiu sem acreditar e ainda teve tempo de por meu pau em sua boca para um ultimo beijo e eu me vesti e voltei ao salão, onde bebi mais uma cerveja e fuzilei com o olhar um ambiente tosco e ladino e meu cérebro era vitória e aquela velha sensação intolerante quebrava minha rotina e exigia atenção e na minha frente corpos obductos e caveiras e dejetos humanos a rir e chorar palavras de paixão com seus passos de fechaduras e desatenção, numa noite vermelha, onde a minha canção de morte agora era só um questão de espera e epistemê.

Ronaldo braga

a bela poesia de daniel lopes

SÓ DESSA VEZ

Anjos e meninas despencam da janela do sétimo andar
E um vento audaz corta as asas e os corpos
Estou sentado na calçada
e tento montar o quebra-cabeças da nossa vida que rasguei.
corre comigo que eu corro contigo...
sonhos pingando das torneiras...
colchas remendadas no centro...
E um cheiro amargo de manhã que me estupra as retinas.
Estou só e mal acompanhado
Com o gosto do teu gozo escorrendo dos lábios
E o cheiro dos teus dedos me afagando os cabelos...

Teu sorriso constrói manhãs...
Teu sorriso cura os doentes...
Teu sorriso canoniza meninos de rua,
E me cura do espólio ardente do pó.

Anjos e meninas despencam
E um vaga-lume acaricia o piano
Enquanto os bem-te-vis,
imitando o som de um corvo,
Repetem “never more”.

Manhã de morte em mim
Ao mesmo tempo em que uma menina compra pão
Manhã de morte em mim
Enquanto o investigador pede um pingado
Manhã de morte em mim
Enquanto o mendigo revive na primeira pinga do dia
As amarguras dos cinqüenta e dois anos anteriores.

Flor de ir embora
Teu reflexo partido no espelho em doze mil ilusões
E eu desencantado sem saber bem o que fazer com as mãos
(Eu tenho doze mãos)
Então a porta se fecha e o espelho reflete a porta,
E a porta está sempre fechada.
O mundo é teu, menina
Tudo o que posso fazer é estender teu vestido vazio e vermelho na parede da sala.
Na imagem da memória,
Você tem dez anos e se balança em frente a um campo de rosas,
BRANCAS, dessa vez.
Só dessa vez..

DANIEL LOPES

terça-feira, janeiro 13, 2009

alma lavada






logo depois do trevo as almas já se cruzavam de maneira apressada. dalí em diante não mais verde. musgus. a poeira subia, fechamos os vidros. 1980. neodescolonização da áfrica tv's de 29 polegadas e aparelhos de dvd sem pilhas no controle. na panela o feijão do fim de semana. a noite chegou. degraus largos também elevavam eles. turbulência conjugal. estouro simplório carregado de passado. bergmam. descemos, e deixamos as duas almas cruzadas se acessarem a sós. o verde do gramado iluminado pela prata lua cheia, anunciava ainda boas sensações na poucas cores. a temperatura caiu. lá, onde tanto esperávamos chegar, logo aportamos. leves. olhares cruzam a distância. o brilho prata se cruzou com a luz do vaga lumes verde sim. daí em diante, um passeio. um vôo. belo livro. festa. encontro. verdades diplomáticas suaves e sinceras. olhos sobre lentes de grau e peso do mundo na nuca. denso como quem sente o mundo. encontro renovador. a noite já quase transbordava de álcool. cervejas, vinho, whisky, conhaque. parece que foi ontem que pedi pro mundo parar pra eu descer. mas hoje merecia. sábado. isso. janeiro de 2009. o tal do século 21 dos 50 anos do novo amigo. cama de solteiro com franhas brancas (as melhores para mágoas vermelhas com quinas finas). e logo o domingo se fez num giro breve de sonhos reais. voltando da infância, acordei e olhei para o copo de plástico com whisky quente, sentia o cheiro da cama. aqui sombra, e logo ali, caminhamos debaixo da terrível luz amarela. causticante. e logo, cervejas. carne. re-encontro. marley. o velho buk. atenção. cuidado, e as verdades continuam em olhares amistosos. ao tão esperado dia. lá na tela está. o dvd era o mesmo por incrível que pareça. o som maravilhoso. acho que não podia ser melhor. 16x9. play e choro. dai em diante serei redundante. satisfação extrema. alma lavada na certeza do por vir.


Matheus Vianna

segunda-feira, janeiro 12, 2009

LUCIANO FRAGA

VAGA LUMES









[CAPA E ILUSTRAÇÃO: RUELA]


EU FUI AO LANÇAMENTO DO LIVRO VAGA LUMES DO POETA LUCIANO FRAGA, EM CRUZ DAS ALMAS-ba, NO DIA 10 DE JANEIRO DE 2009, E LÁ FUI SURPREENDIDO POR UM BOM PUBLICO, EM PLENO SABADO, UMA CIDADE QUE NÃO LEVA A CULTURA A SERIO, COM UMA PREFEITURA QUE trabalha A CULTURA COMO EVENTO E NÃO COMO UM TRABALHO QUE PROMOVA A DISCUSSÃO DO VIVER.
PARABENS LUCIANO, O LIVRO É DE UMA QUALIDADE MUITO BOA E TAMBEM PARABENS A EDITORA NOVA CIVILIZAÇÃO QUE FEZ UM TRABALHO PROFISSIONAL, MUITO BOM MESMO E A CAPA DE RUELA, UM NOME QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO.
A POESIA DE LUCIANO É DO MUNDO, E O MUNDO O CONHECERÁ E O PREMIARÁ, POR QUE ELE É UMA DAQUELAS NOVIDADES QUE PARECEM DE CEM A CEM ANOS.

RONALDO BRAGA

sábado, janeiro 10, 2009

hoje a noite é de luciano fraga e da poesia

LANÇAMENTO DO LIVRO DE PÓESIA VAGA LUMEM DE LUCIANO FRAGA EM CRUZ DAS ALMAS BA
RUA MATA PEREIRA NA ESCOLA MORANGUNHO.
ABAIXO A APRESENTAÇÃO DO POETA ESCRITA POR RONALDO BRAGa










Há, na poesia de Luciano Fraga, uma atmosfera, redesenhando o real, redefinindo novas fronteiras, e apresentando ao mundo um outro mundo. As palavras, na escrita de Luciano Fraga, como um martelo, bate nas feridas envergonhadas, sangrando dores, espantando medos e afirmando à vida, a condição única de aprendiz,

“Qual a natureza da tinta
que pinta
o absoluto”

e termina enfrentando verdades, relendo mitos:

“na loucura
na sorte
da puta madalena
que disseca o dilema
entre o bem
e o imoral
desta vida choldra
aninhada no abscesso
de um invulgar lodaçal”.

Luciano Fraga pode ser chamado de um poeta denso, um poeta que não aceita o pronto, antes que cria as suas próprias regras, um poeta que dialoga com o sofrimento, tendo o corpo como o lugar do seu registro como o lugar de sua superação, tendo o corpo como o lugar do aprendizado, como o lugar da história,

“Nada sei a não ser
que engravidou da dor
numa madrugada surrada
em que tocava jazz
diante de um espelho refrator”

Um poeta que acima de tudo ignora o lugar comum, buscando na complexidade encontrar o simples, mas nunca o simplório.

“Certas vontades,
nos são enxertadas
na forma de gânglios,
ao dissabor
do meu tronco libertino...”

É na vida incomum do seu povo que Luciano encontra a sua inspiração, e ele um critico feroz desses costumes nada populares, em seus versos, dialoga com a possibilidade de uma nova organização humana, gritando desejos sufocados, ouvindo suspiros escondidos,

“Jamais creio em mulheres
que deixam de trazer
consigo em sua natureza
um resíduo depravado
de crepúsculo
um exíguo sinal de
precipício”

denunciando competências perdidas, e aumentando os tremores das sofridas carnes, nos gestuais da miséria.

“Meus desejos subalternos
deságuam no aborto
de um corpo estranho
sorrindo de mim”

ou:

“Onde a infâmia dos morcegos dança,
o tempo urge,
o vento uiva
contra as paginas
da endecha.”

Ou ainda, sabendo o que realmente quer, ele afirma:

“Era uma noite disfarçada
de dia
que queria invadir
o meu coração”

Mas não há em Luciano o choro dos derrotados, nem o consolo dos fracos, há sim a coragem dos fortes, a delicadeza dos serenos, e a certeza de que a poesia não fala da e nem traduz a vida mesquinha do social,

“Cidade funesta,
com cara de santa,
deploro tuas gorduras
e a galhardia no cartão postal”,

antes, a poesia é a afirmação do paradoxo, a clareza de outros cantos nos cantos da amesquinhada vida de boi dos humanos. Na literatura de Fraga, poesia é a vertigem dos sonhos.
O eu, na poesia de Fraga, aparece não como um herói ou um pobre apaixonado, mas como um forte que toma decisões e sem medo afirma,

“Pronta para o abate,
minha alma sofreu
uma fratura exposta”

deixando claro a sua posição diante das poses e mentiras sociais, que infiltradas nas artes, vem combalindo a força do poético, pois é também pelo belo, e pela vida que o poeta grita, sussurra:

“Não escrevo poesia para final de telenovela”

e numa indicação plena de conforto e de quem está na vida vivendo e aprendendo, ele declara:

“antes,
quero execrar minhas mazelas
e expor as costelas ao machado do açougueiro...
eu não preciso de platéias”

É, pois de bom grado, saber da determinação do poeta no sentido da publicação da sua poesia, uma vez que pobre estamos de boas poesias, e que versos belos ou não, nem sempre culmina em poemas, como dizia Torquato Neto, “um poeta não se faz de versos...”

“ O que você faz com suas mãos?
lava
as vestes sujas dos sacristãos?”

Apresento neste livro, não um simples poeta, mas um homem, comprometido até os dentes com a vida e lutando sem desesperos, por tudo o que acredita, não mostrando caminhos, mas andando sem olhar para trás.
Obrigado Luciano Fraga pela sua poesia.



Ronaldo braga

sexta-feira, janeiro 09, 2009

a poesia de Clodoaldo Daufenbach

a confissão do impróprio

antes da confissão do poeta, um lírio sobre a escrivaninha.
deixem apenas uma vela acesa,
nua,
(sem castiçal)
a derreter no tempo junto com as palavras.
não esperem esse tempo de nuvens escuras, pois,
tudo é breve,
o lírio,
a vela e o poeta...
talvez, apenas as palavras fiquem.

permitam ao silêncio
o não ater-se ao uivo medrado das ruas
ou ao lirismo desbaratinado e incomedido...
ao impróprio, verdades primeiras,
roupas que caibam em sua nudez,
(ele não cabe em lugar nenhum)
sentidos? os mais verdadeiros...
lhe permitam uma busca perene
daquilo que lhe é simples e vital,
daquilo que lhe é encontro
e carecido apenas do olhar e do sorrir.

livrem-no do peso ou da conveniência das carapuças,
sem reprimendas ou bajulações.
deixem-no com suas constatações intrínsicas,
âmago e cerne,
com a sua filosofia e criticismo,
com o seu senso comum
e as tautologias prosaicas...

___

é tarde,
cansa-me a revelia das demoras.
minha obsessão é uma síntese de gestos e de caprichos
que insiste em despedir no verso
a raiva de ter nascido um sentidor...
as páginas, brancas, estão a espera do preenchimento.
parto-me,
reparto-me e me distribuo em todas.
em cada uma delas muitas angústias e tantas dores.
na iminência, o nada,
como se não houvesse concretude e antídotos de conforto.
apressado, termino como um grito,
um aceno não visto e não ouvido.

quem me dera reescrever a teoria de Baudelaire
e corresponder então,
além dos perfumes, das cores e dos sons,
todos os sentimentos e amalgamá-los...
quem me dera, na mediocridade de poeta não sabedor,
compor metáforas que sublimassem em perfumes
a intensidade e toda a efemeridade do viver.
em sons, cantos angelicais... todos os gemidos inaudíveis.
em cores radiantes, todas as madrugadas escuras e sem luas
e pudesse escrever poemas que fossem apenas ilusões.

três vezes a consciência do olho aberto,
três vezes o despertar sem ainda ter dormido...
esta minha “out side art” que me leva
e me eleva aos versos de um poeta tuberculoso,
enquanto submergido em fractais caleidoscópicos,
traz a novidade que não tem o tamanho
das contrições,
da doutrina que me pôs cativo.

muitas faces no poema...
em qual delas existo?
em qual das ilusões minha tez envelhecida
ganhou uma vida a menos e passou a ter fome de paraíso?
não me contento com o querer ser ou com o deixar de ser,
com o existir apenas por existir...

ternura, onde foi que te encontrei?
minha carne incorruptível,
minha sanha bandida e avessa que goza
os vícios e os faz oportunos,
onde achou os traços do beijo na testa?
das lágrimas espremidas no canto do olho,
a descerem como se fosse eu um bichinho doente?

desdobrável, raiz envergonhada,
meu subterfúgio, um parto de licenças poéticas
que me afunda nos reinos em que, servo, inauguro
a minha maldição de escrever a amargura
vestida de uma desculpa cabível,
que não evoca os rancores,
os remorsos,
as mentiras...
este rodeio de frases,
como um canto ao meu nome numa lápide.

não me interessam os corpos bonitos,
as noivas virgens...
em cada esquina seios fartos e pernas lisas,
em cada esquina um orgasmo em oferta
para que eu cumpra o meu papel de michê...
não me importa se, vadias ou matronas embevecidas,
importa-me os sentimentos sem governos, mas leais,
o regalo daquela em que, fiel, doi e se condoi
(como canção de caixinha de música)
e expõe o bicho do corpo como órfã em véspera do sono.

onde escrevo o que não há palavras?
onde, moribundo, confesso os meus pecados?
não me servem mais os dias,
tampouco as noites.
não existo mais para a magnitude das coisas,
para os sorrisos e para a compreensão...

minha confissão,
uma vela,
um lírio
e as palavras que ficam para “o eternamente”.


daufen bach.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

suas flores não cortam mais os meus espinhos




Era abril,
e na sala
beijos perdidos acalentavam esperas
e luas horrorizadas fugiam de ti.
E teus olhos,
nos olhos de outros mundos
planejavam assassinatos
e
promoviam tédios.

Era abril,
e um frio triste
invertia sons
na tua chuva de flores cinzas
e
em meus olhos teus dentes
eram ameaças solenes ritmadas nos medos,
enquanto teu cú,
olhava faminto as horas e
desejava tudo nos horrores
dos anjos caídos.

Era abril, e
Janelas sopravam sustos
nas asas da mentira.


ronaldo braga

cenas da peça flores para os hospedes















raul seixas tu és o mdc da minha vida

raul seixas maçã

convite de lançamento
do livro
vaga lumes
de luciano fraga
Local : Escola Moranguinho
Rua Professor Mata Pereira 410 Centro.
Cruz das Almas – Ba.
Data: 10 de janeiro de 2009, sábado.
Horário: 20h30min.
Conto com sua presença!
... O que você faz com suas mãos...?



Capa e Ilustrações: Ruela


apareçam.

eu estarei lá

domingo, janeiro 04, 2009

FLORES PARA OS HOSPEDES OU SUAS FLORES NÃO FEREM MAIS O MEU CORAÇÃO



eu e parte do elenco da peça 'SUAS FLORES NÃO FEREM MAIS O MEU CORAÇÃO"
QUE TEVE UMA APRESENTAÇÃO ESPECIAL COM O TITULO DE FLORES PARA OS HOSPEDES.
O TEXTO E A DIREÇÃO É DE RONALDO BRAGA.

RONALDO BRAGA

amizade??????????????????????????????????

ele tava ali, como toda quinta feira ele bebia a sua cerveja ali naquela venda e naquela mesa, eu sabia que ele não falaria comigo, por isso desci da bicicleta e de longe gritei o seu nome, ele me olhou como quem acorda de um pesadelo, e virou a cara pro outro lado, eu sorri e passei por ele como se passa por um nada e fui direto pro balcão da venda e já alterado pelo vinho conversei com o dono do lugar, que tinha uma frase muito peculiar:
- o partido não é bom nem ruim, são as pessoas que fazem o partido.
eu ouvia e pensava e sempre respondia
- então todos os partidos são compostos por pessoas ruins?
o dono continuava
- fui vereador desta cidade quando vereador não ganhava salario.
- assim é que deveria ser- disse eu já sem entender nada - o vinho começava a fazer efeito.
Olhei para onde ele estava e notei que ele saira correndo, como sempre eu imaginei: correndo.
Um conhecido de infancia cobrou uma fita cassete de raul seixas que eu o devia desde 1978, rimos da minha divida e eu o ofereci amendoin torrado.
Voltei a pensar no sujeito que até pouco tempo estava bebericando sua cerveja e lembrei que aquela pessoa quase acabara a minha amizade com um grande poeta que era amigo meu do colegio secundario, como eu tivera coragem de ser amigo de um homem como aquele, em tempo o erro foi consertado e eu me livrara daquela sarna, amizade só vale quando existe realmente interesse em comum e este homem e eu temos buscas totalmente diversas e agora aliviado eu podia dizer:
estou cada vez mais longe do pasto.

ronaldo braga

obs: eu devido a alguns comentários sem as devidas assinaturas e que fere as pessoas e não critica as ideias, retirei esta publicação,e a postei de novo sem os comentários pois quem tiver afim de falar mal dos outro que asssine o seu nome e não assine chico qualquer coisa.
quando sou eu o que sofre acusações eu não me importo e se antes eu nunca fiz isto daqui pra frente eu farei sempre.
as pessoas que falaram mal de um artista plastico e tiver afim de assumir é só entrar assinado que eu permito.

sábado, janeiro 03, 2009

HAMAS, a força contra os nazistas judeus.




toda a esperança agora na capacidade de defesa dos hamas contra os judeus nazistas aprendizes de hitler, assassinos, invasores de terras dos outros apoiados pelo EUA e com o silencio do novo engodo o branco de pele escura obama.

vitoria vitoria e que israel pague caro pelos seus crimes.israel nação nazista
merece o repudio do mundo.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

www.diversos-afins.blogspot.com

Estimado leitor,


Diante dos últimos suspiros de 2008, nossa jornada cultural continua. Entre suas expressões, a Vigésima Oitava Leva da Revista Diversos Afins traz:

- a poesia de Rodrigo Franco, Edson Bueno de Camargo, Gerusa Leal, Aroldo Ferreira Leão, José Inácio Vieira de Melo, Alexandre Bonafim e Romério Rômulo

- uma entrevista sobre imagens íntimas da escrita com a autora Lucia Fonseca

- nuances do conturbado espírito humano nos contos de Rodrigo Melo e André de Leones

- um novo rosto para Ariano Suassuna na crônica de W. J. Solha

- nos desenhos de Felipe Stefani, outros lampejos de nossa existência


Estes caminhos e outros mais em:


www.diversos-afins.blogspot.com

quinta-feira, janeiro 01, 2009

DEUS É MUDO SURDO E CEGO OU CUMPLICE DESSE ESTADO NAZISTA E TERRORISTA CHAMADO ISRAEL?





Israel, que se diz povo escolhido por Deus, mata crianças, velhos e doentes em uma guerra covarde. Israel que não quer devolver as areas ocupadas, e não permite aos palestinos um minimo de qualidade de vida deseja que o povo palestino não lute pela sua sobrevivencia e recuperação tanto de seus territorios, quanto de sua autonomia politica.
Israel é um estado terrorista e apoiado pelos EUA, vem fazendo de assassinatos sua politica externa, Israel, vem matando todo dia milhares de palestinos com o silencio desse novo engodo americano o Obama e com o apoio do ocidente, ainda bem que o governo brasileiro tomou uma posição de apoio aos palestinos.
É esperado uma ação dos arabes, contra esse governo nazista. Fica uma pergunta:
Porque os judeus foram persequidos por varios povos ao longo da sua história?
A resposta ta na forma que esse povo encara os outros povos, primeiro eles se chamam de povo escolhido por Deus e na sua falsa história coloca golias como filho do diabo e david como filho de Deus. Na verdade o que nós vemos é um estado terrorista que mata crianças e não permite aos palestinos viver sua propria vida.
Aos palestinos não resta outra opção senão recorrer à violencia pra dizer ao mundo que eles, estão sendo mortos, roubados e humilhados pelos pretensos filhos de deus, o estado nazista israel.
Israel precisa ser julgado pelo mundo como um estado terrorista, nazista e ladrão.
Daqui nosso total apoio a causa palestina.

ronaldo braga